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Entrevista à Artesã Lisandra Silva


Em são Jorge na freguesia da beira, podemos encontra uma jovem Chamada Lisandra Silva, com 24 anos de idade .  Desde cedo que se dedica às artes, tendo adquirido esta paixão pelo facto da sua mãe e avó materna terem dedicado grande parte da sua vida ao artesanato. Por curiosidade, fomos conhecer um pouco dos seu trabalhos. Para esse prepósito, entrevistamos a Artesã Lisandra Silva.


                                               


GM-  Boa tarde lisandra Silva , para iniciar a nossa entrevista gostaria que me contasse um pouco do trajeto.

LS- A primeira arte que aprendi com as linhas foi o ponto de cruz, que com apenas 5 anos de idade lhe tomei o gosto e até aos dias de hoje o faço com muito gosto, arte ensinada pela minha avó.

Aprendi diversos tipo de artesanato, mas foi com a minha mãe que agarrei a vontade de aprender os trabalhos realizados em tear, com cerca de 10 anos fiz a minha primeira peça em retalhos no tear.


  Foi com grande dedicação e empenho que ela me ensinou tudo do mundo dos teares, desde o que tinha de ser feito de inicio, como por exemplo, o cardar e fiar a lã, até ao retirar as peças já concluídas e fazer-lhe todos os arremates necessários.


GM-Aprendeu esta arte  com facilidade?

LS-Pode-se  aprender com grande facilidade pelo facto de possuir na minha residência todo o tipo de utensílios para a realização dos trabalhos de tear, sendo estes da minha mãe.

GM-  Pretende manter esta tradição ?

LS- Sim, este é um trabalho muito antigo, que já poucas pessoas os realizam, e foi com muito gosto que o aprendi para manter a tradição. Pena é que nos dias de hoje as artes já não têm o devido valor, são trabalhos únicos que exigem muita dedicação e tempo dispensados, só com verdadeiro empenho e dedicação se conseguem peças verdadeiramente bonitas.

GM- Pretende ensinar esta arte a outros jovens ?

LS- Sim,espero que com o passar do tempo consiga incentivar os da minha idade e alguns mais novos a dedicar um pouco do seu tempo a esta arte para que ela não mora esquecida no tempo.
Os trabalhos de mão fazem-me sentir viva, e por isso irei continuar com este meu sonho de poder ser artesã e poder ensinar as minhas pequenas artes aos outros.

GM-  Muito obrigado pela sua disponibilidade, desejando de igual modo sucesso nas suas vendas.

LS-Muito obrigado por se ter lembrado de me entrevistar a respeito do meu trabalho  e espero que com esta entrevista haja uma maior divulgação da mesma.


 Fonte:https://www.facebook.com/asartesdaliss/?sk=photos&app_data

Gina Maciel

Queijaria “Pico Redondo” conjuga saber tradicional com Turismo para rentabilizar exploração pecuária na ilha das Flores


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Ilda Henriques é queijeira, distribui, vende e recebe os turistas que se deslocam 

à Queijaria “Pico Redondo”, na Fajãzinha das Flores. Com mãos sábias e experientes, 
que tanto ajudam o marido na exploração como embalam os dois tipos de queijo 
produzidos, Ilda Henriques explica que os turistas gostam muito de visitar a 
pequena queijaria e provar o produto final. O segredo para os seus queijos, que também 
já podem ser encontrados em São Miguel, é o facto de usar apenas leite da sua exploração

Na Freguesia da Fajãzinha, na ilha das Flores, a rua do Pico Redondo é também sinónimo de um dos melhores queijos que se faz naquela ilha. O casal Ilda e Francisco Henriques decidiram rentabilizar o leite que tiravam da exploração que têm naquela freguesia e começaram a fazer queijo fresco. Inicialmente era apenas para consumo próprio, mas depois o queijo fresco feito pelas mãos de Ilda Henriques começou a ganhar fama e começou a chegar a algumas casas na própria freguesia e pela ilha. 

Feito de uma forma artesanal e sem qualquer tipo de controle, o casal decidiu apostar na qualidade e em 2006 abriu portas oficialmente como queijaria tradicional. 
Ilda Henriques, que se dedica à confecção, distribuição, venda e até de guia turística quando é necessário, conta que na altura foi complicado tratar de toda a papelada para conseguir abrir a queijaria com todos os requisitos legais para poder produzir o queijo fresco artesanal. No entanto, refere que “o Governo ajudou-nos a fazer este projecto” apesar da burocracia necessária. 
Durante dois anos a queijaria foi confeccionando apenas o queijo fresco, mas em 2008 Ilda Henriques conta que começaram a apostar também no queijo curado “Pico Redondo”. “É um queijo de pasta mole, que não é picante, é amanteigado, é o tipo de queijo tradicional de cá” e que não requer muito tempo de cura já que “leva geralmente entre 10 a 15 dias a curar”.
A queijeira, única funcionária da queijaria, não consegue quantificar a quantidade de queijos que faz por dia ou por mês, mas indica que tudo depende “do leite que temos”. Geralmente no Inverno as vacas produzem menos leite e “por isso há alturas em que laboramos 100 litros e outras alturas em que laboramos 50 litros”, refere. Já no Verão, quando há maior produção de leite, “a partir de Abril até Setembro”, é quando são laborados cerca de 220 ou 230 litros. 
Ilda Henriques admite que, mesmo assim, “não é muita qualidade” já que além de usarem apenas a sua própria exploração, apenas oito vacas é que produzem o leite necessário para laborar.

“O melhor queijo do mundo”

Esse é talvez o segredo para o queijo “Pico Redondo” ser considerado “um dos melhores do mundo”, ou pelo menos o melhor da ilha das Flores. É esse o entendimento de quem visita a queijaria e, especialmente, dos filhos de Ilda e Francisco Henriques. “Nunca houve ninguém que provasse, pelo menos na minha frente, e que dissesse que não gostava”, afirma.
Ilda Henriques explica que “não há segredos” na confecção do queijo que vende mas admite que “talvez um dos maiores segredos se deve ao facto de ser usado leite apenas da minha exploração. Se fosse feito com leite de outros sítios, talvez alterasse a qualidade do queijo, por isso acho que o maior segredo é esse”. 
O marido, Francisco, é o responsável pela exploração onde Ilda também ajuda quando é necessário. E a prova de que a queijaria além de tradicional é familiar é que também os filhos do casal, quando regressam à ilha de origem “também ajudam” na distribuição. 
“De resto sou só eu”, responde Ilda Henriques quando questionada sobre o período em que os filhos não ajudam. 
Com a queijaria situada na Fajãzinha, Ilda Henriques admite que é um pouco complicado distribuir o seu queijo nos cerca de 12 postos de venda por toda a ilha mas “em quatro horas consigo dar a volta à ilha” e faz o mesmo percurso duas vezes por semana. “A ilha também não é muito grande”, brinca ao acrescentar que já foram mais os postos de venda, que entretanto encerraram. “Já houve restaurantes onde eu ia e que depois desistiram e alguns fecharam. Desde 2006 até agora tenho numa lista de gente na facturação que não está activa”, refere.

Pode ser provado em São Miguel

Além dos postos de venda nas Flores, Ilda Henriques também faz chegar o seu queijo a São Miguel, que se vende na loja “Rei dos Queijos” em Ponta Delgada, e à vizinha ilha do Corvo. “Já mandei queijos para a Terceira mas já desisti”, confessa ao acrescentar que por enquanto se vai ficar pelas encomendas que envia para as duas ilhas referidas, especialmente no Verão quando tem uma maior produção, embora garanta que durante todo o ano também é possível encontrar o queijo “Pico Redondo”.
Ilda Henriques refere que para poder enviar mais queijos para fora das Flores “precisava de ter uma produção maior”, o que nem sempre é possível. Por isso, acrescenta que não é possível pensar em fazer chegar o queijo “Pico Redondo” ao continente. “O meu filho, que está lá, está sempre a dizer isso mas não é fácil. Era preciso uma produção maior e o transporte também é mais complicado”, admite.
Já para enviar os queijos para São Miguel e para o Corvo “fica um pouco caro”, mas o investimento é comparticipado em 90% por parte do Governo Regional “o que é uma coisa boa”, admite. No entanto, “para isso tem de se tratar de muita papelada e há muita burocracia”, refere Ilda Henriques.

Ponto de atracção turística

A pequena queijaria tradicional do “Pico Redondo” é ponto de paragem quase obrigatória para quem visita a ilha das Flores. Os turistas que chegam à queijaria são prontamente atendidos por Ilda Henriques que faz uma visita guiada às instalações e presta esclarecimentos sobre o processo de fabrico, armazenagem e cura. “Os turistas gostam muito de ver, quando visitam a queijaria gostam de ver todo o processo” e no final “muitos levam queijos”. 
A queijaria faz parte de um roteiro do INATEL para as Flores e os grupos que chegam à ilha através daquela instituição. “Os grupos grandes que vêm pelo INATEL passam sempre por aqui e gostam muito de ver e de provar o nosso queijo”, admite Ilda Henriques. 
A aposta de aliar a queijaria tradicional ao turismo está aos poucos a ser ganha e as Flores ficam assim com mais um motivo de interesse para quem visita o ponto mais ocidental da Europa.

Outros pontos turísticos

Mesmo ali ao lado, entre a freguesia da Fajã Grande e da Fajãzinha, surge a Aldeia da Cuada. O aldeamento turístico é composto por 15 casas de pedra basáltica, cada uma com o seu nome, emprestado pelos antigos proprietários que nos anos 60 deixaram a aldeia ao abandono para procurar uma vida melhor nos Estados Unidos da América. 
Propriedade de Teotónia e Carlos Silva, o aldeamento turístico mantém a traça antiga e rural das habitações onde mesmo ao lado a erva está sempre verde em contraste com a pedra dos muros e das moradias. 
A Aldeia é protegida e classificada pelo Governo Regional como Património Cultural de Interesse Histórico, Arquitectónico e Paisagístico. A Cuada foi também considerada, em 2011, um dos 50 hotéis mais românticos do mundo pela revista “Travel and Pleasure” e, por isso, não é de estranhar que seja difícil conseguir um lugar numa das casas disponíveis que aliam o passado ao conforto dos nossos dias. 
A Aldeia da Cuada fica situada num vale, com o mar em frente e por detrás as quedas de água que descem pela encosta e que se transformam depois no Poço da Alagoinha ou Lagoa das Patas. 






http://www.correiodosacores.info/index.php/destaques-esquerda/19306-queijaria-pico-redondo-conjuga-saber-tradicional-com-turismo-para-rentabilizar-exploracao-pecuaria-na-ilha-das-flores

Carolina Simas

Mercado Urbano de Artesanato (MUA) na Praia da Vitória

A Praia da Vitória acolhe pela primeira vez, entre 01 e 04 de abril, o Mercado Urbano de Artesanato (MUA).
A iniciativa, promovida pelo Centro Regional de Apoio ao Artesanato, com a colaboração do município praiense, decorrerá no Largo da Luz, das 10 às 18h00, contando com nove espaços expositivos e comerciais, onde serão apresentadas peças de artesanato tradicional e contemporâneo, com o objetivo de "aumentar a visibilidade das atividades artesanais açorianas, bem como renovar e dinamizar a sua imagem".
Participam neste primeiro MUA os artesãos Isabel Rosário, Manuela Sousa, Maria Aurélia Rocha, Francisco Rocha e Lúcia Freitas (Terceira) e Bruna Silva (Santa Maria), bem como a empresa Só Sabão (Viseu).
Durante os quatro dias do MUA decorrerão, no Quiosque Social, quatro workshops de tricô, fabrico artesanal de sabão, pintura de azulejos e trabalhos em pele.

Também de 01 a 04 de abril estará aberto o MUA de Ponta Delgada.


Fonte: Diário Insular

'Barbies' dos Açores feitas em folha de milho




As tradicionais bonecas de folha de milho, em outros tempos, eram brinquedos que se fazia, para a distração das crianças, nos tempos de hoje são consideradas autênticas "barbies" peças de coleção certificadas como artesanato dos Açores.
É na freguesia da Salga, concelho do Nordeste na ilha de São Miguel , que a artesã Fátima Pacheco, juntamente com a  irmã e sua mãe, fazem este produto artesanal manualmente há duas gerações na casa de família.
Para além das bonecas, esta família produz também presépios em folha de milho, bijutaria , porta-chaves, quadros com flores, entre outros artigos que são comercializados em várias lojas nos Açores, Madeira e Portugal continental.

Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/barbies-dos-acores-feitas-em-folha-de-milho-tornaram-se-pecas-de-colecao

Gina Maciel

Workshop de Olaria no Centro Cultural da Calheta

A Câmara Municipal da Calheta vai organizar um workshop de Olaria, que decorrerá no Centro Cultural da Calheta, na ilha de São Jorge, de 18 de Fevereiro até ao dia 3 de Março.
Este workshop irá realizar-se às segundas, terças e quintas, num total de 7 aulas, entre as 18h30 e as 20h00.
Pode inscrever-se já, a partir dos números 295 416 446 ou 295 416 324, pois as inscrições são limitadas e o limite de inscrição é até ao dia 12 de Fevereiro. O workshop é grátis e, o número máximo de participantes desta actividade é de 12 alunos.
Não perca mais tempo e faça a sua inscrição!









Fonte:https://www.facebook.com/308207019304148/photos/a.309722265819290.1073741828.308207019304148/428018160656366/?type=3&theater

Fábrica de cerâmica Vieira é um verdadeiro museu

Fundada em 1862 por Bernardino da Silva, esta foi a primeira fábrica de cerâmica dos Açores e a única que sobreviveu até hoje.
A fábrica de cerâmica Vieira, na Lagoa, em São Miguel, pertence à mesma família há já 5 gerações, com Manuela e Teresa, juntamente com o pai a orientarem o negócio e, a conservar o processo de fabrico artesanal exercendo praticamente estes princípios e, que quem visita a fábrica pode seguir.
Apelando especialmente ao barro, originário da ilha de Santa Maria e de Portugal Continental e, no mundo onde as tecnologias predominam, aqui ainda se labora artesanalmente a arte de fazer loiça.
Depois da cozedura do barro, as peças são vidradas manualmente num banho branco, decoradas e novamente cozidas. Num processo que já dura há quase 154 anos, apenas sofreu pequenas mudanças.
Aqui são confecionadas peças de loiça predominantemente feitas na roda do oleiro e azulejos criados manualmente, utilizando decorações onde o azul é a cor principal. Características que tornam esta loiça única e produto certificado dos Açores.








Fonte:www.rtp.PT /http://www.rtp.pt/acores/local/fabrica-de-ceramica-vieira-e-um-verdadeiro-museu-video_49205~

MONTANHA Pico Festival - Arte e Aventura em Janeiro

                                           



Exposições, concertos, apresentações de livros,
sessões de filmes e aventuras acontecem durante todo o mês de Janeiro na ilha do Pico.


Para mais informações:

www.picofestival.com

 www.facebook.com/miratecarts 






http://mirateca.com/miratecarts/picofestival/default.aspx

Carolina Simas


Artesanato - Presépios de Lapinha



Em S. Miguel, as primeiras referências a presépios remontam ao século XVI, por influência da fixação na ilha da Ordem dos Franciscanos. Porém, é no século XVII que aparecem as primeiras "lapinhas", confecionadas pelas freiras nos conventos, decoradas com minúsculas conchas e flores artificiais de seda, penas, escamas de peixe, cera, papel e algodão, de onde sobressaem figurinhas de barro representando a Sagrada Família. O século XVIII assistiu a um maior brilho e expansão dos presépios em S. Miguel, sobretudo devido à influência de escultores continentais, como Machado de Castro, sendo possível encontrar, ainda hoje, vários exemplares de "lapinhas" dessa época, em igrejas e casas particulares. Contribuindo para a sua decoração, é de realçar a produção de flores artificiais, ou "flores de freiras", nos conventos, a qual teve grande desenvolvimento nesse século, tendo sido o antigo Convento de Santo André um dos locais onde a arte decorativa cresceu e se aperfeiçoou de forma mais notável.
Quanto às figuras de barro para os presépios, eram modeladas localmente, na sua maioria, por artesãos anónimos. É neste período de valorização e difusão dos presépios que surge, no núcleo sede do Museu Carlos Machado, a "lapinha" do coro alto do antigo Convento de Santo André. Inserida numa maquineta de madeira, com porta de vidro à frente, e embutida na base do altar do Senhor dos Passos, permite uma narrativa alargada, revelando em planos separados o Nascimento do Menino Jesus na Gruta de Belém, a Aparição do Anjo aos Pastores, a Adoração dos Reis Magos, a Apresentação do Menino no Templo, a Degolação dos Inocentes e o Baptismo de Jesus. Para além das várias figuras de barro, apresenta diversos motivos ornamentais, dos quais destacamos as pequenas conchas e as inúmeras flores secas e artificiais, elementos que contribuem para um exuberante quadro de cor e expressão. No século XIX, os presépios passaram para o domínio da arte popular e, em S. Miguel, as "lapinhas" continuam a produzir-se em espaço doméstico e a título particular, coexistindo com os característicos "Altares do Menino Jesus".
De salientar que essas "lapinhas" permaneciam em exposição todo o ano, colocadas em cima da cómoda do quarto de cama. Com a fundação de fábricas onde o barro era cozido, vidrado e pintado, na vila da Lagoa, na segunda metade do século XIX dá-se a expansão e aperfeiçoamento dos bonecos de presépio, que passam a ser produzidos com a técnica de molde. Nesta arte popular, destacamos a preocupação dos artífices em representar não só as personagens típicas do presépio, mas também cenas do quotidiano, como a matança do porco, a mulher na fonte, procissões e várias figuras, nomeadamente foliões, mulher de capote e capelo, homem de carapuça, padre, camponês, pescador, ou bandas de música, entre outros.
Atualmente, artesãos locais continuam a dedicar-se, com empenho e preciosa habilidade, à produção de "lapinhas", em maquinetas ou em redomas, contribuindo para manter viva uma das mais belas demonstrações da religiosidade do povo açoriano.



Fonte: http://museucarlosmachado.azores.gov.pt/coleccoes/default.aspx?pecames=1&id=30

A tradição na vida açoreana


                O arquipélago dos Açores está situado numa área anticiclónica. É caracterizado por um clima marítimo temperado, influência da latitude e da acção reguladora da corrente do Golfo, beneficiando por isso de temperaturas amenas e brisas suaves. O solo fértil, pela origem vulcânica e pela elevada humidade, proporciona condições privilegiadas para a preservação de inúmeras espécies endémicas, bem como para a introdução e reprodução de flora e fauna das mais variadas origens.

                Cada produto açoriano está ligado a um determinado local ou região, em perfeita sintonia com a sua História. Envolve um saber fazer único que, ao ser saboreado, desperta a curiosidade, os sentidos e nos conduz através da nossa Cultura.

                O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projecta a peculiar maneira de ser dos portugueses: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente, o carácter vincado e personalista, a vontade indómita. Tudo se mescla, influencia e se traduz no objecto, acabando por o transformar num espelho que reflecte a vida interior e exterior do artesão que lhe deu forma.

© Cofit.org

Artesã cesteira Aida Bairos nas Lajes do Pico.


Aida Bairos, artesã cesteira, natural de Santa Maria, esteve presente no centro de Artes e Ciências do Mar nas Lajes do Pico.


Foi com muito orgulho que o Município das Lajes do Pico recebeu no seu Centro de Artes e ciências do Mar a grande artesã Aida Bairos que aproveitou a sua visita para nos dar uma pequena formação sobre o seu trabalho em vimes, um trabalho interessante para quem gosta de artes e de aprender coisas diferentes, foram momentos bem passados entre a formadora e formandos.

Se for à Ilha de Santa Maria aproveite e visite a sua oficina, aprenda um pouco do seu trabalho e leve consigo mais um pouco da nossa cultura.

Poderá ainda conhecer mais sobre os seus trabalhos através da sua página em: https://www.facebook.com/aida.bairos.7?ref=ts&fref=ts.







Prenda Festival de Artesanato dos Açores





Para mais informações visite o site:
http://www.artesanato.azores.gov.pt/


Carolina Simas

Artesanato com linha promocional

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato vai lançar uma linha de kits promocionais, englobada no projecto “Azores in a box”.
O Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA) vai lançar uma nova linha de kits promocionais do artesanato açoriano, englobada no projecto “Azores in a box”.
O projecto visa aumentar a visibilidade das actividades artesanais açorianas, com peças executadas pelos artesãos regionais, testando desta forma a viabilidade económica destes produtos, procurando garantir e promover a imagem da sua qualidade e a introdução de conceitos atuais aplicados à produção artesanal.
A iniciativa traduz-se em “kits” promocionais de produtos das diferentes actividades artesanais açorianas, subordinados a temáticas variadas, como religião, olaria, folha de milho e brinquedos, entre outros.
A nova linha que vai ser lançada inclui seis kits, dedicados aos brinquedos etnográficos, às bonecas, à baleação, ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, ao Divino Espírito Santo e às fibras vegetais.
O CRAA também pretende, com esta iniciativa, dar seguimento à sua intenção de alcançar novos e diferentes públicos, no âmbito de uma perspectiva de renovação, dinamização e afirmação da imagem do artesanato açoriano como um produto certificado e genuíno.
Os novos kits vão estar disponíveis para venda no Centro Regional de Apoio ao Artesanato e no Louvre Micaelense, em Ponta Delgada.

Fonte do texto e imagem: http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=52570

Exposição Cetáceos dos Açores no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico





Esta patente ao público desde o dia 14 de agosto, na Galeria de Exposições Temporárias do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, a exposição de escultura Cetáceos dos Açores, de Diocleciano Silva.

Neste trabalho escultórico – miniaturas em madeira, à escala, dos cetáceos dos Açores – o autor desce às funduras da terra e aos abismos do mar. Funde o velho cedro do mato com os grandes cetáceos, figuras mitológicas do nosso imaginário local. Celebra a Ilha no altar sagrado da sua natureza profunda. Plantas e animais fecundam o olhar, num voo científico e estético. De uma insularidade (açorianidade?) que o cedro sacraliza e o mar eterniza.

Diocleciano Maria Ferreira Pereira e Silva nasceu a 6 de agosto de 1944, na freguesia da Sé, em Angra do Heroísmo e é médico veterinário de formação. Em paralelo com a medicina veterinária, atividade em que se notabilizou nos Açores, dedicou-se à construção naval, recuperando e construindo vários barcos, à navegação à vela, à pintura, à escultura, à escrita, e à pesca, atividade que exerce com uma paixão desmedida. O mar teve sempre um grande significado na vida deste açoriano.

A exposição estará aberta ao público até dia 27 de setembro, podendo ser visitada no horário do Museu: de 2ª a 6ª feira - 9h00-12h30 / 14h00-17h30; sábados e domingos - 14h00-17h30.




https://www.facebook.com/cmlajesdopico/photos/a.182771411784815.46156.176238805771409/910310152364267/?type=1&theater

Carolina Simas


O artesanato nos Açores

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Os Açores dispõem de uma riqueza de criações artesanais tanto ligadas a atividades económicas específicas como à arte popular e à imaginação. De facto são inúmeras e variadas as obras de interesse e qualidade produzidas pelos nossos artesãos. No meio de uma diversidade de técnicas e de materiais utilizados, enleva-se a autenticidade com que trabalham e espelham o seu modo de ser e viver.
Trabalhos em osso de baleia
O artesanato dos Açores mantém a identidade com vínculo próximo à natureza e à cultura açoriana, sendo capaz de inovar esta tradição, construindo um discurso actual no artesanato.                   
As artes de trabalhar a pedra, como a cantaria e a escultura bem como a arte de trabalhar a madeira, a talha, o marfim ou o osso de baleia são atividades exigentes, e bem patentes nas nossas ilhas.
    
Bordados a ouro
Mais finas e femininas são as técnicas aplicadas aos bordados a ouro, associados essencialmente às principais festividades religiosas dos Açores, aos trabalhos de Patchwork, de origem rural e popular, ou às bonecas de pano que reproduzem o trajar típico das gentes açorianas.
Com caráter mais contemporâneo e sem raízes tradicionais encontramos a produção artesanal do estanho, de acessórios de moda, do vidro termoformado, de sofisticadas peças de joalharia e de vários outros produtos materializados a partir de uma diversidade de materiais naturais ou sintéticos.
                     Trabalhos em escama de peixe                      

A marca "Artesanato dos Açores" abrange os "bordados dos Açores", as "rendas dos Açores", a "tecelagem dos Açores", o "miolo de figueira dos Açores", os "registos do Senhor Santo Cristo dos Milagres", A marca "Artesanato dos Açores" abrange os "bordados dos Açores", as "rendas dos Açores", a "tecelagem dos Açores", o "miolo de figueira dos Açores", os "registos do Senhor Santo Cristo dos Milagres", os "Bolos Lêvedos" e a "Escama de peixe". os "Bolos Lêvedos" e a "Escama de peixe".

Rendas dos Açores

As rendas típicas dos Açores, produto de qualidade certificada, das ilhas do Faial e Pico, são também designadas de croché de art. O desenho que as caracteriza é formado essencialmente por elementos florais, geométricos e figurativos. Os elementos florais são os mais tradicionais e surgem em forma de rosetas ligadas entre si, sendo as mais conhecidas designadas por “Gregas”, cuja produção atingiu o seu auge na década de 50 do século XX. Este croché artístico dá origem às mais diversas peças de utilidade doméstica e decorativa, mas também produz alguns acessórios de moda: toalhas, centros de mesa, cortinas, totalmente em renda ou aplicadas em tecido de linho e/ou de algodão, luvas, golas e bolsas.


Forno de Cerâmica - Ilha Graciosa


Antigo forno de cerâmica situado num terreno elevado em relação ao caminho.
É um forno de grandes dimensões, de planta aproximadamente circular, com dois pisos acessíveis por aberturas situadas em extremos opostos da construção. O piso inferior, acessível por uma "boca" quadrangular situada num grande vão igualmente quadrangular, junto ao pavimento, era destinado à lenha. O piso superior, onde se dispunha a cerâmica para cozedura, é acessível por uma espécie de túnel com a entrada protegida por muretes laterais e coberto por uma falsa abóbada constituída por lajes dispostas em "V" invertido. O pavimento do túnel é composto por lajetas de pedra paralelas entre si e o pavimento do piso superior do forno faz uma trama abobadada, também em lajetas de pedra, por entre as quais passava o calor. O tecto do forno repete este sistema mas tem as aberturas entre as lajetas tapadas.
O imóvel é construído em alvenaria de pedra rebocada e caiada pelo exterior. Tem um telhado de duas águas em telha de meia-cana tradicional.
Encostado ao forno, junto à entrada superior, está um pequeno edifício de apoio, de planta rectangular, construído em alvenaria de pedra à vista com telhado de uma água em telha de meia-cana tradicional.











Fonte: http://www.inventario.iacultura.pt/graciosa/santacruz-fichas/41_40_66.html

Trabalho em Vimes



A arte de trabalhar o vime, o seu processo técnico, desde a preparação da matéria-prima até às várias técnicas de confecção aplicadas numa diversidades de artefactos produzidos com funções utilitárias e decorativas, de grande importância para o quotidiano local, fazem desta arte o reflexo dos inesgotáveis dotes adquiridos pelos nossos artesões açorianos, desde a instalação do homem nas ilhas.
De entre os diversos artefactos produzidos em vime, os cestos assumem um papel primordial, quer por razões histórias, quer por razões culturais ligadas às práticas agrícola, piscatória e doméstica. 
De entre os cestos mais comuns, encontraram-se os cestos da "leiva" ou das vindimas, redondos, grandes e grosseiros; o cesto do burro, de armação em oval; o cesto do pescador, cabaz de uma tampa, e os cestos de mesa, de armação redonda, que pela sua utilização fazem deles um valioso testemunho da cestaria tradicional.

Matérias -primas e utensílios: Tem como matéria-prima o uso do vime regional, em cestos maiores, e o uso do vime chorão, em cestos menores, a tesoura de podar, o furador, o alicate, a chave de fendas, o canivete e a serra "tictic".

Processo técnico:

Cozedura: Os vimes são descascados ainda quentes, facilitando o processo com a ajuda de uma navalha, e separados por tamanhos, espessura e espécie, sendo estendidos ao alto numa "casa" arejosa, onde ficam a secar.

Pré-Confecção: antes da confecção, os vimes são tirados consoante o tamanho e tipo do trabalho e colocados de molho, de véspera, para facilitar a sua manobra.

Confecção: Começa-se por tecer o fundo do cesto, denominado "Rodilha do fundo" , cruzam-se pares de vimes consoante a sua forma, entrelaçados com fiadas torcidas de vimes, num movimento que avança do centro para a periferia, até se atingir o rebordo. De seguida, levantam-se as hastes estruturais e prendem-se com um cordel para se começar a tecer o cesto do fundo para as asas, utilizando a técnica de "trançado" , introduzindo o entrelaçado, em forma espiral fiadas torcidas de vimes, por entre os vãos das hastes estruturais, ajustadas com a ajuda de uma chave de fendas. Por fim, o cesto é arrematado com os vimes procedentes da "rodilha do fundo", sendo esta técnica designadas por "borais". Consoante a tipologia do cesto, acrescentam-se ou não a asa ou asas, com o auxílio de um forrador com o qual se abrem espaços que ajudam a entretecer e a introduzir os vimes das asas.

Tratamento: Após a confecção, são lustrados com água ráz (produto de fazer tintas) para a sua conservação e brilho.

Produtos: Cestaria, artefactos decorativos e mobiliário.

Fonte: PAP Lídia Nogueira

Ana Antunes

"Puzzle Project" de Tim Madeira no CMC a partir de 28 de Maio.







O artista plástico Tim Madeira expõe a sua obra no auditório do Centro Municipal de Cultura no final do mês de maio, numa exposição que pode ser visitada até 2 de julho

“As obras do Tim Madeira têm a habilidade e capacidade de não parar de surpreender, despertando constantemente curiosidade, atracção e um enorme prazer estético em todos que delas nos aproximamos”, descreve Luís Paulo Faria Ribeiro no texto de apresentação da mostra.
Esta mostra que é constituída por 26 trabalhos, com colagens, com posters publicitários das ruas de Lisboa com aplicação de grafite, ceras de óleo, tintas e resinas acrílicas.
A inauguração está agendada para as 18h30 de 28 de maio, quinta-feira. Pode ser apreciada até 2 de julho.



http://www.acorianooriental.pt/noticia/puzzle-project-de-tim-madeira-no-cmc-a-partir-de-28-de-maio


Carolina Simas.

Viola da Terra

A viola tradicional dos Açores é designada por viola da terra, viola de cordas de arame, viola de corações, e viola de doze cordas. É considerado o instrumento popular mais antigo do arquipélago e terá acompanhado os primeiros povoadores do século XVI.
Compõe-se essencialmente pela caixa de ressonância, braços e cravelhas de afino, escala e cavalete. É um instrumento construído nos moldes clássicos das técnicas tradicionais, totalmente manuais, excetuando as cordas que são de fabrico industrial. A viola aparece em todas as manifestações de regozijo. Levam-na os ranchos, que vão às grandes festas tradicionais. Com o seu acompanhamento se canta o fado, a saudade, a sapateia, o Pézinho, a bela-aurora, a Chamarrita e outras modinhas.




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Posto de Turismo das Lajes do Pico



Foi aprovado na reunião de câmara do passado dia 23 de Dezembro de 2014 o concurso público para a execução da obra do projeto do novo Posto de Turismo das Lajes do Pico, café/bar e instalações sanitárias.



O novo edifício do Posto de Turismo localiza-se na praça principal da Vila das Lajes, junto ao Museu dos Baleeiros, o museu mais visitado dos Açores.



Engloba em si três vertentes funcionais:
1 - O Posto de Turismo
2 - O Café/Bar
3 - As instalações sanitárias públicas


Projetado pelo Arquiteto Carlos Sousa Dias, o edifício estabelece o diálogo entre uma arquitetura tradicional local e uma arquitetura moderna, sobretudo ao nível de pequenos detalhes e na reinterpretação de alguns elementos arquitetónicos como o desenho dos vãos, apresentando uma volumetria usual de armazéns tipo, que se localizam junto aos portos de mar, onde a linearidade das fachadas contrasta e sobressai através de pequenos pormenores de vãos e do jogo dos telhados geralmente compostos por duas águas.
Urbanisticamente o edifício é a peça de fecho de toda uma frente urbana que contém o edifício do Museu dos Baleeiros, resultando deste agrupamento uma praça pública aberta que contém duas esplanadas que abarcam, ao mesmo tempo, o lado nascente e poente da Vila das Lajes do Pico.
Não pretendemos, neste projeto, um protagonismo arquitetónico de "vedeta", mas antes preferimos aquele olhar contínuo sobre a Vila das Lajes, sem obstáculos, que estabeleça a continuidade volumétrica urbana da paisagem envolvente, para que, no final, nos possamos focar naquilo que é realmente importante - a beleza da costa envolvente, o mar e ao fundo a montanha do Pico.
Queremos um edifício que faça crescer o nosso lado emocional e nos faça sentir que estamos num lugar especial, tradicional, longe de ambientes modernos cosmopolitas que existem por este mundo fora. Enfim um edifício da nossa terra!
No início, apesar das preocupações de integração, vai ser estranho sentir a sua presença, pois a imagem concebida pelo nosso olhar durante tantos anos levará algum tempo a habituar-se à sua presença, mas um dia, pelo amanhecer, passamos a olhar tudo como uma família urbana, consistente, que engloba uma praça muito bonita, geradora de momentos únicos na vivência do nosso dia-dia na bela Vila das Lajes do Pico.
O novo Posto de Turismo tornará a Vila das Lajes do Pico muito mais atrativa, e, consequentemente, proporcionará um maior desenvolvimento comercial à Vila e a todo o concelho, tendo em conta que a nova obra constituirá para os residentes no concelho e na ilha um ponto de encontro e de convívio, e para os turistas um ponto de informação importante sobre o que poderão as pessoas fazer na nossa terra, a porta através da qual podemos amavelmente e carinhosamente convidar as pessoas a visitarem o que temos para oferecer, para vivenciar, para experimentar, no mar e em terra, no alojamento e na gastronomia, no artesanato, no património natural e cultural, dando vida à Vila das Lajes e ao concelho, e oferecendo, a quem nos visita, a simpatia e o carinho açorianos da população, o que não acontece nas condições atuais.
Com um custo estimado de 400.000€, o edifício beneficia do apoio financeiro específico do Turismo de Portugal, no âmbito do projeto designado de Criação do Jardim da Baleia e requalificação do Passeio Marítimo das Lajes do Pico, prevendo-se que esteja concluído até ao final de 2015.





Fonte: http://cm-lajesdopico.pt/noticias/turismo/762-posto-de-turismo-das-lajes-do-pico