Mostrar mensagens com a etiqueta Flores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Flores. Mostrar todas as mensagens
Lenda da Rocha dos Frades e a Entravadinha - Ilha das Flores
Há muitos anos havia uma família pobre,
como muitas outras famílias deste Concelho, que tinha uma linda menina que se
encontrava numa cama há vários anos, doente devido ao reumatismo.
A sua cama estava junto a uma janela,
donde via uma linda paisagem que era a rocha dos Frades.
A menina chamava-se Mariana, sofria
muitas dores, pobre menina.
A sua mãe tentava confortar-lhe com tudo
o que tinha para dar com muito carinho, amor, e com grandes sacrifícios.
Poucos alívios davam os remédios que
seus familiares lhe mandavam da América.Mariana passava a maior parte do tempo
sozinha.
A sua única distracção nos momentos de
solidão era a imagem que via todos os dias da janela do seu quarto a linda
rocha dos Frades.
Ao fixar-se nas imagens, seus olhos,
faziam-na pensar que eram pessoas verdadeiras, talhadas no basalto.
Eram a sua companhia de todos os dias do
amanhecer ao anoitecer onde o sol poente a iluminava, reflectindo os seus raios
e dando à rocha uma cor de fogo.
A rocha para a menina já era sua
verdadeira amiga, sonhava muito com ela.Mariana sonhava que seus amigos
talhados no basalto a iriam salvar daquela triste vida que tinha.
Fixava-a durante muito tempo.
Para ela era um frade. Imaginava-o um
senhor padre de missa, que segurava ao seu peito o cibório do qual tirava as
hóstias para dar a comunhão aos seus dois leigos, fixados na rocha que pareciam
erguer-se pela montanha.
A sua cara cor do sol sorria-lhe e
sentia uma paz dentro do seu peito tão doce que as suas dores quase chegavam a
desaparecer.
Num certo dia de lua cheia, numa
daquelas noites tão claras que até pareciam de dia, a menina observava a
lindíssima rocha e num segundo viu o senhor frade grande voltar a sua cara para
a janela do seu quarto e fixar-lhe o seu olhar tão terno e sorrir-lhe
meigamente.
O tempo estava calmo não se ouvia um
rumor; os cães calaram-se, os pássaros dormiam nos seus ninhos, o vento não
existia pois as folhas dos serrados de milho não mexiam.
Como por sonho Mariana sentia que se
aproximava da rocha e que subia a difícil montanha. Nada lhe fazia sentir dor,
seus pés tropeçavam nas pedras do caminho.
Ao chegar perto do frade a menina com os
seus grandes olhos o olharam, sentia uma enorme felicidade e um enorme desejo
de o abraçar e sentiu o seus braços a abraçá-la forte e uma das suas mãos lhe
tocar na cabeça acariciando, ao mesmo tempo que lhe dizia:- Minha linda menina,
vais curar-te e voltarás a brincar como todas as outras crianças.Mariana
esqueceu depois o que acontecera, lembrava-se só de ter sentido frio, de ter
saltado da sua cama, de ter sentido a falta do calor da sua mãe, com quem foi
deitar-se, encostada a ela, que estava dormindo, aconchegando-se ao seu corpo
quente.
A menina estava curada daquela terrível
doença. No mesmo dia de cada ano a menina e sua mãe iam visitar o rochedo, rezar
e contemplar em veneração o tronco basáltico do senhor Frade.
Fonte: Memórias do Passado
Publicada por
Qit lajes flores
|
9/07/2017 02:30:00 da tarde
Curso de iniciação á fotografia com José Franco
Publicada por
Qit lajes flores
|
9/01/2017 02:30:00 da tarde
Festa de Santo Amaro 2017
Realiza-se no próximo fim de semana a Festa de Santo Amaro, na freguesia de Ponta Delgada na Ilha das Flores.
Fonte: Facebook
Publicada por
Qit lajes flores
|
8/30/2017 02:30:00 da tarde
Pintura de Murais em Santa Cruz das Flores
A associação Choki completou o seu primeiro
projeto de paixão na ilha de Flores, com a muralista de belas artes Morgan Bricca, que já pintou mais de 450 murais em mais de
30 cidades diferentes durante a sua vida de artista, incluindo noGoogle Community Space, World Forestry Center Discovery Museum, Augusta Masters Golf Course, entre outros.
O desafio do projeto de paixão de Morgan Bricca foi pintar quinze murais em 21 dias usando apenas pincéis e os
seus conhecimentos de belas artes, exibindo o mais alto padrão de integridade
artística e apoiando-se na beleza natural da ilha de Flores. A artista não só
aceitou o desafio, mas ultrapassou todas as expectativas de profissionalismo,
integridade e dedicação ao seu trabalho.
A ilha das Flores merece o melhor e a associação Choki Açores promete fazer o seu melhor para trazer as
pessoas mais excepcionais do mundo à ilha das Flores para contribuir para a
preservação ambiental, a beleza e para a comunidade, para o benefício de todos.
A associação Choki gostaria de agradecer a todos que contribuíram em Santa Cruz
para o projeto e à Morgan Bricca.Agradecimentos especiais para Morgan Bricca, Casey Hartnett, Andrea Pinto, Dora Santos,
João Alves, João Pereira, José Fernando Nóia, António Almeida e Edgar Tavares.
Fonte: Fórum da Ilha das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
8/02/2017 02:30:00 da tarde
Primeira Competição Anual Santa Cruz Garden Tour
Choki Açores, em parceria
com a Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores e o Serviço Florestal das
Flores e do Corvo, promovem o primeiro Concurso Anual Quintal / Jardim Frontal
de Santa Cruz das Flores.
Andrea Pinto, co-fundadora da Choki Açores, refere estar satisfeita com a
parceria com estas duas entidades, a qual permitirá reconhecer o trabalho dos
jardineiros locais que estão a tornar as suas freguesias mais verdes e mais
atraentes.
Encorajamos os residentes a participarem no Concurso de Jardins, com o seu
quintal, pátio, muro, janela e/ou outro local similar, ou nomeando um vizinho
ou conhecido, que serão avaliados pelo júri do concurso, constuituído por um
membro de cada entidade acima referida.
Quem pode participar?
Podem participar neste concurso todos os cidadãos residentes no concelho de
Santa Cruz das Flores ( nas freguesias Caveira, Santa Cruz, Cedros e Ponta
Delgada)
Regras
1. Somente os jardins plantados por jardineiros amadores são elegíveis - nenhum
trabalho efetuado por profissionais será permitido.
2. Aplica-se a jardim de vegetais, plantas endémicas, flores e qualquer outro
tipo de jardim.
3. Um jardim por casa.
Critérios dos Prémios
Os jardins serão avaliados pela criatividade, desenho, uso de recursos de
reciclagem e beleza. Incentivamos o não uso de químicos.
Prémios
Vencedores do "Primeira Competição Anual Santa Cruz Garden Tour"
1º - 400 €,
2º - 250 €,
3º - 150 €
Os vencedores serão anunciados 25 agosto.
Os jardins serão avaliados pelo júri na semana anterior ao evento.
Fonte: Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
7/31/2017 02:00:00 da tarde
Exposição de Folha de Milho
Encontra-se aberta ao público a Exposição Folha de Milho de 3 de Julho a 30 de Setembro, das 10h ás 18h no Centro de Interpetação Ambiental do Boqueirão Em Santa Cruz das Flores.
Fonte: Centro Regional de Apoio ao Artesanato
Publicada por
Qit lajes flores
|
7/17/2017 02:00:00 da tarde
Actor Diogo Morgado na Ilha das Flores
A estadia
nas Flores foi o culminar de um périplo por cinco ilhas, percorridas em outros
tantos dias, que passou também por São Miguel, Terceira, Faial e Pico – e que o
surpreenderam pela diversidade. "É impressionante como ilhas tão próximas
umas das outras conseguem ser tão diferentes." Por vezes debaixo de
intempéries, o ator embrenhou-se no contacto com a natureza, deslumbrando-se
perante o exotismo da paisagem. Afastando-se dos aglomerados urbanos, Diogo
Morgado trilhou caminhos por entre a vegetação, observou o cenário desértico do
vulcão dos Capelinhos, atravessou o canal entre o Faial e o Pico. Mas recusa
dizer que locais considerou mais marcantes. "Seria injusto, quando todos
têm um valor incrível."
Contudo, a jornada insular teve mais do que um intuito contemplativo. Diogo
Morgado procurava cenários para uma longa-metragem, um thriller de
ação passado numa ilha remota, em que co-assinará o argumento. Dos
locais a filmar, nas Flores e nas outras ilhas visitadas, prefere manter
reserva. Apenas tem uma certeza: "Queremos ter os Açores como
cenário e mostrar como é bonito o nosso país. Não temos noção do país que
temos." O arquipélago será mais uma personagem, composta por um pouco de
cada ilha – que Diogo Morgado faz questão de mostrar ao exterior.
"Queremos divulgar como é especial e único."
Fonte: Fórum da Ilha das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
7/12/2017 02:00:00 da tarde
Lavandeiras - As galinhas de Nossa Senhora
Conta-se que antigamente
havia uma mãe que vivia na companhia duma filha. O marido e pai morrera há
muito, mas lembravam-no constantemente e, todos os dias iam ao cemitério chorar
e rezar sobre a sua sepultura. A mãe, apesar dos cabelos brancos, possuía um
rosto ainda belo e que evidenciava nobreza e caridade. A filha era muito jovem,
alta e esbelta, de pele fresca e levemente corada, mas evidenciando no rosto a
mesma expressão de bondade, que também tinha sido a maior virtude do pai, que
sempre distribuíra o bem, enquanto vivo, por quem o rodeava.
Certo dia em que estavam
ajoelhadas a rezar fervorosamente sobre a sepultura do marido e pai uma
avezinha pousou perto delas, agitando constantemente a cauda como se estivesse
chamando a atenção das duas mulheres. Era uma ave muito pequenina, de cor
acinzentada, com manchas brancas e amareladas na cabeça e no pescoço e negras
nas asas. De repente a avezinha, deixando mãe e filha pasmadas, começou a
falar, dizendo:
— Escolhi-vos para
que digais ao povo desta terra, dedicada a São José que eu fui eleita por Deus
para proteger Nossa Senhora, o José na fuga para o Egipto, cobrindo de pó com a
minha cauda em leque, o rasto da burrinha que os transportava. Dizei também aos
habitantes desta, terra que a minha alimentação é o gorgulho do trigo e que
lhes sou muito útil porque limpo os celeiros desse inseto tão indesejado.
Depois de dizer
isto, levantou voo, enquanto mãe e filha recuperavam do susto. Já não tiveram
mais tranquilidade para continuar as suas orações, regressaram a casa, contando
a quem encontravam o que tinham visto e ouvido.
E
consta que o povo acreditou nas duas mulheres e desde então começaram a
acreditar que as lavandeiras eram aves sagradas, as galinhas de Nossa Senhora.Por
isso é que na Fajã Grande, pelo menos até à década de cinquenta do século
passado, não se perseguiam nem caçavam lavandeiras.
Fonte: Pico da Vigia 2
Publicada por
Qit lajes flores
|
7/06/2017 02:30:00 da tarde
A Jangada - Grupo de Teatro - Ilha das Flores
O Grupo de Teatro a Jangada estreia nova comédia á portuguesa nos dias 30 de Junho a 5 de Julho.
Fonte: Avisos e Anúncios da Ilha das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
7/01/2017 02:00:00 da tarde
Banda XPTO dá concerto na Festa do Emigrante nas Lajes das Flores
Com influência de grandes
nomes da música internacional como “Beatles”, “Pink Floyd”, “Coldplay” ou
“Radiohead”, os XPTO irão marcar presença no palco da XXXII Festa do Emigrante!
Domingo, dia 16 de Julho de 2017.
Fonte: Câmara Municipal de Lajes das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
6/25/2017 02:00:00 da tarde
Ordenação do jovem Jacob Vasvoncelos como sacerdote na Ilha das Flores
Com 23 anos, Jacob Vasconcelos foi ordenado diácono no passado dia 8
de Dezembro no Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Finalista do sexto ano
do Seminário de Angra, este jovem florentino vai
ser ordenado sacerdote no próximo dia 1 de Julho na Igreja Matriz de Santa Cruz
das Flores.
Oriundo da freguesia de Ponta Delgada, o diácono Jacob Vasconcelos é uma das
referências entre os alunos do Seminário de Angra, não só pelo seu aproveitamento escolar mas
também pelo carisma. Afável, sorridente e com uma energia inesgotável, quando
se passa com ele na rua parece que conhece meio mundo e arredores. De uma
enorme disponibilidade, Jacob está no Seminário há 8 anos, tendo chegado à Casa
com 15 anos para frequentar o ensino de nível secundário, com a “certeza” de
que queria ser padre. Desde pequeno que brinca como se já o fosse. Diz quem
conhece o seu baú das recordações que até estolas em miniatura tinha no seu
armário.
Jacob Vasconcelos é um dos jovens mais preparados para o sacerdócio sem deixar
de ser um jovem comum, atento ao mundo e ao que gira à sua volta, generoso e
sempre próximo. Ainda assim, o diácono afirma que gostaria de ver mais “respostas generosas e
comprometidas” sobretudo dos jovens e afirma que o “ardor de evangelizar” é que
lhe vai tirar o sono.
“Sou de personalidade inquieta e enérgica por natureza, pelo que julgo que,
para além das preocupações do dia-a-dia, irá incomodar-me a necessidade de
levar o Evangelho às pessoas, pela palavra, pelos sacramentos, pela minha
atitude coerente de vida e por todos os meios possíveis e necessários que
estiveram ao meu alcance”, frisou o jovem diácono florentino.
A ordenação de Jacob Vasconcelos será presidida pelo bispo João Lavrador, que
assim mantém a tradição do seu predecessor de fazer as ordenações de forma
descentralizada.
Fonte: Forum da Ilha das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
6/22/2017 02:00:00 da tarde
“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende com referência à Ilha das Flores, nos Açores
“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende
“Zorro
– O Começo da Lenda” é um projecto único onde surgem unidos um dos heróis mais
populares do mundo – Zorro – e uma das mais conceituadas escritoras da
actualidade – Isabel Allende. Estes dois ingredientes por si só não bastam para
fazer um bom livro, mas a verdade é que neste caso isso aconteceu. E a ideia
até era arriscada, porque Allende fez sucesso como autora de outro tipo de
obras e pegar num herói já com nome e personalidade feitas poderia ser
limitativo. Contudo, Isabel Allende soube respeitar o justiceiro da mascarilha
e construiu uma infância e juventude que encaixam na perfeição na ideia que
temos de Zorro.
“Limitada” pelas características imutáveis de Zorro, a escritora aplicou toda a sua imaginação e fantasia na construção de um “passado” para o herói e, acima de tudo, para o homem que o “criou”, Diego de la Vega, recorrendo para tal a uma escrita rica mas acessível.
“Limitada” pelas características imutáveis de Zorro, a escritora aplicou toda a sua imaginação e fantasia na construção de um “passado” para o herói e, acima de tudo, para o homem que o “criou”, Diego de la Vega, recorrendo para tal a uma escrita rica mas acessível.
Assim,
na primeira parte do livro acompanhamos a infância de Diego, muito antes de
este um dia sequer imaginar que viria a ser um herói misterioso. Diego nasceu
no Sul da Califórnia no século XVIII, filho de um importante fazendeiro e de
uma índia guerreira, e da mistura destes dois mundos resulta a “essência” do
espírito de Zorro.
Diego
cresce (e vive) acompanhado por Bernardo, amigo para todas as ocasiões, que
nasceu praticamente em simultâneo com ele, o que faz dos dois verdadeiros
irmãos. O que um tem em força e impulso, o outro contrabalança com ponderação.
Aos 16 anos, para receber uma educação europeia, Diego parte para Barcelona, acompanhado pelo inseparável Bernardo. A viagem por mar tem a particularidade de proporcionar uma passagem pelos Açores."
Aos 16 anos, para receber uma educação europeia, Diego parte para Barcelona, acompanhado pelo inseparável Bernardo. A viagem por mar tem a particularidade de proporcionar uma passagem pelos Açores."
Fonte:
Porta livros
“Seguindo
a leitura desse livro, verifiquei que a autora Isabel Allende retrata uma
passagem dos personagens Diego de la Vega e Bernardo pela ilha das Flores nos Açores ao fazerem a travessia pelo Oceano Atlântico vindos da Califórnia."
Publicada por
Qit lajes flores
|
6/03/2017 12:00:00 da tarde
Azores Fringe Festival
Concerto Kabeção no dia 10 de Junho no Valzinho, freguesia da Fazenda das Lajes. Entrada Livre.
Fonte: Câmara Municipal de Lajes das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/30/2017 02:30:00 da tarde
A Humanidade e a Biosfera
Percurso pedestre no dia 27 de Maio na Fajã do Conde, freguesia da Caveira.
Fonte: Anúncios da Ilha das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/21/2017 02:30:00 da tarde
Sopas do Espírito Santo à moda da ilha das Flores XV Edição
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/20/2017 02:30:00 da tarde
Lenda do pão que não levedou por castigo do Espírito Santo - Ilha das Flores
Havia um homem antigamente, chamado José
( um dos nomes mais comuns dos homens das Flores) que tinha muita fé no
Espírito Santo. Como a mulher estava para ter um filho, prometeu dar um boi
para o Espírito Santo, se tudo corresse bem.
Chegou-se ao dia de matar o gado para a festa e o homem arrependeu-se do que
tinha prometido porque o boi fazia-lhe muita falta para lavrar e carrear.
Inventou uma desculpa e veio falar com a mulher que estava a amassar pão.
Convenceu-a e não foi levar o boi .
Ela não ficou muito satisfeita, mas lá continuou a amassar o pão. Pôs o
fermento e deu-lhe mais umas “mexedelas” como sempre costumava fazer. Pôs um
abafo por cima do alguidar e, para a massa “chegar” depressa, pô-lo sobre o lar
ao pé do calor da fornalha.
O tempo foi passando e o pão não levedava. A mulher olhava para ele a ver se
via uma “arregoazinha”, tocava-lhe com a ponta do dedo indicador, mas nada, não
mexia.
— Era o fermento que não era bom! Vou buscar fermento a casa da vizinha, que
ela tem fermento fresco! — disse a mulher, enquanto punha o xaile sobre os
ombros.
Saiu, trouxe o fermento e misturou-o no pão, esperançada que daí a pouco tempo
já estaria com o pão “a modos” de ir para o forno. Foi esperando, esperando,
mas nada. A massa continuava como a tinha deixado. Entretanto o boi que se
tinha desamarrado da terra e tinha vindo ter a casa, berrava lá fora.
A mulher já não estava nada satisfeita com o que se estava a passar e tinha o
pressentimento de que tudo aquilo era por causa da promessa que o marido não
tinha pago.
Chamou por ele e disse-lhe que o que era prometido era devido e que não se
devia brincar com o Senhor Espírito Santo. O marido, vendo-a assim preocupada,
acedeu:
— O boi vai para o Espírito Santo!
Para espanto dos dois, logo que o marido tomou esta decisão, o pão transbordou
pelo alguidar fora, pronto para ir para o forno.
Pagaram a sua promessa, o filho nasceu bem e cada vez mais aumentou a fé
daquela família no Espírito Santo.
Fonte: António Maria Gonçalves
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/15/2017 02:30:00 da tarde
Dia de São Vapor - Ilha das Flores
Quando o navio chegava às, Lajes, vagarosamente, já todas as embarcações se
encontravam nas proximidades do ancoradouro onde o então prático, Mestre João
Ti Ana (nome porque era conhecido João Gomes Vieira), com a sua bandeirola
hasteada, indicava o local certo o navio deveria lançar a sua âncora. Havia o
ancoradouro de dentro para os dias bons e o de fora para os dias em que o
estado do mar era pior. Nalgumas viagens apenas era possível fazer o serviço de
passageiros e noutras nem isso acontecia devido às condições do mar. Então o navio
ia para a Fajã Grande para onde todos os que podiam se deslocavam, ou aguardava
nas baías abrigadas da ilha por uma melhoria de tempo.
Quando o navio ancorava, logo as embarcações remavam para a borda para receberem ou entregarem carga. Havia elevada concorrência a disputar esse serviço: Maurício António Fraga, Manuel Semedo, António Pimentel e José Augusto Lopes antes de se transferir para Santa Cruz na década de 1960.O primeiro e o último tinham várias embarcações de carga e lanchas a motor para o transporte de passageiros e reboque dos barcos de carga. Era grande o movimento no porto. Havia muita gente envolvida nessa atividade de carga e descarga, uma vez que todo o serviço era feito sem máquinas nem guindastes ou ruas, salvo os de bordo do navio. Um trabalho braçal e duro, indicado apenas a pessoas fortes e desembaraçadas. Por ele passavam cargas pesadas como; sacos de sal, açúcar, cimento, cal, barris de vinho, bidões de petróleo, gasolina, óleo de baleia, etc. A partir de 1950 desembarcaram os carros e outras viaturas, com muita dificuldade, chegando por vezes a ser necessário juntar dois barcos e montar um estrado para transportar esses veículos.O gado bovino que se exportava, embarcava para os barcos pelos seus próprios meios, empurrados pelos carregadores para dentro dos barcos. Segundo contavam os mais antigos, houve tempos em que o gado seguia para junto do navio a nadar, atrelados a uma trave de madeira que por sua vez era puxada por uma embarcação a remos.
Quando o navio ancorava, logo as embarcações remavam para a borda para receberem ou entregarem carga. Havia elevada concorrência a disputar esse serviço: Maurício António Fraga, Manuel Semedo, António Pimentel e José Augusto Lopes antes de se transferir para Santa Cruz na década de 1960.O primeiro e o último tinham várias embarcações de carga e lanchas a motor para o transporte de passageiros e reboque dos barcos de carga. Era grande o movimento no porto. Havia muita gente envolvida nessa atividade de carga e descarga, uma vez que todo o serviço era feito sem máquinas nem guindastes ou ruas, salvo os de bordo do navio. Um trabalho braçal e duro, indicado apenas a pessoas fortes e desembaraçadas. Por ele passavam cargas pesadas como; sacos de sal, açúcar, cimento, cal, barris de vinho, bidões de petróleo, gasolina, óleo de baleia, etc. A partir de 1950 desembarcaram os carros e outras viaturas, com muita dificuldade, chegando por vezes a ser necessário juntar dois barcos e montar um estrado para transportar esses veículos.O gado bovino que se exportava, embarcava para os barcos pelos seus próprios meios, empurrados pelos carregadores para dentro dos barcos. Segundo contavam os mais antigos, houve tempos em que o gado seguia para junto do navio a nadar, atrelados a uma trave de madeira que por sua vez era puxada por uma embarcação a remos.
O transportes das cargas para as lojas eram feitos em carros de bois
pertencentes a carregadores licenciados para esse fim, como por exemplo
Francisco Castelo e José Maria das Lajes e meu vizinho Caetano Vital da
Fazenda. Só a partir de meados da década de 1950 iriam surgir as camionetas das
Firmas João Germano de Deus e Maurício António Fraga, das Lajes.
Muitos aproveitavam para ir a bordo para estarem no navio durante algum tempo, na descoberta de um ambiente diferente e maravilhavam-se pelos bares da 1º. ou 2ª. classe , nos corredores ou convés, quem sabe, sonhando com alguma viagem….
Houve três dias de vapor que ficaram na memória das pessoas pelo seu significado e pelo movimento de pessoas que então provocaram: a passagem do Presidente da República- General Carmona em 4 de Agosto de 1941 (só em Santa Cruz), a passagem em 31 de Agosto de 1942 pelo Padr
Fonte: António Maria Gonçalvese Cruz e a passagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima em Junho de 1948.
Apesar da vulgaridade desses dias nos nossos tempos , ainda muitos de nós, talvez recordando tempos antigos, sentimos nesses dias, com o apitar dos barcos, essa atmosfera de festa e alegria.
Fonte: António Maria Gonçalves
Muitos aproveitavam para ir a bordo para estarem no navio durante algum tempo, na descoberta de um ambiente diferente e maravilhavam-se pelos bares da 1º. ou 2ª. classe , nos corredores ou convés, quem sabe, sonhando com alguma viagem….
Houve três dias de vapor que ficaram na memória das pessoas pelo seu significado e pelo movimento de pessoas que então provocaram: a passagem do Presidente da República- General Carmona em 4 de Agosto de 1941 (só em Santa Cruz), a passagem em 31 de Agosto de 1942 pelo Padr
Fonte: António Maria Gonçalvese Cruz e a passagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima em Junho de 1948.
Apesar da vulgaridade desses dias nos nossos tempos , ainda muitos de nós, talvez recordando tempos antigos, sentimos nesses dias, com o apitar dos barcos, essa atmosfera de festa e alegria.
Fonte: António Maria Gonçalves
fora do normal deixavam
intrigados
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/11/2017 02:30:00 da tarde
A Lenda de Fevereiro
Muito nos ensinavam os
nossos avós. Perante as nossas mais estranhas e inquietantes dúvidas e
interrogações, que geralmente até nem formulávamos, havia sempre uma resposta.
Algumas vezes um ditado, uma aravia, uma simples explicação outras, a maioria,
uma história ou uma lenda. E eram estas as que mais nos cativavam.
Ora uma das questões
que muito intrigava a criançada da Fajã Grande, na década de cinquenta, era a de
saber a razão pela qual todos os meses tinham trinta ou trinta e um dias,
enquanto Fevereiro tinha apenas vinte oito,
A explicação vinha-nos
através duma pequena lenda. Era a seguinte:
Uma vez o Fevereiro
estava cheio de fome e não tinha que comer. Encheu-se coragem e decidiu pedir
ao seu vizinho Março uma tigela de papas.
Março aceitou o pedido
mas com uma condição, por isso disse ao Fevereiro:
— Só te dou uma tigela
de papas se tu me emprestares três dias dos teus.
Fevereiro que estava
morto de fome, aceitou a proposta e emprestou ao Março três dos seus dias. Só
que Março, atrevido, nunca lhos devolveu, ficando com eles para sempre,
enquanto Fevereiro reclamava e chorava de tristeza. Parece que Março, para o
calar, ainda lhe fez uma promessa. De quatro em quatro anos havia de lhe
emprestar um dia para o consolar.
E assim aconteceu até
hoje. Fevereiro ficou com vinte oito dias e Março com trinta e um. Apenas de
quatro em quatro anos, como vai acontecer este ano, terá vinte e nove.
Fonte: Pico da Vigia 2
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/10/2017 01:30:00 da tarde
Corridas de Maio - 2017
A Câmara Municipal das Lajes das Flores volta a organizar mais uma prova de atletismo, as “Corridas de Maio”, que irão decorrer no dia 07 de maio pelas 14h30 no Estádio Municipal das Lajes.
Esta iniciativa do núcleo de desporto da Câmara Municipal tem como objetivos incentivar a pratica do desporto e a adoção hábitos de vida saudáveis, bem como promover o convívio e relacionamento entre a população do concelho.
A Câmara Municipal convida toda a população a participar nesta iniciativa.
Fonte: Câmara Municipal das Lajes das Flores
Publicada por
Qit lajes flores
|
5/02/2017 02:30:00 da tarde
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















