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Programas da série 'Mundo Marca Açores' em exibição nos EUA

Os programas da série 'Mundo Marca Açores', uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo Regional para promover e aumentar a notabilidade dos produtos certificados com este selo de origem, passam este mês a ser apresentados no canal 'The Portuguese Chanel'
 "Este canal, que existe há 40 anos, é o único que transmite diretamente dos Estados Unidos da América e exclusivamente em língua portuguesa, com uma emissão de 24 horas”, informa o executivo açoriano.
O ‘Mundo Marca Açores’ é transmitido em horário nobre e, de acordo com a direção do canal de televisão, pode ser visto por mais de três milhões de espetadores nos estados de Massachusetts e Rhode Island, onde a comunidade lusófona conta com 600 mil pessoas.
As séries deste programa de produção regional mostram, em cerca de cinco minutos cada, todas as componentes de produção de vários produtos do setor agroalimentar, assim como o quotidiano de serviços e estabelecimentos aderentes em diversas empresas de todo o arquipélago e que se caracterizam por serem “certificados pela natureza”.




 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/programas-da-serie-mundo-marca-acores-em-exibicao-nos-eua
 
Patrícia Machado

Gastronomia açoriana - Sopas de Espírito Santo

Estas sopas são sempre servidas nas funções ou festas do Espírito Santo, sendo servido seguidamente a alcatra com massa sovada ou com pão de mesa, conforme as freguesias.
Para um jantar de 10 a 12 pessoas, os ingredientes para confeccionar esta iguaria seriam:
2 Kg de carne de vaca (peito);
500 G de fígado de vaca;
250 G de sangue de vaca coalhado;
3 Dentes de alho;
2 Cebolas;
1 Ramo grande de hortelã;
1 Pau de canela;
1 Colher de sopa de massa de malagueta;
1 Repolho médio;
1 Colher de sopa de banha ou de manteiga;
1 Pão de trigo grande (duro);
1 Concha de molho de alcatra;
Sal.
 
Para a sua preparação:
Faz-se uma boneca deitando num pano os dentes de alho, as cebolas aos quartos, a hortelã, o pau de canela e a massa da malagueta. Ata-se com um cordel e mergulha-se na água para a sopa que já está temperada com sal. Leva-se ao lume e quando ferver introduz-se a carne e deixa-se cozer.
Estando a carne cozida, junta-se o repolho cortado aos quartos e a banha e continua a cozer.
À parte e em recipientes separados cozem-se em água o bocado de fígado inteiro e o sangue.
Corta-se o pão ao meio, no sentido horizontal, e depois em quatro ou cinco bocados (cada metade), no sentido vertical. Põe-se este pão (com o miolo voltado para cima) numa tigela. Dispõe-se por cima um ramo de hortelã e rega-se com uma concha de molho de alcatra. Espalham-se ainda por cima o repolho, algumas fatias pequenas de fígado e de sangue e rega-se tudo com um pouco de caldo. Fecha-se, e alguns minutos depois rega-se com o restante caldo. Cobre-se a sopa com uma toalha de linho e abafa-se com cobertores, ficando assim durante umas duas a três horas.
Comida a sopa, come-se a carne, e o que resta do fígado e do sangue.
 
 





Fonte: http://receitas.mundoazores.com/sopa-do-espirito-santo/
Patrícia Machado

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende com referência à Ilha das Flores, nos Açores

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende





“Zorro – O Começo da Lenda” é um projecto único onde surgem unidos um dos heróis mais populares do mundo – Zorro – e uma das mais conceituadas escritoras da actualidade – Isabel Allende. Estes dois ingredientes por si só não bastam para fazer um bom livro, mas a verdade é que neste caso isso aconteceu. E a ideia até era arriscada, porque Allende fez sucesso como autora de outro tipo de obras e pegar num herói já com nome e personalidade feitas poderia ser limitativo. Contudo, Isabel Allende soube respeitar o justiceiro da mascarilha e construiu uma infância e juventude que encaixam na perfeição na ideia que temos de Zorro.
“Limitada” pelas características imutáveis de Zorro, a escritora aplicou toda a sua imaginação e fantasia na construção de um “passado” para o herói e, acima de tudo, para o homem que o “criou”, Diego de la Vega, recorrendo para tal a uma escrita rica mas acessível.
Assim, na primeira parte do livro acompanhamos a infância de Diego, muito antes de este um dia sequer imaginar que viria a ser um herói misterioso. Diego nasceu no Sul da Califórnia no século XVIII, filho de um importante fazendeiro e de uma índia guerreira, e da mistura destes dois mundos resulta a “essência” do espírito de Zorro.
Diego cresce (e vive) acompanhado por Bernardo, amigo para todas as ocasiões, que nasceu praticamente em simultâneo com ele, o que faz dos dois verdadeiros irmãos. O que um tem em força e impulso, o outro contrabalança com ponderação.
Aos 16 anos, para receber uma educação europeia, Diego parte para Barcelona, acompanhado pelo inseparável Bernardo. A viagem por mar tem a particularidade de proporcionar uma passagem pelos Açores."
Fonte: Porta livros

“Seguindo a leitura desse livro, verifiquei que a autora Isabel Allende retrata uma passagem dos personagens Diego de la Vega e Bernardo pela ilha das Flores nos Açores ao fazerem a travessia pelo Oceano Atlântico vindos da Califórnia."








Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores




Os European Best Destinations distinguiram o país com mais um prémio, desta feita para a paisagem mais bonita. Vale do Douro também está na lista.
Depois do melhor destino europeu, da melhor praia e da melhor piscina, os prémios do European Best Destinations (EBD) continuam a chegar a conta-gotas: desta vez, foram eleitas as melhores paisagens da Europa, e os Açores encontram-se em primeiro lugar. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição.
Para o EBD, os Açores são um “grupo de nove ilhas vulcânicas” que oferecem “paisagens de cortar a respiração”. “É um destino perfeito para os amantes da Natureza e de caminhadas. No meio do oceano Atlântico, a mais de 1400 quilómetros estão os Açores”. O EBD recomenda visitar os Açores no período entre Abril e Setembro, e visitar a Lagoa do Fogo, as Furnas e as plantações de chá.
Quanto ao Vale do Douro, “esplêndido nas fotografias”, o EBD deixa a nota: “descobri-lo vai deixá-lo sem palavras”. “Nenhuma fotografia ou vídeo consegue fazê-lo sentir a beleza da paisagem classificada como património mundial da Unesco”. Recomendada está a tradicional prova dos vinhos.
França é o país mais representado, com três paisagens na lista: Bonifacio, na ilha de Córsega, o Mont Saint-Michel e o vale Dordogne.
No site do European Best Destinations é possível consultar várias listas que premeiam as mais variadas categorias. O que não se sabe é a data de cada nomeação nem se irão existir mais categorias (e se Portugal vence mais alguma).
As paisagens mais bonitas da Europa
11.      Açores, Portugal
2.      Ilha Galesnjak, Croácia
3.      Hallstatt, Áustria
4.      Bonifacio, France
5.      Mont Saint-Michel, França
6.      Toscana, Itália
7.      Cataratas do Reno, Suíça
8.      Glaciar Svartissen, Noruega
9.      Vale Dordogne, França
10.  Região Mullerthal, Luxemburgo
11.  Vale do Douro, Portugal
12.  Ilhas Faroé, Dinamarca
13.  Meteora, Grécia
14.  Positano, Itália
15.  Floresta Hallerbos, Bélgica
16.  Bled, Eslovénia
17.  Oludeniz, Túrquia
18.  Ilhas Lofoten, Noruega

   Fonte: http://fugas.publico.pt/



Fotojornalista Mostra o Quotidiano dos Açores nos Próximos Noves Meses







O fotojornalista português António Luís Campos vai publicar na internet, nos próximos nove meses, um total de 276 imagens dos Açores, no âmbito de um projeto iniciado em 2013 que visa mostrar ao mundo o quotidiano das ilhas.


“O projeto ´Crónicas da Atlântida’ é um projeto de fotojornalismo documental que comecei a fotografar em 2013 e o objetivo é mostrar, na minha visão, o quotidiano dos Açores”, afirmou António Luís Campos à Lusa, acrescentando que “mostra-se mais as paisagens e ainda pouco o que fazem as pessoas nas ilhas”.

O colaborador da revista National Geographic em Portugal adiantou que as fotografias podem ser vistas na página da internet: www.cronicasdaatlantida.org , sendo que o mês de maio será dedicado à ilha de São Miguel, a mais populosa do arquipélago.

“Uma foto por dia e uma ilha por mês. Serão 276 imagens no total entre maio de 2015 e janeiro de 2016. Nestas imagens, o que procurei foi fotografar pessoas e ambientes em que a vida quotidiana decorre”, disse o fotojornalista, acrescentando que também haverá “algumas imagens de paisagem, mas que terão a ver com a presença humana”.

António Luís Campos referiu que na segunda quinzena de maio irá fotografar nas ilhas do Corvo e das Flores, concluindo o seu trabalho em setembro na Graciosa, pelo que está aberto a sugestões de pessoas dessas ilhas.

Segundo disse o fotojornalista, o que se pretende com as imagens é mostrar a componente rural das ilhas açorianas, mas também gente jovem, estrangeiros residentes no arquipélago, a parte tecnológica, inovadora e a componente cultural.

Dos milhares de cliques disparados ao longo dos últimos anos, António Luís Campos destaca uma fotografia feita na ilha de S. Miguel, ligada ao setor da pesca, pela “experiência dura, pela fotogenia da atividade e pelo resultado do trabalho”.

“Houve uma saída que fiz com pescadores do Porto Formoso, em S. Miguel. Acompanhei durante uma semana o quotidiano das atividades piscatórias e depois saí com eles para o mar e foi realmente um momento que me marcou”, referiu o fotojornalista 'freelancer', que confessou ser um “apaixonado pelos Açores”.

Terminado o projeto “Crónicas da Atlântida”, António Luís Campos tenciona publicar um livro em 2016 com as melhores fotos, realizar palestras e uma exposição, que gostaria muito de trazer às nove ilhas açorianas, como forma de agradecer a generosidade das pessoas que encontrou pelo caminho, algo cuja concretização vai depender do financiamento conseguido para o efeito.

Fonte:http://www.iloveazores.net/

Restaurante do Pico ganha destaque internacional


Restaurante "Casa Âncora"

Fonte: http://www.caisdopico.pt/ - Restaurante Casa Âncora 

"Situado no coração do Cais do Pico, o restaurante "Casa Âncora" foi recentemente destacado no site 'Food Republic' como um dos melhores restaurantes dos Açores.


Este portal internacional, o qual é dedicado a "todos aqueles que querem comer e beber bem" e que recebe mais de um milhão de visitantes por mês, fez uma seleção de 11 restaurantes açorianos: para além da "Casa Âncora", a única representação picoense, foram destacados seis restaurantes em São Miguel, três na Terceira e um no Faial.


Para os especialistas do 'Food Republic', "tudo parece saber bem nos Açores", referindo ainda que as comidas são servidas ao ritmo das ilhas — num andamento mais relaxado quando comparado com o das grandes metrópoles — mas as paisagens que acompanham as refeições são incríveis."

Fonte: https://www.facebook.com/casaancorarestaurant/photos


http://www.caisdopico.pt/

Dia de São Vapor - Ilha das Flores



Quando o navio chegava às, Lajes, vagarosamente, já todas as embarcações se encontravam nas proximidades do ancoradouro onde o então prático, Mestre João Ti Ana (nome porque era conhecido João Gomes Vieira), com a sua bandeirola hasteada, indicava o local certo o navio deveria lançar a sua âncora. Havia o ancoradouro de dentro para os dias bons e o de fora para os dias em que o estado do mar era pior. Nalgumas viagens apenas era possível fazer o serviço de passageiros e noutras nem isso acontecia devido às condições do mar. Então o navio ia para a Fajã Grande para onde todos os que podiam se deslocavam, ou aguardava nas baías abrigadas da ilha por uma melhoria de tempo.
Quando o navio ancorava, logo as embarcações remavam para a borda para receberem ou entregarem carga. Havia elevada concorrência a disputar esse serviço: Maurício António Fraga, Manuel Semedo, António Pimentel e José Augusto Lopes antes de se transferir para Santa Cruz na década de 1960.O primeiro e o último tinham várias embarcações de carga e lanchas a motor para o transporte de passageiros e reboque dos barcos de carga. Era grande o movimento no porto. Havia muita gente envolvida nessa atividade de carga e descarga, uma vez que todo o serviço era feito sem máquinas nem guindastes ou ruas, salvo os de bordo do navio. Um trabalho braçal e duro, indicado apenas a pessoas fortes e desembaraçadas. Por ele passavam cargas pesadas como; sacos de sal, açúcar, cimento, cal, barris de vinho, bidões de petróleo, gasolina, óleo de baleia, etc. A partir de 1950 desembarcaram os carros e outras viaturas, com muita dificuldade, chegando por vezes a ser necessário juntar dois barcos e montar um estrado para transportar esses veículos.O gado bovino que se exportava, embarcava para os barcos pelos seus próprios meios, empurrados pelos carregadores para dentro dos barcos. Segundo contavam os mais antigos, houve tempos em que o gado seguia para junto do navio a nadar, atrelados a uma trave de madeira que por sua vez era puxada por uma embarcação a remos.
O transportes das cargas para as lojas eram feitos em carros de bois pertencentes a carregadores licenciados para esse fim, como por exemplo Francisco Castelo e José Maria das Lajes e meu vizinho Caetano Vital da Fazenda. Só a partir de meados da década de 1950 iriam surgir as camionetas das Firmas João Germano de Deus e Maurício António Fraga, das Lajes.
Muitos aproveitavam para ir a bordo para estarem no navio durante algum tempo, na descoberta de um ambiente diferente e maravilhavam-se pelos bares da 1º. ou 2ª. classe , nos corredores ou convés, quem sabe, sonhando com alguma viagem….
Houve três dias de vapor que ficaram na memória das pessoas pelo seu significado e pelo movimento de pessoas que então provocaram: a passagem do Presidente da República- General Carmona em 4 de Agosto de 1941 (só em Santa Cruz), a passagem em 31 de Agosto de 1942 pelo Padr

Fonte: António Maria Gonçalvese Cruz e a passagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima em Junho de 1948.
Apesar da vulgaridade desses dias nos nossos tempos , ainda muitos de nós, talvez recordando tempos antigos, sentimos nesses dias, com o apitar dos barcos, essa atmosfera de festa e alegria.


Fonte: António Maria Gonçalves
 fora do normal deixavam intrigados 

Fátima 2017: mais de 5000 pedidos de acreditação para a visita do Papa



Fátima, 02 maio 2017 (Eclésia) – O Santuário de Fátima recebeu mais de cinco mil pedidos de acreditação, no âmbito da celebração do Centenário das Aparições e da vinda do Papa Francisco à Cova da Iria.
De acordo com o gabinete de comunicação do Santuário de Fátima, na data limite para a apresentação de candidaturas (30 de abril), já tinham dado entrada um “total de 5236 pedidos de acreditação, “a maior respeitante a funcionários do Santuário e a voluntários que vão colaborar na Peregrinação do Papa”.
Os dados disponíveis até esta altura indicam que 2590 pedidos são provenientes de “funcionários, voluntários, servitas, escuteiros, médicos, enfermeiros, membros da Ordem de Malta e outros colaboradores”.
No que diz respeito a profissionais da comunicação social, o Santuário de Fátima adianta que aceitou 1146 pedidos, e outros “1500 já receberam a confirmação das suas acreditações”.
Todas as pessoas que requereram acreditação, para circular e trabalhar no recinto do Santuário durante as cerimónias do Centenário das Aparições e acompanhar a visita do Papa Francisco, devem agora levantar a documentação entre os dias 05 e 13 de maio, no Centro Pastoral Paulo VI.
Os horários para efectuar esse levantamento são os seguintes: 05 a 10 de maio das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00; 11 e 12 de maio das 9h00 às 21h00 e 13 de maio das 7h00 às 10h00.
A celebração do Centenário das Aparições de Fátima vai ficar marcada por outro acontecimento especial, a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, que serão assim os mais jovens não-mártires da Igreja Católica.
Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (por três vezes, em 1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

Fonte: Açoriano Oriental




1º de Maio - Dia do Trabalhador e os Maios - Tradição dos Açores






No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. 
Foi este o resultado desta segunda manifestação.

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.


Em Maio existem por toda a Europa tradições  em que se festeja a chegada da primavera e o ressurgir da natureza. As  origens destas tradições  remontam às festas pagãs da Roma antiga consagradas  à deusa Maia da mitologia romana, deusa  da primavera. 

Muitos destes ritos pagãos mantiveram-se ao longo dos tempos dando origem a  tradições associadas à chegada da primavera, estação que marca o fim do inverno e o despertar da natureza para uma nova  vida.

Em Portugal as manifestações mais comuns de boas vindas  à Primavera  são a tradições das maias e dos  maios.  Em algumas regiões estas tradições estão também associadas  à crença de que a presença dos  maios era uma forma de agradar os espíritos.

Embora um pouco esquecida, a velha tradição dos  maios  continua a celebrar-se  no 1º de Maio um pouco pelas freguesias de algumas das ilhas dos Açores: São Miguel, São Jorge, Graciosa, Terceira e Santa Maria.

Os maios são  bonecos artesanais  representando pessoas  em tamanho natural realizando actividades do dia a dia. Os maios são colocados à porta de casa, à janela, ao balcão e em  outros espaços exteriores, muitas vezes acompanhados de versos com diversas críticas ou sátiras sociais.




Fonte:http://expressoemprego.pt/ | http://joaodaflora.blogspot.pt/




A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii

Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) - Espécie introduzida nos Açores em meados do séc. XIX
 
Fonte: http://triplov.com/zoo_ilogico/Lacerta-dugesi/Antropofilia/index.htm

Classificação Ciêntifica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família:Lacertidae
Género: Lacerta
Espécie: L. dugesii

A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) é o único réptil terrestre do arquipélago dos Açores. Trata-se de uma espécie endémica dos arquipélagos da Madeira e Selvagens que foi introduzida nos Açores em meados do séc. XIX e, atualmente, distribui-se por todas as ilhas embora a sua presença apenas tenha sido detetada em algumas ilhas, nomeadamente nas Flores e no Corvo, por volta do ano de 2007 ou um pouco antes. Foi referida pela primeira vez por Henri Drouët no seu “Rapport a sa Majesté le Roi du Portugal sur un voyage d’exploration scientifique aux îles Açores”, realizada na primavera e verão de 1857. Nele afirma de ter feito uma descoberta de algum interesse na Graciosa, um lagarto que ninguém sabia da existência nos Açores, e que poderá ser inédita, caso não seja uma espécie da Madeira ou de Portugal Continental. 

Posteriormente no seu “Éléments de la Faune Açoréenne”, publicado em 1861, Henri Drouët já se refere ao “lagarto de Dugès (Lacerta Dugesii)”, como o único réptil terrestre dos Açores, cuja presença ele descobriu na Graciosa, e que já tinha sido descoberto anteriormente na Madeira, onde é muito comum. Admite-se a existência de 4 subespécies nos arquipélagos da Madeira e Açores: T. dugesii dugesii que ocorre nas ilhas da Madeira e Açores, T. dugesii mauli nas Desertas, T. dugesii jogeri na ilha do Porto Santo e T. dugesii selvagensis nas ilhas Selvagens.

Fonte: http://siaram.azores.gov.pt/fauna/repteis/_intro.html
 É um lacertídeo omnívoro e oportunista que se encontra associado a uma grande diversidade de habitats desde o nível do mar até aos cerca de 1861 m de altitude na sua distribuição original. Contudo, a sua presença é mais abundante abaixo dos 500 m onde pode ser encontrada em áreas rochosas, praias e zonas de vegetação arbustiva e esparsa, sendo particularmente abundante em meios urbanos, rurais e zonas agrícolas. É habitual em muros de pedras e pode trepar árvores. Embora ocorra em populações severamente fragmentadas, a espécie é considerada como não ameaçada devido às grandes densidades que apresenta. Apesar disto, como se trata de uma espécie insular, poderá estar mais vulnerável a alguns tipos de ameaças tais como a perda de habitat. Encontra-se listada no Anexo II da Convenção de Berna. É uma lagartixa de aspeto robusto que tem a particularidade de apresentar um padrão de coloração dorsal muito variável sendo frequente encontrar indivíduos, na mesma população, com tonalidades esverdeadas, acastanhadas ou quase negras com numerosos pontos esverdeados ou amarelados. O ventre e bege ou amarelado e por vezes com manchas escuras. Pode atingir um comprimento de aproximadamente 80 mm e 235 mm de comprimento total com cauda. Apresenta dimorfismo sexual sendo que os machos são de maiores dimensões e podem apresentar tons esverdeados ou azulados no ventre e garganta. As fêmeas têm duas a três posturas de ovos por ano. Os juvenis têm um comprimento de cerca de 30 mm quando eclodem.

Dez mil trutas produzidas na Ilha das Flores em 2016








Os números foram avançados pela diretora regional dos Recursos Florestais, entidade responsável pela gestão das espécies piscícolas e de pesca em águas interiores, que assegura o fomento da pesca desportiva da truta através da realização anual de repovoamentos com peixes provenientes da reprodução artificial realizada nos postos aquícolas da Reserva Florestal de Recreio do Viveiro das Furnas (em São Miguel) e da Reserva Florestal Luis Paulo Camacho (nas Flores).


A pesca desportiva nas águas interiores do arquipélago constitui uma importante componente ao nível da oferta e também oaproveitamento dos recursos naturais da Região. Esta pesca é praticada apenas em São Miguel e nas Flores, as únicas ilhas que possuem lagoas e ribeiras com condições para a manutenção e pesca de espécies piscícolas.

Na ilha das Flores pode-se pescar truta nas ribeiras dos Moinhos, Além Fazenda, Fazenda, Silva, Urzela e Grande e na Lagoa da Lomba.


Fonte: Fórum da Ilha das Flores

Mostra de Filmes Internacionais Sobre a Baleação








Realiza-se no Auditório do Museu dos Baleeiros, nos dias 20 e 27 de abril, 4 e 25 de maio, 5 e 10 de outubro e 2 e 30 de novembro, com entradas gratuitas.
Trata-se de uma parceria entre o Museu dos Baleeiros e a Comunicar Atitude. Convida à revisitação de memórias, com objectivos de aumentar o espólio fotográfico histórico das Lajes do Pico, convidando a população à partilha de fotografias antigas referentes à baleação.
Propõe-se a digitalização imediata, mediante a autorização dos proprietários. A recolha de imagens decorre até final do ano de 2017, junto da Comunicar Atitude e do Museu do Pico.



Fonte: https://www.facebook.com/comunicaratitude/

Florêncio Terra - Literatura açoriana

Florêncio Terra nasceu na Horta, ilha do Faial, a 18 de Maio de 1858, filho do conhecido capitão da marinha mercante Florêncio José Terra Brum e de Maria dos Anjos da Silva Mariz Sarmento. Pelo lado paterno pertencia à família do barão de Alagoa, uma das mais distintas e influentes do seu tempo.
Frequentou com distinção o Liceu da Horta, aí começando, em 14 de Outubro de 1888, a reger interinamente a cadeira de Introdução à História Natural.
Pretendendo seguir a carreira do magistério liceal, prestou, de seguida, brilhantes provas em Lisboa, ficando aprovado. Foi nomeado a 8 de Novembro de 1896 professor vitalício, iniciando uma carreira que manteria toda a vida. Ensinou Matemática e Ciências Naturais.
Exerceu em duas ocasiões (1907-1911 e 1928-1929) o cargo de reitor do Liceu da Horta (Liceu Manuel de Arriaga), distinguindo-se como professor e administrador.
Para além da sua actividade como professor liceal, exerceu diversos cargos públicos na administração distrital e local, entre os quais os de vereador e vice-presidente da Câmara.
Foi sócio fundador do Grémio Literário Artista Faialense em 1874.
Como jornalista, dirigiu, com Luís Barcelos, o semanário literário A Pátria (que iniciou publicação a 13 de Dezembro de 1876) e, com Manuel Zerbone, o semanário literário intitulado Biscuit (iniciou publicação a 5 de Julho de 1878). A sua maior actividade como jornalista exerceu-a no diário O Açoreano (na 2.ª série, iniciada a 1 de Março de 1895) e no semanário literário e noticioso O Faialense, cuja 2.ª série iniciou a 5 de Novembro de 1901, de parceria com Marcelino Lima e Rodrigo Guerra.
Assinava os seus artigos e contos usando, geralmente, os pseudónimos de "Ri…Cardo", "X", "XXX", "Y", "Máscara Verde", "Nemo", "Zague" e "Ignotus".
Cedo revelou dotes de contista. Em 1897, na colectânea Seara Alheia, organizada por Alfredo Mesquita, figura o seu conto A Debulha, a par de contos de Fialho de Almeida, Trindade Coelho, Ficalho, Abel Botelho e alguns mais.
Outros contos de Florêncio Terra foram publicados em vida do autor, dispersamente, por jornas e revistas portuguesas. Mas a maior parte ficou inédita.
 
Florêncio Terra
 
No género romance salientam-se O Enjeitado, Vingança da Noviça e As Duas Primas (incompleto), os dois últimos escritos, sob o pseudónimo "Zigue e Zague", em co-autoria com Zerbone.
Postumamente, em 1942, com prefácio de Osório Goulart, foi editado o 1.º volume de Contos e Narrativas, sendo depositária a Parceria António Maria Pereira. Destes se faz uma apreciação crítica na História Ilustrada das Grandes Literaturas (Literatura Portuguesa, vol. II), por Óscar Lopes.
Em 1949, saiu a lume na Horta um pequeno livro de 47 páginas, Natal Açoreano: cinco contos, entre eles Corações Simples, já incluído em Contos e Narrativas.
A par de Nunes da Rosa, Florêncio Terra é um escritor açoriano digno de ser conhecido não apenas localmente, mas no plano da literatura lusófona.
Faleceu na cidade da Horta a 25 de Novembro de 1941, deixando inédita boa parte da sua produção literária.
A 30 de Abril de 1958, a Câmara Municipal da Horta, por proposta do presidente Dr. Sebastião Goulart, deliberou que fosse colocada uma lápide na sepultura de Florêncio Terra e dado o seu nome ao Jardim Público da cidade.
A 21 de Novembro de 1987, a mesma Câmara, então presidida por Herberto Dart, voltou a homenagear Florêncio Terra, mandando cunhar uma medalha evocativa e colocar uma fotografia sua no Salão Nobre dos Paços do Concelho.



Fonte: http://www.florencioterra.com/FT1.htm
 
 
Patrícia Machado