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'BirdRace Açores' quer promover observação de aves no arquipélago

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e o sítio na Internet Aves dos Açores promovem mais uma edição da 'BirdRace Açores', que tem como objetivo promover a observação de aves, atividade em crescimento no arquipélago.
"O objetivo principal é promover a avifauna nos Açores e dar a possibilidade às pessoas de começarem a perceber quais as aves presentes no arquipélago, as que aqui nidificam e outras que por cá passam durante a época de migração", declarou à agência Lusa Rúben Coelho, técnico da SPEA.
A iniciativa, que decorre nos dias 30 de setembro e 01 de outubro, é uma competição por equipas até três elementos aos quais se pede "o registo do máximo de espécies de aves observadas na região", promovendo, assim, a sua observação.
Segundo Rúben Coelho, o ano passado, a equipa vencedora da 'BirdRace Açores' observou 51 espécies de aves.
Adiantando que existem 40 espécies de aves residentes nos Açores e igual número de aves migratórias regulares, que passam o inverno no arquipélago, o responsável realçou que "a lista total de espécies diferentes observadas até à data ronda as 400", pelo que os Açores são uma região muito apelativa para quem pratica a observação de aves.
O técnico da SPEA referiu que existem, ainda, "muitas espécies" que surgem de "forma ocasional" nos Açores, perdidas por via de tempestades, aparecendo no arquipélago devido à sua localização estratégica como porto de abrigo no Atlântico Norte.
"Por todas estas razões é sempre imprevisível o número de aves que podem ser contadas nos Açores", declarou Rúben Coelho, salvaguardando que a adesão à 'BirdRace Açores' nas edições anteriores "tem sido muito boa", tendo sido registadas duas equipas por cada uma das nove ilhas do arquipélago.
De acordo com o regulamento, "apenas serão aceites registos de aves em liberdade e em habitat natural", sendo que "registos de aves de estimação ou aves em cativeiro ou imagens de crias no ninho não serão consideradas".
A situação geográfica dos Açores, a meio caminho entre a América e a Europa, faz do arquipélago o primeiro ponto de paragem de diversas aves nos seus fluxos migratórios e, por isso, um local privilegiado para os primeiros avistamentos.
Por exemplo, o único hotel do Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, tem sempre lotação esgotada todo o mês de outubro devido à observação de aves, referiu o proprietário, Manuel Rita, acrescentando que a procura é tanta que o mesmo sucede nas casas particulares.
O Corvo, cuja localização geográfica fica quase a meio caminho entre a Europa e os Estados Unidos, "é um ponto fundamental para a entrada de diferentes aves que, por vezes, não são avistadas noutros pontos da Europa e até da América", explicou o diretor do Parque Natural da Ilha, Fernando Ferreira.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/birdrace-acores-quer-promover-observacao-de-aves-no-arquipelago-281931
 
Patrícia Machado

Banco D. João de Castro

O Banco D. João de Castro corresponde a um monte submarino localizado entre as ilhas Terceira e São Miguel, que se eleva a cerca de 1600 m dos fundos marinhos vizinhos e cujo topo encontra-se atualmente a cerca de 12 m de profundidade. Este edifício vulcânico submarino tem uma cratera no topo, com 450 m de diâmetro e cerca de 28 m de desnível, onde existe um importante campo fumarólico, de fontes hidrotermais de baixa profundidade, onde foram medidas temperaturas entre 39 e 83°C. Este vulcão poligenético já formou uma ilha - a chamada de “Ilha Nova” - aquando da atividade vulcânica ocorrida no ano de 1720 A.D., a qual entretanto desapareceu por ação erosiva marinha e devido a colapsos do cone vulcânico. Neste geossítio é possível fazer mergulho por entre focos hidrotermais e escarpas de falha e observar de perto este vulcão submarino ativo, assim como toda a flora e fauna característica deste ecossistema. Este é um geossítio do Geoparque Açores com relevância regional e interesse científico e geoturístico, e integrado no Parque Marinho dos Açores, na Rede Natura 2000 e classificado como área OSPAR.

Acesso: Por mar. Situa-se a 35 milhas de Angra do Heroísmo, a 38 milhas de São Miguel e a 55 milhas do porto de Ponta Delgada.

Coordenadas geográficas:  Latitude 38.12.00ºN - Longitude 26.33.00ºW

Tipo de fundo: Extremo superior de uma antiga caldeira rodeada por algumas paredes verticais. Pequenas covas de gigante. Falhas vulcânicas por onde são libertados gases quentes.

Fauna característica: Patruças, peixes-porco, jamantas, cavala-da-Índia, lírios e bicudas.

Flora dominante: Sargassum sp.

Número de espécies: 221, veja quais em http://www.horta.uac.pt/scubazores/D_Joao/ListaSpp.htm

Segurança: Risco. Zona oceânica, hidrotermalismo e correntes de maré.

Observações: Zona com hidrotermalismo. Tapetes de bactérias termófilas nas zonas activas de hidrotermalismo.


Fontes:
https://www.azoresgeopark.com/geoparque_acores/geossitios.php?id_geositio=56
http://www.horta.uac.pt/scubazores/D_Joao/
Dive Cooky video: https://www.youtube.com/watch?v=vHPsCZY-5DY

Fajã lávica das Ribeiras





Nome do Geossítio: Fajã lávica das Ribeiras
Ilha/ Concelho/ Freguesia: Pico/ Lajes Pico / Ribeiras
Área/ Altitude: 1,24 km2/ 0-132m
Descrição: A Fajã Lávica das Ribeiras, localizada na costa sul da ilha do Pico, formou-se maioritariamente por escoadas lávicas emitidas, há cerca de 3.500 anos, de diversas bocas eruptivas localizadas a montante do lugar de Caminho de Cima e que definem uma fissura eruptiva de orientação geral NE-SO. Estas escoadas basálticas galgaram a antiga falésia costeira, fazendo crescer a ilha e formando uma arriba fóssil.
Do seu lado leste, esta fajã lávica sobrepõe-se a um delta lávico mais antigo, que se desenvolve para oriente da estrada de acesso a esta freguesia, onde a arriba fóssil se apresenta segundo uma vertente viva e muito escarpada.
O trilho pedestre Quintas e Ribeiras – Pico (PR17PIC) que aqui passa tem uma extensão de 12,5 km, que podem ser percorridos em cerca de 4 horas e com uma dificuldade média.
A partir do miradouro da Vigia, em Terras, localizado junto à estrada regional e sobranceiro à falha do Arrife, tem-se uma boa panorâmica deste geossítio e zonas adjacentes.
Este geossítio, que reflete uma das paisagens típicas da ilha Montanha, tem relevância regional e interesse científico e educacional.



Fonte:https://www.facebook.com/AzoresGeopark/

Subidas à montanha do Pico atingiram novo recorde na terça-feira

As subidas à montanha do Pico atingiram na terça-feira, dia 15 de agosto, um novo recorde diário, com 384 pessoas a escalar o ponto mais alto de Portugal, de 2.351 metros, disse à agência Lusa o Diretor regional do Ambiente dos Açores.
“O último recorde foi num dia que não posso precisar, mas algures em agosto de 2013, quando subiram 329 pessoas”, afirmou Hernâni Jorge.
Segundo Hernâni Jorge, “julho e agosto, tradicionalmente, sempre foram meses bastante procurados pelos visitantes e pelos locais, também, para a subida à montanha”.
“Mas temos vindo, de forma consistente nos últimos anos, a verificar uma subida no número de escaladas, sendo que por exemplo hoje, durante a manhã, por volta das 05:30 [mais uma hora em Lisboa] ultrapassámos já as dez mil subidas desde 01 de janeiro, valor esse que no passado só tinha sido atingido em 2015 e em 2016”, explicou o responsável.
O Diretor Regional do Ambiente precisou que no caso de 2015, as dez mil subidas foram ultrapassadas em meados de outubro, enquanto no ano passado tal aconteceu no mês de setembro.
“Se se mantiver a procura que temos vindo a verificar na primeira quinzena de agosto, perspetivamos que até ao final do mês possam ser ultrapassadas as 12.317 subidas de todo o ano de 2016”, salientou.
Hernâni Jorge referiu que há um limite de permanência em simultâneo no trilho da montanha, de 160 pessoas, podendo em situações excecionais ser autorizado um acréscimo de 25%, até ao máximo de 200 pessoas.
“No Piquinho [70 metros acima da cratera], a permanência em simultâneo é de 30 pessoas por um período máximo de 30 minutos”, adiantou, explicando que “nesta altura estarão mais de cem pessoas em lista de espera para procurar subir a montanha durante o dia de hoje, aguardando que outras desçam para poderem iniciar a sua subida”.
O Diretor Regional do Ambiente dos Açores informou que uma grande percentagem dos visitantes da montanha são turistas, “com predomínio dos nacionais não residentes na ilha”, destacando, igualmente, “bastantes estrangeiros com predominância dos alemães e, nos últimos anos, também com uma grande relevância de franceses e italianos”.
Hernâni Jorge justificou ainda o aumento de escaladas à montanha com diversos fatores.
“A montanha é imponente, afirma-se no contexto da ilha, ocupando várias perspetivas que temos da paisagem”, realçou, salientando que esta é uma reserva natural, “uma das primeiras do país e da região”, criada há 45 anos.
Nesse sentido, acresce um conjunto de fatores naturais, como os ecossistemas e “as espécies que podem aí ser encontradas”, assim como o desafio que passa “pela escalada do ponto mais alto de Portugal e um dos pontos mais altos do Atlântico Norte”, afirmou.
De acordo com a página na Internet dos Parques Naturais dos Açores, “embora não sendo uma escalada técnica, a subida à montanha do Pico é de grau de dificuldade médio/elevado”.
“O trilho tem uma extensão total de cerca de 7.600 metros (3.800 metros desde a base até ao cume) e um desnível de 1.100 metros, iniciando-se na Casa da Montanha, a 1.230 metros de altitude, onde todos os caminhantes fazem o registo de subida, atingindo o cume aos 2.351 metros de altitude e terminando com o regresso à Casa da Montanha”, adianta.
 
 




Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/subidas-a-montanha-do-pico-atingiram-novo-recorde-na-terca-feira-281280
 
Patrícia Machado

Flora açoriana: Araucária

Esta árvore que tem como nome científico Araucaria heterophylla, pertence à família Araucareacea, tem a sua floração em Março e Abril, é originada da Austrália e pode encontrar-se em todas as ilhas dos Açores.
Possui um tronco vertical e ramos simétricos dispostos em andares e pode atingir os 60 metros de altura.
As folhas nas árvores jovens são em forma de agulha. Nas árvores mais velhas são em forma de escama (o nome científico heterophylla deve-se a esta variação entre as folhas jovens e adultas). Nos Açores, esta espécie foi introduzida em jardins devido ao seu êxito, crescimento rápido e destaque na paisagem.
Mais tarde passou a ser utilizada em jardins públicos para assinalar pontos ou datas memoráveis.


 
 
 
 
 
Fonte: Livro “Guia do Parque Natural de São Jorge, Açores” / http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/2008/10/
 
Patrícia Machado


Açores tem Nova Colónia de Ave Marinha Rara na Europa






A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) anunciou hoje a existência de uma nova colónia nos Açores da ave marinha alma-negra, espécie rara na Europa.


"Durante o trabalho de campo realizado em junho pelos técnicos da SPEA no ilhéu de Baixo, junto à costa da ilha Graciosa, foi confirmada a nidificação de alma-negra ('Bulweria bulwerii') naquela que é a colónia mais setentrional desta espécie", refere uma nota de imprensa da associação ambientalista.

Segundo a SPEA, "foram identificados 13 ninhos de alma-negra" naquele ilhéu, "mas apenas quatro eram acessíveis, dado que esta pequena ave escava o ninho bem fundo em fendas e buracos".

"As suspeitas passaram a certezas nesses quatro ninhos, uma vez que estavam ocupados com aves incubando o seu único ovo. A estimativa populacional desta colónia aponta para a existência de cerca de 20 casais reprodutores", adianta a mesma nota.

A equipa aguarda agora a eclosão dos ovos, em finais de julho, sendo que no fim de setembro e início de outubro "as crias irão começar um périplo pelo oceano até ao hemisfério sul, regressando à colónia por volta dos três anos", informa a SPEA, explicando que, "embora visitem anualmente as colónias desde essa idade, apenas se começarão a reproduzir quando atingirem os sete anos".

Até agora era conhecida nos Açores apenas uma colónia de alma-negra, assim designada por ser uma ave com bico e plumagem negras. A colónia conhecida situa-se no ilhéu da Vila, em Santa Maria, grupo oriental do arquipélago, onde nidificam 50 casais.

À Lusa, o coordenador da SPEA/Açores, Ricardo Ceia, salientou a importância da descoberta para a conservação da espécie, referindo que se acontecer alguma coisa à população de Santa Maria, a colónia na Graciosa, ilha do grupo central, "será a última esperança para a espécie nos Açores".

Ricardo Ceia referiu ainda que a descoberta "dá um novo fôlego à conservação desta espécie rara na Europa", que está protegida pelas diretivas Aves e Habitats, e que está classificada como "Em Perigo" no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

Esta descoberta, que o coordenador classificou como "novidade positiva", foi feita no âmbito dos trabalhos de monitorização da mais pequena ave marinha dos Açores e endémica do arquipélago, o paínho-de-monteiro, monitorização feita em parceria com a Direção Regional dos Assuntos do Mar e o Fundo Regional para a Ciência e a Tecnologia.


Fonte: http://www.iloveazores.net/
Foto:Nuno de Macedo

Encontrados nos Açores fósseis de uma nova ave já extinta

Antes da sua colonização, o arquipélago açoriano teve espécies que nunca conhecemos. Chega agora até nós o priolo-maior-dos-açores (só em fóssil) descoberto numa pequena gruta de um vulcão na ilha Graciosa e que pode ter sido extinto pelos seres humanos.
 
Reconstituição do priolo-maior-dos-Açores
 
Em tempos, houve uma ave que habitou a ilha Graciosa, no arquipélago dos Açores. Em toda a imensidão do oceano Atlântico, uma das ilhas mais pequenas deste arquipélago (cerca de 62 quilómetros quadrados) e aquela que está mais a norte do grupo central era a única casa dessa ave. O seu bico era pequeno mas largo. Voaria como um outro priolo seu parente, que vive hoje na ilha de São Miguel. E até se diz que o crânio dessa ave era o maior de todas as do seu género. Mas quando os seres humanos começaram a colonizar os Açores e espécies invasoras se instalaram lá a sua vida foi destruída. Terá sido este o seu fim.
Tudo isto só se soube agora, através de um artigo científico na revista Zootaxa, depois de um grupo de cientistas de Portugal (com Fernando Pereira, da Universidade dos Açores), Espanha e dos Estados Unidos ter encontrado os ossos desta ave na Furna do Calcinhas, uma pequena gruta situada na Caldeira, um vulcão no Sudeste da Graciosa. A Pyrrhula crassa (com o nome comum de priolo-maior-dos-açores) é assim uma nova espécie de ave passeriforme (ordem da classe das aves).
Algures no Sudeste da Graciosa, em sedimentos do vulcão da Caldeira, que tem 12 mil anos, havia vários ossos de uma ave. Eram sobretudo ossos do crânio, mas também úmeros ou um coracóide. O próximo passo foi comparar esses ossos fossilizados com os de outras três espécies do género Pyrrhula (para se perceber que ave seria), que ainda existem: a Pyrrhula pyrrhula (ou dom-fafe, da Euroásia), a Pyrrhula murina (ou priolo, só dos Açores) e a Pyrrhula erythaca, da Ásia.
A partir dos fósseis encontrados, reconstituiu-se a mandíbula e percebeu-se que era mais larga do que as das restantes espécies do género Pyrrhula. Pela sua robustez, agora tem o nome científico Pyrrhula crassa, afinal, crassa em latim significa “grosso”. Através de outras comparações, viu-se, por exemplo, que o úmero da nova espécie é mais longo cerca de 24% do que o da Pyrrhula pyrrhula. A mandíbula da nova espécie também é 23% mais longa do que a da Pyrrhula murina. Percebeu-se então que os seus ossos são maiores e mais robustos do que os dos seus familiares Pyrrhula pyrrhula e Pyrrhula murina.
À esquerda, a reconstituição do priolo-maior-dos-Açores e à direita, o seu crânio e mandíbula
 
Também devido às comparações, pensa-se que a Pyrrhula crassa deveria ter uma capacidade de voo semelhante à do priolo de São Miguel (ou Pyrrhula murina). “As estimativas do peso e tamanho dos ossos da asa sugerem que ele deve ser uma espécie voadora, embora um voo deve ser algo pesado”, diz-nos ainda Josep Alcover.
O investigador indica que o peso desta ave deve rondar os 50 gramas. Já a dimensão e a forma do bico sugerem que teria a mesma alimentação dos seus parentes, como pequenas sementes, bagas e frutas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.publico.pt/2017/08/01/ciencia/noticia/encontrados-nos-acores-fosseis-de-uma-nova-ave-ja-extinta-1780935
 
Patrícia Machado

A Orquídea mais Rara da Europa está nos Açores





Tanto quanto se sabe, a espécie vive apenas na ilha de São Jorge, estando circunscrita ao Pico da Esperança e a alguns locais à volta. Só cerca de 250 plantas com flor foram aí localizadas pelos cientistas, que defendem agora a sua protecção.


A botânica Mónica Moura andava em expedição pela ilha de São Jorge em 2011 quando, a certa altura, se deparou no campo com umas orquídeas cujas flores eram bem visíveis. Pareciam-lhe tão grandes – em comparação com outras, porque estas orquídeas selvagens têm todas flores diminutas – que, ao princípio, a botânica da Universidade dos Açores até pensou estar perante uma espécie nova para a ciência. Enviou fotografias por email ao biólogo com quem investigava as orquídeas dos Açores, o britânico Richard Bateman – e ele, inicialmente, achou o mesmo. Estavam longe de imaginar que iriam desvendar o misterioso caso de uma espécie de orquídea desaparecida há cerca de 170 anos e que é actualmente considerada a mais rara da Europa.


Fonte:http://www.iloveazores.net/

Naufrágios nos Mares do Açores






Um projecto inédito de cartografia e modelação subaquática procura fornecer aos mergulhadores que visitam a Região Autónoma dos Açores uma ferramenta única para coordenar as actividades turísticas sustentáveis entre o vasto espólio de destroços subaquáticos do arquipélago. Pela primeira vez, há mapas dos labirintos submersos.

A escuridão da noite era quase total naquele dia de Setembro de 1901 em que um comandante, enganado por uma 
 avaria no sistema de navegação do seu navio e pela ausência de faróis em terra – os faróis começavam então a ser instalados nos Açores –, encaminhou-se traiçoeiramente na direcção da costa da ilha do Pico, próximo da vila da Madalena. Ali, o navio de 97 metros de comprimento embateu nas rochas e naufragou.

A cerca de nove metros de profundidade, o destroço da barca francesa Caroline, construída nos estaleiros de La Loire em Nantes em 1895, aparelhada com quatro mastros, é bem conhecido dos mergulhadores locais. O Caroline pertencia a uma das maiores companhias de navegação do seu tempo e fazia viagens regulares entre o Chile e a Europa, transportando pessoas e bens. Entre os produtos que carregava, destacava-se o mais valioso – o famoso nitrato do Chile, o fertilizante ainda evocado em muitas aldeias do interior de Portugal. Nesta ocasião, navio e carga nunca  chegaram ao destino.

A perda do Caroline faz parte da história trágico-marítima de um arquipélago onde, com base na carta arqueológica, repousam mais de setecentos navios que representam pelo menos cinco séculos de navegação. Muitos ainda são evocados na tradição oral insular e as peripécias são narradas de geração em geração, sobretudo nos casos trágicos em que o respectivo navio arrastou para o fundo membros da tripulação. Muitas viagens foram abruptamente interrompidas nestas águas, deixando aqui uma marca profunda e vasto território de pesquisa para os arqueólogos subaquáticos.

O picaroto José Bettencourt é investigador do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, e trabalha em parceria com o Observatório do Mar dos Açores. Nos últimos anos, a sua equipa de investigação tem desenvolvido um projecto de recuperação de alguns destes naufrágios congelados no tempo, de forma a mapear – de forma acessível, completa e rigorosa – a zona do destroço e, ao mesmo tempo, obter no processo informação inédita sobre técnicas de construção, materiais utilizados e cargas transportadas. Ao contrário do que se poderia imaginar, os membros do projecto passam pelo menos tanto tempo à superfície como debaixo de água, pois a investigação recorre a modernas técnicas de fotogrametria e visualização tridimensional.


Financiado pela Associação de Turismo dos Açores, o projecto desenvolve, neste momento, o mapeamento de três destroços: o do Caroline na ilha do Pico, o do Main no Faial e o do Lidador na Terceira. “O objectivo é potenciar a visitação por parte dos operadores de mergulho locais, dotando-os de suportes interpretativos que ajudem os mergulhadores recreativos a compreender e conservar os achados que ganham agora uma nova vida”, explica José Bettencourt.
Foram escolhidos destroços consolidados, razoavelmente estudados e acessíveis a mergulhos comerciais, na expectativa de desenvolver, como noutras regiões do globo, um produto turístico sustentável e inovador. Numa parceria entre o Turismo dos Açores e a Direcção Regional da Cultura, foi igualmente produzido um guia do património cultural subaquático.

“Quando mapeamos um navio, agrupamos as centenas de fotografias recolhidas, que compõem o mosaico dos destroços no fundo do mar e estamos a abrir uma nova janela de conhecimento”, diz José Bettencourt. “É como se embarcássemos numa cápsula do tempo e, de repente, regressássemos aos momentos em que o navio colapsou, passo a passo. A observação de um navio mapeado permite observar todo o contexto do sítio arqueológico.”

Foi isso que sucedeu com o vapor inglês Main, de 101 metros de comprimento, construído em 1868 pela Caird & Company Greenock, que naufragou na ilha do Faial em 1892. A família Dabney, pioneira da fotografia naquela ilha do Grupo Central, imortalizou o momento numa imagem que regista o navio em chamas, perdido na baía de Porto Pim com uma carga de algodão e gado proveniente da cidade americana de Nova Orleães e destinada a Liverpool. O incêndio começou no sector de alimentação do gado e sentenciou esta embarcação a repousar a cerca de cinco metros de profundidade.

“Apesar de ser conhecido há muito tempo pela população local, sabíamos pouco sobre os destroços deste naufrágio”, acrescenta José Bettencourt. “O mapeamento revelou uma dimensão insuspeita. Os restos do Main estendem-
-se por mais de uma centena de metros, incluindo a popa, parte do costado de estibordo e a proa. É impressionante porque a fotografia compósita agora construída ilustra um esqueleto despido da pele, onde domina o escovém, por onde passava a amarra de uma das âncoras.” Em torno desta estrutura adivinha-se o alinhamento dos vaus do convés, que sugerem que o outro bordo se encontra enterrado. O trabalho revelou também que o Main abriga uma extensa biodiversidade, funcionando como um verdadeiro recife artificial, cuja colonização pode ser determinada como um relógio natural, pois existe uma data precisa para o momento em que chegou ao fundo.


A técnica de mapeamento de um navio consiste na captação de centenas de fotografias por um operador pairando lentamente sobre a área dos destroços, em varrimento de toda a zona, complementado com a colocação de pontos que permitem depois executar medições exactas susceptíveis de revelar a extensão de todo o destroço.

Os métodos de fotogrametria desenvolveram-se significativamente nos últimos anos e tornaram-se acessíveis a aplicações industriais ou científicas. Correspondem a uma cobertura sistemática do objecto a registar em fotografia com grande sobreposição, idealmente de 80% entre cada fotografia. Incluem igualmente o levantamento topográfico de pontos de referência que permitem orientar e georreferenciar os modelos. “Mas continuamos a utilizar metodologias tradicionais, pois a tecnologia ainda não substituiu o homem”, adverte o responsável pelo projecto.

A câmara vai registando os pormenores que escapam ao olho humano e devolve informação detalhada, que permite depois compreender e interpretar o que resta do navio através do processamento e tratamento informáticos dos dados. “O processamento dos dados permite gerar vários documentos, ortofotografia, modelos digitais do terreno, animações ou vídeo do sítio arqueológico – tudo em alta resolução”, diz Bettencourt.

O naufrágio do vapor brasileiro Lidador, em Fevereiro de 1878, a sete metros de profundidade na baía de Angra do Heroísmo (hoje classificada como Parque Arqueológico) ocorreu numa noite de forte tempestade e constitui, para lá da tragédia náutica, outro excelente exemplo da utilização desta técnica.
Construído em Londres em 1873, com 78,67 metros de comprimento e equipado com dois modernos motores a vapor, era mais um navio de ferro que fazia neste período a transição da marinha mercante à vela para a propulsão exclusivamente a motor. Efectuava carreiras regulares entre o Brasil, Portugal continental, as ilhas dos Açores e Madeira e desempenhou um papel relevante nos movimentos migratórios para o Brasil através da Companhia Brasileira de Navegação Transatlântica, como se constata pelo vasto acervo de anúncios de recrutamento publicados na imprensa portuguesa da época.


Fonte:http://www.iloveazores.net

Gruta das Torres - Monumento Natural





Nome do Geossítio: Gruta das Torres
Ilha/ Concelho/ Freguesia: Pico/ Madalena / Criação Velha 
Área/ Altitude: 0,64 km2/ 150-322m

Estatuto legal: MN - Monumento natural
Descrição: A Gruta das Torres, localizada na ilha do Pico, é o maior tubo lávico conhecido em Portugal, com 5150 m de comprimento total. Formou-se a partir de escoadas lávicas de erupção vulcânica com origem no Cabeço Bravo, no complexo vulcânico da Montanha. É constituída por um túnel principal - que se desenvolve ao longo de 4480 m e é na sua maior parte de grandes dimensões, podendo atingir alturas de 15 metros - e por vários túneis secundários lateraise superiores, que apresentam dimensões mais reduzidas. O seu interior é rico em formações vulcanoespeleológicas como estalactites e estalagmites lávicas, bancadas laterais e lava balls. As lavas que formam o chão são do tipo aa e pahoehoe e estão bem preservadas, com setores cobertos por blocos rochosos resultantes de desabamentos das paredes e do teto da gruta. Na gruta existem bolores, bactérias e entmofauna cavernícola própria destes locais. É possível visitar esta cavidade vulcânica através do Centro de Visitantes da Gruta das Torres. Este é um geossítio prioritário, com relevância regional e interesse e uso científico, económico, educacional e geoturístico.


Fonte: https://www.facebook.com/AzoresGeopark

Paisagem da Cultura da Vinha do Pico


Lajido da Criação Velha
O Arquipélago dos Açores, parte integrante de Portugal, goza de um estatuto que lhe confere autonomia política e administrativa, o que o caracteriza como Região Autónoma.
Está situado em pleno Atlântico Norte, a cerca de 1500 Km da costa ocidental do continente europeu e a, aproximadamente, 3900 Km do ponto mais próximo das costas da América do Norte.
É constituído por nove ilhas e alguns ilhéus, todos de origem vulcânica que, sob o ponto de vista geográfico e atendendo à sua proximidade relativa, estão distribuídas por três grupos: o grupo Oriental, com as ilhas de Santa Maria e São Miguel; o grupo Central, reunindo as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge,Pico e Faial e o grupo Ocidental, que engloba as ilhas Flores e Corvo.
O Arquipélago ocupa uma zona económica exclusiva (ZEE) de cerca de um milhão de Km2.
A ilha do Pico está localizada entre as longitudes 28º01’40,5’’ e 28º32’34,3’’ Oeste e as latitudes 38º22’55,4’’ e 38º33’40,5’’ Norte Em extensão, é a segunda maior ilha dos Açores, correspondendo a uma área de 447 Km2 Nesta ilha está situado o ponto mais alto dos Açores e de Portugal: a montanha do Pico, que atinge a altitude de 2351 metros.
A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 987 ha, envolvida por uma zona tampão com 1.924 ha. É composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia, implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza natural e paisagística.

Estes sítios foram classificados por constituírem excelentes representações da arquitetura tradicional ligada à cultura da vinha, do desenho da paisagem e dos elementos naturais. A diversidade faunística e florística aí presentes estão associadas a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de proteção.  Este bem consiste numa espantosa rede de longos muros de pedra, espaçados entre si, que correm paralelos à costa e penetram em direção ao interior da ilha. Estes muros foram erguidos para proteger do vento e da água do mar as videiras, que são plantadas em milhares de pequenos recintos retangulares (currais), colados uns aos outros. Remontando ao século XV, a presença da viticultura manifestou-se através desta extraordinária manta de retalhos de pequenos campos, de casas e quintas do início do século XIX, de ermida, portinhos e poços de maré.
A paisagem modelada pelo homem, de uma beleza extraordinária, é o melhor testemunho que subsiste de uma atividade outrora muito ativa.
 FONTE: "Paisagem da Cultura da Vinha do Pico", "Gabinete Técnico da Vinha do Pico"
Foto: http://siaram.azores.gov.pt/patrimonio-cultural/vinhas-pico/criacao-velha/galeria/3.html




Código de Boas Práticas para a Observação de Aves
O presente Código de Boas Práticas (CBP) para a Observação de Aves é um dos produtos resultantes do Projeto Rede de Observação de Aves (ROA). Este projeto, dinamizado pela equipa de Aves Marinhas do Departamento de Oceanografia e Pescas (GAM-DOP) da Universidade dos Açores, e com apoio financeiro da Direção Regional do Ambiente (DRA), tem por objetivo produzir conteúdos e sugerir medidas que visem a sustentabilidade do turismo ornitológico nos Açores, uma atividade com crescente expressão no arquipélago e ainda sem regulamentação.
Este CBP pretende ser simples e conciso, mas, ao mesmo tempo, rigoroso no fornecimento de informação. Como tal, é direcionado a um público vasto, constituindo um documento de referência para a Administração Regional e os diretores dos Parques Naturais de Ilha, mas também direcionado a todos os operadores de turismo da Natureza e observadores de aves independentes.

Três secções principais constituem este CBP. A primeira debruça-se sobre o valor ornitológico da Região para o desenvolvimento do turismo ornitológico. Segue-se uma segunda secção, onde são referidos os impactos, decorrentes da atividade e que influenciam, direta ou indiretamente, o bem-estar animal e os seus habitats. São ainda identificados potencias comportamentos indicadores de stress, emitidos pelos animais quando observados, e referidas recomendações de boas práticas de modo a diminuir essa perturbação. A terceira secção fornece uma visão sobre aspetos legais, nomeadamente, leis vigentes para a proteção da avifauna.
Finalmente, um conjunto de anexos a este CBP fornece informação adicional relevante, como, uma lista de códigos e guias adicionais, especializados na vertente marinha ou terrestre, que poderão complementar a leitura deste CBP de acordo com os interesses de cada utilizador.
DRA/DSCN


Fonte: Parques Naturais Açores

Programas da série 'Mundo Marca Açores' em exibição nos EUA

Os programas da série 'Mundo Marca Açores', uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo Regional para promover e aumentar a notabilidade dos produtos certificados com este selo de origem, passam este mês a ser apresentados no canal 'The Portuguese Chanel'
 "Este canal, que existe há 40 anos, é o único que transmite diretamente dos Estados Unidos da América e exclusivamente em língua portuguesa, com uma emissão de 24 horas”, informa o executivo açoriano.
O ‘Mundo Marca Açores’ é transmitido em horário nobre e, de acordo com a direção do canal de televisão, pode ser visto por mais de três milhões de espetadores nos estados de Massachusetts e Rhode Island, onde a comunidade lusófona conta com 600 mil pessoas.
As séries deste programa de produção regional mostram, em cerca de cinco minutos cada, todas as componentes de produção de vários produtos do setor agroalimentar, assim como o quotidiano de serviços e estabelecimentos aderentes em diversas empresas de todo o arquipélago e que se caracterizam por serem “certificados pela natureza”.




 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/programas-da-serie-mundo-marca-acores-em-exibicao-nos-eua
 
Patrícia Machado

A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii

Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) - Espécie introduzida nos Açores em meados do séc. XIX
 
Fonte: http://triplov.com/zoo_ilogico/Lacerta-dugesi/Antropofilia/index.htm

Classificação Ciêntifica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família:Lacertidae
Género: Lacerta
Espécie: L. dugesii

A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) é o único réptil terrestre do arquipélago dos Açores. Trata-se de uma espécie endémica dos arquipélagos da Madeira e Selvagens que foi introduzida nos Açores em meados do séc. XIX e, atualmente, distribui-se por todas as ilhas embora a sua presença apenas tenha sido detetada em algumas ilhas, nomeadamente nas Flores e no Corvo, por volta do ano de 2007 ou um pouco antes. Foi referida pela primeira vez por Henri Drouët no seu “Rapport a sa Majesté le Roi du Portugal sur un voyage d’exploration scientifique aux îles Açores”, realizada na primavera e verão de 1857. Nele afirma de ter feito uma descoberta de algum interesse na Graciosa, um lagarto que ninguém sabia da existência nos Açores, e que poderá ser inédita, caso não seja uma espécie da Madeira ou de Portugal Continental. 

Posteriormente no seu “Éléments de la Faune Açoréenne”, publicado em 1861, Henri Drouët já se refere ao “lagarto de Dugès (Lacerta Dugesii)”, como o único réptil terrestre dos Açores, cuja presença ele descobriu na Graciosa, e que já tinha sido descoberto anteriormente na Madeira, onde é muito comum. Admite-se a existência de 4 subespécies nos arquipélagos da Madeira e Açores: T. dugesii dugesii que ocorre nas ilhas da Madeira e Açores, T. dugesii mauli nas Desertas, T. dugesii jogeri na ilha do Porto Santo e T. dugesii selvagensis nas ilhas Selvagens.

Fonte: http://siaram.azores.gov.pt/fauna/repteis/_intro.html
 É um lacertídeo omnívoro e oportunista que se encontra associado a uma grande diversidade de habitats desde o nível do mar até aos cerca de 1861 m de altitude na sua distribuição original. Contudo, a sua presença é mais abundante abaixo dos 500 m onde pode ser encontrada em áreas rochosas, praias e zonas de vegetação arbustiva e esparsa, sendo particularmente abundante em meios urbanos, rurais e zonas agrícolas. É habitual em muros de pedras e pode trepar árvores. Embora ocorra em populações severamente fragmentadas, a espécie é considerada como não ameaçada devido às grandes densidades que apresenta. Apesar disto, como se trata de uma espécie insular, poderá estar mais vulnerável a alguns tipos de ameaças tais como a perda de habitat. Encontra-se listada no Anexo II da Convenção de Berna. É uma lagartixa de aspeto robusto que tem a particularidade de apresentar um padrão de coloração dorsal muito variável sendo frequente encontrar indivíduos, na mesma população, com tonalidades esverdeadas, acastanhadas ou quase negras com numerosos pontos esverdeados ou amarelados. O ventre e bege ou amarelado e por vezes com manchas escuras. Pode atingir um comprimento de aproximadamente 80 mm e 235 mm de comprimento total com cauda. Apresenta dimorfismo sexual sendo que os machos são de maiores dimensões e podem apresentar tons esverdeados ou azulados no ventre e garganta. As fêmeas têm duas a três posturas de ovos por ano. Os juvenis têm um comprimento de cerca de 30 mm quando eclodem.

World Travel Awards








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Fonte:https://www.facebook.com/VisitAzores.travel/