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Festival Cais Agosto 2017


O Programa da  XXIII edição do festival "Cais Agosto", já se encontra disponível em https://www.caisagosto.net/ aqui encontra toda a informação acerca do seu festival de verão!


  • 26 de julho: XII Festival de Bandas Filarmónicas da ilha do Pico - 21h00;
  • 26 de julho: Virgul - 00h00;
  • 27 de julho: David Fonseca - 23h00;
  • 28 de julho: Gabriel, o Pensador- 00h00;
  • 29 de julho: C4Pedro - 00h00;
  • 30 de julho: Aurea - 23h00.




Museu Carlos Machado estreia exposição "Naturalis Historiæ - Quando é que se viu pela primeira vez um crocodilo nos Açores?"

O Museu Carlos Machado inaugura hoje, sábado, 15 de julho, no Núcleo de Santo André, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, uma exposição chamada "Naturalis Historiæ - Quando é que se viu pela primeira vez um crocodilo nos Açores?".
Esta exibição, que tem abertura prevista para as 17H00, deriva de uma residência artística de João Paulo Serafim efectuada em 2015, no âmbito do festival de arte pública “Walk & Talk”.
João Paulo Serafim é formado em Fotografia e Artes Plásticas pela Ar.Co, escola onde ensina no Departamento de Fotografia desde 1998.
Desde 2005, desenvolve o projeto MIIAC – Museu Improvável de Imagem e Arte Contemporânea, um museu ficcionado baseado numa pesquisa iconográfica de um acervo pessoal, construído ao longo do percurso do artista.
O MIIAC, composto por fotografias de diversas origens e tipologias, bem como por extensa bibliografia, materializa-se virtualmente ou através de exposições em diferentes espaços, combinando memórias pessoais e coletivas.
Esta pesquisa estende-se ainda aos funcionamentos museológicos, incidindo sobre as zonas de bastidores, como arquivos e bibliotecas, refletindo acerca dos modos de organização, processamento e qualificação de informação visual.









Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/museu-carlos-machado-inaugura-exposicao-naturalis-histori-quando-e-que-se-viu-pela-primeira-vez-um-crocodilo-nos-acores
 
Patrícia Machado

Roteiro quer dar a conhecer importância da família Dabney para a Horta

Um roteiro para dar a conhecer a importância que a família Dabney teve para o desenvolvimento da ilha do Faial foi lançado hoje, dia 10 de julho.
Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que a iniciativa “resulta do desafio” lançado “por elementos da família que, no ano passado, em visita à ilha do Faial e à casa dos Dabney, satisfeitos e até surpreendidos com a recuperação que tinha sido feita do património” propuseram e apoiaram o desenvolvimento de uma ideia que resultou na criação do roteiro.
Hernâni Jorge referiu que o roteiro contempla “as casas de morada da família, The Cedars House, a residência oficial da presidente da Assembleia Legislativa, os estabelecimentos comerciais da família, as fábricas da baleia que foram propriedade da família e um conjunto de outros espaços da cidade relacionados com aquilo que foi a família e a sua atividade social e comercial na Horta”.
A família Dabney, oriunda de Rhode Island, chegou à ilha do Faial em 1804, quando John Bass Dabney foi nomeado cônsul-geral dos Estados Unidos da América no Faial pelo presidente Thomas Jefferson.
Segundo uma nota de imprensa do executivo regional, a família, que “viveu ao longo de três gerações na cidade da Horta, contribuiu evidentemente para o desenvolvimento económico e social do Faial e dos Açores durante 86 anos”.
Também hoje, dia 10, o “Dabney Day”, decorreu uma reconstituição histórica das vivências de jardim da família nos jardins da Cedars House, informou a Assembleia Legislativa Regional.
A iniciativa integra o projeto “Parlamento Presente”, que visa “a aproximação do parlamento aos cidadãos, bem como destes ao parlamento”.
Este espaço é “uma das principais referências arquitetónicas da ilha” e foi erguido em 1851 por John Pomeroy Dabney, filho do segundo cônsul dos Estados Unidos nos Açores, Charles William Dabney.
A família, que gerou quatro cônsules norte-americanos, transformou a ilha em entreposto comercial quando, no século XIX, foram interrompidas as relações comerciais entre os EUA e a Inglaterra.
Esteve também ligada à atividade da baleação nos Açores, introduzindo no arquipélago algumas das tradições dos baleeiros da Nova Inglaterra.
A divulgação da história da família incluiu outras ações, como o lançamento de um álbum fotográfico, além de um teatro itinerante para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico.
O projeto é uma parceria de várias entidades detentoras e proprietárias do legado da família Dabney.








Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/roteiro-quer-dar-a-conhecer-importancia-da-familia-dabney-para-a-horta
 
Patrícia Machado

Jardim Antero de Quental com estátuas de perfis literários dos Açores

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, em São Miguel, divulgou que vão ser produzidas três estátuas no jardim Antero de Quental, do poeta, de Vitorino Nemésio e Natália Correia, integradas na política de valorização do seu legado.
"Por evocação da memória de Antero de Quental e da sua importância temos vindo a desenvolver o compromisso de valorizar todo o seu legado”, declarou José Manuel Bolieiro, em conferência de imprensa realizada no jardim com o nome do filósofo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
O presidente do maior município dos Açores, que relembrou já ter sido criado pela Câmara Municipal o dia municipal de Antero de Quental, mencionou que esta iniciativa se integra no conjunto de eventos que visa a valorização do seu pensamento literário e intelectual, surgindo as estátuas de Vitorino Nemésio e Natália Correia na perspetiva de valorização do legado anteriano.
“A estatuária vai permitir a valorização deste espaço, uma vez que estas são referências da literatura e do pensamento dos Açores, tornando-se assim o jardim mais atrativo para a leitura”, disse o autarca, que acrescentou que esta iniciativa será “também um momento de cultura, desenvolvimento e aprendizagem”.
 
 
José Manuel Bolieiro declarou que o jardim será ainda dotado de um livro que será incorporado numa árvore sem que a mesma seja danificada, sendo ainda criados três livros tora protegidos por uma caixa de acrílico.
Antero Tarquínio de Quental nasceu no seio de uma família ilustre em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, há 175 anos.
Poeta, filósofo e agitador político, foi considerado um dos grandes sonetistas da literatura portuguesa, tendo publicado a sua primeira obra, intitulada “Sonetos de Antero”, em 1861.
Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, trabalhou numa tipografia, fundou o jornal “A República” e, com Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão, organizou uma série de conferências democráticas conhecidas como “Cenáculo”, no Casino Lisbonense, que acabou fechado por decreto real.
É parceiro da Câmara Municipal de Ponta Delgada nesta iniciativa a Nova Gráfica, possuidora da editora Letras Lavadas, cujo responsável, Ernesto Resendes, que anunciou a realização da Festa do Livro Açoriano, em Ponta Delgada, de 14 a 23 de julho, com o apoio do munícipio e da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.







Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/jardim-antero-de-quental-com-estatuas-de-perfis-literarios-dos-acores
 
Patrícia Machado

Gruta das Torres - Monumento Natural





Nome do Geossítio: Gruta das Torres
Ilha/ Concelho/ Freguesia: Pico/ Madalena / Criação Velha 
Área/ Altitude: 0,64 km2/ 150-322m

Estatuto legal: MN - Monumento natural
Descrição: A Gruta das Torres, localizada na ilha do Pico, é o maior tubo lávico conhecido em Portugal, com 5150 m de comprimento total. Formou-se a partir de escoadas lávicas de erupção vulcânica com origem no Cabeço Bravo, no complexo vulcânico da Montanha. É constituída por um túnel principal - que se desenvolve ao longo de 4480 m e é na sua maior parte de grandes dimensões, podendo atingir alturas de 15 metros - e por vários túneis secundários lateraise superiores, que apresentam dimensões mais reduzidas. O seu interior é rico em formações vulcanoespeleológicas como estalactites e estalagmites lávicas, bancadas laterais e lava balls. As lavas que formam o chão são do tipo aa e pahoehoe e estão bem preservadas, com setores cobertos por blocos rochosos resultantes de desabamentos das paredes e do teto da gruta. Na gruta existem bolores, bactérias e entmofauna cavernícola própria destes locais. É possível visitar esta cavidade vulcânica através do Centro de Visitantes da Gruta das Torres. Este é um geossítio prioritário, com relevância regional e interesse e uso científico, económico, educacional e geoturístico.


Fonte: https://www.facebook.com/AzoresGeopark

Festas Sanjoaninas assinalam 180 anos do nome Heroísmo atribuído à cidade de Angra

As festas Sanjoaninas, que decorrem desde a passada quinta-feira, 22 de junho até ao dia 2 de julho, em Angra do Heroísmo assinalam os 180 anos da atribuição da Grã-Cruz da Torre e Espada e do nome Heroísmo à cidade.
"Esta atribuição deve-se ao apoio que a cidade de Angra e a população da ilha [Terceira] deu à causa liberal", avançou Paula Ferreira, guia turística.
Foi de Angra que partiu D. Pedro IV, com o seu exército, para o desembarque no Mindelo, que permitiu aos liberais tomar a cidade do Porto.
A 12 de janeiro de 1837, a Rainha D. Maria II reconheceu o papel da população de Angra na vitória do liberalismo, na guerra civil portuguesa, atribuindo a Grã-Cruz da Torre e Espada e o título de "Sempre Constante" à cidade, por carta régia, e ordenando que se denominasse daí em diante de Angra do Heroísmo.
Angra já tinha o título de "Mui Nobre e Leal", atribuído na sequência do apoio a D. António e às lutas contra o domínio espanhol.
A cidade foi a primeira do país a ser distinguida com a Grã-Cruz da Torre e Espada e a única durante uma monarquia.
Este ano, as festas concelhias, que comemoram o São João, assinalam a efeméride, tendo como tema "Muito Nobre, Leal e Sempre Constante Cidade de Angra do Heroísmo", que deu mote para o cortejo de abertura das Sanjoaninas.
Já no ano passado, a autarquia optou por associar as festas Sanjoaninas a uma efeméride, recordando os 250 anos da instalação da Capitania Geral na cidade, que foi na altura capital dos Açores.
Durante 11 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, espetáculos musicais, exposições, artesanato, gastronomia, tauromaquia e atividades desportivas, entre outras.
Este ano, as Sanjoaninas batem um novo recorde de marchas populares, com 41 grupos a desfilarem nas principais ruas da cidade, divididos por duas noites.
"Temos marchas a virem de São Jorge, do Faial, do Pico, de São Miguel, do Funchal e há realmente este gosto e esta vontade de vir a estas festas", salientou a vereadora.
Pelo palco principal têm passado, este ano, Rui Veloso, Mariza, Amor Electro, Richie Campbell, HMB, The Black Mamba, Master Jake e April Ivy, entre outros artistas.









Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/festas-sanjoaninas-assinalam-180-anos-do-nome-heroismo-atribuido-a-cidade-de-angra

Patrícia Machado

Paisagem da Cultura da Vinha do Pico


Lajido da Criação Velha
O Arquipélago dos Açores, parte integrante de Portugal, goza de um estatuto que lhe confere autonomia política e administrativa, o que o caracteriza como Região Autónoma.
Está situado em pleno Atlântico Norte, a cerca de 1500 Km da costa ocidental do continente europeu e a, aproximadamente, 3900 Km do ponto mais próximo das costas da América do Norte.
É constituído por nove ilhas e alguns ilhéus, todos de origem vulcânica que, sob o ponto de vista geográfico e atendendo à sua proximidade relativa, estão distribuídas por três grupos: o grupo Oriental, com as ilhas de Santa Maria e São Miguel; o grupo Central, reunindo as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge,Pico e Faial e o grupo Ocidental, que engloba as ilhas Flores e Corvo.
O Arquipélago ocupa uma zona económica exclusiva (ZEE) de cerca de um milhão de Km2.
A ilha do Pico está localizada entre as longitudes 28º01’40,5’’ e 28º32’34,3’’ Oeste e as latitudes 38º22’55,4’’ e 38º33’40,5’’ Norte Em extensão, é a segunda maior ilha dos Açores, correspondendo a uma área de 447 Km2 Nesta ilha está situado o ponto mais alto dos Açores e de Portugal: a montanha do Pico, que atinge a altitude de 2351 metros.
A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 987 ha, envolvida por uma zona tampão com 1.924 ha. É composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia, implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza natural e paisagística.

Estes sítios foram classificados por constituírem excelentes representações da arquitetura tradicional ligada à cultura da vinha, do desenho da paisagem e dos elementos naturais. A diversidade faunística e florística aí presentes estão associadas a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de proteção.  Este bem consiste numa espantosa rede de longos muros de pedra, espaçados entre si, que correm paralelos à costa e penetram em direção ao interior da ilha. Estes muros foram erguidos para proteger do vento e da água do mar as videiras, que são plantadas em milhares de pequenos recintos retangulares (currais), colados uns aos outros. Remontando ao século XV, a presença da viticultura manifestou-se através desta extraordinária manta de retalhos de pequenos campos, de casas e quintas do início do século XIX, de ermida, portinhos e poços de maré.
A paisagem modelada pelo homem, de uma beleza extraordinária, é o melhor testemunho que subsiste de uma atividade outrora muito ativa.
 FONTE: "Paisagem da Cultura da Vinha do Pico", "Gabinete Técnico da Vinha do Pico"
Foto: http://siaram.azores.gov.pt/patrimonio-cultural/vinhas-pico/criacao-velha/galeria/3.html

Corpo de Deus: uma festa com mais de sete séculos






Nos Açores a festa é assinalada hoje em todas as paróquias do arquipélago com destaque para os coloridos tapetes de flores, que percorrem as principais ruas.
Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do “triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia” e nos Açores este domingo todas as paróquias estão em festa com a realização da eucaristia e procissão do Corpo de Deus.

Em Angra do Heroísmo, coração da Diocese, o prelado diocesano celebrará na Igreja de Santa Luzia, de onde sairá a procissão até à Sé. Em Ponta Delgada, a ouvidoria retomou uma tradição antiga fazendo convergir para o centro da cidade, à Igreja de São Sebastião, todas as comunidades paroquiais para assinalar a festa do Corpo de Deus.

Na Povoação, na ilha de São Miguel, a festa coincide com o feriado municipal e a procissão percorre as principais artérias da vila naquela que é, talvez, uma das mais emblemáticas procissões pelo colorido dos seus tapetes de flores.

No Pico as solenidades do Corpo de Deus realizam-se nas quatro Igrejas Matriz da Ouvidoria (Madalena, Lajes, São Roque e São Mateus) e ainda na Paróquia de Santa Bárbara das Ribeiras.

Todas as procissões serão acompanhadas pelas filarmónicas de cada localidade e os caminhos serão ornamentados com artísticos tapetes de flores.

Também na Horta a Festa do Corpo de Deus faz convergir muitos fieis para o centro da cidade mais atlântica do arquipélago.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpo de Deus”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Christianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

Nos séculos XVI e XVII, a resposta às negações do movimento protestante que se expressou na fé e na cultura – arte, literatura e folclore – contribuiu para avivar e tornar significativas muitas das expressões da piedade popular para com a Eucaristia.

A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia: logo depois da missa, a hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.

A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.

À semelhança das procissões eucarísticas, a festa do “Corpus Christi” termina geralmente com a bênção do Santíssimo Sacramento.


https://www.igrejaacores.pt


Gastronomia açoriana - Sopas de Espírito Santo

Estas sopas são sempre servidas nas funções ou festas do Espírito Santo, sendo servido seguidamente a alcatra com massa sovada ou com pão de mesa, conforme as freguesias.
Para um jantar de 10 a 12 pessoas, os ingredientes para confeccionar esta iguaria seriam:
2 Kg de carne de vaca (peito);
500 G de fígado de vaca;
250 G de sangue de vaca coalhado;
3 Dentes de alho;
2 Cebolas;
1 Ramo grande de hortelã;
1 Pau de canela;
1 Colher de sopa de massa de malagueta;
1 Repolho médio;
1 Colher de sopa de banha ou de manteiga;
1 Pão de trigo grande (duro);
1 Concha de molho de alcatra;
Sal.
 
Para a sua preparação:
Faz-se uma boneca deitando num pano os dentes de alho, as cebolas aos quartos, a hortelã, o pau de canela e a massa da malagueta. Ata-se com um cordel e mergulha-se na água para a sopa que já está temperada com sal. Leva-se ao lume e quando ferver introduz-se a carne e deixa-se cozer.
Estando a carne cozida, junta-se o repolho cortado aos quartos e a banha e continua a cozer.
À parte e em recipientes separados cozem-se em água o bocado de fígado inteiro e o sangue.
Corta-se o pão ao meio, no sentido horizontal, e depois em quatro ou cinco bocados (cada metade), no sentido vertical. Põe-se este pão (com o miolo voltado para cima) numa tigela. Dispõe-se por cima um ramo de hortelã e rega-se com uma concha de molho de alcatra. Espalham-se ainda por cima o repolho, algumas fatias pequenas de fígado e de sangue e rega-se tudo com um pouco de caldo. Fecha-se, e alguns minutos depois rega-se com o restante caldo. Cobre-se a sopa com uma toalha de linho e abafa-se com cobertores, ficando assim durante umas duas a três horas.
Comida a sopa, come-se a carne, e o que resta do fígado e do sangue.
 
 





Fonte: http://receitas.mundoazores.com/sopa-do-espirito-santo/
Patrícia Machado

Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

O vinho Verdelho dos Biscoitos, na ilha Terceira, verdadeiro exemplo de uma viticultura heróica, nasceu com a chegada dos primeiros povoadores e expandiu-se com a aventura marítima. Quase desapareceu com a filoxera, no final do século XIX, mas agora vive uma segunda vida, impulsionado pela adega cooperativa local e pelo saber do enólogo minhoto Anselmo Mendes.
A Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, criada por escritura em dez de Março do ano de mil novecentos e noventa e três, com a bravura vulcânica de dezoito Confrades no Grau de Fundadores, fazendo jus aos biscoitos, território lávico, identidade duma Região, continua a labutar pelo bem estar da vitivinicultura açoriana e em particular a dos Biscoitos da ilha Terceira, tendo já conquistado o reconhecimento do continente europeu e não só.
Tem como propósitos, a valorização, divulgação e promoção do vinho Verdelho, e todo o vinho de qualidade da Região Autónoma dos Açores.
A Confraria ainda edita anualmente a revista “Verdelho”, a qual dispõe de uma variedade de temas culturais e técnicos."

Resultado de imagem para confraria de verdelho dos biscoitos

Ilha do Pico "rendida" ao Divino Espírito Santo



"50 dias depois do Domingo de Páscoa celebra-se o Domingo de Pentecostes, que neste ano de 2017 ocorre hoje dia 4 de junho. Esta celebração é uma das mais importantes no arquipélago dos Açores, sendo que o fim de semana de Pentecostes é um dos mais longos e importantes do calendário das festas populares açorianas. Aliás, é precisamente por esta razão que a Segunda-feira de Pentecostes foi escolhida para ser o Dia dos Açores, dia feriado regional destinado a comemorar a açorianidade e a autonomia do arquipélago.

Embora o culto ao Divino Espírito Santo seja uma "marca identitária da açorianidade", a verdade é que é no Grupo Central que estas festas conservam uma vivência mais comunitária, especialmente na ilha do Pico.

Entre o dia de ontem e o domingo da Trindade, daqui a uma semana, celebram-se mais de 4 dezenas de impérios, nas 19 paróquias da ilha montanha. Durante mais de uma semana, a ilha do Pico vai estar "rendida" ao Divino Espírito Santo.

A Festa do "Sábado do Espírito Santo", como é conhecido na Silveira do Pico, é a única festividade de Pentecostes nos Açores a acontecer num sábado e remonta a 1720, altura em que a população fez um voto na sequência de uma erupção vulcânica que formou o atual Mistério da Silveira.

As 45 irmandades da ilha montanha, as quais trazem à rua o Divino Espírito Santo, vão realizar as suas coroações, procissões e convívios, tendo sempre como mote a partilha. Nestas 45 festas, além das tradicionais sopas do Espírito Santo, serão servidas carne cozida e assada, massa sovada e arroz doce. Nas festividades são oferecidas mais de cerca de 20.000 refeições.
Os cortejos processionais e os arraiais são abrilhantados pelas 13 filarmónicas da ilha e ainda pelos grupos de foliões. Em cada arraial são distribuídas as rosquilhas, vésperas ou pão a todos aqueles que passam pelas freguesias. De referir que as rosquilhas e o pão são maioritariamente ofertados nos impérios do lado sul da ilha (desde a Madalena até à Calheta de Nesquim) e os bolos de véspera nos impérios do norte da ilha (desde as Bandeiras à Piedade).

O maior império da ilha (e provavelmente dos Açores) é o da Terça-feira do Espírito Santo na vila da Madalena, em que são distribuídas cerca de 10 mil rosquilhas, muitas delas partilhadas com forasteiros que acorrem à ilha montanha, sobretudo provenientes do Faial e de São Jorge.

Além destas 45 irmandades, que realizam as suas festas nestes dias, há outras seis que promovem a sua festividade noutras alturas do ano, com coroações, sopas e distribuição de rosquilhas ou vésperas."

Fonte de informação: http://www.caisdopico.pt/2016/05/ilha-do-pico-rendida-ao-divino-espirito.html

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende com referência à Ilha das Flores, nos Açores

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende





“Zorro – O Começo da Lenda” é um projecto único onde surgem unidos um dos heróis mais populares do mundo – Zorro – e uma das mais conceituadas escritoras da actualidade – Isabel Allende. Estes dois ingredientes por si só não bastam para fazer um bom livro, mas a verdade é que neste caso isso aconteceu. E a ideia até era arriscada, porque Allende fez sucesso como autora de outro tipo de obras e pegar num herói já com nome e personalidade feitas poderia ser limitativo. Contudo, Isabel Allende soube respeitar o justiceiro da mascarilha e construiu uma infância e juventude que encaixam na perfeição na ideia que temos de Zorro.
“Limitada” pelas características imutáveis de Zorro, a escritora aplicou toda a sua imaginação e fantasia na construção de um “passado” para o herói e, acima de tudo, para o homem que o “criou”, Diego de la Vega, recorrendo para tal a uma escrita rica mas acessível.
Assim, na primeira parte do livro acompanhamos a infância de Diego, muito antes de este um dia sequer imaginar que viria a ser um herói misterioso. Diego nasceu no Sul da Califórnia no século XVIII, filho de um importante fazendeiro e de uma índia guerreira, e da mistura destes dois mundos resulta a “essência” do espírito de Zorro.
Diego cresce (e vive) acompanhado por Bernardo, amigo para todas as ocasiões, que nasceu praticamente em simultâneo com ele, o que faz dos dois verdadeiros irmãos. O que um tem em força e impulso, o outro contrabalança com ponderação.
Aos 16 anos, para receber uma educação europeia, Diego parte para Barcelona, acompanhado pelo inseparável Bernardo. A viagem por mar tem a particularidade de proporcionar uma passagem pelos Açores."
Fonte: Porta livros

“Seguindo a leitura desse livro, verifiquei que a autora Isabel Allende retrata uma passagem dos personagens Diego de la Vega e Bernardo pela ilha das Flores nos Açores ao fazerem a travessia pelo Oceano Atlântico vindos da Califórnia."








Pézinho (do Pico)




"Ó meu amor nada, nada
Ai nada, nada , ai meu amor nada, não
Nada tenho em meu peito
Ó em meu peito que não te faça quinhão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui se o quiser pôr
Mas não é de obrigação,
Obrigação é de quem faz o favor

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ó sim piquei-me , piquei-me lá num silvado
Nunca mais eu vou ao Pico
Ó sim ó Pico, sem o Pico ser mondado

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui que não faz mal
Esta moda do pézinho
Ai do pézinho foi do Pico pro Faial

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ai sim piquei-me , piquei-me lá no picão
O picão nasce da silva
Ó sim da silva , e a silva nasce do chão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui na branca meia
Se a branca meia se suja
Olé se suja há mais água na ribeira"


https://www.youtube.com/watch?v=RqEp9GFDIP8

Gravado pelo Grupo Folclórico das Doze Ribeiras (Terceira) em 23-09-1980. Viola regional: Diamantino Ávila e Jorge Valadão. Violão: Emiliano Toste e Jorge Valadão. Vozes: Graziela Rocha, Emiliano Toste e Ariovalda Leonardo. Capa: Free-Lancer. Fotos (livres): Wikimedia Commons.

Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores




Os European Best Destinations distinguiram o país com mais um prémio, desta feita para a paisagem mais bonita. Vale do Douro também está na lista.
Depois do melhor destino europeu, da melhor praia e da melhor piscina, os prémios do European Best Destinations (EBD) continuam a chegar a conta-gotas: desta vez, foram eleitas as melhores paisagens da Europa, e os Açores encontram-se em primeiro lugar. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição.
Para o EBD, os Açores são um “grupo de nove ilhas vulcânicas” que oferecem “paisagens de cortar a respiração”. “É um destino perfeito para os amantes da Natureza e de caminhadas. No meio do oceano Atlântico, a mais de 1400 quilómetros estão os Açores”. O EBD recomenda visitar os Açores no período entre Abril e Setembro, e visitar a Lagoa do Fogo, as Furnas e as plantações de chá.
Quanto ao Vale do Douro, “esplêndido nas fotografias”, o EBD deixa a nota: “descobri-lo vai deixá-lo sem palavras”. “Nenhuma fotografia ou vídeo consegue fazê-lo sentir a beleza da paisagem classificada como património mundial da Unesco”. Recomendada está a tradicional prova dos vinhos.
França é o país mais representado, com três paisagens na lista: Bonifacio, na ilha de Córsega, o Mont Saint-Michel e o vale Dordogne.
No site do European Best Destinations é possível consultar várias listas que premeiam as mais variadas categorias. O que não se sabe é a data de cada nomeação nem se irão existir mais categorias (e se Portugal vence mais alguma).
As paisagens mais bonitas da Europa
11.      Açores, Portugal
2.      Ilha Galesnjak, Croácia
3.      Hallstatt, Áustria
4.      Bonifacio, France
5.      Mont Saint-Michel, França
6.      Toscana, Itália
7.      Cataratas do Reno, Suíça
8.      Glaciar Svartissen, Noruega
9.      Vale Dordogne, França
10.  Região Mullerthal, Luxemburgo
11.  Vale do Douro, Portugal
12.  Ilhas Faroé, Dinamarca
13.  Meteora, Grécia
14.  Positano, Itália
15.  Floresta Hallerbos, Bélgica
16.  Bled, Eslovénia
17.  Oludeniz, Túrquia
18.  Ilhas Lofoten, Noruega

   Fonte: http://fugas.publico.pt/