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Açores tem Nova Colónia de Ave Marinha Rara na Europa






A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) anunciou hoje a existência de uma nova colónia nos Açores da ave marinha alma-negra, espécie rara na Europa.


"Durante o trabalho de campo realizado em junho pelos técnicos da SPEA no ilhéu de Baixo, junto à costa da ilha Graciosa, foi confirmada a nidificação de alma-negra ('Bulweria bulwerii') naquela que é a colónia mais setentrional desta espécie", refere uma nota de imprensa da associação ambientalista.

Segundo a SPEA, "foram identificados 13 ninhos de alma-negra" naquele ilhéu, "mas apenas quatro eram acessíveis, dado que esta pequena ave escava o ninho bem fundo em fendas e buracos".

"As suspeitas passaram a certezas nesses quatro ninhos, uma vez que estavam ocupados com aves incubando o seu único ovo. A estimativa populacional desta colónia aponta para a existência de cerca de 20 casais reprodutores", adianta a mesma nota.

A equipa aguarda agora a eclosão dos ovos, em finais de julho, sendo que no fim de setembro e início de outubro "as crias irão começar um périplo pelo oceano até ao hemisfério sul, regressando à colónia por volta dos três anos", informa a SPEA, explicando que, "embora visitem anualmente as colónias desde essa idade, apenas se começarão a reproduzir quando atingirem os sete anos".

Até agora era conhecida nos Açores apenas uma colónia de alma-negra, assim designada por ser uma ave com bico e plumagem negras. A colónia conhecida situa-se no ilhéu da Vila, em Santa Maria, grupo oriental do arquipélago, onde nidificam 50 casais.

À Lusa, o coordenador da SPEA/Açores, Ricardo Ceia, salientou a importância da descoberta para a conservação da espécie, referindo que se acontecer alguma coisa à população de Santa Maria, a colónia na Graciosa, ilha do grupo central, "será a última esperança para a espécie nos Açores".

Ricardo Ceia referiu ainda que a descoberta "dá um novo fôlego à conservação desta espécie rara na Europa", que está protegida pelas diretivas Aves e Habitats, e que está classificada como "Em Perigo" no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

Esta descoberta, que o coordenador classificou como "novidade positiva", foi feita no âmbito dos trabalhos de monitorização da mais pequena ave marinha dos Açores e endémica do arquipélago, o paínho-de-monteiro, monitorização feita em parceria com a Direção Regional dos Assuntos do Mar e o Fundo Regional para a Ciência e a Tecnologia.


Fonte: http://www.iloveazores.net/
Foto:Nuno de Macedo

Festival Maré de Agosto anuncia primeiros nomes para 33ª edição

Músicos portugueses, cubanos, espanhóis, franceses e sul-africanos vão participar este ano no festival Maré de Agosto, que decorrerá de 18 a 20 do mês que lhe dá nome, na ilha de Santa Maria.
Do cartaz da 33ª edição do festival fazem parte artistas como Soweto Soul, La Sra Tomasa, Bombino, Moullinex, Cristóvam, Retimbrar e Les Freres Smith.
“Temos um pouco de tudo. Vários géneros musicais e este ano vamos ter três atuações por noite, mais um ‘live set’ ao contrário dos últimos anos, em que normalmente tínhamos uma DJ. Trata-se de uma performance ao vivo em que parte da música é feita no momento”, declarou à agência Lusa Roberto Moura, responsável no festival pela imprensa.
O Maré de Agosto realiza-se anualmente, sem interrupções, desde 1984 na ilha de Santa Maria, sendo, o festival português de música que se realiza há mais tempo de forma contínua.
As várias edições deste festival, organizado pela Associação Cultural Maré de Agosto, já levaram a Santa Maria, onde vivem cerca de 5.500 pessoas, centenas de bandas e perto de mil músicos.
Segundo Roberto Moura, faltam apenas anunciar quatro artistas, cujas negociações ainda decorrem, mas que a organização conta poder revelar quem são em maio ou o mais tardar em junho.
“O festival, efetivamente, depois de 32 edições a caminho das 33 já ganhou algum nome pelo mundo inteiro, nem que seja pelo facto de alguns artistas que vêm e espalham sempre a mensagem”, referiu Roberto Moura, acrescentando que há músicos que atuam na Maré porque conheceram alguém que já tocou antes.
 “Tentamos que seja bastante diversificado e inclua géneros musicais do mundo inteiro”, assegurou Roberto Moura, acrescentando que a edição 2017 do festival tem uma água viva como imagem de marca.
Além dos concertos, o festival Maré de Agosto inclui sempre exposições de fotografia, atividades desportivas, entre outras iniciativas de carácter cultural durante os três dias do evento.










Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/festival-mare-de-agosto-anuncia-primeiros-nomes-para-33-edicao
 
 
Patrícia Machado

“Festa do Vime” abre portas a novos mercados turísticos – Ilha de Santa Maria

Este mês de março viu acontecer a primeira Festa do Vime da MiratecArts na ilha de Santa Maria. Com o apoio e liderança da Oficina de Artesanato, na Vila do Porto, com a artista e artesã Aida Bairos, um programa de atividades deu a oportunidade à população de participar na preparação do vime até à arte.
Desde a colheita do vime à plantação das estacas, passando pela cozedura e pelo descascar até à aprendizagem de como construir peças com os próprios vimes, dezenas de participantes tiveram uma experiência única em campo no local do Forno, em Santa Bárbara, até à Oficina de Artesanato, na Vila do Porto. “Esta experiência única deu-me prazer para mostrar aquilo que está por detrás de cada peça” diz Aida Bairos. “Assim, abrindo portas ao meu dia-a-dia, durante a Festa do Vime, espero que os participantes conheçam melhor a realidade e os desafios que os artesãos têm diariamente para construir os seus trabalhos.”
O vime é um material usado desde os tempos primitivos, originalmente oriundo de varas moles e flexíveis do vimeiro. Nos Açores, sempre foi utilizado para cestos na agricultura, na vitivinicultura e na cestaria, para frutas. Atualmente, trabalhos de vime são mais utilizados para embelezar e decorar as casas e menos na agricultura.
Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts, deseja continuar a desenvolver este projeto da Festa do Vime, não só como projeto artístico mas também como projeto para cativar novos mercados turísticos para os Açores. “Através das artes tradicionais, consegue-se desenvolver programas contemporâneos com os nossos artesãos e artistas, da região, e foi isso que mostrámos com esta Festa do Vime, onde houve a participação de marienses, para além destes uma jovem micaelense que se deslocou propositadamente à ilha e ainda alguns emigrantes que estando na ilha de férias se juntaram participando nas atividades. Promovendo este tipo de atividade conseguimos cativar pessoas interessadas em aprender sobre o que se faz nas ilhas e, ao mesmo tempo, progredimos nas artes como fonte económica para os Açores.”










Fonte: Mark Marques - http://info-fajas.pt/index.php/2017/03/14/festa-do-vime-abre-portas-novos-mercados-turisticos-ilha-santa-maria/
 
Patrícia Machado

Ilha de Santa Maria Império dos Fósseis dos Açores









    Desde meados do séc. XIX, que vários cientistas internacionais e nacionais se têm debruçado sobre o estudo científico das jazidas de fósseis de Santa Maria, reconhecendo-as como um “santuário” único no Atlântico Norte e promovendo o seu maior conhecimento. Temos tido o privilégio de participar nalgumas dessas expedições, ficando mais por dentro e conhecedores deste valioso tesouro de Santa Maria e dos Açores, devendo o mesmo marcar uma singularidade da atracção turística da nossa ilha.
    Há mais de duas décadas, que vimos relevando a riqueza geológica de Santa Maria, defendendo a sua divulgação e rentabilização dentro das áreas doecoturismo e turismo científico, assim como a sua devida classificação e firme protecção.
    A ilha de Santa Maria, oferece sobejas potencialidades neste tipo de turismo, uma vez que patenteia, endogenamente, um valioso património cultural e natural, apresentando, este último, deslumbrantes paisagens e notável biodiversidade de flora, avifauna, artrópodes e moluscos terrestres, e sobretudo uma singular geodiversidade, com formações geológicas e geomorfológicas únicas nos Açores, exponenciada com a sua enorme e singular riqueza paleontológica, que são os fósseis marinhos, com milhões de anos, já de reconhecimento supra-nacional.
     Santa Maria é ilha mais ”velha” dos Açores, remontando as lavas mais antigas a uma idade superior a 10 milhões de anos (Madeira, 1986).
    Dentro do arquipélago, Santa Maria, é a única ilha que possui rochedos calcários, por sedimentação da era Terciária (65 a 8 milhões de anos), onde se encontram inseridas conchas de moluscos e ossos de espécies há muito extintas, conhecidos popularmente como “ossos de gigante”.
     No que toca a formações vulcânicas e basálticas, destacam-se as escoadas lávicas submarinas, em almofada (“pilow lavas “), únicas nos Açores, perfis de cones de escórias, alterações lávicas de grande valor cénico (Barreiro da Faneca), interessantes filões, curiosos tufos e várias disjunções prismáticas e esferoidais, de rara beleza.    
    As jazidas de fósseis marinhos e de formações sedimentares e basálticas de interesse encontram-se um pouco por toda a ilha, com destaque para a Cré, Ponta das Salinas, Ponta do Castelo, “Pedra-que-Pica” (Baixa do Sul), Lagoínhas, Ponta Negra (S.Lourenço) e a zona classificada do Figueiral-Praínha, que inclui o Monumento Natural Regional da Pedreira do Campo.

    Na aceitação das contribuições que demos para a classificação de zonas como a Cré, Barreiro da Faneca, e Costa Norte, englobando as costas das Lagoínhas e Tagarete, assim como a faixa costeira do Figueiral-Praínha, foi fundamental contarmos com a sensibilidade do Senhor Director Regional Eduardo Carqueijeiro, e o facto das propostas apresentarem como substrato argumentativo, alguns estudos científicos a que recorremos.





      A referência às jazidas fósseis de Santa Maria vem já desde o século XVI (e.g., Gaspar Frutuoso em “As Saudades da Terra”), com a extracção de calcários utilizados na construção e coloração de caiação de habitações (cal e lajes de pedra calcária). No entanto só, desde há 150 anos para cá, foram alvo de estudos científicos, merecendo o vivo interesse de cientistas de diversas paragens, já tendo originado várias descobertas, estudos, publicações e até teses de mestrado e de doutoramento, como comprovam, as pesquisas que efectuei, apresentadas abaixo, numa breve resenha histórica.
      A maioria dos autores que trabalharam os depósitos fossilíferos de Santa Maria, dedicaram maior atenção às jazidas do Miocénico. Neste grupo pioneiro estão Bronn (1860, in Hartung, 1860), Reiss (1862), Mayer (1864), Cotter (1888-1892), Friedlander (1929), Berthois (1950, 1951, 1953), Ferreira (1952, 1955), Krejci-Graff et al. (1958), Zbyszewski et al. (1961), Zbyszewski & Ferreira (1961, 1962) e Mitchell-Thomé (1976).
    Na década de 80, a investigação diminuiu tendo praticamente estagnado.
Já em 1990, foram publicados dois trabalhos relacionados com os fósseis Quaternários de Santa Maria (García-Talavera, 1990; Callapez & Soares, 2000).
    As jazidas fósseis Plistocénicas de Santa Maria foram intensivamente estudadas por Sérgio Ávila, desde 1999, tendo feito parte integrante da sua tese de doutoramento (Ávila, 2005). Deste trabalho, que envolveu a deslocação a Santa Maria por 11 vezes (1 em 1999, 4 em 2000, 3 em 2001, 2 em 2002 e 1 durante o ano de 2005) resultou a publicação do estudo sistemático dos moluscos marinhos fósseis (Ávila et al., 2002).
    O resultado mais visível deste esforço de investigação, foi o aumento do número de espécies de moluscos marinhos reportadas para o Plistocénico de Santa Maria que, em pouco mais de um século, passou de 9 (Mayer, 1864) para 101 (Ávila et al.).
    Os estudos de Amen (2002) e Amen et al. (2005) também vieram acrescentar um mais adequado conhecimento da paleoecologia da jazida da Prainha, em particular, do seu estrato de algas fósseis, também existentes na Praia do Castelo (Praia Formosa).
    Como se pode ver, neste reinício do estudo sistemático da riqueza fossilífera de Santa Maria, pós 1998, o Doutor Sérgio Ávila, deu (e continua a dar) contribuição de vulto, tendo proporcionado, na sequência desse trabalho, várias expedições internacionais, caracterizadas essencialmente pelo seu carácter científico, bem como pela divulgação à população local, por parte dos participantes através de interessantes palestras.
    Dessas expedições, igualmente resultaram vários artigos científicos (e.g., Cachão et al., 2003) e uma colecção de referência (DBUA-F), actualmente a mais completa sobre as jazidas fossilíferas de Santa Maria.
    A expedição de Junho de 2009, a sexta da série ‘Paleontologia nas Ilhas Atlânticas’, permitiu encontrar uma nova espécie de invertebrados, dois novos registos de tubarões e outros dois de moluscos marinhos, descobertas que, segundo nos disse Sérgio Ávila, serão divulgadas em artigos científicos, enobrecendo ainda mais o tesouro dos fósseis de Santa Maria.

Fonte: Wikipédia
Silvia Vieira

Poço da Pedreira - Santa Bárbara - Santa Maria - Açores

Dos cento e vinte um geossítios dos Açores, cinco destes encontram-se na ilha de Santa Maria e são eles: O Poço da Pedreira (Sta Bárbara), Disjunções prismáticas da Foz da Ribeira do Maloás (Sto Espírito), Barreiro da Faneca (S. Pedro) Ponta do Castelo (Sto Espírito) e Pedreira do Campo (Almagreira).  
Poço da Pedreira é uma antiga zona de extração de inertes, talhada num antigo cone de escórias, o Pico Vermelho. A rocha que o constitui, conhecida como pedra de cantaria mariense, corresponde a piroclásticos basálticos subaéreos (escórias) muito alterados, consolidados e de coloração avermelhada, dada a antiguidade do cone vulcânico.
A frente de exploração apresenta paredes verticais, dadas as características geotécnicas do material e o seu método de extração. Na base da frente de exploração, onde há uma pequena depressão, formou-se um charco de água e junto ao caminho de acesso ao geossítio é possível observar um filão basáltico, sob a forma de um muro de rocha.
De grande relevância cénica, este pitoresco local da freguesia de Santa Bárbara está integrado no percurso pedestre PRC3SMA – Entre a Serra e o Mar, sendo um dos seus pontos de maior interesse.








Fonte do video: https://www.youtube.com/watch?v=SdOOpZraF4Q



Maré de Agosto - Como tudo começou

O Cartaz para a 32ª Edição do Festival Maré de Agosto 2016, que se irá realizar de 18 a 20 de Agosto na ilha de Santa Maria já se encontra disponível em:
http://www.maredeagosto.com/index_pt.php 

No site poderá encontrar também outras informações, como preços, transporte e campismo, atividades entre outros.





História do Festival, como tudo começou:

“A Associação Cultural Maré de Agosto constituiu-se formalmente em 1987 mas, resultou de uma “noite mágica” em 1984 que sem saberem seria a primeira de muitas marés.
Efectivamente, o festival teve a sua origem, quando um grupo de artistas Açorianos resolveu promover um encontro de músicos na ilha.

Daí até à concretização da ideia foi um passo, feitos os contactos, eis que se juntam alguns dos mais representativos músicos dos Açores na pequena ilha de Santa Maria. A iniciativa agradou de tal forma a todos, que a decisão de continuar com o evento foi natural merecendo desde logo o consenso de todos os intervenientes.
As primeiras edições realizaram-se em vários palcos espalhados pela ilha; na Praia Formosa, na então denominada "Pousada da Praia" (atual Paquete), Discoteca Chaminé, na Piscina do Aeroporto. Estes foram os palcos principais em 1984 e 1985. Posteriormente foi também utilizado o já demolido Ginásio do Aeroporto. A ideia cresceu e a partir de 1986 estipulou-se um local definitivo onde se pudessem reunir outras condições para a realização da festa. O festival ficou assim sedeado na Baia da Praia Formosa a escassos 20 metros do mar, cenário considerado por muitos de "mágico".

Neste mesmo ano surgiu também outra inovação. A vontade de aprender, trocar experiências e conviver falava mais alto, e foi assim, que se começou a trazer a Santa Maria grupos oriundos de outras paragens. Continente Português, Estados Unidos, Africa, Brasil etc.
Com um crescimento tão rápido e com uma ambição enorme, havia que oficializar o evento. Surge assim, oficialmente em 1987, a A.C.M.A. - Associação Cultural Maré de Agosto.
É sua principal atividade a realização anual do Festival internacional de música Maré de Agosto. Contudo, a sua atividade não se resume à organização desse festival, realizando também, vários eventos em quase todas as áreas das Artes (workshops, teatro, artes plásticas, fotografia, etc).
A Associação assume-se como um dos mais importantes polos dinamizadores da ação cultural e lúdica, numa pequena ilha de menos de 6000 habitantes, e como uma referência indesmentível no panorama cultural açoriano. Do mesmo modo, essa atividade tem constituído um enorme contributo para a dinamização económica da ilha de Santa Maria, nomeadamente no sector turístico.

É sem dúvida, pouco vulgar um Festival de Música conseguir esta longevidade de edições anuais ininterruptas. Esse facto toma-se ainda mais raro quando esse Festival se realiza numa pequena ilha no meio do Atlântico Norte e assume maior relevância pelo generalizado reconhecimento da sua qualidade.
Um acontecimento lúdico e cultural que já levou a Santa Maria mais de 300 espetáculos, proporcionados por mais de 200 grupos diferentes e cerca de 1500 músicos. Entre eles, nomes destacados do panorama musical, nacional e internacional, representativos das mais diversas correntes estéticas. Mariza, Tânia Maria, Matisyahu, Extreme, Rui Veloso, Madredeus, Trovante, Sérgio Godinho, Carlos do Carmo, Trevor Watts, José Mário Branco, Fausto, Carlos Paredes, GNR, Xutos & Pontapés, Resentidos, Ivan Lins, Rão Kyao, Júlio Pereira, Maria João, Mário Laginha, Martinho da Vila, Zizi Possi, Waldemar Bastos, Gabriel o Pensador, James Cotton, Omar Sosa, Dave Murray, Eric Sardinas, John Lee Hooker Jr., Celtas Cortos, Kíla, Anthony Gomes, Trio Mocotó, Skatalites, Angélique Kidjo, Asian Dub Foundation, Gentleman, Stanley Jordan, Lenine, Ana Moura, Jahcoustix, Royal Republic e Selah Sue são apenas alguns dos que figuram nessa "galeria de notáveis".

Muitos outros, porventura menos divulgados, têm regularmente assumido o papel de agradáveis surpresas deste certame musical. É indesmentível que a todos eles se deve uma boa parte do sucesso da MARÉ DE AGOSTO.”

Fonte: http://www.maredeagosto.com/index_pt.php?op=22

Ermida de Nossa Senhora dos Anjos

Ermida de NªSªdos Anjos - Foto retirada do Wikipédia

Embora não se saiba positivamente a invocação e nem o local do primeiro templo levantado em Santa Maria pelos primeiros colonizadores, o estudo da difusão do povoamento nas primeiras décadas e a comparação com as primeiras narrativas sobre esse povoamento, permitem aceitar que a Ermida dos Anjos tenha sido esse templo. Será, assim, a mais antiga da ilha e do arquipélago açoriano.
Erguida ainda em 1439, primitivamente em madeira com cobertura de palha, foi reerguida em alvenaria de pedra entre 1460 e 1474.
A principal fonte sobre a ermida é um documento de autoria do padre Francisco da Cunha Prestes, licenciado no Curso Geral de Teologia na Universidade de Évora de 1650 a 1653, vigário da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Vila do Porto, o manuscrito ”Livro da Irmandade de Nossa Senhora dos Anjos e Escravos da Cadeinha” (1676) que pertencia ao arquivo da Matriz de Vila do Porto:
Esta ermida de Nossa Senhora dos Anjos fundou hua m.er natural do Reyno por nome Izabel Glz. [Isabel Gonçalves] m.er de Thome Afonso natural do Algarve. Pediu este citio a D. Beatriz [Godin, primeira] m.er do [2º] Cap. Donatario [(João Soares de Albergaria)] a qual lhe deu tres alqueires de terra em q. se fundou a dita ermida por outros tres q. a dita Izabel Glz. lhe deu em sima da rocha os quais tres alqueires em q. está a ermida deixou para o ermitão que a limpasse. O anno em q. foi feita esta fundação não se acha noticia certa por averem passado m.tos e porq. com a entrada dos mouros q. no anno de 1616 saquearão esta ilha levando muita gente cativa ficarão sepultadas as noticias q. disto podia aver. Sabesse q. escapou esta ermida dos mouros e he tradição certa q. a não virão andando perto dela como tambem se presume q. a não virã o anno de 1675, pois entrando de assalto neste citio por descuido dos guardas a noute do pr.º de Setembro levando destas casinhas vesinhas da ermida onze pessoas entre molheres e meninos e juntamente saqueando as não tocarão na ermida q. se por tal a conhesserão ao menos não escapava de ser saqueada e se presumirão ser caza de moradores pr.º avião fazer entrada nela que nos palheiros de onde tirarão a gente e sua pobreza. Esteve esta ermida sem forma de adro até o anno de1674 dentro nela não avia mais q. hum retabolo antígo q. se fechava com duas portas, estando encostado na parede e chegava a pregar na tacanissa o qual agora está ensserido no meio do retabolo.

Dona Beatriz (Brites) Godin faleceu por volta de 1492-1493, época em que se encontrava com o marido no Continente, e em que o navegador Cristóvão Colombo mandou seus marinheiros a terra a assistir missa de Ação de Graças, no regresso da sua primeira viagem à América, em Fevereiro de 1493.
O pesquisador Miguel Corte-Real levanta a dúvida se Tomé Afonso e sua esposa Isabel Gonçalves seriam ou não os primitivos fundadores, se apenas reedificadores, ou mesmo apenas padroeiros mais modernos da ermida. Conforme a sua pesquisa, de acordo com um documento na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, no espólio Velho Arruda, é referido um Tomé Afonso, casado com Isabel Gonçalves, que, por volta de 1560 deixaram ambos parte de seus bens para a conservação da ermida.
Quando do assalto de piratas da Barbária em 1616, que se demoraram oito dias na ilha e dela levaram 222 pessoas, as suas reduzidas dimensões e despojamento terão feito com que passasse despercebida, fato que Frei Agostinho de Monte Alverne credita a um milagre da Virgem:
(…) e somente não chegaram à Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, andando por cima de sua ladeira, sendo vistos das pessoas que dentro estavam, o que se crê que quis a bendita Senhora não vissem a sua igreja. (…).“.
Foi reconstruída, com nova traça, de 1673-1674 a 1676. Em Maio de 1675 procedeu-se à abertura do “caminho que vai pela rocha acima e o fizeram por sua devoção os devotos da Senhora pela dificuldade que havia para poderem descer à ermida” e que “em Setembro do mesmo ano se faz o calvário ou cruzeiro que está no cimo da rocha“, junto ao Caminho Velho. A iniciativa da reconstrução deve-se a Frei Gonçalo de São José, que veio para o Convento de Nossa Senhora da Vitória em 1668-1669, sendo o principal obreiro da Irmandade dos Escravos da Cadeinha, confirmada em 1675 pelo Bispo de Angra, D. Frei Lourenço de Castro. Esta criação, em caráter devotivo, terá tido lugar após o ataque dos piratas de 1675.
Ao final do século XIX sofreu obras que a restauraram (1893), conferindo-lhe a atual feição.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pela Resolução nº 58, de 17 de Maio de 2001.

A festa da padroeira ocorre, anualmente, a 21 de agosto.
"Nos Anjos há uma Ermida
Feita pelos povoadores
A Primeira a ser construída
Nas nove ilhas dos Açores.
.
É uma linda ermida
Tem o mar à sua beira
A primeira a ser construída
De palha e de madeira.
.
Cristóvão Colombo ao passar
Pela Ilha de Santa Maria
Uma missa mandou rezar
Na Ermida que lá havia.
.
Deve ter sido o primeiro
Que tal promessa fez
No dia dezanove de Fevereiro
De mil quatrocentos e noventa e três.
.
A Ermida foi reconstruída
Porque sofreu alguns danos
Várias vezes foi destruída
Pelos Mouros há muitos anos."
.
Manuel Chaves Carvalho

Festival Maia Folk na ilha de Santa Maria

Este ano a música popular volta à Fajã da Maia, na ilha de Santa Maria, nos dias 8 e 9 de julho para celebrar o X Festival Maia Folk.
Este Festival é organizado pela Associação Os Amigos da Maia que apostaram em três bandas por noite em vez de serem só duas.
Para abrir o Festival irá atuar uma banda dos Açores “Urro das Marés” e para além de músicas e danças tradicionais também irão apresentar músicas do mundo transmitindo muita energia para o público.
 
 
 
 

Fonte:http://www.rtp.pt/acores/cultura/nova-edicao-do-maia-folk-marcada-para-julho-em-santa-maria-video_50610/https://www.google.pt/search?q=Nova+edi%C3%A7%C3%A3o+do+Maia+Folk+marcada+para+Julho+em+Santa+Maria&biw=1366&bih=623&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwjUks2ep6rNAhVBVhoKHVVPArwQ_AUICCgD#imgrc=Fvd7e89NFay2bM%3A

Museu de Santa Maria exibe “Sonhos”, de Rodrigo Sá da Bandeira

A Direção Regional da Cultura, através do Museu de Santa Maria, apresentou no passado dia 19 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Vila do Porto, a inauguração da exposição “Sonhos”, do autor Rodrigo Sá da Bandeira.
A exposição, que estará aberta ao público até ao dia 6 de junho, é constituída por 26 fotografias a cores, onde se promove o encanto da paisagem, captada pela objetiva do fotógrafo.
As fotografias expostas foram conseguidas às 06h00 e às 18h00, o que contribui para a ambiência onírica e para a luminosidade especial das imagens.
Rodrigo Sá da Bandeira nasceu em Moçambique, no ano de 1972, e vive atualmente no Faial, onde fundou o estúdio fotográfico “Fábrica de Imagens”.
Depois de terminar o curso na A.R.C.O, em Lisboa, trabalhou nos estúdios da Diapovideo, nas áreas de moda e fotografia comercial, mudando-se, em 2001, para os EUA, onde frequentou a Washington DC School of Photography e, mais tarde, veio a dar aulas.
No período em que esteve nos Estados Unidos da América, trabalhou na Liberty Photo Studio e na CKP Studio, tendo também lecionado no Art and Learning Center, da Universidade de Maryland.
Mais recentemente, trabalhou com o Observatório do Mar dos Açores (OMA) no Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores (IPBIA).









Fonte:http://www.azorestoday.com/2016/05/19/museu-santa-maria-expoe-sonhos-rodrigo-sa-da-bandeira/#.Vz84opGLTIU

32.º Festival Maré de Agosto



A 32ª edição do Festival Maré de Agosto constitui o festival de música mais antigo do país em continuidade.
A Maré de Agosto, que se realiza na Praia Formosa, já conta, neste momento, com alguns artistas confirmados: Carminho, O Rappa, Dj Patife, Pat Thomas & Kwashibu Area Band Fatoumata Diawara.

Esta edição decorrerá de 18 a 20 de Agosto, na Ilha de Santa Maria.



Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/agenda/default.aspx?id=8731
Mónica Martins

Tradição dos "Maios" mesmo em dia de chuva

No passado  dia 1 de Maio 2016 dia do Trabalhador e dia da Mãe, em Santa Maria manteve-se a tradição, de fazer os  “maios” e expor-los no exterior das residências. 
Algumas entidades e associações, bem como alguns particulares, fazem questão de anualmente exibirem tais elementos da nossa tradição.

Felizmente a chuva não impediu que a tradição saí-se à rua!

Foto: http://santamariaazores.net
Os "Maios" são bonecos que representam pessoas, em tamanho natural, vestidos e calçados com a nossa roupa, em atitudes humanas normais, sozinhos ou em grupo, representando cenas do quotidiano (passado ou actual). Julgamos que esta tradição remonta ao inicio do povoamento dos Açores e que terá sido trazida com os Algarvios, já que é o único local do Continente onde esta tradição de fazer bonecos na madrugada do 1º de Maio existe.  Todos os anos, mais ou menos, lá aparecem com a sátira, normalmente politica, escrita em cartolina colocadas à frente dos bonecos. 
Acredita-se que esta tradição tem  origem em antigos ritos e cultos agrários, praticados pelos nossos antepassados, com o objectivo de assinalar o final do Inverno e a chegada da Primavera.
 Ao pôr do Sol e de uma forma quase subtil, os maios desaparecem, regressando no próximo Ano.

Um passeio por santa Maria


Esta será uma das sugestões para fazer uma visita à ilha de Santa Maria e conhecer um pouco da sua historia. Para isso, comece na Aerogare do aeroporto de Santa Maria, onde poderá perceber um pouco da história do aeroporto e a importância deste na vida e na economia da ilha durante as décadas de 40 e 50, passando depois pelo chamado poço dos Americanos, onde habitam várias aves, entre elas a
Garça cinzenta, a Garça Branca e a galinha de água, só que para aprecia-las tem de ser bem cedo ou mesmo ao fim da tarde. Nesta zona também podemos conhecer o edifício onde esteve sediada a sede da famosa FLA (Frente de Libertação dos Açores) que ao serem investigados pela "PIDE" Os membros da FLA criaram uma espécie de aviário para fazer passar despercebidos correspondência entre si, sendo as siglas FLA interpretadas como "Frangos de Lisboa e Açores", havendo mesmo uma criação de frangos na sede a quando das visitas inesperadas da Policia Internacional do Estado, a "PIDE". De salientar que neste momento serve de abrigo a caprinos. Seguimos caminho e entramos na mata do aeroporto, zona de lazer e de muitos piqueniques de famílias e funcionários do aeroporto aos finais de semana, onde pode praticar um pouco de desporto, esta é uma zona favorita para a pratica do  
paintball. Paragem no antigo campo de futebol, onde se praticava não só o futebol como o criquet, o baseball e outras modalidades existentes na época.  
Chegamos ao Clube Asas do Atlântico, casa da primeira rádio Açoriana e que ainda hoje leva Santa Maria e os Açores aos 4 cantos do mundo, Fundado a 5 de Outubro de 1946, foi
peça importante durante a II guerra mundial, durante a revolução do 25 de Abril e durante o terramoto de 80, ao longo dos anos teve um papel importante também na área do desporto Mariense, nas modalidades de futebol de 11, l voleibol, tiro ao prato e andebol e á 35 anos é também responsável pela realização da prova de rally " Alem Mar Santa Maria". De salientar que foi nesta casa que jogou e saiu o grande jogador português, Jorge Vicente, 7 vezes campeão Nacional e mundial pelo Benfica e por Portugal, partiu desta casa com apenas 15 anos para a academia do Benfica. Uma casa que também nos presenteia com sala de jogos, bar e biblioteca para as horas de lazer e ainda salão de festas para vários eventos ao longo do ano, entre eles os bailes de Carnaval e passagem de ano. Paragem em mais um clube desportivo, o Clube Ana de Santa Maria, fundado em 1981, este clube já teve modalidades como o hóquei em patins, natação, hoje abrange as modalidades de basketball, voleibol, karaté e setas, tem também um grupo de teatro, tendo também passado para seu poder o histórico cinema do aeroporto. Tem piscina própria que de verão delicia os mais jovens, salão de jogos, bar, cantinho destinado aos mais pequeninos para que os pais possam desfrutar do espaço e ainda um espaço destinado aos seus atletas que não possam ir a casa antes do treino para que possam estudar ou fazer os trabalhos de casa. Depois caminhamos até ao campo municipal de Vila do Porto, onde ficamos a saber que no tempo do futebol de 11, que já não existe, a água era aquecida a lenha e quando o vento estava de certo lado, tomar banho não era fácil pois o fumo entrava para dentro em vez de sair, depois de ser palco de vários jogos importantes e do encerramento do futebol de 11, este campo foi espaço para feiras agropecuárias, circos, eventos musicais, etc. Seguimos para a pedreira do campo onde se pode ver como se extraia as grandes lajes de pedra de cantaria que serviram para a construção de tantas habitações e de como foram formadas, piroclaustos cuspidos pelo ar, que na queda se uniam devido a grandes temperaturas, Mesmo ao lado o poço do Jofre, era conhecido pela quantidade de peixes de água doce,

Atravessando pela zona industrial, caminho da canada do campo, fomos ao encontro do nosso mais jovem clube desportivo, os Marienses, Fundado a 25 de Outubro de 1984, os Marienses já levaram o nome de Santa Maria muito longe, de salientar à pouco tempo atrás recebemos na nossa ilha o sporting Clube de Portugal para os quartos de final da taça de Portugal em andebol. Um clube forte, que tem outras modalidades como a natação, o voleibol, o futsal e Basket. Este clube conta ainda com sala de jogos, zona de lazer com bar, 32 camas para as deslocações de outras equipas em competição e restaurante próprio aberto a toda a comunidade.
Próxima paragem, Convento dos Franciscanos, actual Câmara Municipal de Vila do Porto.
1ª Convento de Franciscanos dos Açores, foi á terceira tentativa e no ano de 1604 que foi concedida a bula, por parte de Roma para a construção de um convento na ilha. Pertencente a este convento encontra-se a igreja das Vitórias e de salientar a pintura em azulejo do século XI/XII à direita quem entra, que retrata o sermão de santo António aos peixes. Actualmente está ao serviço da câmara municipal, para eventos públicos.

 Descendo a rua principal fomos ao encontro do nosso mais antigo clube desportivo mariense o Gonçalo Velho.  
Fundado a 8 de Junho de 1945, o Clube Desportivo Gonçalo Velho conta com uma longa história no desporto mariense. Este clube conta hoje com várias modalidades como o basket, futsal masculino e feminino e é o único clube nos Açores com um núcleo de pedestrianismo.
Aqui podemos ver as merecidas homenagens ao seu fundador Manuel Viúla e ao seu mais antigo colaborador Max Brix Elisabeth, aos seus jogadores que tinham este clube no coração. Seguimos caminho até ao Forte de São Brás, atravessamos a ribeira de são Francisco e subimos em direcção a pedreira do campo para uma paragem obrigatória. A Pedreira do Campo é um Geositio, as suas formações vulcânicas ascendem os 5 milhões de anos, é visível a olho nu as várias erupções vulcânicas ocorridas entre os vários
milhões de anos, A primeira com sedimentos calcificados á cerca de 5 milhões de anos, uma seguinte de cor avermelhada ocorrida numa segunda erupção 2 mil anos depois e as pilolavas duma terceira erupção. Estas pillolavas foram bolas de lava arrefecidas automaticamente. De salientar que estas erupções acorreram
debaixo de água, ou Seja, toda aquela zona era uma zona subaquática. É ainda visível fosseis nas várias formações rochosas e mais a frente num miradouro pode-se admirar não só a paisagem da nossa costa com o ilhéu da vila ao fundo.  
Subida ao cume do Pico do Faicho com uma vista soberba sobre Vila do Porto e
Almagreira e do outro lado a Praia Formosa. Descemos a montanha em direcção à carreira onde nos deliciamos com a entrada no moinho de vento da carreira recentemente reconstruído.


Fonte das imagens: Luísa Coelho