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Lendas açorianas - A Furna dos Encantados

Nos Rosais havia uma terra de pasto, dentro da qual ficava uma furna com o nome de Furna dos Encantados porque ali viviam pessoas que estavam encantadas.
 Numa certa altura, o dono da terra pôs lá uma vaca leiteira e costumava ir ordenhá-la e dar-lhe muda, todos os dias de manhã. Mas, passados alguns dias, quando o homem chegava à terra para tirar o leite, a vaca estava já mamada e tinha preso num galho um saquinho com dinheiro para pagamento.
 Este acontecimento foi-se repetindo e o homem estava cada vez mais admirado e mesmo já um pouco raivoso. Um dia decidiu e disse lá para si: 
 — É hoje que vou apanhar o marau que anda a beber leite da minha vaca. Ainda que eu não durma esta noite, ele vai ser descoberto.
 Lá foi para a terra. Escondeu-se o melhor que pôde atrás de uma parede, protegido por alguns arbustos.
 Algum tempo depois de estar de vigia, o lavrador viu um homem sair da furna onde viviam os encantados. Ordenhou a vaca, pegou no saquinho e dependurou-o no corno do animal e foi-se embora, em direcção ao lugar de onde tinha vindo, sem que o lavrador tivesse tido coragem de sair do esconderijo e dizer alguma coisa.
 O dono da terra tinha ficado muito admirado e medroso de ver que era um encantado e, sem saber o que lhe poderia acontecer, resolveu ficar bem escondido.
 Mas, a partir daquele dia, o encantado, talvez por saber que o tinham vigiado, nunca mais veio ordenhar a vaca.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.lendarium.org/narrative/a-furna-dos-encantados/ https://br.pinterest.com/pin/125045327128780370/
Patrícia Machado
 
 
 

A Orquídea mais Rara da Europa está nos Açores





Tanto quanto se sabe, a espécie vive apenas na ilha de São Jorge, estando circunscrita ao Pico da Esperança e a alguns locais à volta. Só cerca de 250 plantas com flor foram aí localizadas pelos cientistas, que defendem agora a sua protecção.


A botânica Mónica Moura andava em expedição pela ilha de São Jorge em 2011 quando, a certa altura, se deparou no campo com umas orquídeas cujas flores eram bem visíveis. Pareciam-lhe tão grandes – em comparação com outras, porque estas orquídeas selvagens têm todas flores diminutas – que, ao princípio, a botânica da Universidade dos Açores até pensou estar perante uma espécie nova para a ciência. Enviou fotografias por email ao biólogo com quem investigava as orquídeas dos Açores, o britânico Richard Bateman – e ele, inicialmente, achou o mesmo. Estavam longe de imaginar que iriam desvendar o misterioso caso de uma espécie de orquídea desaparecida há cerca de 170 anos e que é actualmente considerada a mais rara da Europa.


Fonte:http://www.iloveazores.net/

Museu Francisco Lacerda exibe “Máquinas do Tempo”

O Museu Francisco Lacerda, na Calheta de São Jorge, terá visível ao público, até ao próximo dia 30 de abril uma exposição designada “Máquinas do Tempo”, que tem como objetivo dar a conhecer a Coleção Carlos Martins, uma das mais agradáveis coleções desta instituição.
Consiste assim numa coleção de máquinas fotográficas pertencentes a Carlos Martins, natural de Ponte de Lima e emigrante no Canadá, cuja ligação aos Açores e a São Jorge, em particular, se deve ao seu casamento com uma Jorgense.
O seu gosto pela coleção de máquinas fotográficas apareceu a partir da década de 90, tendo doado parte do seu espólio ao Museu Francisco Lacerda, em 2001.
Esta exposição pretende retratar a vida dos Jorgenses nos seus variados aspetos, mas também homenagear a imagem dos fotógrafos que, em São Jorge, foram espetadores do passado e que, através da objetiva, perpetuaram aspetos marcantes da história dos Açores.
A exposição “Máquinas do Tempo” pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 09H30 às 17H00 e, aos fins-de-semana e feriados, entre as 12H00 e as 17H00.







 
Fonte: http://radiolumena.com/museu-francisco-lacerda-expoe-maquinas-do-tempo/
 
 
Patrícia Machado
 
 
 
 

Carnaval em São Jorge

O Carnaval, de uma forma geral, é uma época de animação, alegria, música, cor e muita folia.
Nesta época do ano, miúdos e graúdos saem para a rua mascarados com os trajes mais engraçados para animar tudo por onde passam.
Em São Jorge, é costume nesta altura do ano fazerem-se bailes de máscaras ou festas alusivas ao Carnaval, como concertos à noite em que as pessoas podem ir disfarçadas ou não. Em muitos destes bailes, são atribuídos prémios aos disfarces mais engraçados.
Nas escolas, comemora-se também e muito o Carnaval. Todos os alunos, desde os mais pequeninos aos maiores, contínuos e professores, desfilam pelas ruas das vilas com os seus disfarces.
 
 
Normalmente, agrupam-se todas as escolas da mesma vila, desde jardins infantis até às escolas secundárias e, juntos fazem um enorme desfile com muita música, muitas serpentinas e confettis.
E assim se comemora em São Jorge, um dos dias mais divertidos do ano.
 
 






Patrícia Machado

Município da Calheta promoveu “Natal com as Pessoas de Maior Idade”

Numa quadra tão especial a autarquia calhetense promoveu encontros e reencontros e uma enorme partilha de vivências.
O Centro Cultural da Calheta encheu-se de vida e animação no passado dia 15 de Dezembro para a celebração do evento de natal para pessoas de maior idade.
Para Décio Pereira, presidente da autarquia, numa época em que por vezes o consumismo fala mais alto, a Câmara Municipal da Calheta quis recordar o verdadeiro significado do Natal.
Uma tarde animada com direito a teatro, dança pelos utentes do CAO da Calheta e a um lanche com tudo a que os idosos da Calheta têm direito.
E numa quadra que é de família há quem passe o Natal com os seus, mas há também quem permaneça sozinho.
Mas ao que aparenta, é impossível não gostar do Natal, sendo que só a palavra traz grandes sorrisos e traz à memória recordações muito importantes.
Durante a tarde houve ainda lugar para o sorteio de um cabaz de Natal entre os presentes e o presidente da autarquia deixou uma mensagem de natal.
Neste dia para além do Convívio que o Município da calheta promoveu para esta geração, Décio Pereira aproveitou ainda para entregar os prémios do Concurso de Montras que decorreu na Vila, dando desta forma um estímulo ao comércio local e aproveitando o facto de, acima de tudo, ser Natal, uma época de afetos, de compreensão, uma época de família e alegria.






 
 
 
 
 
Fonte:https://www.facebook.com/Munic%C3%ADpio-da-Calheta-308207019304148/?fref=ts / http://radiolumena.com/municipio-da-calheta-promove-natal-com-as-pessoas-de-maior-idade-para-relembrar-verdadeiro-significado-da-epoca-caudio/
 
Patrícia Machado

Património material – Solar de Santo António

Está situado na Rua de Baixo, no concelho da Calheta, a sua construção foi iniciada no século XIX e é considerado arquitectura doméstica.
Este solar é constituído por um corpo de dois pisos, do qual apenas foi construída a fiada anterior dos compartimentos, e pelo corpo concluído da capela, com a fachada adjacente primeiro. Os dois corpos constituem assim, os braços de um imóvel em “L”.
Do primeiro destaca-se a fachada voltada para a rua, organizada regularmente e delimitada por um soco, por um cunhal apilastrado, por uma pilastra (comum à capela) e por uma cornija. Tem, no piso térreo, cinco portas e, no piso superior, cinco janelas de peito.
A fachada da ermida, que remata a da habitação, está enquadrada pelo prolongamento do soco, pela pilastra comum, por um cunhal e por um frontão contracurvado delimitado por volutas. O vértice está cortado por uma cornija onde assenta a base da cruz. Sob este remate pende, no tímpano, uma flor-de-lis invertida.
À fachada lateral direita da capela encosta o corpo da escada exterior de um só lanço que conduz ao coro alto.
No interior da ermida destacam-se: o altíssimo arco triunfal, sobre pés-direitos com impostas e bases salientes; a moldura da porta de acesso à sacristia, de verga curva e arestas boleadas; a enorme janela vertical de iluminação do altar, rematada em verga curva e com a moldura com um ligeiro esbarro.
Este imóvel foi construído em alvenaria de pedra rebocada e caiada nas fachadas acabadas, exceto o soco, os cunhais, as pilastras, as volutas, a base da cruz, os elementos decorativos em relevo e as molduras dos vãos que são em cantaria à vista. As portas são em madeira pintada. As janelas da parte habitacional estão fechadas com taipais. A janela da fachada da capela tem caixilharia de madeira pintada de branco (guilhotina de três folhas). As coberturas são em telha de meia-cana tradicional rematada em beiral simples.
Como elementos datados destacam-se a cartela no lintel do portal da capela com a inscrição “1816” e a cartela na fachada principal da habitação com a data “1822” inscrita.
Este solar tem como função actual uma ermida, é então chamada Ermida de Santo António.

 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.inventario.iacultura.pt/sao-jorge/calheta-fichas/52_88_71.html
 
 
Patrícia Machado
 

Fajã do Santo Cristo vai ter parque de campismo e trilhos recuperados

A fajã da Caldeira do Santo Cristo, na ilha de São Jorge, beneficiará de um parque de campismo e trilhos recuperados, segundo um contrato entre o Governo Regional e o Município da Calheta.
O contrato, financiado na totalidade pelo executivo açoriano, propõe a recuperação e remodelação dos trilhos tradicionais no interior desta fajã, bem como a instalação de uma zona de apoio, acolhimento e descanso para os visitantes que percorrem os trilhos e acedem ao local.
A ilha de São Jorge possui mais de sete dezenas de fajãs, terrenos planos e férteis ao nível do mar que resultaram da acumulação de detritos na sequência de terramotos ou escoadas lávicas de erupções vulcânicas.
No passado dia 19 de Março, as fajãs foram classificadas como Reserva da Biosfera pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
À agência Lusa, o presidente da Câmara da Calheta, Décio Pereira, salientou a importância do investimento “no local de maior visitação da ilha de São Jorge e um dos mais visitados dos Açores”.
“Vai permitir a reabilitação dos arruamentos da fajã e evitar o campismo selvagem, num projeto integradíssimo na fajã”, mencionou Décio Pereira, referindo que o investimento deverá estar terminado dentro de ano e meio.
O autarca explicou que à fajã não se chega de carro, mas apenas a pé ou de moto quatro, adiantando, por outro lado, que “é uma fajã virada a norte da ilha, pelo que poderá haver dias cujas condições meteorológicas impossibilitem a execução dos trabalhos”.
Décio Pereira destacou que o projeto “respeita a arquitetura do lugar”, assegurando ainda que “não vai haver inovações, nem prejudicar a imagem da caldeira”.
Neto Viveiros esclareceu que na parceria com o município da Calheta está contemplada a recuperação dos trilhos, “pavimentando-os com pedra característica do local”, assim como uma zona de apoio aos visitantes que inclui um pequena área para campismo, balneários e bar.
Considerada um santuário do bodyboard e do surf, esta fajã é também o único local nos Açores onde se desenvolvem amêijoas.
 
 
 
 
 
Fontes:http://www.acorianooriental.pt/noticia/faja-do-santo-cristo-vai-ter-parque-de-campismo-e-trilhos-recuperados / http://www.visitazores.com/en/the-azores/places-to-visit/landscapes/sao-jorge/faja-da-caldeira-de-santo-cristo


Patrícia Machado

Workshop de Trabalhos de Costura

Irá se realizar de 17 de Outubro a 1 de Novembro, na Ilha de São Jorge, um Workshop de trabalhos de costura com a formadora Salomé Vieira. Será realizado na delegação de ilha, e num horário pós laboral
A costura é uma das artes mais antigas da humanidade e tem mantido uma presença constante e de extrema importância em praticamente todas as sociedades.  
Esta atividade era muito comum nas gerações anteriores, mas caiu em desuso devido à produção industrial em massa e de baixo custo. Contudo, hoje observa-se uma vontade crescente de aprender a reparar peças de vestuário, costurar ou mesmo criar pequenos projectos têxteis decorativos ou utilitários.
Neste contexto, este workshop pretende dotar as participantes das técnicas e conhecimentos básicos de costura para que possam, de uma forma autónoma, tirar medidas, desenhar moldes e costurar à máquina uma saia personalizada ou um vestido.
Será a artesã/formadora Salomé Vieira, reconhecida pela sua habilidade, bom gosto e qualidade dos seus trabalhos a orientar este workshop nas Velas, em São Jorge.




Fajã da Caldeira de Santo Cristo: o mais belo destino de férias, para a National Geophrapic Traveller

Situada num local remoto e de difícil acesso da ilha de São Jorge, a Fajã da Caldeira de Santo Cristo foi considerada pela National Geographic Traveller “o local mais belo do mundo para férias”. Depois desta distinção o local passou a integrar programas de empresas que apostam no turismo alternativo.
Não é fácil chegar à Fajã da Caldeira de Santo Cristo. Quem viaja a partir do continente deve embarcar num avião para a ilha Terceira, e depois continuar de barco até São Jorge. O esforço compensa. Quem o diz adianta que durante o último troço da viagem, feito por mar, com sorte até se podem avistar golfinhos.
Neste fim do mundo quase não se passa nada. É a natureza que faz as honras da casa, dividida entre o verde da ilha e as ondas exuberantes do Atlântico. Quem gosta de surf encontra aqui um dos spots mais estimulantes. Não é por acaso que já houve um surfista que se estabeleceu no local como empresário de turismo alternativo. Oferece um programa que inclui percursos de trekking pelas montanhas, surf e até yoga.
As poucas casas da fajã têm vindo a ser recuperadas, por isso tudo no local parece harmonioso. Depois que a National Geographic Traveller a descobriu o movimento aumentou, mas nada que perturbe o sossego de quem se quiser perder num paraíso distante do mundo.









Fonte:http://greensavers.sapo.pt/2016/08/26/faja-da-caldeira-de-santo-cristo-o-mais-belo-destino-de-ferias-para-a-national-geophrapic-traveller/


Patrícia Machado

Workshop de Pintura




No dia 20 de agosto, haverá um Workshop de pintura com o artista Pieter Adrians, no Auditório Municipal de Velas na Galeria Espaço +, sita na Avenida da Conceição em Velas na ilha de São Jorge.

Faça já a sua inscrição gratuitamente através do número 295 412 214.

As inscrições são limitadas até 15 pessoas.

Fonte:https://www.facebook.com/municipiovelas/photos/a.236311009910176.1073741828.236301173244493/516945945180013/?type=3&theater

Gina Maciel

A arca de trigo que o fogo poupou



Há muitos anos atrás, João Machado Valadão, que morava na Vila das Velas, tinha ficado como mordomo de Espírito Santo para o ano seguinte. Guardava com muito respeito em sua casa, numa arca fechada à chave, a coroa e o estandarte e ainda um moio de trigo em sacos para o pão da coroação. 

 No mês de Setembro, como castigo pelos desacatos que muitas pessoas cometiam e para lhes animar a fé, pegou fogo na casa do dito homem. O fogo foi-se ateando com tal força que não houve água nem braços suficientes para o apagar. 

 Todos os que podiam andar juntaram-se para ajudar João Valadão, mas estavam impotentes. O calor e o barulho eram insuportáveis. Telhas, pedras, madeira saltavam e estalavam por todo o lado. As labaredas iam engordando à medida que queimavam as traves, os trens de casa, a roupa. 

 Chorosos, lamentavam-se e assistiam à fúria do fogo que queimava tudo o que encontrava à sua frente. Ficaram, porém, muito espantados, quando as chamas investiram contra a arca e os sacos de trigo guardados para o Espírito Santo e recuaram sem lhes causar qualquer dano. 

 Por fim o fogo foi-se extinguindo e da casa apenas restava um monte de cinza e pedras. Quando o calor diminuiu, começaram a esgravatar nos escombros com pouca esperança de que encontrassem alguma coisa a salvo. 

 Mas muitos louvores deram ao Espírito Santo, ao verem, no meio das cinzas, a arca com a coroa e o estandarte do Espírito Santo e os sacos de trigo em perfeito estado. 

 A fé no Espírito Santo tornou-se mais forte e as suas festas foram feitas com muita dedicação.

Fontes:http://www.lendarium.org/narrative/a-arca-de-trigo-que-o-fogo-poupou/
 http://historiadosacores.tumblr.com/post/86061882201/1939-vila-das-velas-ilha-de-s%C3%A3o-jorge-vista

Gina Maciel 

Museu Francisco Lacerda em Novas Instalações


O Museu Francisco Lacerda irá ter novas instalações, na Calheta, na ilha de São Jorge.
 
As novas instalações serão na antiga fábrica de conservas situada em frente ao porto da Calheta e terá um prazo de execução de 450 dias.
 
Esta mudança deve-se ás atuais instalações se debaterem com os espaços condicionarem a conservação do património existente.
 
O empreendimento vai desenvolver-se por três núcleos relacionados com a ilha, a música e a indústria conserveira.
 
Francisco de Lacerda (1869-1934), que dá nome ao museu, foi musicólogo e maestro e possui uma vasta obra, tendo desenvolvido a sua carreira, predominantemente, como chefe de orquestra, em Portugal.
 
A Secretaria Regional da Educação e Cultura adquiriu, em 1984, o atual edifício do museu para nele ser instalada a Casa Etnográfica que, em 1991, é inaugurada com a designação de Museu de São Jorge, que desde 2008, tem como patrono o musicólogo, compositor e maestro natural da ilha de São Jorge.
 
As coleções que integram o património do museu são, sobretudo, de caráter etnográfico e datam dos séculos XIX e XX, abrangendo a cerâmica, os têxteis/tecelagem, a agricultura, a pecuária e o mobiliário, sendo de destacar, igualmente, uma coleção relativa ao maestro Francisco de Lacerda.
 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/museu-francisco-lacerda-vai-ter-novas-instalacoes-na-calheta
http://portodacalheta.blogspot.pt/2016/03/adjudicacao-do-museu-francisco-de.html
 
Elisabete Almeida

Lenda dos Diabretes na Fajã de Vasco Martins

Segundo a crença da população, os diabretes, uma espécie de duendes, saíam de certas zonas da costa para afligir a vida das pessoas com quem se cruzavam. Normalmente surgiam nas localidades em certas noites do ano, mas com mais frequência na noite da 2.ª feira de Carnaval para 3ª-feira de Entrudo. Assustavam as pessoas e os animais, reviravam as culturas nas terras. Com receio, as pessoas muitas vezes apenas se fechavam nas suas casas. Aqueles que podiam, fugiam das costas marítimas, onde eles apareciam em maior número.
Na Fajã de Vasco Martins, pertencente aos habitantes da localidade do Toledo, na ilha de São Jorge, existia um grupo de homens que se julgavam mais corajosos que os restantes e um dia resolveram que haviam de enfrentar os Diabretes. No dia 2 de Fevereiro, prepararam uma pescaria e foram para a casa de um deles nesta fajã, armados com paus endurecidos, foicinhos e outras armas artesanais.
À meia-noite nada de incomum tinha acontecido. Confiantes de que os diabretes tinham tido medo deles, pararam a pescaria e foram para a casa da fajã de um deles, onde se sentaram a conversar e a rir, a assar peixe e beber vinho de cheiro produzido na fajã.
Perto da madrugada começaram a ouvir barulhos ao longe, que lhes parecia o sussurrar do vento nas árvores, mas rapidamente aumentou e parecia o bramir do mar em dia de tempestade. Até que o crescente barulho deixou de ser explicável, parecendo uma mistura de vários e diferentes sons que pareciam vir de todos os lados.
A barulheira vinha do telhado, onde as telhas pareciam estar a partir-se outras a serem arrastadas. Começaram pancadas fortes nas portas e janelas. Parecia que a casa abanava toda com o barulho. Os homens começaram a tremer e nem se arriscaram a abrir a porta ou a espreitar pelas janelas.
Ficaram todo o resto da noite aconchegados num canto da casa, e só ao raiar da madrugada é que o barulho foi parando aos poucos, até desaparecer. Pensando não tinham uma única telha no lugar e as terras todas reviradas, saíram de casa mas parecia que nada se tinha passado. As telhas estavam nos seus lugares, as plantas nos campos não tinham sido mexidas, tudo estava normal.

Fajã Vasco Martins





Fonte: http://lendasacores.blogspot.pt/2013/11/lenda-dos-diabretes-na-faja-de-vasco.html
http://www.aventour.pt/Actividades_Terra/Passeios_Pedestres/Fajas_Toledo.html

Patrícia Machado

Moinhos de Vento

 

 
 A ilha de São Jorge é conhecida pelos muitos moinhos que aqui existem principalmente na freguesia de rosais. Predominando em branco ou vermelho, estes moinhos vieram substituir os tradicionais em madeira ou então encontram-se os mesmos em locais onde não há cursos de água.
 
Actualmente existem na ilha poucos exemplos destes como a posterior ilustração, pois ao logo do tempo foram progressivamente substituídos por pequenos moinhos mecanizados com hélices de pás.
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.inventario.iacultura.pt/sao-jorge/velas/concelho-velas.html
Elisabete Almeida

XXIX Semana Cultural de Velas 2016

A XXIX Semana Cultural de Velas 2016 realiza-se de 30 de Junho a 3 de Julho, e conta com o seguinte programa:
 
 
30 de Junho (Quinta-feira)
 
19h30: Abertura Oficial da XXIX Semana Cultural de Velas (local: Salão Nobre dos Paços de Concelho)
 
20h00: Lançamento do Romance com Temática Jorgense "Alice", do escritor Manuel Ferraz Cardoso com a apresentação de Frederico Maciel (local: Salão Nobre dos Paços de Concelho)
 
20h30: Abertura das Exposições
 
21h00: Abertura do Quiosque do Triângulo (Local: Avenida da Conceição)
 
22h00: Desfile de Grupos de Folclore (Grupo de Folclore de Rosais, Grupo Etnográfico da Beira, Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano do Pico, Grupo Etnográfico de Castelo Branco do Faial, Grupo Etnográfico de Santo António de Arenilha de Vila Real de Santo António) - (Local: Avenida da Conceição)
 
22h30: Festival de Folclore (Local: Palco Secundário)
 
00h00: Atuação da Banda Jorgense Cinco Porcento (Local: Palco Principal)
 
01h30: Dj Perrox (Local: Tenda Eletrónica)
 
 
01 de Julho (Sexta-feira)
 
10h30: Torneio de Duplos de Vólei de Praia (Local: Poça dos Frades)
 
17h30: Aula Aberta de Zumba (Local Poça dos Frades)
 
20h30: Demonstração de Judo (Local: Palco Secundário)
 
21h00: Desfile de Moda com as lojas Kósmos, Caldeira Shop, G&R Fashion e Eleven Eleven (Local: Avenida da Conceição)
 
22h30: Atuação da Sociedade Filarmónica Lusitânia Club Recreio Velense (Local: Palco Secundário)
 
23h30: Atuação da banda Jorgense Conexão (Local: Palco Principal)
 
00h30: Atuação da banda Átoa (Local: Palco Principal)
 
02h00: Dj Mauro Barros (Local: Tenda Eletrónica)
 
 
02 de Julho (Sábado)
 
12h00: Chegada da Regata Horta-Velas-Horta (Local: Baía das Velas)
 
14h00: Torneio de Futebol de Veteranos com Equipas dos Municípios de Almeirim e Velas e Grupo Desportivo da Beira (Local: Campo Municipal de Velas)
 
17h00: Atuação do Grupo de Dança Heart Beat (Local: Poça dos Frades)
 
18h00: Tourada de Praça com os Cavaleiros Tiago Pamplona e João Pamplona, Toureiro Nuno Casquinha, Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Touros da Ganadaria Álvaro Amarante (Local: Praça de Touros de São Jorge)
 
21h00: Desfile de Carros Clássicos e do Clube Motard de São Jorge (Local: Avenida da Conceição)
 
21h30: Desfile da Charanga da AHBVV (Local: Avenida da Conceição)
 
22h30: Desfile de Marchas de São Jorge, Terceira e Graciosa (Local: Avenida da Conceição)
 
00h30: Concerto da Banda Os Azeitonas (Local: Palco Principal)
 
02h00: Dj Sara Santini (Local: Tenda Eletrónica)
 
 
03 de Julho (Domingo)
 
09h00: Prova de Pesca Desportiva da "Pedra" (Local: Zona do Arco)
 
10h00: Partida da Regata Hora-Velas-Horta (Local: Baía das Velas)
 
16h30: Tourada à Corda com Touros da Ganadaria de Álvaro Amarante (Local: Cais Comercial)
 
20h00: Apresentação da Trilogia Editorial "Anos Decisivos", da Autoria de José Andrade, Comemorativa do 40º Aniversário da Região Autónoma dos Açores (Local: Palco Secundário)
 
21h00: Cantigas ao desafio com os cantadores Bruno Oliveira, João Bettencourt, Tiago Clara e John Branco (Local: Palco Secundário)
 
22h00: Atuação da Sociedade Filarmónica Nova Aliança (Local: Palco Secundário)
 
23h30: Atuação do artista José Cid (Local: Palco Principal)
 
01h00: Dj Macow e Dj Alive (Local: Tenda Eletrónica)
 
 
Exposições:
 
"Expressões de São Jorge" (Exposição de Pintura de Pieter Adriaans - Hall Principal do Auditório Municipal)
 
"O meu Olhar" (Exposição de Pinturas de Goretti Adis Carvalho - Galeria Espaço+)
 
"Artes da Lídia" (Exposição de Estanho de Lídia Oliveira - Galeria Espaço+)
 
"De Lavas, Vinhos e Almas" (Exposição de Pintura de Manoel Costa - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Velas)
 
Horário das Exposições: 20h30 às 23h00
 
 
Fonte: https://www.facebook.com/Semana-Cultural-das-Velas-233279453704549/?fref=ts
 
Adriana Teixeira
 
 
 

Conserveira de São Jorge leva nome dos Açores aos quatro cantos do mundo


Segundo Rogério Veiros, presidente da administração da conserveira, em 2015, venderam para países como o Japão, China, Polónia, à República Checa, Itália, Inglaterra, Dinamarca até aos Estados Unidos e Canadá, em todos os continentes com exceção da Austrália.

Sendo mais de 50% da produção anual para exportação.

Esta conserveira existe na vila da Calheta, na ilha de São Jorge desde os anos 40 do século XX, mas, depois de vários anos parada, foi reativada pela Câmara Municipal em abril de 1995 e, em 2009 foi obtida pelo Governo Regional, tendo ganho uma vida nova.

Numa ilha conhecida essencialmente pelo queijo de São Jorge, a produção de conservas tem vindo, nos últimos 20 anos, a conquistar notoriedade e credibilidade interna e externa, aliando métodos de produção ancestrais à qualidade e tecnologia e desta forma conquistando com os seus produtos prémios nacionais e internacionais.

É uma empresa que emprega atualmente 130 funcionários, sendo na maioria mulheres.

Manuela Santos, é uma senhora de 42 anos e é uma das duas funcionárias mais antigas na conserveira, empresa para a qual entrou em 1995 e desde então, tem assistido à sua estabilização.

Do plano de investimentos para 2016 faz parte a aquisição de um armazém em Lisboa, que servirá como centro logístico para a operação da conserveira no continente e mercado de exportação.



Fontes: http://www.jornalacores9.net/regional/conserveira-sao-jorge-leva-nome-dos-acores-aos-quatro-cantos-do-mundo/

Elisabete Almeida

Queijo São Jorge



Como que perdida no Oceano Atlântico, a ilha de São Jorge, de origem vulcânica, com pouco mais de 10 000 habitantes, situa-se no meio do Grupo Central do Arquipélago dos Açores, separada apenas por 15 km da ilha do Pico, pelo canal de São Jorge.

Com uma superficial total de 237 km2 da qual 80% são pastagens, tem apenas 53 km de comprimento e 8 km de largura. É uma ilha diferente e única pela sua beleza agreste. A costa é em geral rochosa com arribas escarpadas e o seu perfil apresenta-se alongado e estrito. Raul Brandão, no seu livro As Ilhas Desconhecidas, descreve-a como "... ilha esguia que parece um grande bicho à tona da água mostra no focinho penedos aguçados como dentes ...".

É atravessada por uma cordilheira montanhosa com a altitude máxima de 1053 m no Pico da Esperança, e as serras são muito elevadas nas vertentes voltadas a norte. e fustigadas pelo forte e constante vai e vem das ondas de um mar muito profundo. estas características naturais levaram ao aparecimento de fajãs, term cuja origem se perde no tempo, mas que designa um terreno plano, que facilmente pode ser cultivado com plantas que não se desenvolvem em altitude devido às condições edafo-climáticas ali existentes.


Estes terrenos, encaixados sobre a beira-mar e dispostos em anfiteatro, ficam entre deltas de lava resultantes da penetração no mar de escoadas deste mesmo material. São quase sempre de extensão reduzida e formados de materiais desprendidos das arribas. Acredita-se que as fajãs, pelo seu microclima suave e agradável, especialmente quando voltadas a sul ou sueste, e pela abundância dos seus recursos naturais e facilidade de acesso ao mar, foram os locais onde inicialmente os colonizadores se fixaram, tendo sido a partir delas que se deu o povoamento das terras do interior da ilha de maior altitude.  

É nesta ilha tão bela, tão singular e tão especial, cujo início de povoamento data de meados do século XV, outrora designada como "a terra do queijo", que se produz regularmente, desde o inicio do século XX, o Queijo São Jorge, hoje com Região Demarcada (a própria ilha), e Denominação de Origem desde 1986. É aqui que os jorgenses afirmam a sua fibra de lutadores pela dádiva da sua terra, o leite, chamado noutros lugares do mundo o ouro branco, donde lhes vem a principal riqueza da sua economia.

O Queijo São Jorge ainda hoje se fabrica com leite de vaca cru, coagulado com coalho animal, em pequenas unidades fabris que pertencem  às várias Cooperativas de Produtores distribuídas ao longo da ilha. A primeira foi fundada na Beira em 1927.

O fabrico, embora seguindo o processo tradicional, está já parcialmente industrializado e a tendência é para incrementar esse desenvolvimento correndo o risco da descaracterização do queijo. 


Os queijos são grandes, cilíndricos, de diâmetro que pode variar de 25 a 35 cm, um peso de 8 a 12 kg. A tecnologia de fabrico é a de um queijo de pasta prensada e tem algumas semelhanças com a do queijo Cheddar de Inglaterra. Contudo, as adaptações locais, a qualidade do leite baseada nas magnificas pastagens da ilha - associação de gramíneas e leguminosas de média e elevada altitude -, a influencia do clima e dos  micro-ecossistemas de cada zona da ilha, dão-lhe características sensoriais muito especiais que fazem do Queijo São Jorge um queijo único em Portugal. 



A cura, fase do fabrico da maior importância. é ainda feita nas condições naturais, durante o primeiro período nos chamados "secadores", locais mais secos e ventilados na parte superior das queijarias. Depois é continuada em ambiente climatizado num total de 3, 4 ou 7 meses, de acordo com a apresentação comercia do produto. Posteriormente a continuação da cura vai provocando uma evolução que fortalece o "carácter" ao queijo dando-lhe características diferentes com aroma e sabor cada vez mais intensos, complexos e deliciosos.


A casca natural deve ser bem formada, um pouco espessa, de acordo com o tempo de cura do queijo, de cor amarelo-palha-escura e com algumas pontuações acastanhadas muito características, a que tradicionalmente se chama "sarampo" ou "ferrugem", motivadas por determinadas leveduras que se desenvolviam na casca durante a maturação em condições naturais.

A pasta deve ser firme, semidura ou dura de cor amarelo-palha, com aberturas muito pequenas e irregulares distribuídas pela pasta de um  modo uniforme. A textura é quebradiça ou mesmo friável com o envelhecimento. 
O sabor limpo, forte e com "personalidade", abre-se em cambiantes multivariados entre o láctico e o frutado, enriquecendo-se com o tempo de maturação e podendo mesmo manifestar um picante apetitoso.


Fonte: Livro "Queijos Portugueses" de Maria de Lourdes Modesto e Manuela Barbosa, editora Verbo.


Carolina Melo e Simas