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Workshop de Patchwork com Salomé Vieira

De 9 a 21 de Outubro


Workshop de Patchwork com Salomé Vieira
Pós Laboral
Santa Cruz da Graciosa
Biblioteca Municipal
Ilha da Graciosa

Inscrições até 29 de Setembro através do 295 712 711
Fonte:
https://www.viralagenda.com/pt/events/385434/workshop-de-patchwork-com-salome-vieira

Mercado Trocas e Baldrocas


13 de Agosto a partir das 16h00
Seguido do Espétaculo infantil: "Ruca - O Original" na Praceta dos Baleeiros
Município de São Roque do Pico

Curso Inovar - Artes e Ofícios


Inscrições até 27 de Maio Centro Regional de Apoio ao Artesanato - 296 309 100
craa@azores.gov.pt

HORA DO OFÍCIO: WORKSHOP DE FOLHA DE MILHO



O Governo Regional em conjunto com o Centro Regional de Apoio ao Artesanato, Realiza de 29 de maio a 03 de junho no Mercado Municipal de Santa Cruz, um Workshop de Folha de Milho.
Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição em anexo e enviá-la por e-mail até dia 19 de maio, ou poderão contatar o serviço da Vice-Presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial – Serviço de Ilha das Flores e Corvo.
Rua Dr. Armas da Silveira, n.º 1 - B
9970 – 331 Santa Cruz das Flores
Telefone/Fax: (+351) 292 592 846

Fonte: Camara Municipal de Lajes das Flores


Workshop Palhinha de Trigo

Hora do Ofício


Workshop com Alzira e Conceição Neves
17 de Abril a 31 de Maio
2ª e 5ª Feira / 19h00 - 22h00
Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro, ilha do Pico.
Inscrições até dia 7 de Abril - 292 679 840

As Mãos de Euclides Rosa - Miolo de Figueira


Trata-se de uma exposição única do género em todo o mundo, uma vez que é composta por  esculturas - em miniatura-  em miolo de figueira , realizadas por Euclides Rosa.
 Esta coleção  era, na sua origem, composta por 70 miniaturas executadas em miolo de figueira, dispostas em 39 vitrinas, contando com 35000 fragmentos desta matéria e pesando apenas 1200 gramas que levaram dez anos de trabalho ao seu autor.
Figuram em miniatura uma aldeia açoriana, o litoral paulista, monumentos regionais e nacionais, antigos oficios, evolução da navegação, vasos de guerra, barcos de cruzeiro, embarcações  da época dos descobrimentos e o primeiro avião comercial  que efetuou a travessia do Atlântico Norte via Açores, "Yankee Clipper P.A.A.".

Local: Museu da Horta, Ilha do Faial; 
CONTACTOS PROMOTOR:

Museu da Horta

Palácio do Colégio 
Largo Duque D' Ávila e Bolama
9900-141 Horta

Telefone: 292 392784 
Fax: 292 293441


Ilha: Faial
Concelho: Horta




Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/agenda/?id=8703


PASTÉIS DE ARROZ DA GRACIOSA SERÃO DEGUSTADOS NO IV FESTIVAL DE ARTESANATO DOS AÇORES – PRENDA

O IV Festival de Artesanato dos Açores – Prenda, que decorre entre 24 e 27 de novembro, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, conta com a participação de mais de meia centena de artesãos e empresas artesanais de todo o país.
Este festival, que tem entrada livre, é uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA), assumindo-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional, das culturas locais e da venda do artesanato tradicional e contemporâneo dos Açores.
O programa do festival, além da parte expositiva, contempla workshops, espetáculos de música e de teatro de marionetas.
As 52 unidades produtivas artesanais presentes nesta iniciativa vão apresentar produtos ligados aos artigos de malha, ao fabrico de miniaturas de madeira, ao burel, à cortiça, à bijuteria, à cestaria, à olaria e à escama de peixe, aos bordados e à cerâmica.
Os artesãos também demonstrarão a arte de trabalhar o vidro, o couro, o ferro, o estanho e a confeção de bonecos de pano, assim como rendas e doçaria.
Os vários workshops previstos contemplam diversas áreas, designadamente cerâmica/decoração, macramé, escamas de peixe, folha de milho, patchwork, embutidos, tecelagem e pirogravura/bijuteria.
O festival vai também proporcionar aos visitantes a Hora do Chá, em parceria com várias empresas, podendo ser degustados chás e sabores caraterísticos da doçaria açoriana, como Pastéis de Arroz, da Graciosa, Bolo Baleeiro, do Pico, e Bolos Lêvedos, de São Miguel.
Os visitantes deste certame ficam ainda habilitados ao sorteio diário de um cabaz com produtos artesanais.




Fonte: http://www.radiograciosa.com/

Centro Regional do Artesanato promove exposição na Graciosa

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA) e o Museu da Graciosa inauguram a exposição denominada “Residência Criativa 2015”, no próximo dia 4 de Outubro, pelas 20h30.  
A exposição a inaugurar no Museu da Graciosa é uma iniciativa do CRAA em parceria com o Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho que pretende valorizar o bordado tradicional a branco sobre linho, mas também criar uma marca com visibilidade no mercado nacional e internacional. 
 A coleção de moda e casa, concebida no âmbito da Residência Criativa 2015 esteve em exposição no stand "Artesanato dos Açores" na FIA - Feira Internacional de Artesanato, que decorreu de 25 de junho a 3 de julho, em Lisboa. 

O projeto “Residência Criativa” promovido e organizado pelo Centro Regional de Apoio ao Artesanato, constitui mais um projeto de promoção e inovação do artesanato regional, onde se incentiva a criação de novos produtos.






Jardins de Pano



Ainda vai a tempo de participar neste atelier que nos é dado pela formadora Maria do Carmo Lima, em que as criações de Eduardo Carqueijeiro dão o impulso para um "lugar fictício", em "trabalho louco". É uma técnica utilizada na elaboração de têxteis domésticos, reaproveitando tecidos. 

Este atelier realiza-se no dia 17 de Setembro (e outra vez no dia 15 de Outubro) das 14h às 17h. 

A participação é gratuita mas limitada. Poderá garantir a sua presença ligando para o 295 240 800 ou para  museu.agenda@azores.gov.pt 

Exposição de Conchas Pintadas


Exposição de Conchas Pintadas até 30 de Setembro

Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro



Município de São Roque do Pico

"Casa dos Sofias"


Antigo forno da casa
A “Casa dos Sofias” é um centro de exposições com uma mostra permanente de trabalho em osso e marfim de baleia.

Denomina-se assim porque a antiga dona da casa chamava-se Sofia, o nome Sofias tornou-se um apelido popular, devido ao fato dos locais ao falarem de algum membro da família diziam sempre no fim “da Sofia”, por exemplo a um dos filhos chamavam o “António da Sofia” e aos restantes irmãos sucedeu-se a mesma situação ficando a família apelidada de “os Sofias”. Alguns membros desta família trabalharam na indústria baleeira em cargos de operário, marinheiro e trancador/arpoador. 



Para além do osso e do marfim, também se pode observar alguns trabalhos em madeira, equipamentos de comunicação das vigias e embarcações usados durante a pesca da baleia.

Maxilar inferior de cachalote
 

Andreia Goulart

Living Traditions @ São Roque do Pico


Município de São Roque do Pico

O "Living Traditions" é um programa de visitas guiadas a pontos de interesse cultural criado para que conheça as nossas tradições pela voz de quem as sabe: Artesanato, construção naval tradicional, gastronomia regional, queijo do pico (DOP), vinha e vinhos.

 Estas atividades acontecem até Novembro de 2016, de segunda a sexta-feira, a partir das 10h30, todas as visitas são gratuitas, bastando apenas fazer uma reserva através dos seguintes contactos:


Cais de Agosto - São Roque


28 a 31 de julho - O festival de Verão mais animado da ilha do Pico oferece feiras gastronómicas, de artes e do livro, exposições fotográficas, provas de vela, de botes baleeiros, de canoagem, de tiro, de remo e de futebol, touradas à corda, actuações musicais de músicos e Djs regionais e nacionais, folclore, espectáculos de teatro musical.
O cartaz deste ano do Festival Cais de Agosto, que se insere na programação das Festas de São Roque do Pico, contará com:

28 de julho – Quinta do Bill e o DJ Rebel Kidz Crew 

29 de julho – Agir e os DJs Mariana Couto e DJ Nokin.

30 de julho – The Gift e o DJ Drumma Scratch (sábado,);

31 de julho – D.A.M.A. e o DJ Eddie Ferrer (domingo,).

Terão também lugar duas "Sunset Party" (29 e 30 de julho, respetivamente), sendo animadas pelo DJ Rui Tomé, na Praceta dos Baleeiros.

Também no âmbito das Festas de São Roque do Pico haverá dia 27 de julho o XI Festival de Bandas Filarmónicas da ilha do Pico.



http://agenda.acores2016.pt/julho.html#d18
Carolina Melo e Simas

Festas da Madalena - Pico



19 a 24 de julho - Nestas festas poderá assistir a concertos, dançar ao som das batidas dos DJs, fazer vela e motonáutica, passear num ólei na praia. O cartaz deste ano conta com artistas de peso do panorama nacional e internacional.


A mítica banda Rock Xutos e Pontapés, o grupo de Funk, Hip-Hop e Zouk brasileiro Putz Grilla, Tony Carreira, o cantor romântico com mais sucesso em Portugal, o rapper Carlão, o sempre divertido Quim Barreiros e os DJs Dan Maarten, a Dupla Mete Cá Sets (DMCs), Dextro, Janieck Devy, Rafman, The NinjaKore, Rizzo e Karetus.

20 de julho – Karetus; e Paulino Coelho.
21 de julho – Quim Barreiros; Phill Jay; Janieck Devy; e Dan Maarten.
22 de julho – Tony Carreira; Rafman; e Ninja Kore.
23 de julho – Xutos & Pontapés; Rizzo; e Putz Grilla.
24 de julho – Carlão; Dmcs; e Dexro

Madalena / Pico



http://agenda.acores2016.pt/julho.html#d18
Carolina Melo e Simas

Exposição "PATCHWORK"



A Direcção Regional da Cultura através da Biblioteca Pública João José da Graça, na ilha do Faial  na cidade da Horta, promove a exposição " Uma Pintura de tecidos", de Patrícia Smith.

Esta exposição está patente até dia 20 de julho, na sala de exposições da Biblioteca.

Esperamos pela sua visita


Fonte:http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=54401

Gina Maciel

Queijo São Jorge



Como que perdida no Oceano Atlântico, a ilha de São Jorge, de origem vulcânica, com pouco mais de 10 000 habitantes, situa-se no meio do Grupo Central do Arquipélago dos Açores, separada apenas por 15 km da ilha do Pico, pelo canal de São Jorge.

Com uma superficial total de 237 km2 da qual 80% são pastagens, tem apenas 53 km de comprimento e 8 km de largura. É uma ilha diferente e única pela sua beleza agreste. A costa é em geral rochosa com arribas escarpadas e o seu perfil apresenta-se alongado e estrito. Raul Brandão, no seu livro As Ilhas Desconhecidas, descreve-a como "... ilha esguia que parece um grande bicho à tona da água mostra no focinho penedos aguçados como dentes ...".

É atravessada por uma cordilheira montanhosa com a altitude máxima de 1053 m no Pico da Esperança, e as serras são muito elevadas nas vertentes voltadas a norte. e fustigadas pelo forte e constante vai e vem das ondas de um mar muito profundo. estas características naturais levaram ao aparecimento de fajãs, term cuja origem se perde no tempo, mas que designa um terreno plano, que facilmente pode ser cultivado com plantas que não se desenvolvem em altitude devido às condições edafo-climáticas ali existentes.


Estes terrenos, encaixados sobre a beira-mar e dispostos em anfiteatro, ficam entre deltas de lava resultantes da penetração no mar de escoadas deste mesmo material. São quase sempre de extensão reduzida e formados de materiais desprendidos das arribas. Acredita-se que as fajãs, pelo seu microclima suave e agradável, especialmente quando voltadas a sul ou sueste, e pela abundância dos seus recursos naturais e facilidade de acesso ao mar, foram os locais onde inicialmente os colonizadores se fixaram, tendo sido a partir delas que se deu o povoamento das terras do interior da ilha de maior altitude.  

É nesta ilha tão bela, tão singular e tão especial, cujo início de povoamento data de meados do século XV, outrora designada como "a terra do queijo", que se produz regularmente, desde o inicio do século XX, o Queijo São Jorge, hoje com Região Demarcada (a própria ilha), e Denominação de Origem desde 1986. É aqui que os jorgenses afirmam a sua fibra de lutadores pela dádiva da sua terra, o leite, chamado noutros lugares do mundo o ouro branco, donde lhes vem a principal riqueza da sua economia.

O Queijo São Jorge ainda hoje se fabrica com leite de vaca cru, coagulado com coalho animal, em pequenas unidades fabris que pertencem  às várias Cooperativas de Produtores distribuídas ao longo da ilha. A primeira foi fundada na Beira em 1927.

O fabrico, embora seguindo o processo tradicional, está já parcialmente industrializado e a tendência é para incrementar esse desenvolvimento correndo o risco da descaracterização do queijo. 


Os queijos são grandes, cilíndricos, de diâmetro que pode variar de 25 a 35 cm, um peso de 8 a 12 kg. A tecnologia de fabrico é a de um queijo de pasta prensada e tem algumas semelhanças com a do queijo Cheddar de Inglaterra. Contudo, as adaptações locais, a qualidade do leite baseada nas magnificas pastagens da ilha - associação de gramíneas e leguminosas de média e elevada altitude -, a influencia do clima e dos  micro-ecossistemas de cada zona da ilha, dão-lhe características sensoriais muito especiais que fazem do Queijo São Jorge um queijo único em Portugal. 



A cura, fase do fabrico da maior importância. é ainda feita nas condições naturais, durante o primeiro período nos chamados "secadores", locais mais secos e ventilados na parte superior das queijarias. Depois é continuada em ambiente climatizado num total de 3, 4 ou 7 meses, de acordo com a apresentação comercia do produto. Posteriormente a continuação da cura vai provocando uma evolução que fortalece o "carácter" ao queijo dando-lhe características diferentes com aroma e sabor cada vez mais intensos, complexos e deliciosos.


A casca natural deve ser bem formada, um pouco espessa, de acordo com o tempo de cura do queijo, de cor amarelo-palha-escura e com algumas pontuações acastanhadas muito características, a que tradicionalmente se chama "sarampo" ou "ferrugem", motivadas por determinadas leveduras que se desenvolviam na casca durante a maturação em condições naturais.

A pasta deve ser firme, semidura ou dura de cor amarelo-palha, com aberturas muito pequenas e irregulares distribuídas pela pasta de um  modo uniforme. A textura é quebradiça ou mesmo friável com o envelhecimento. 
O sabor limpo, forte e com "personalidade", abre-se em cambiantes multivariados entre o láctico e o frutado, enriquecendo-se com o tempo de maturação e podendo mesmo manifestar um picante apetitoso.


Fonte: Livro "Queijos Portugueses" de Maria de Lourdes Modesto e Manuela Barbosa, editora Verbo.


Carolina Melo e Simas 





Mestre Manuel Morais “O último grande cesteiro da ilha do Pico”


Culturpico FM à conversa com o Mestre Manuel Morais
“O último grande cesteiro da ilha do Pico”




“Manuel Morais é uma força viva da natureza. Um rochedo, batido pelo tempo, que teima em se manter de pé. As suas mãos, grandes, secas, gastas e ternas, continuam a torcer o vime, num bailado que se aproxima do fim. Da “sua” Terralta, vigia debruçada sobre o mar, olha o mundo e vai tecendo o rendilhado do vime, com que se agasalha a alma e o sonho.”

Manuel Francisco Costa Júnior
                                                                                                                                

O programa de rádio, Culturpico FM, através da sua colaboradora Marilda Tavares, esteve à conversa com o mestre Manuel Morais natural da Terralta, freguesia de Santo Amaro do Pico, conhecido como "o último guardião dos vimes".
Durante as festas de veão desloca-se, na sua carrinha, às festas mais importantes da ilha, onde aproveita para vender o seu artesanato feito em vimes.
Na sua oficina situada na Terralta, percebe-se que cada peça é feita com dedicação, paixão e quase de olhos fechados, ao sabor da imaginação de quem merece ver o seu trabalho reconhecido.

                                  
Marilda Tavares - Como surgiu o gosto por esta arte dos vimes?
Manuel Morais - Não foi de imediato. Comecei a trabalhar numa fábrica de lacticínios durante 37 anos, no fabrico de queijo e manteiga. Passado algum tempo a firma Martins & Rebelo foi falhando e por consequência fechando alguns postos, no entanto, colocaram-me num dos postos na Silveira, mas como a viagem era grande e o ordenado era pouco, não compensava a deslocação. 
A partir da altura em que abandonei a fábrica de lacticínios dediquei-me intensamente, durante 18 anos, à pecuária, no qual tinha uma lavoura com mais de sessenta cabeças de gado nas minhas terras.
Em 1994 reformei-me da agricultura e tinha três caminhos à escolha: não fazer nada; trabalhar de latoeiro; ou trabalhar nos vimes. Dediquei-me à cestaria, “ao trabalho dos vimes” por achar que seria mais rentável.


M.T. - Com quem aprendeu a trabalhar nos vimes? 
M.M. - A influência de trabalhar nos vimes herdei-a do meu pai, que, sendo agricultor, também sabia fazer algumas coisas em vimes, no entanto, não estava sempre ao pé dele para o ver trabalhar e também ele não era propriamente uma pessoa cheia de paciência para ensinar.
Basicamente fui um autodidata na arte do vime. Faço tudo porque gosto de experimentar e sou muito persistente. 
A primeira peça que fiz foi um açafate e não ficou nada apresentável, tanto que nem tive coragem de vendê-lo, nem o meu pai deixava! Deixei de fazer durante um longo período.
No entanto, como tinha sempre muitos vimes cozidos, tentei “salvar a honra” e comecei novamente a trabalhar nos vimes. Já fiz centenas de açafates, mas faço de tudo um pouco, depende do gosto do freguês.
É preciso ter muita vontade e ter muito gosto por aquilo que se faz, porqe tudo requer tempo e paciência.


M.T. - Que tipo de tratamento requer os vimes?
M.M. - Abasteço-me de vimes praticamente por toda a ilha, desde a freguesia das Bandeiras até ao lugar dos Foros, freguesia da Calheta de Nesquim. O vime dura muitos anos sem estragar-se.
É necessário deslocar-me a casa dos fornecedores para carregar os vimes, depois escolho-os e limpo um a um e, então, segue-se o processo de cozedura, uma etapa que exige muito tempo e dedicação. Tiram-se-lhes as galhas e são separados em montes: grossos para um lado, médios e pequenos para outro.
O processo de cozedura é feito em caldeirões de ferro ou em bidons metálicos de gasóleo.
Claro que requer tratamento e o melhor produto para conservar o vime é água rás, um produto que é utilizado nas tintas.


M.T - E que tipo de produtos faz com os vimes?
M.M. - Como já referi, faço de tudo um pouco. Mobília de quarto, sofás, mesas, cestas de fruta, açafates, cabazes, arcas, baús, floreiras, porta-revistas, entre outras coisas. Empalho também garrafões e garrafas e recupero, restauro e reabilito peças que estejam danificadas.

M.T. - Faz trabalhos por encomenda? 
M.M. - Faço sim, até para o estrangeiro. Passam cá vários estrangeiros que me pedem peças para levar para os seus países, principalmente os imigrantes. São peças, que segundo eles, são difíceis de encontrar em qualquer ilha dos Açores, e por isso passam cá de propósito para comprarem.


M.T. - Qual foi o trabalho que lhe deu mais prazer a realizar?
M.M. - Todos me dão prazer até porque são diferentes. Mas sou sincero, o que mais gosto de fazer são açafates, nos seus variados tipos (um vime, dois vimes…). É um trabalho mais rápido mas pouco rentável. 
Se fosse pedir cinco euros à hora por cada peça que faço ou já estava milionário ou então não vendia nada!


M.T. - Acha que esta arte deveria ser aprendida nas escolas? 
M.M. - Acho e até já fiz várias tentativas para que isso acontecesse. Atualmente confesso que já não estou disponível para essas “aventuras”, até porque a idade já pesa e caí recentemente, o que não facilita o trabalho nos vimes.
Já tive algumas pessoas que quiseram vir aprender, mas depois dizem que dá muito trabalho e acabam por desistir.
Tenho vontade que haja continuação, mas também tenho noção que esta arte está com os dias contados aqui no Pico e nos Açores em geral.


M.T. - Sei que lhe foi feita uma homenagem pela câmara municipal de S.Roque e pelo museu do Pico. O que sentiu ao ver o seu trabalho reconhecido?
M.M. - Não sei se sou digno de tal homenagem e fico muito comovido por ser lembrado e reconhecido na minha ilha. Agradeço muito o livro que escreveram sobre mim, é uma recordação para a vida, bem como o meu testemunho sobre esta arte.


M.T. - Senhor Manuel, ainda faz artesanato para as Irmandades do Espirito Santo?
M.M. -  Sim, ainda faço e com muito gosto. Faço para quase todas as irmandades da ilha do Pico e também para a América e Canadá
Este ano também enviei vários trabalhos para as vinhas do Douro.



M.T. - E quem quiser aprender esta arte, pode fazê-lo consigo? 
M.M. -  Pode sim, estou inteiramente disponível. Aliás, como já referi, tenho um enorme gosto em passar esta tradição para outras gerações.
Tenho muita pena que esta forma de arte desapareça e que o Pico não conserve uma das coisas que o carateriza melhor, o “trabalho dos vimes”.




M.T. - Da minha parte muito obrigada pela sua disponibilidade e continuação de um bom trabalho.
M.M. -  Agradeço do fundo do coração o facto de cá terem vindo. A minha porta estará sempre aberta. 



Fonte: Culturpico FM, Marilda Tavares




Carolina Melo e Simas

Aplicação para smartphones e tablets disponibiliza um roteiro do artesanato dos Açores






O Vice-Presidente do Governo afirmou em Angra do Heroísmo, que os Açores têm vindo, ao longo dos últimos anos, a “vencer o desafio" de transformar o artesanato num "produto cada vez mais qualificado e inovador”.

Sérgio Ávila, que falava durante a visita a uma unidade produtiva artesanal, durante a qual foi apresentada a aplicação multimédia bilingue 'Percursos do Artesanato dos Açores', para smartphones e tablets, salientou que esta nova plataforma de comunicação é “o passo que faltava”.

A nova aplicação, segundo o Vice-Presidente, permite “o acesso às mais de 100 unidades produtivas artesanais dos Açores, conhecê-las, ter a sua georreferenciação, os produtos que vendem e o seu horário de funcionamento, de forma a que cada turista ou cada pessoa que queira adquirir um produto certificado" do artesanato regional possa ter acesso a toda a informação.

Sérgio Ávila manifestou a convicção de que esta aplicação resulte “no aumento das vendas diretas" a quem visita os Açores, mas que também possibilite "aquisições não presenciais”, em resultado da colocação “daquilo que temos de mais tradicional, que é o artesanato, nas mais modernas plataformas de comunicação, de conhecimento e de venda”.

“O potencial de vendas tem vindo a crescer, de forma significativa, com o crescimento do turismo”, considerou Sérgio Ávila, para quem a evolução verificada nos últimos meses na ilha Terceira e as perspetivas de reforço para os próximos meses devem ter “um reflexo muito positivo no âmbito do artesanato”.

Para o Vice-Presidente do Governo, “faltava fazer essa ligação de conhecimento, que agora é feita com o sentido de modernidade e aproveitando as mais recentes formas de comunicação e informação”.
GaCS/CT


Fonte. www.azores.gov.pt


Ana Cabrita

Nova "Hora do Ofício". Técnicas de Bordado - Workshop com Oldemira Aguiar


Realiza se de 18 de Abril a 29 de Junho na Associação de Artesãos da Ilha Graciosa, um workshop sobre as técnicas do bordado tradicional da ilha.

"O bordado é uma prática feminina e artesanal que já foi intrínseca ao quotidiano doméstico. Era um património naturalmente recebido e transmitido pelas mulheres da família, que passavam horas a bordar, num trabalho único, minucioso de perfeição e dedicação.
O reconhecido valor dos bordados dos Açores e a consequente procura, fizeram crescer alguns núcleos de produção em várias ilhas, como em São Miguel e na Graciosa. Mantendo-se até hoje em funcionamento, empregando processos tradicionais, preservam os bordados como elementos representativos do património cultural.

A estampagem, o bordado e a engomagem, são as três fazes da execução da arte de bordar, sendo elementos essenciais a qualidade do linho, a harmonia do desenho, a variedade dos pontos e a perfeição da sua execução.
Quanto aos utensílios, para além da agulha e da tesoura, a bordadeira necessita de um dedal, de um furador e de um bastidor, para facilitar bordar certos pontos no linho."




Fonte:https://www.facebook.com/centroregionaldeapoioaoartesanato/photos/a.384774541655939.1073741829.384248721708521/811539985646057/?type=3&theater