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'BirdRace Açores' quer promover observação de aves no arquipélago

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e o sítio na Internet Aves dos Açores promovem mais uma edição da 'BirdRace Açores', que tem como objetivo promover a observação de aves, atividade em crescimento no arquipélago.
"O objetivo principal é promover a avifauna nos Açores e dar a possibilidade às pessoas de começarem a perceber quais as aves presentes no arquipélago, as que aqui nidificam e outras que por cá passam durante a época de migração", declarou à agência Lusa Rúben Coelho, técnico da SPEA.
A iniciativa, que decorre nos dias 30 de setembro e 01 de outubro, é uma competição por equipas até três elementos aos quais se pede "o registo do máximo de espécies de aves observadas na região", promovendo, assim, a sua observação.
Segundo Rúben Coelho, o ano passado, a equipa vencedora da 'BirdRace Açores' observou 51 espécies de aves.
Adiantando que existem 40 espécies de aves residentes nos Açores e igual número de aves migratórias regulares, que passam o inverno no arquipélago, o responsável realçou que "a lista total de espécies diferentes observadas até à data ronda as 400", pelo que os Açores são uma região muito apelativa para quem pratica a observação de aves.
O técnico da SPEA referiu que existem, ainda, "muitas espécies" que surgem de "forma ocasional" nos Açores, perdidas por via de tempestades, aparecendo no arquipélago devido à sua localização estratégica como porto de abrigo no Atlântico Norte.
"Por todas estas razões é sempre imprevisível o número de aves que podem ser contadas nos Açores", declarou Rúben Coelho, salvaguardando que a adesão à 'BirdRace Açores' nas edições anteriores "tem sido muito boa", tendo sido registadas duas equipas por cada uma das nove ilhas do arquipélago.
De acordo com o regulamento, "apenas serão aceites registos de aves em liberdade e em habitat natural", sendo que "registos de aves de estimação ou aves em cativeiro ou imagens de crias no ninho não serão consideradas".
A situação geográfica dos Açores, a meio caminho entre a América e a Europa, faz do arquipélago o primeiro ponto de paragem de diversas aves nos seus fluxos migratórios e, por isso, um local privilegiado para os primeiros avistamentos.
Por exemplo, o único hotel do Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, tem sempre lotação esgotada todo o mês de outubro devido à observação de aves, referiu o proprietário, Manuel Rita, acrescentando que a procura é tanta que o mesmo sucede nas casas particulares.
O Corvo, cuja localização geográfica fica quase a meio caminho entre a Europa e os Estados Unidos, "é um ponto fundamental para a entrada de diferentes aves que, por vezes, não são avistadas noutros pontos da Europa e até da América", explicou o diretor do Parque Natural da Ilha, Fernando Ferreira.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/birdrace-acores-quer-promover-observacao-de-aves-no-arquipelago-281931
 
Patrícia Machado

Governo dos Açores promove produtos de 56 artesãos na Semana do Mar, nas Festas da Praia e na Semana dos Baleeiros

A Vice-Presidência do Governo, com o objetivo de divulgar e potenciar a comercialização do Artesanato dos Açores, sobretudo dos produtos artesanais certificados, promove a realização de três mostras (M. ART) e a participação de 56 empresas artesanais durante a Semana do Mar, no Faial, as Festas da Praia, na Terceira, e a Semana dos Baleeiros, no Pico.
A M. ART – Semana do Mar, integrada na Expomar, que decorre até ao próximo dia 13 de agosto, conta com a participação de 15 unidades produtivas artesanais das ilhas do Faial, Pico, S. Miguel e Santa Maria.
Nesta mostra, os visitantes podem, entre as 19h00 e as 00h00, ver e adquirir trabalhos em couro, materiais sintéticos, bordados, rendas, cartonagem, artigos têxteis para o lar, bijuteria, registos, escultura em pedra e em madeira, osso e escamas de peixe, entre outros materiais.
Por seu lado, a M.ART – Praia da Vitória, que também decorre até 13 de agosto, pretende aproveitar uma época de maior fluxo turístico à ilha Terceira para dar visibilidade aos trabalhos de 23 unidades produtivas artesanais, das quais 21 da Terceira e duas de S. Miguel.
A mostra que está instalada na tenda na Marina da Praia da Vitória, num espaço contiguo à Feira de Gastronomia do Atlântico, pode ser visitada das 19h00 às 00h00.
No certame vão estar em exposição trabalhos em latoaria, bijuteria, materiais sintéticos, bordados, rendas, artigos têxteis para o lar, tecelagem, acessórios de vestuário, artigos em pele, miniaturas de madeira, patchwork, embutidos, bonecos de pano, escamas de peixe e cerâmica.
A M. ART – Semana dos Baleeiros, que decorre de 21 a 27 de agosto nas Lajes do Pico, vai contar com a participação de 18 artesãos do Pico e de S. Miguel, podendo ser visitada entre as 19h00 e as 00h00 até ao dia 25, das 16h00 às 00h00 no dia 26 e das 20h00 às 00h00 no dia 27 de agosto.
Além destas e de outras mostras regionais inseridas em eventos em diversas ilhas, a Vice-Presidência realiza ao longo do ano múltiplas ações promocionais e formativas através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA), que conta com cerca de 600 artesãos inscritos, quando em 2012 estavam inscritas 359 unidades artesanais.
Este aumento do número de empresas revela o dinamismo crescente da atividade, aproveitando novas oportunidades de negócio potenciadas pelo aumento do fluxo turístico.
Nesse sentido, a certificação e a indicação de origem é crucial para a estratégia regional de preservação e apoio ao artesanato tradicional, assumindo-se como garantia da qualidade e autenticidade da produção.
Atualmente, a marca Artesanato dos Açores abrange 21 áreas artesanais certificadas e cerca de uma centena de unidades produtivas artesanais com o selo de certificação.
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.jornalacores9.net/governo-dos-acores-promove-produtos-de-56-artesaos-na-semana-do-mar-nas-festas-da-praia-e-na-semana-dos-baleeiros/?cat=12
 
Patrícia Machado

Programas da série 'Mundo Marca Açores' em exibição nos EUA

Os programas da série 'Mundo Marca Açores', uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo Regional para promover e aumentar a notabilidade dos produtos certificados com este selo de origem, passam este mês a ser apresentados no canal 'The Portuguese Chanel'
 "Este canal, que existe há 40 anos, é o único que transmite diretamente dos Estados Unidos da América e exclusivamente em língua portuguesa, com uma emissão de 24 horas”, informa o executivo açoriano.
O ‘Mundo Marca Açores’ é transmitido em horário nobre e, de acordo com a direção do canal de televisão, pode ser visto por mais de três milhões de espetadores nos estados de Massachusetts e Rhode Island, onde a comunidade lusófona conta com 600 mil pessoas.
As séries deste programa de produção regional mostram, em cerca de cinco minutos cada, todas as componentes de produção de vários produtos do setor agroalimentar, assim como o quotidiano de serviços e estabelecimentos aderentes em diversas empresas de todo o arquipélago e que se caracterizam por serem “certificados pela natureza”.




 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/programas-da-serie-mundo-marca-acores-em-exibicao-nos-eua
 
Patrícia Machado

World Travel Awards








Os Açores estão de novo nomeados para o melhor destino insular da Europa. Deixe o seu voto na página oficial dos World Travel Awards emhttp://bit.ly/2pC2CsU.



Fonte:https://www.facebook.com/VisitAzores.travel/





















7 Maravilhas de Portugal Aldeias




O Município de São Roque do Pico promoveu a candidatura do Lajido de Santa Luzia Às 7 Maravilhas de Portugal Aldeias!


Fonte:https://www.facebook.com/municipiosrp

Porto da Horta com Assinalável Movimento de Navios de Cruzeiros em 2017







O Porto da Horta vai receber 23 escalas de navios de cruzeiro em 2017. Os números são avançados pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta num documento enviado às empresas locais, por considerar a presença destes navios de cruzeiro na Horta, uma boa oportunidade de negócio.
 Alguns destes navios de cruzeiro, vão também escalar no decorrer desta sua passagem pelo mar dos Açores, os Portos de São Roque e das Lajes do Pico, as Flores e Corvo.
A representante dos empresários, tendo em conta a importância que a presença de turistas pode representar para o comércio local, propõe às empresas que ajustem os seus horários, de acordo com o período de escala de cada navio de forma a tornar a cidade mais atrativa aos que nos visitam.
Fonte: http://www.tribunadasilhas.pt/


Açores, um Destino Europeu no Meio do Atlântico




A proposta do Governo dos Açores para o setor do turismo até 2020 passa por uma maior afirmação do arquipélago no plano nacional e por uma aposta na marca “um destino europeu no meio do Atlântico”.
A intenção é a de aproveitar o enorme potencial  turístico dos Açores, assente nas belezas naturais associadas à autenticidade da história e tradições da sua população, beneficiando da projeção dos muitos prémios e distinções recebidas, como o Quality Coast Platinum Award.
Nos últimos quatro anos, o Destino Açores encontrou a sua identidade enquanto região turística, fortemente alicerçada na natureza experimental de cariz ativo e conseguiu posicionar-se favoravelmente face a segmentos de procura que podem satisfazer as suas aspirações em matéria de recursos naturais, culturais experienciais.

Fonte: Magazine Triangulo

Ana Cabrita

Ilha do Pico em 1960

Pico à 57 anos atrás!


Ao fazer uma pesquisa no youtube, onde poderemos encontrar diversos vídeos sobre vários temas, encontrei este "tesourinho" da ilha do Pico, um video dos anos 60, a promover a ilha, 27 anos antes de eu nascer, de certa forma é uma prova que já nessa época havia por parte dos Açorianos  a vontade de partilhar as suas vivências e costumes. O video fala da ilha em geral e um pouco de cada concelho. Festividades, costumes e tradições da época são relatados no video, dos quais alguns ainda hoje se mantêm.

Video publicado no youtube por:  IvoSilvaRTA  - https://www.youtube.com/watch?v=JNEnRrSf9Bc
www.youtube.com - "Ilha do Pico à 56 anos atrás.

A ilha do Corvo - A ilha mais pequena do arquipélago

Em pleno Oceano Atlântico, situada a 31° 05' de longitude oeste e a 39° 40' de latitude norte, com uma área total de 17,2 Km ², 6.5Km de comprimento e 4 Km de largura, é a mais pequena do Arquipélago dos Açores. Forma em conjunto com a Ilha das Flores, o Grupo Ocidental.
Teve a sua origem num antigo vulcão, cuja imponente e ampla cratera, aloja a Lagoa do Caldeirão. O litoral da ilha é alto e escarpado, com excepção da parte sul, onde numa fajã lávica se estabeleceu o único povoado da ilha, a Vila do Corvo. Descoberta por Diogo de Teive em 1452, foi denominada por “Ilha de Santa Iria”, “Ilha do Marco”, “Ilha de São Tomás”, “Ilhéu das Flores”, o seu nome actual, “Ilha do Corvo”, terá tido origem no nome “Insula Corvi Marini” Ilha dos Corvos Marinhos.
O povoamento só foi definitivo em 1548, quando o Capitão do Donatário das Flores e Corvo, Gonçalo de Sousa, é autorizado a enviar escravos de sua confiança, como agricultores e criadores de gado. Mais tarde alguns habitantes das Flores passaram-se para o Corvo, aumentando a população branca face aos escravos residentes. A partir de então a ilha passou a ser permanentemente habitada, com a população a dedicar-se à agricultura, pastorícia e pesca.
Devido ao seu isolamento a ilha foi alvo de vários ataques por parte de corsários e piratas, mas conseguiu impor-se muitas vezes recorrendo à negociação. Em troca de protecção e dinheiro, a ilha fornecia água, alimentos e homens, ao mesmo tempo que permitia a reparação dos navios e tratamento dos enfermos.
Numa tentativa de desembarque de piratas argelinos, no cais Porto da Casa, cerca de duzentos corvinos usaram tudo ao seu dispor para afastar os atacantes que acabaram por desistir com baixas. A imagem de Nossa Senhora do Rosário foi colocada na Canada da Rocha e daí, diz a lenda que ela protegeu a população das balas disparadas.
Os corvinos com foros pesados a pagar aos seus capitães do donatário, viviam em grande pobreza, obrigados mesmo a comer pão de junca, pois as searas de trigo mal chegavam para pagar a pensão a que estavam obrigados.
Foi Mouzinho da Silveira, de tão impressionado que ficou com a dureza e dificuldades da vida dos corvinos, que propôs para metade o pagamento de trigo a que estavam obrigados e aboliu o pagamento em dinheiro, fazendo a felicidade dos corvinos. Anos depois escreveria no seu testamento, que gostaria de estar sepultado na ilha, “cercado de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecidas”.
A 20 de Junho de 1832 o príncipe regente D. Pedro IV, elevou a paróquia de Nossa Senhora dos Milagres, a categoria de Vila e sede do município. O decreto mandava que nova vila se chamasse Vila do Corvo.



Fonte do texto: http://www.cm-corvo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=68&Itemid=68

Fonte do video: https://www.youtube.com/watch?v=RdNaeUmgTxQ


Aplicação Parques Naturais dos Açores




Parques Naturais dos Açores/Azores Natural Parks

Aplicação Móvel “Parques Naturais dos Açores” / “Azores Natural Parks” Mobile Application


A aplicação Parques Naturais dos Açores é o auxiliar ideal para visitar as nove ilhas dos Açores e ficar a conhecer o seu vasto tesouro natural. Faça download de cada Parque e navegue pelos conteúdos disponíveis, tirando o máximo proveito da biodiversidade e geodiversidade de cada ilha. Percorra os trilhos pedestres, conheça a fauna e flora local, partilhe fotos, siga as sugestões de visita, obtenha informações sobre parceiros, tudo isto e muito mais... sem necessidade de ter uma ligação à internet.

Principais funcionalidades:
* Informação sobre pontos de interesse, incluindo áreas protegidas, centros ambientais, trilhos pedestres, sugestões de visita e parceiros locais;
* Informação sobre recursos naturais, incluindo flora, fauna e geologia;
* Todos os conteúdos e mapas disponíveis offline;
* Navegação por GPS e obtenção de direções;
* Informação disponível em português e inglês.

The Azores Natural Parks application is the ideal auxiliary to visit the nine islands of the Azores and to know its vast natural treasure. Download each Park and browse the available content, getting the maximum benefit of biodiversity and geodiversity of each island. Scroll through the walking trails, learn about the local fauna and flora, share photos, follow the visit suggestions, get information about partners, all this and more... with no need to have an internet connection. 

Main functionalities:
* Information about points of interest, including protected areas, environmental centres, walking trails, visit suggestions and local partners;
* Information about natural resources, including flora, fauna and geology;
* All content and maps available offline;
* GPS navigation and obtaining directions;
* Information available in Portuguese and English.


Fonte:https://www.facebook.com/Parques-Naturais

Ana Cabrita

E da Pedra se Fez Vinho






Há dez anos que a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico foi declarada património mundial pela UNESCO. A classificação abarca vinhas heróicas criadas em solos de rocha vulcânica e onde se produzem vinhos únicos, tal como o sistema de cultivo em currais de pedra de lava.

Nem sempre a fama fala mais alto. Numa altura em que a França ainda anda às voltas com a candidatura de Champanhe a património mundial e em que o Piemonte italiano - de onde saem os igualmente famosos espumantes de Asti - só há dias viu aprovada a classificação dos seus vinhedos, completa-se já uma década desde que a Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico consta da lista da UNESCO.

Foi em Suzhou, na China, que o Comité do Património Mundial aprovou a classificação do secular sistema de cultivo da vinha naquela ilha dos Açores, reconhecendo o valor de uma “paisagem extraordinariamente bela e feita pelo homem”. Mesmo que então uma grande parte da zona a classificar estivesse votada ao abandono. O plano de gestão proposto pelo governo regional propunha, precisamente, um conjunto concreto de acções para a sua revitalização, no qual terá nestes dez anos investido já cerca de cinco milhões de euros.

E o balanço é claramente positivo. Quem o garante é o actual responsável pelo Parque Natural do Pico, Manuel Paulino da Costa, no cargo há três anos. “Conseguiu-se aquilo que à partida se apresentava como o mais importante, que era estancar o abandono”, diz, explicando que, “ao mesmo tempo, foi já revitalizada uma boa parte da vinha" o que, em seu entender, terá deixado "garantidas as condições para que a zona se mantenha como paisagem viva”.

Mas não é só o cultivo da vinha. Os programas de incentivo incluem também a reabilitação de muros e construções e, nos dois últimos anos, tem-se verificado uma multiplicação do número de candidaturas aos apoios públicos àquela actividade. Efeitos da crise? “Também, seguramente”, concede o responsável, que aponta ainda para a crescente visibilidade deste património, para a cada vez maior afluência de turistas e ainda para o reconhecimento e valorização crescentes dos vinhos. E os números aí estão para o confirmar. Só no ano passado foram apresentados 50 projectos para revitalização e recuperação, ou seja quase metade dos 116 que surgiram durante os primeiros oito anos de funcionamento do sistema de incentivos. E neste ano, até há um mês atrás, tinham já dado entrada 15 novos projectos. Em muitos casos, incluem recuperação de antigas construções para turismo rural, o que para o director do parque representa a afirmação do projecto e a confiança no futuro por parte das populações.

No que respeita ao turismo os números são, de facto, animadores. Em 2011 registaram a chegada à ilha de cerca de mil visitantes, número que triplicou no ano seguinte a disparou já para os seis mil no ano passado. Não só, é claro, pela paisagem das vinhas, mas também pela observação de baleias e as caminhadas “à montanha”, como por aqui é sempre designado aquele que nos seus 2351 metros é o ponto mais alto de Portugal. Na zona classificada há três percursos pedestres, tendo o da Criação Velha sido recentemente incluído na lista dos dez melhores do mundo, num ranking organizado por uma revista inglesa da especialidade

Beleza secular
No relatório sobre a candidatura, os técnicos do Icomos – o órgão consultivo no qual se apoiam as decisões da UNESCO – deixaram escrito que “a paisagem da Ilha do Pico é reflexo de uma resposta única à cultura da vinha numa pequena ilha vulcânica. Esta paisagem extraordinariamente bela feita pelo homem, composta por pequenos campos limitados por muros de pedra, é o testemunho de gerações de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, criaram um modo de vida sustentável e um vinho muito apreciado”.

Um legado que começou a ser construído já no tempo dos primeiros povoadores, no séc. XV. Foram as ordens religiosas, com saber acumulado noutras paragens, que para ali levaram culturas de tipo mediterrânico, como a vinha e a figueira.

A parte ocidental da ilha, inóspita e improdutiva porque dominada por solos de pedra de lava, permanceu, no entanto, praticamente abandonada. Foram, mais uma vez, os monges que aí começaram a erguer protecções para o plantio de videiras. E, com os seus conhecimentos de misturas de castas na fermentação, começaram a fazer vinhos muito apreciados, o que levou ao interesse das populações por essas áreas inóspitas para a produção de vinha.

A singularidade do cultivo resulta do complexo e geométrico reticulado de muros de pedra basáltica, que cria uma espécie de ninho protector onde cresce a videira. É o sistema de currais ou curraletas, que comunicam entre si por aberturas nas extremidades, permitindo a circulação dos trabalhadores. Há uma abertura em cada uma das extremidades da quadrícula, mas sempre desencontradas para assim impedir a circulação do vento e respectivos malefícios.

Foi, precisamente, para proteger a videira dos ventos e do rocio do mar que foram sendo levantados esse muros de pedra solta, uma obra de tal dimensão que, se dispostos de forma contínua, atingiriam duas vezes o perímetro da Terra, medido sobre a linha do Equador. Embora grande parte desta singular e secular vinha permaneça ainda hoje ao abandono, os muros lá permanecem intactos cobertos pela vegetação.

Para lá do singular sistema de produção, resultante da luta do homem contra as adversidades da natureza, a UNESCO valorizou também o facto de se tratar de uma paisagem cujo ordenamento foi, também ele, ditado pelo cultivo da vinha.

As zonas junto à costa foram ocupadas pela produção e às populações só era permitido instalarem-se nas cotas superiores, onde a plantação já era impossível. Dentro dos vinhedos só os conventos, as adegas e os solares dos grandes proprietários.

Também os pequenos cais e ancoradouros, por onde o vinho era escoado em direcção ao porto da Horta, os caminhos traçados na pedra por onde as pipas rolavam em direcção a esses cais - e por isso chamados "rola pipas" - integram o património classificado. O mesmo acontece com as rilheiras - sulcos paralelos cravados na rocha pelos carros de bois em torno dos currais –, com as construções associadas ao cultivo da vinha e com os poços de maré que as abasteciam de água.

Vinhas de pedra
Uma vinha heróica que resulta de um buraco cavado na rocha e onde é introduzida a planta por entre a pedra partida. A própria videira busca depois o sustento penetrando longamente por entre as lâminas de lava, daí resultando vinhos únicos e extraordinários.

Tão raros e apreciados que levaram a um rápido aumento da produção que, no séc. XIX, atingia as 12 a 15 mil pipas. Era, então, exportado para o Brasil, Índias, Alemanha, Inglaterra e Rússia. Diz-se até que era o vinho preferido dos czares, e o certo é que, quando o palácio real foi ocupado durante a revolução bolchevique, ai foi encontrada uma das mais preciosas colecções de vinhos do Pico.

O sonho de prosperidade ruiu com a praga de oídio e filoxera que, a partir de meados do séc. XIX, dizimou vinhas por todo o mundo. A produção rapidamente caiu para as 100 pipas e, com isso, veio o abandono e a emigração. Foi já na passada década de 50 que as autoridades lançaram um plano para a recuperação da vinha do Pico e de todas as tradições culturais a ela associadas - a vivência das adegas, as músicas e as festas populares com elas relacionadas.

À criação da adega cooperativa do Pico segue-se o Museu do Vinho e a organização anual da festa das vindimas, tudo complementado com medidas de protecção ao património. Nos anos 80 é criada legislação que protege a arquitectura tradicional associada à vinha e os núcleos de adegas e uma extensa área costeira passa a paisagem protegida.

Com a classificação da UNESCO é criado o Gabinete Técnico da Paisagem da Cultura da Vinha do Pico, que dá origem ao plano de ordenamento que hoje enquadra e controla toda a actividade na zona.


Fonte: http://www.iloveazores.net

Ana Cabrita


Nova aplicação informática diz quando a água está quente na Ferraria

Aplicação feita por jovem ucraniano, que esteve na Roberto Ivens e foi seis anos aluno da Escola Secundária Antero Quental, informa a que horas a água está quente na Ferraria
“No espaço de um ano comecei a falar português e uns meses depois já dominava melhor a língua”, justificou Oleksandr quando questionamos o facto de falar fluentemente português.
“Estive 6 anos na Escola Antero de Quental e entrei rapidamente no circuito das aulas, acompanhando os colegas sem problemas”, acrescentou o agora mestre em engenharia informática e de computadores, curso tirado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
A ambientação a uma ilha foi rápida. A natureza e o mar contribuíram decisivamente. “Na Ucrânia só uma vez vi o mar”, começou por nos dizer Oleksandr, “porque tínhamos de percorrer muitos quilómetros, demorando um dia e uma noite para cada lado”.
“Sempre gostei imenso de pescar, o que fazia no rio que ficava mais perto de casa, mas, aqui, na ilha, deslocava-me a pé, para a zona de S. Roque e ali passava muitas horas do dia a pescar”, continuou a descrever a paixão pelo mar
“Comecei a aprender a Ferraria com as pessoas da ilha.
Até que chegou à Ferraria.
“Um dia, uns amigos nossos, de nacionalidade russa, que já viviam em Ponta Delgada, levaram a nossa família a visitar a Ferraria” e ali “foi amor à primeira vista”.
“É um local diferente de todos os outros. Ter água quente no mar não é nada vulgar”, sendo, por isso, o lugar de eleição de Oleksandr, levando alguma vantagem em relação às Furnas.
“Ali descontraímo-nos pelo sossego que nos é oferecido e não dá para pensar que há magma por baixo, que trata-se de um local com alguns perigos, havendo uma barreira entre o medo e o prazer”, classificou, Kruk.
Mas não há bela sem senão. Oleksandr critica a falta de civismo das pessoas que vão destruindo algumas obras que anualmente ali são feitas, “porque as que a natureza destrói não se podem evitar”.
Mas como saber a que horas está a água quente? Essa era a pergunta que o jovem de 26 anos de idade fazia com frequência. É que das muitas viagens à Ferraria, algumas para mostrar a amigos do exterior aquela maravilha da natureza, encontrou a água fria.
“Aprendi com os locais da ilha que a água começava a aquecer duas horas antes da maré baixa e ficava fria (da temperatura do mar) aproximadamente duas horas depois da maré baixa”, foi a primeira conclusão para a dúvida que o assolava, acabando por comprová-lo ao longo das inúmeras visitas à Ferraria.
E por que não desenvolver uma aplicação que dê aos utentes uma informação de que a água estará quente num determinado período do dia? A ideia foi madurando.
Cedo Oleksandr Kruk começou a trabalhar. Ainda estudante colaborou com a famosa empresa que criou a MP3. Terminado o curso, várias propostas surgiram. Esteve em Lisboa durante 3 anos. Percorreu duas empresas, até que um dia recebeu o convite de uma conceituada firma de Londres, sediada na zona da City. Em Outubro, três meses após ter contraído matrimónio com uma jovem micaelense, ambos partiram rumo a Inglaterra. Como têm-no feito várias dezenas de açorianos.
“Nunca desisti da ideia de criar um sistema que servisse os interesses dos locais e dos visitantes, cada vez mais a deslocarem-se à Ferraria”. Assim, quando saía do emprego, ocupava os serões na preparação da aplicação.
“Já venho há algum tempo trabalhando na aplicação, mas nos últimos três meses dediquei mais tempo por forma a poder testar nesta visita à ilha de S. Miguel e verificar se tem interesse e se é útil”, adiantou Oleksandr Kruk.
Mas como se consegue saber se a água está ou não quente?
“A aplicação ‘Ferraria Hot Springs’ é uma aplicação nativa do sistema operativo móvel Android. Para poder fazer os cálculos dos intervalos de horas em que a água está quente, a aplicação acede a um serviço online que fornece as tabelas de marés. A informação das marés é de seguida interpretada para poder extrair apenas as horas das marés baixas. Depois de extrair as horas das marés baixas, basta aplicar uma conta de subtrair e somar (2 horas em cada sentido) e obtém-se o intervalo em que existe grande probabilidade de a água estar a uma temperatura superior à temperatura média do mar. Para além das marés, Ferraria Hot Springs também faz uso de um serviço de meteorologia para buscar informação sobre o estado do tempo nos intervalos em que a água está quente e utiliza também o serviço de mapas da Google, Inc. para ajudar as pessoas a chegar à Ponta da Ferraria.”
A explicação está dada. Nos próximos dias poderá encontrar-se Kruk de telemóvel na mão a testar se a aplicação resulta.
“Estou preparado para outras funcionalidades e para mais línguas”
Contudo, este trabalho não tem apenas a criação de Oleksandr. A parte gráfica é indispensável para atrair os utilizadores. A resposta estava em casa.
“A minha irmã Maryana, designer, executou a parte gráfica. Foram feitos vários desenhos por forma a definirmos qual a melhor forma de apresentar os dados, optando, por fim, por uma versão simplista, que fosse intuitiva para todas as faixas etárias. Mas é um trabalho de aperfeiçoamento contínuo”.
Em termos de custos, Kruk apenas despendeu a verba para a compra da licença de publicação da aplicação na Google Play. Agora, é necessária a ajuda para que a aplicação seja conhecida. Há a intenção de que seja colocada nos sites oficiais que estão ligados ao turismo e que as unidades hoteleiras, as empresas de carros de aluguer e as agências de viagens possam ser canais de promoção da aplicação, usufruindo de informação privilegiada que passe aos clientes.
“Se não houver uma boa promoção, o produto morre. Por isso, espero a colaboração de todos os que estão ligados ao turismo por forma a que dêem conhecimento. Não é um produto que estou a comercializar. Apenas um contributo para que haja mais pessoas a visitarem a Ferraria, um dos meu locais de eleição”, confessou o engenheiro informático, já ligado a grandes trabalhos na área da infomática.
“Se resultar e se houver um número de consultas que ache interessante, estou preparado para colocar outras funcionalidades, e traduzir para mais linguas para além de português, inglês, ucraniano e russo, disponíveis presentemente e suportar a plataforma iOS”, rematou Oleksandr, que reconhece estar a correr um risco “calculado”.
Assim fechamos o diálogo sobre esta inovação que ajudará a que a Ferraria ganhe um maior número de visitantes. A bola está no campo dos agentes, a começar pela Associação de Turismo dos Açores. Que não desperdicem esta oportunidade de um jovem que se sente açoriano e quer projectar a terra que o acolheu.




Fonte: http://www.iloveazores.net/2016/05/nova-aplicacao-informatica-diz-quando.html#.V1MA6VSLQdW



Museu de Santa Maria exibe “Sonhos”, de Rodrigo Sá da Bandeira

A Direção Regional da Cultura, através do Museu de Santa Maria, apresentou no passado dia 19 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Vila do Porto, a inauguração da exposição “Sonhos”, do autor Rodrigo Sá da Bandeira.
A exposição, que estará aberta ao público até ao dia 6 de junho, é constituída por 26 fotografias a cores, onde se promove o encanto da paisagem, captada pela objetiva do fotógrafo.
As fotografias expostas foram conseguidas às 06h00 e às 18h00, o que contribui para a ambiência onírica e para a luminosidade especial das imagens.
Rodrigo Sá da Bandeira nasceu em Moçambique, no ano de 1972, e vive atualmente no Faial, onde fundou o estúdio fotográfico “Fábrica de Imagens”.
Depois de terminar o curso na A.R.C.O, em Lisboa, trabalhou nos estúdios da Diapovideo, nas áreas de moda e fotografia comercial, mudando-se, em 2001, para os EUA, onde frequentou a Washington DC School of Photography e, mais tarde, veio a dar aulas.
No período em que esteve nos Estados Unidos da América, trabalhou na Liberty Photo Studio e na CKP Studio, tendo também lecionado no Art and Learning Center, da Universidade de Maryland.
Mais recentemente, trabalhou com o Observatório do Mar dos Açores (OMA) no Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores (IPBIA).









Fonte:http://www.azorestoday.com/2016/05/19/museu-santa-maria-expoe-sonhos-rodrigo-sa-da-bandeira/#.Vz84opGLTIU

Relações entre os Açores e Santa Catarina, no Brasil, têm "grande vitalidade", afirma Rodrigo Oliveira







O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou, em Ponta Delgada, que as relações entre os Açores e Santa Catarina, no Brasil, estando alicerçadas na emigração açoriana de meados do século XVIII, têm atualmente "uma presença de grande vitalidade e, certamente, um futuro que está a ser construído e garantido na sua afetividade, mas também nos interesses que nos unem”.

“Os jovens são uma prioridade nossa, para que compreendam a histórica migração e o contributo açoriano no sul do Brasil e, por isso, posso anunciar que, entre outras iniciativas para este ano, o prémio para a equipa vencedora do concurso 'Açores: Mar de Culturas' será uma viagem ao sul do Brasil e a Santa Catarina”, revelou Rodrigo Oliveira.

O Subsecretário Regional, que falava terça-feira, em representação do Presidente do Governo, na palestra sobre 'A relação histórica entre os Açores e o sul do Brasil', destacou na sua intervenção algumas iniciativas do Governo nesta legislatura, entre as quais a formação ministrada em 2014, durante um mês, por rendeiras de Santa Catarina a cerca de três dezenas de formandas da Região.

“Esta iniciativa fechou um ciclo na história, no regresso aos Açores de uma arte levada pelos colonos destas ilhas no século XVIII”, frisou Rodrigo Oliveira, apontando também a abertura, em 2015, da Loja Açores no Mercado Municipal de Florianópolis, numa “parceria entre a Prefeitura de Florianópolis, que cedeu o espaço, a Casa dos Açores de Santa Catarina, que o explora, e o Governo dos Açores, que apoiou as obras no seu interior, criando-se assim um espaço onde se mostra os Açores de hoje aos milhares de visitantes deste espaço”.

Rodrigo Oliveira saudou o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, na pessoa do seu presidente, pelo "papel determinante" que esta instituição teve para "o resgate das raízes e do contributo determinante dos Açorianos para a cultura e vivência do sul do Brasil", nomeadamente a partir de 1948 com a realização do 1.º Congresso de História Catarinense e do bicentenário da chegada dos Açorianos a esta região do sul do Brasil, felicitando também a instituição pela Insígnia Autonómica de Mérito Cívico com que foi distinguida no Dia da Região.

Na pessoa do palestrante e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Nereu do Vale Pereira, Rodrigo Oliveira prestou uma homenagem a todos os investigadores e historiadores que, nos dois lados do Atlântico, conseguiram resgatar esta herança, através de inúmeras pesquisas académicas, "contribuindo para a divulgação da expressiva presença açoriana em inúmeros municípios do Estado de Santa Catarina", bem como para a "divulgação das manifestações legadas pelos pioneiros açorianos e a forma impressionante com que, passados mais de dois séculos e meio, continua vibrante, dinâmica e enraizada na forma de ser e estar do povo catarinense ”.
O Subsecretário Regional relembrou ainda, no contexto das celebrações que decorrem este ano, a importância da Universidade dos Açores no estabelecimento,
na primeira metade da década de oitenta, das primeiras pontes entre a Região e as instituições culturais e de investigação do sul do Brasil, como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e a Universidade Federal de Santa Catarina.

Na sua intervenção, salientou também que a Autonomia e os órgãos de governo da Região tiveram um papel fundamental, desde logo pela competência que lhes foi atribuída no âmbito do relacionamento com a Diáspora e, em especial, a partir da criação da Direção Regional das Comunidades, em 1998.

“É a Autonomia que tem permitido à Região aprofundar estes laços, desde logo através das parcerias com a Casa dos Açores de Santa Catarina, fundada com o incentivo e apoio do Governo dos Açores, e o Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina, apoiando a investigação e o resgate da herança açoriana em dezenas de municípios catarinenses, ou ainda com o envio de livros sobre diversas temáticas de inspiração açoriana a várias instituições, como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina”.


Ana Cabrita