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Paisagem da Cultura da Vinha do Pico


Lajido da Criação Velha
O Arquipélago dos Açores, parte integrante de Portugal, goza de um estatuto que lhe confere autonomia política e administrativa, o que o caracteriza como Região Autónoma.
Está situado em pleno Atlântico Norte, a cerca de 1500 Km da costa ocidental do continente europeu e a, aproximadamente, 3900 Km do ponto mais próximo das costas da América do Norte.
É constituído por nove ilhas e alguns ilhéus, todos de origem vulcânica que, sob o ponto de vista geográfico e atendendo à sua proximidade relativa, estão distribuídas por três grupos: o grupo Oriental, com as ilhas de Santa Maria e São Miguel; o grupo Central, reunindo as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge,Pico e Faial e o grupo Ocidental, que engloba as ilhas Flores e Corvo.
O Arquipélago ocupa uma zona económica exclusiva (ZEE) de cerca de um milhão de Km2.
A ilha do Pico está localizada entre as longitudes 28º01’40,5’’ e 28º32’34,3’’ Oeste e as latitudes 38º22’55,4’’ e 38º33’40,5’’ Norte Em extensão, é a segunda maior ilha dos Açores, correspondendo a uma área de 447 Km2 Nesta ilha está situado o ponto mais alto dos Açores e de Portugal: a montanha do Pico, que atinge a altitude de 2351 metros.
A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 987 ha, envolvida por uma zona tampão com 1.924 ha. É composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia, implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza natural e paisagística.

Estes sítios foram classificados por constituírem excelentes representações da arquitetura tradicional ligada à cultura da vinha, do desenho da paisagem e dos elementos naturais. A diversidade faunística e florística aí presentes estão associadas a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de proteção.  Este bem consiste numa espantosa rede de longos muros de pedra, espaçados entre si, que correm paralelos à costa e penetram em direção ao interior da ilha. Estes muros foram erguidos para proteger do vento e da água do mar as videiras, que são plantadas em milhares de pequenos recintos retangulares (currais), colados uns aos outros. Remontando ao século XV, a presença da viticultura manifestou-se através desta extraordinária manta de retalhos de pequenos campos, de casas e quintas do início do século XIX, de ermida, portinhos e poços de maré.
A paisagem modelada pelo homem, de uma beleza extraordinária, é o melhor testemunho que subsiste de uma atividade outrora muito ativa.
 FONTE: "Paisagem da Cultura da Vinha do Pico", "Gabinete Técnico da Vinha do Pico"
Foto: http://siaram.azores.gov.pt/patrimonio-cultural/vinhas-pico/criacao-velha/galeria/3.html

Ilha do Pico com 4 Voos Diretos em 2018!





O Presidente do Grupo SATA, Paulo Menezes, num encontro que teve com a Associação de Municípios da Ilha do Pico, comunicou que entre Abril e Outubro de 2017, os voos entre a Ilha do Pico e Lisboa, serão todos directos, sem escala na Ilha Terceira, às segundas, quartas e sábados.

No mesmo encontro foi ainda anunciado, um reforço de 172 lugares por semana, já este inverno IATA, nas ligações inter-ilhas e para a gateway do Pico.

Segundo o que foi apresentado este aumento significa um aumento da oferta de 3 612 lugares em relação ao ano anterior.

A maior novidade neste encontro, foi o anúncio de que nos meses de Junho, Julho e Agosto de 2018, o Aeroporto do Pico vai passar a receber, no mínimo, quatro voos directos semanais provenientes de Lisboa.

Paulo Menezes, não fechou a porta a um eventual reforço das ligações com o continente já no próximo ano, devido ao crescimento sustentado que a rota do Pico tem registado.




Fonte: Runwaynews.pt


Pézinho (do Pico)




"Ó meu amor nada, nada
Ai nada, nada , ai meu amor nada, não
Nada tenho em meu peito
Ó em meu peito que não te faça quinhão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui se o quiser pôr
Mas não é de obrigação,
Obrigação é de quem faz o favor

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ó sim piquei-me , piquei-me lá num silvado
Nunca mais eu vou ao Pico
Ó sim ó Pico, sem o Pico ser mondado

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui que não faz mal
Esta moda do pézinho
Ai do pézinho foi do Pico pro Faial

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ai sim piquei-me , piquei-me lá no picão
O picão nasce da silva
Ó sim da silva , e a silva nasce do chão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui na branca meia
Se a branca meia se suja
Olé se suja há mais água na ribeira"


https://www.youtube.com/watch?v=RqEp9GFDIP8

Gravado pelo Grupo Folclórico das Doze Ribeiras (Terceira) em 23-09-1980. Viola regional: Diamantino Ávila e Jorge Valadão. Violão: Emiliano Toste e Jorge Valadão. Vozes: Graziela Rocha, Emiliano Toste e Ariovalda Leonardo. Capa: Free-Lancer. Fotos (livres): Wikimedia Commons.

Curso Inovar - Artes e Ofícios


Inscrições até 27 de Maio Centro Regional de Apoio ao Artesanato - 296 309 100
craa@azores.gov.pt

Restaurante do Pico ganha destaque internacional


Restaurante "Casa Âncora"

Fonte: http://www.caisdopico.pt/ - Restaurante Casa Âncora 

"Situado no coração do Cais do Pico, o restaurante "Casa Âncora" foi recentemente destacado no site 'Food Republic' como um dos melhores restaurantes dos Açores.


Este portal internacional, o qual é dedicado a "todos aqueles que querem comer e beber bem" e que recebe mais de um milhão de visitantes por mês, fez uma seleção de 11 restaurantes açorianos: para além da "Casa Âncora", a única representação picoense, foram destacados seis restaurantes em São Miguel, três na Terceira e um no Faial.


Para os especialistas do 'Food Republic', "tudo parece saber bem nos Açores", referindo ainda que as comidas são servidas ao ritmo das ilhas — num andamento mais relaxado quando comparado com o das grandes metrópoles — mas as paisagens que acompanham as refeições são incríveis."

Fonte: https://www.facebook.com/casaancorarestaurant/photos


http://www.caisdopico.pt/

7 Maravilhas de Portugal Aldeias




O Município de São Roque do Pico promoveu a candidatura do Lajido de Santa Luzia Às 7 Maravilhas de Portugal Aldeias!


Fonte:https://www.facebook.com/municipiosrp

III Encontro Pedras Negras


MiratecArts apresenta a terceira edição do Encontro Pedras Negras de 26 a 28 de maio, 2017, na ilha do Pico - é o evento de arranque da quinta edição do festival internacional de artes Azores Fringe. O Encontro Pedras Negras é uma oportunidade anual para escritores e individualidades das letras, se encontrarem, discutirem assuntos de interesse, partilharem os seus trabalhos e conhecerem outras pessoas, com os mesmos interesses. Através de workshops, palestras, painéis e partilhas de leituras na natureza, este fim-de-semana de desenvolvimento e inspiração é aberto a qualquer açoriano que tenha publicado um livro, ou que participe com jornais e revistas como cronista ou jornalista. Não há convidados, são todos abraçados logo que tenham a disponibilidade e interesse no convívio e partilha. Não-açorianos também são bem vindos, e avançamos já participação canadiana. Interessados devem preencher o documento na sua totalidade e mandar até 12 de abril para que o nome consiga entrar na revista programa do evento. azoresfringe@gmail.com
Inscrições: www.azoresfringe.com
Link Direito: http://mirateca.com/fringe/encontropedrasnegras
Fonte: http://mirateca.com/fringe/encontropedrasnegras/default.aspx

Workshop Palhinha de Trigo

Hora do Ofício


Workshop com Alzira e Conceição Neves
17 de Abril a 31 de Maio
2ª e 5ª Feira / 19h00 - 22h00
Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro, ilha do Pico.
Inscrições até dia 7 de Abril - 292 679 840

Workshop de Palhinha de Trigo - Ilha do Pico



Alzira e Conceição Neves são conhecidas não só pela sua criatividade e habilidade, mas também pela dedicação e força em manter, proteger e divulgar as Artes e Ofícios Tradicionais dos Açores. Na presente formação irão ensinar a trabalhar as palhinhas de trigo, através da elaboração de miniaturas dos vários chapéus e de algumas peças de bijuteria.
Datas: 17 de Abril a 31 de Maio (Inscrições até dia 7 de Abril na Delegação de VPECE da Ilha do Pico ou através do contato 292 679 840)
Horário: 2ª e 5ª Feira das 19h00 - 22h00

Para mais informações contacte: 292 679 840
Fonte: https://www.viralagenda.com/pt/events/324786/workshop-de-palhinha-de-trigo

Noite de Cinema: Poesia sem Fim







Terça-feira 28 de março 21h

Auditório do Museu dos Baleeiros
Lajes do Pico
uma apresentação MiratecArts em parceria com o Museu do Pico

“Uma autobiografia imaginada” - é assim que Alejandro Jodorowsky, um dos mais excêntricos e ousados realizadores vivos, define o seu novo filme. Tomando a sua história de vida como ponto de partida, o realizador inicia sua trajetória em Tocopilla, pequena cidade do deserto chileno onde cresceu tendo a imaginação como sua principal aliada. Expandindo a
ficção até alcançar o seu limite, Jodorowsky justifica a união entre poesia, filosofia, cinema e tarôt, e as suas evidentes idiossincrasias, numa tentativa de compreender e expor quem de facto é.

Munich Film Festival 2016 Nomeação Best International Film

Alejandro Jodorowsky é o cineasta chileno responsável por clássicos como “El Topo” e “The Holy Mountain”. Um dos grandes cineastas malditos e de culto da história do cinema da segunda metade do século XX. Fundou o mítico grupo teatral “Movimento Pânico” (juntava humor e terror). É também conhecido como escritor e autor de banda desenhada (ou novelas gráficas). Provocador face à religião e aos seus rituais, Jodorowsky subverte e corrompe quaisquer referências religiosas e sexuais com uma linguagem visual irreverente e um sentido de humor absurdo.




Fonte: www.mirateca.com


Trilho Pedestre "9 Canadas da Ribeirinha - Oeste" - Inscrições abertas








25 de Março pelas 14h30
Distância 5 km
Grau de Dificuldade: Médio
Duração prevista: 3h00

O Trilho Pedestre "9 canadas da Ribeirinha" é um trilho homologado da rede regional. Neste percurso, iremos percorrer a parte oeste (Atalhada - Porto da Baixa).
Inscrições limitadas a 30 participantes.
Mais informações e inscrições através do n.º 292 679 331 (de segunda a sexta das 8h30 às 16h30) ou do email desportocmlp@gmail.com


Fonte: http://www.cm-lajesdopico.pt/

Furna da Ribeira Funda - Inscrições abertas










18 de Março pelas 14h30
Grau de Dificuldade: Médio

Duração prevista: 3h00

Visita ao interior deste tubo lávico na freguesia da Ribeirinha.
Inscrições limitadas a 10 participantes.
Mais informações e inscrições através do n.º 292 679 331 (de segunda a sexta das 8h30 às 16h30) ou do email desportocmlp@gmail.com
Parcerias: Parque Natural da Ilha do Pico / Os Montanheiros



Fonte : http://www.cm-lajesdopico.pt/

Montanha do Pico Integra Centro de Investigação Nacional









A montanha do Pico e as serras de Montesinho, em Bragança, e a da Estrela, na Guarda , foram as escolhidas para lançar uma Rede Nacional de Montanhas de Investigação para valorizar os recursos existentes.
O projeto pretende aproveitar o conhecimento científico para explorar e valorizar as áreas de montanha nas diferentes vertentes, desde a preservação, a agricultura, o clima, o património e o turismo científico.
As instituições de investigação como os politécnicos de Bragança e da Guarda e a Universidade dos Açores são  os parceiros nesta rede que arranca com três projetos-piloto .


Fonte: Magazine Triângulo


Excerto de um Bando de Carnaval feito na Ribeirinha




Bando de 1936



“Meus senhores e senhoras
Prestai a vossa atenção
A um homem d’alta escola
Com diploma de tabelião.

Sou formado em Coimbra
Grande escola de talentos,
Em linguagem de burro
Para fazer testamentos.

Adoeceu um cavalo
Para as bandas da Prainha,
Por isso vieram vendê-lo
Ao lugar da Ribeirinha.

Vamos agora ao dono
Que ficou com um burrinho,
Tratou de o examinar
Do rabo, até ao focinho.

Pra moer ou acarretar lenha
Ou seja para o que for…
Passa-lhe a mão pela testa
Coitadinho meu amor…

No outro dia de manhã
Quando ia para o trabalho,
Encontrou pelo caminho
O amigo Ramalho.

Ó besta elegante
Ela será para Vender?
O outro respondeu logo:
- É coisa que pode ser.

Eu vou-te pedir um preço,
E não é para ratinhar,
São quatro dias de tirar terra
Ou então para sachar.

Comprou ali o cavalo
Caminhou logo a correr,
Pra ir dizer à mulher
Temos besta pra moer.

O passadio do cavalo
Era andar pela ribeira,
A procura nos buracos
Os ninhos de vinagreira.

A mulher foi amarrá-lo,
Porque tinha que fazer,
Num marouço do aposento
Onde havia que comer.

Quando se lembrou do burro,
Daí a grande bocado,
- Amarrei-o por um pé
Não se tenha ele embrulhado.

Mas assim que lá chegou
Já ele estava no chão,
Com agonias lhe disse:
Vá chamar o tabelião.

Quando eu lá cheguei
O que dor de coração
A custo pode dizer
Vá escrevendo tabelião.

As minhas unhas dos pés
Hão-de m’ as aproveitar
P’ros quatro donos que tive,
Para pedras d’amolar…

A minha pele bem serena,
Com dez varas de largura,
Fica p’ros que m’arrastarem
Às bordas da sepultura.

A mula do Manuel Leal
Também há-de ser minha herdeira,
Dos meus bofes e do fígado
E também da coalheira.

Deixo minha cabeça
A que nunca faltou tino
Ao cavalo do João Biscaia
Porque ele também é meu primo.

A minha forte espinhela,
Bem forrada c’uma saca,
É para a burra do Joaquim Machado
Que a dele já está fraca.

Agora o resto que fica
Até mesmo o coração,
É p’rá minha velha amiga
A burra do Alemão.

Todos os herdeiros morreram
Deste mal apegadiço,
Não puderam fazer mais
Aos donos o seu serviço.

Eu não ofendi ninguém
E ninguém me ofendeu,
Ninguém se pode zangar
Foi isto que aconteceu.

A todos peço desculpa
Pela leitura disto tudo,
Isto é um passatempo
Desta festa do Entrudo.”

 João San João


Fonte: livro “o Bando da Burra” – Bandos Carnavalescos e crítica Social 1936 a 2008










Submarino alemão da II Guerra Mundial encontrado a sul do Pico


Os destroços do U-581, um submarino alemão da II Guerra Mundial, foram encontrados a sul da ilha do Pico, a 870 metros de profundidade, e formam atualmente um autêntico recife de corais de águas frias.

Foto da autoria de Fundação Rebikoff-Niggeler
Esta descoberta foi efetuada por uma equipa de investigadores da Fundação Rebikoff-Niggeler, sendo que no dia 2 de fevereiro de 2017 fez exatamente 75 anos que este submarino naufragou em frente à costa sul da ilha montanha, após ter sido perseguido e atacado pelo navio "HMS Westcott", um destroyer inglês que se encontrava no Faial.

O sítio dos destroços de U-581 representa uma oportunidade científica para se poder estudar a formação de um recife de corais de águas frias, sendo que a data exata do afundamento e, consequentemente, a idade máxima dos organismos que colonizaram o naufrágio são conhecidos.

Para saber mais acerca deste assunto e da história deste submarino visite:   http://www.rebikoff.org/submarino-U-581/submarino-u-581.html

Fonte: http://www.rebikoff.org/submarino-U-581/submarino-u-581.html

Carnaval na ilha do Pico


Estamos no mês de Fevereiro, mês em que se festeja a amizade, o amor e claro o Carnaval!
O Carnaval nos Açores é um misto de Entrudo, com bailes, matinés, danças, marchas, alegria muita brincadeira e não esquecendo a nossa rica gastronomia. Nos Açores embora tenhamos nesta época costumes semelhantes, alguns podem variar de ilha para ilha. Algumas tradições com o passar dos tempos foram desvanecendo mas outras ainda se mantêm.
Deixamos aqui neste post uma nota de Ermelindo Ávila que nos dá um testemunho do Carnaval da ilha do Pico antigamente e de como é na actualidade.  

Carnaval da ilha do Pico

Chegados somos ao Carnaval ou Entrudo, os três dias que precedem a quarta-feira de cinzas ou entrada na Quaresma.
E os dicionários definem o Entrudo ou Carnaval como dias de praticar jogos com água, talco, tinta, etc. Dias de folguedos – mascarados, em que se comem viandas e guisados de carne.

Por aqui eram as filhós, as fatias douradas; os torresmos e a linguiça, para aqueles que matavam porcos.
Mas esses hábitos tradicionais de comemorar o Carnaval hoje são raros ou mesmo já quase desapareceram.
Ponta Delgada ainda há poucos anos conservava a “batalha das limas e água”. E, naturalmente, mantém esse “violento” desporto. Nas outras ilhas, ao menos no Pico, é costume que há muito desapareceu. Conservavam as máscaras e o enfarinhar, com farinha de trigo ou pó de arroz ou talco, mas isso também foi a pouco e pouco, desaparecendo. Aliás era, por vezes, uma maneira grosseira de festejar o Carnaval. Foi substituído, e bem, pelos bailes de fantasias nas sociedades recreativas ou em algumas, poucas, casas particulares.
Na freguesia da Piedade havia o “bando”, um pregão pouco cortês, onde eram apresentadas, entre “chacotas”, as mazelas ocorridas durante o ano e que, na terça-feira de Entrudo eram apregoadas, e ainda são, de cima de um muro, aos muitos curiosos que lá apareciam e que, dada a maneira como eram apresentadas, eram motivo de grande hilaridade. Chamavam-lhe o“testamento do burro”, embora o animal tivesse caído de uma rocha e morrido há vários anos.
Há meio século, o Carnaval era comemorado nas quatro semanas que antecediam a Quaresma. Não passavam de simpáticas e acolhedoras reuniões familiares, nas quintas-feiras de amigos e amigas, compadres e comadres e nos sábados e domingos seguintes. Essas reuniões familiares serviam para ver algum mascarado que aparecia com seus entremezes a divertir os assistentes. Numa ou noutra sala, se o espaço permitia, bailava-se, a tradicional chama-rita nos intervalos das passagens dos mascarados. Depois, foram aparecendo as sociedades recreativas e era nelas que os bailes passaram a realizar-se, com notória frequência e com alguns figurantes fantasiados. Uma maneira, aliás simpática, de festejar a quadra, e passar o serão dentro daquele espírito de fraterna convivência que era tradicional.
    Presentemente, com as transformações sociais que se operaram, nem se sabe se estamos na época carnavalesca muito embora nas últimas quintas-feiras os amigos e as amigas, os compadres e as comadres se hajam reunido para uma “jantarada” que, outrora, seria a ceia. Estamos, pois, chegados à Quaresma. Um tempo forte para os católicos que os demais nem a isso ”ligam”, como dizem empavonadamente.
Mais um Carnaval está a decorrer. Que todos se divirtam com ordem, paz e harmonia.

Nota de Ermelindo Ávila
Fonte: http://domeuretiro.blogspot.pt/search/label/matan%C3%A7as%20do%20porco

Ana Cabrita e Andreia Goulart


Trilho Pedestre "Cabeço do Geraldo - Lajes" - Inscrições abertas






O Município das Lajes do Pico está a organizar no mês de fevereiro o trilho Pedestre "Cabeço do Geraldo - Lajes".
Trilho Pedestre "Cabeço do Geraldo - Lajes"
Data: 18 de Fevereiro
Hora: 14h00
Distância: 5 Km
Grau de Dificuldade: Fácil
Duração prevista: 3h00

Não perca esta oportunidade e inscreva-se.
Mais informações e inscrições através do n.º 292 679 331 (de segunda a sexta das 8h30 às 16h30) ou do email desportocmlp@gmail.com

Fonte: https://www.facebook.com/