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Dia Mundial do Turismo



Comemora-se hoje o Dia Mundial do Turismo, sob o lema “Turismo Sustentável – Uma Ferramenta para o Desenvolvimento”.

O dia 27 de Setembro foi instituído como o Dia Mundial do Turismo – DMT, em 1980, pela Organização Mundial do turismo – OMT, com o objectivo de promover o conhecimento para a comunidade internacional sobre a importância do turismo, seus valores sociais, culturais, económicos e políticos, cuidando ainda dos impactos causados pela actividade, além de se observar a importância na resolução dos problemas relacionados à igualdade social.
Com o lema deste ano, pretende-se celebrar em forma de apelo a todos os intervenientes do sector, para assumirmos um papel responsável no desenvolvimento do turismo, sector que pode trazer benefícios para as comunidades locais e nacionais.
A Organização das Nações Unidas proclamou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento em reconhecimento ao grande potencial da indústria do turismo, que responde por cerca de 10% da atividade econômica mundial, para contribuir para a luta contra a pobreza e promover a compreensão mútua e o diálogo intercultural, temas centrais da missão da UNESCO.
Em sua proclamação do Ano Internacional, a ONU declarou: “Promover mais entendimento entre os povos de todos os lugares, o que leva a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio de várias civilizações e a uma melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo dessa forma para fortalecer a paz no mundo”.
Para mais informação consulte: http://www.unesco.org
Fonte da imagem: http://www.freepik.es/fotos-vectores-gratis/internacional-pasaporte

Turismo dos Açores/ATA premiada como o terceiro melhor stand na feira Birdfair em Londres





A Turismo dos Açores/ATA foi premiada como terceiro melhor stand na feira Birdfair, na categoria de viagens e turismo em Inglaterra.
De 18 a 20 de Agosto decorreu a maior feira de observação de aves da Europa. A BirdFair decorre anualmente no Reino Unido, em Rutland, com uma média de 20.000 visitantes e aproximadamente 300 expositores. Esta feira, onde a procura pelo destino Açores é elevada, engloba essencialmente a promoção da atividade de observação de aves, havendo, no entanto, a procura noutras actividades como a observação de cetáceos ou os percursos pedestres.
A Turismo dos Açores / ATA esteve presente na feira, com um stand juntamente com a presença de dois técnicos de informação turística dos Açores. Para esta distinção os critérios avaliados foram vários, nomeadamente a concepção visual do stand, a atitude, presença, atendimento e qualidade da informação prestada pelos representantes do destino. Este é um prémio que os Açores repetem, após em 2015 já terem sido premiados. A ATA pretende desta forma dar continuidade à promoção deste produto turístico, mantendo a aposta em produtos de nicho num destino de natureza, elevando sempre a qualidade de informação por quem procura os Açores. 
A Turismo dos Açores/ATA tem como missão promover a Região Autónoma dos Açores como destino turístico de Natureza, com uma forte componente experiencial, nos mercados emissores estratégicos, por forma a aumentar de forma sustentada o volume de dormidas em todas as ilhas do Arquipélago, bem como o aumento de receitas para todos os stakeholders do sector.



Fonte:http://www.correiodosacores.info/

Fajã lávica das Ribeiras





Nome do Geossítio: Fajã lávica das Ribeiras
Ilha/ Concelho/ Freguesia: Pico/ Lajes Pico / Ribeiras
Área/ Altitude: 1,24 km2/ 0-132m
Descrição: A Fajã Lávica das Ribeiras, localizada na costa sul da ilha do Pico, formou-se maioritariamente por escoadas lávicas emitidas, há cerca de 3.500 anos, de diversas bocas eruptivas localizadas a montante do lugar de Caminho de Cima e que definem uma fissura eruptiva de orientação geral NE-SO. Estas escoadas basálticas galgaram a antiga falésia costeira, fazendo crescer a ilha e formando uma arriba fóssil.
Do seu lado leste, esta fajã lávica sobrepõe-se a um delta lávico mais antigo, que se desenvolve para oriente da estrada de acesso a esta freguesia, onde a arriba fóssil se apresenta segundo uma vertente viva e muito escarpada.
O trilho pedestre Quintas e Ribeiras – Pico (PR17PIC) que aqui passa tem uma extensão de 12,5 km, que podem ser percorridos em cerca de 4 horas e com uma dificuldade média.
A partir do miradouro da Vigia, em Terras, localizado junto à estrada regional e sobranceiro à falha do Arrife, tem-se uma boa panorâmica deste geossítio e zonas adjacentes.
Este geossítio, que reflete uma das paisagens típicas da ilha Montanha, tem relevância regional e interesse científico e educacional.



Fonte:https://www.facebook.com/AzoresGeopark/

Trilho Pedestre "Lagoa do Paul-Lajes"










Trilho Pedestre "Lagoa do Paul-Lajes" - INSCRIÇÕES ABERTAS


A Câmara Municipal das Lajes do Pico informa que se encontram abertas as inscrições para o trilho pedestre "Lagoa do Paul-Lajes".

Dia | 22 de Agosto 
Hora | 17h45
Grau de Dificuldade | Médio
Duração prevista | 3h00
Distância | 6 Km

É obrigatória a inscrição. Existem apenas 30 lugares disponíveis.

Mais informações e inscrições através do n.º 292 679 331 (de segunda a sexta das 8h30 às 16h30) ou do email desportocmlp@gmail.com


Fonte:https://www.facebook.com/cmlajesdopico



São Mateus Celebra Segunda Maior Festa Religiosa dos Açores









A Festa do Senhor Bom Jesus Milagroso começa já esta terça-feira, apresentando um cartaz eclético e apelativo, que promete atrair milhares de pessoas a São Mateus.
“Fazei o que Ele vos disser” é o tema que dá mote à edição de 2017 da festividade, que viverá o seu momento apoteótico, a 6 de agosto, dia em que milhares de fiéis rumam ao Santuário, numa pungente manifestação da sua fé, participando nas tradicionais missa e solene procissão.

A par do programa religioso, irão ainda realizar-se diversas atividades culturais, nomeadamente uma noite de Chamarritas, uma noite de Fados, desfile e atuação de filarmónicas, bem como a tradicional regata de botes baleeiros, estando ainda patente ao público a exposição fotográfica “Passado - lição do futuro”, organizada pelo Jardim de Infância de São Caetano/São Mateus.
Espelho da magna devoção do povo, as seculares Festas do Bom Jesus Milagroso fazem de São Mateus uma verdadeira meca, revigorando a fé e esperança no coração dos devotos, numa renovada alegria no futuro.


Fonte:https://www.facebook.com/Câmara-Municipal-da-Madalena

Gastronomia - Açores





 Apesar de existirem traços comuns na gastronomia açoriana, o receituário de cada ilha apresenta sempre um cunho próprio, venha fazer turismo gastronómico nos Açores para conhecer as várias nuances do arquipélago.
PEIXE E MARISCO
Atum, chicharros, cavala, abrótea, pargo e espadarte são comuns na cozinha açoriana. Grelhados, fritos, guisados, assados, em caldeiradas ou em caldos de peixe, sobressaem pela frescura. Às lagostas, cavacos, santolas e caranguejos juntam-se crustáceos como as cracas. Ou as lapas, tratadas com Molho Afonso, na grelha, em arroz ou açorda. Em São Jorge, crescem as únicas amêijoas do arquipélago.
CARNE
A carne de vaca dos Açores tem indicação geográfica protegida e sustenta pratos como a alcatra da Terceira, a molha de carne ou o simples bife à regional. Os torresmos de molho de fígado e os enchidos são iguarias a não perder: a linguiça é prato principal quando servida com inhame e a morcela serve de entrada, acompanhada de ananás.
QUEIJO
O Queijo de São Jorge encima uma tradição de múltiplos e saborosos produtos lácteos, onde mãos habilidosas e tempos de cura são segredos para uma miríade de sabores e texturas. Que começa com o queijo fresco, servido com pimenta da terra. Quando servem de sobremesa, podem acompanhar-se de banana ou doce de capucho, uma espécie de tomate de sabor exótico e perfumado.
FRUTA
Para além de bananas e maçãs, o clima açoriano permite também o cultivo de frutas exóticas como o araçá ou a anona. O ananás e o maracujá de São Miguel têm direito ao selo de garantia Denominação de Origem Protegida.
DOCES
A doçaria com sinais de tradição conventual assume especial força no conjunto de bolinhos e docinhos típicos de cada ilha, que surpreendem pelos nomes e sabor.
BEBIDAS
No Pico, Graciosa e Terceira produz-se vinho, agora à base de novas castas e em complemento do outrora famoso verdelho. Cerveja, refrigerantes, vinhos licorosos, licores de frutos e aguardentes complementam uma oferta variada. O cultivo do chá em São Miguel é mais uma nota de exotismo nos prazeres da mesa açoriana.
ESPECIALIDADES
No Cozido das Furnas, carnes e legumes cozem numa panela enterrada em solos geotérmicos. À Festa do Espírito Santo associam-se tradições gastronómicas como a Sopa do Espírito Santo, a Massa Sovada ou o arroz doce. Já os bolos lêvedos das Furnas são servidos a qualquer refeição e altura do ano.

Fonte: http://www.visitazores.com/


A Orquídea mais Rara da Europa está nos Açores





Tanto quanto se sabe, a espécie vive apenas na ilha de São Jorge, estando circunscrita ao Pico da Esperança e a alguns locais à volta. Só cerca de 250 plantas com flor foram aí localizadas pelos cientistas, que defendem agora a sua protecção.


A botânica Mónica Moura andava em expedição pela ilha de São Jorge em 2011 quando, a certa altura, se deparou no campo com umas orquídeas cujas flores eram bem visíveis. Pareciam-lhe tão grandes – em comparação com outras, porque estas orquídeas selvagens têm todas flores diminutas – que, ao princípio, a botânica da Universidade dos Açores até pensou estar perante uma espécie nova para a ciência. Enviou fotografias por email ao biólogo com quem investigava as orquídeas dos Açores, o britânico Richard Bateman – e ele, inicialmente, achou o mesmo. Estavam longe de imaginar que iriam desvendar o misterioso caso de uma espécie de orquídea desaparecida há cerca de 170 anos e que é actualmente considerada a mais rara da Europa.


Fonte:http://www.iloveazores.net/

Naufrágios nos Mares do Açores






Um projecto inédito de cartografia e modelação subaquática procura fornecer aos mergulhadores que visitam a Região Autónoma dos Açores uma ferramenta única para coordenar as actividades turísticas sustentáveis entre o vasto espólio de destroços subaquáticos do arquipélago. Pela primeira vez, há mapas dos labirintos submersos.

A escuridão da noite era quase total naquele dia de Setembro de 1901 em que um comandante, enganado por uma 
 avaria no sistema de navegação do seu navio e pela ausência de faróis em terra – os faróis começavam então a ser instalados nos Açores –, encaminhou-se traiçoeiramente na direcção da costa da ilha do Pico, próximo da vila da Madalena. Ali, o navio de 97 metros de comprimento embateu nas rochas e naufragou.

A cerca de nove metros de profundidade, o destroço da barca francesa Caroline, construída nos estaleiros de La Loire em Nantes em 1895, aparelhada com quatro mastros, é bem conhecido dos mergulhadores locais. O Caroline pertencia a uma das maiores companhias de navegação do seu tempo e fazia viagens regulares entre o Chile e a Europa, transportando pessoas e bens. Entre os produtos que carregava, destacava-se o mais valioso – o famoso nitrato do Chile, o fertilizante ainda evocado em muitas aldeias do interior de Portugal. Nesta ocasião, navio e carga nunca  chegaram ao destino.

A perda do Caroline faz parte da história trágico-marítima de um arquipélago onde, com base na carta arqueológica, repousam mais de setecentos navios que representam pelo menos cinco séculos de navegação. Muitos ainda são evocados na tradição oral insular e as peripécias são narradas de geração em geração, sobretudo nos casos trágicos em que o respectivo navio arrastou para o fundo membros da tripulação. Muitas viagens foram abruptamente interrompidas nestas águas, deixando aqui uma marca profunda e vasto território de pesquisa para os arqueólogos subaquáticos.

O picaroto José Bettencourt é investigador do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, e trabalha em parceria com o Observatório do Mar dos Açores. Nos últimos anos, a sua equipa de investigação tem desenvolvido um projecto de recuperação de alguns destes naufrágios congelados no tempo, de forma a mapear – de forma acessível, completa e rigorosa – a zona do destroço e, ao mesmo tempo, obter no processo informação inédita sobre técnicas de construção, materiais utilizados e cargas transportadas. Ao contrário do que se poderia imaginar, os membros do projecto passam pelo menos tanto tempo à superfície como debaixo de água, pois a investigação recorre a modernas técnicas de fotogrametria e visualização tridimensional.


Financiado pela Associação de Turismo dos Açores, o projecto desenvolve, neste momento, o mapeamento de três destroços: o do Caroline na ilha do Pico, o do Main no Faial e o do Lidador na Terceira. “O objectivo é potenciar a visitação por parte dos operadores de mergulho locais, dotando-os de suportes interpretativos que ajudem os mergulhadores recreativos a compreender e conservar os achados que ganham agora uma nova vida”, explica José Bettencourt.
Foram escolhidos destroços consolidados, razoavelmente estudados e acessíveis a mergulhos comerciais, na expectativa de desenvolver, como noutras regiões do globo, um produto turístico sustentável e inovador. Numa parceria entre o Turismo dos Açores e a Direcção Regional da Cultura, foi igualmente produzido um guia do património cultural subaquático.

“Quando mapeamos um navio, agrupamos as centenas de fotografias recolhidas, que compõem o mosaico dos destroços no fundo do mar e estamos a abrir uma nova janela de conhecimento”, diz José Bettencourt. “É como se embarcássemos numa cápsula do tempo e, de repente, regressássemos aos momentos em que o navio colapsou, passo a passo. A observação de um navio mapeado permite observar todo o contexto do sítio arqueológico.”

Foi isso que sucedeu com o vapor inglês Main, de 101 metros de comprimento, construído em 1868 pela Caird & Company Greenock, que naufragou na ilha do Faial em 1892. A família Dabney, pioneira da fotografia naquela ilha do Grupo Central, imortalizou o momento numa imagem que regista o navio em chamas, perdido na baía de Porto Pim com uma carga de algodão e gado proveniente da cidade americana de Nova Orleães e destinada a Liverpool. O incêndio começou no sector de alimentação do gado e sentenciou esta embarcação a repousar a cerca de cinco metros de profundidade.

“Apesar de ser conhecido há muito tempo pela população local, sabíamos pouco sobre os destroços deste naufrágio”, acrescenta José Bettencourt. “O mapeamento revelou uma dimensão insuspeita. Os restos do Main estendem-
-se por mais de uma centena de metros, incluindo a popa, parte do costado de estibordo e a proa. É impressionante porque a fotografia compósita agora construída ilustra um esqueleto despido da pele, onde domina o escovém, por onde passava a amarra de uma das âncoras.” Em torno desta estrutura adivinha-se o alinhamento dos vaus do convés, que sugerem que o outro bordo se encontra enterrado. O trabalho revelou também que o Main abriga uma extensa biodiversidade, funcionando como um verdadeiro recife artificial, cuja colonização pode ser determinada como um relógio natural, pois existe uma data precisa para o momento em que chegou ao fundo.


A técnica de mapeamento de um navio consiste na captação de centenas de fotografias por um operador pairando lentamente sobre a área dos destroços, em varrimento de toda a zona, complementado com a colocação de pontos que permitem depois executar medições exactas susceptíveis de revelar a extensão de todo o destroço.

Os métodos de fotogrametria desenvolveram-se significativamente nos últimos anos e tornaram-se acessíveis a aplicações industriais ou científicas. Correspondem a uma cobertura sistemática do objecto a registar em fotografia com grande sobreposição, idealmente de 80% entre cada fotografia. Incluem igualmente o levantamento topográfico de pontos de referência que permitem orientar e georreferenciar os modelos. “Mas continuamos a utilizar metodologias tradicionais, pois a tecnologia ainda não substituiu o homem”, adverte o responsável pelo projecto.

A câmara vai registando os pormenores que escapam ao olho humano e devolve informação detalhada, que permite depois compreender e interpretar o que resta do navio através do processamento e tratamento informáticos dos dados. “O processamento dos dados permite gerar vários documentos, ortofotografia, modelos digitais do terreno, animações ou vídeo do sítio arqueológico – tudo em alta resolução”, diz Bettencourt.

O naufrágio do vapor brasileiro Lidador, em Fevereiro de 1878, a sete metros de profundidade na baía de Angra do Heroísmo (hoje classificada como Parque Arqueológico) ocorreu numa noite de forte tempestade e constitui, para lá da tragédia náutica, outro excelente exemplo da utilização desta técnica.
Construído em Londres em 1873, com 78,67 metros de comprimento e equipado com dois modernos motores a vapor, era mais um navio de ferro que fazia neste período a transição da marinha mercante à vela para a propulsão exclusivamente a motor. Efectuava carreiras regulares entre o Brasil, Portugal continental, as ilhas dos Açores e Madeira e desempenhou um papel relevante nos movimentos migratórios para o Brasil através da Companhia Brasileira de Navegação Transatlântica, como se constata pelo vasto acervo de anúncios de recrutamento publicados na imprensa portuguesa da época.


Fonte:http://www.iloveazores.net

Gruta das Torres - Monumento Natural





Nome do Geossítio: Gruta das Torres
Ilha/ Concelho/ Freguesia: Pico/ Madalena / Criação Velha 
Área/ Altitude: 0,64 km2/ 150-322m

Estatuto legal: MN - Monumento natural
Descrição: A Gruta das Torres, localizada na ilha do Pico, é o maior tubo lávico conhecido em Portugal, com 5150 m de comprimento total. Formou-se a partir de escoadas lávicas de erupção vulcânica com origem no Cabeço Bravo, no complexo vulcânico da Montanha. É constituída por um túnel principal - que se desenvolve ao longo de 4480 m e é na sua maior parte de grandes dimensões, podendo atingir alturas de 15 metros - e por vários túneis secundários lateraise superiores, que apresentam dimensões mais reduzidas. O seu interior é rico em formações vulcanoespeleológicas como estalactites e estalagmites lávicas, bancadas laterais e lava balls. As lavas que formam o chão são do tipo aa e pahoehoe e estão bem preservadas, com setores cobertos por blocos rochosos resultantes de desabamentos das paredes e do teto da gruta. Na gruta existem bolores, bactérias e entmofauna cavernícola própria destes locais. É possível visitar esta cavidade vulcânica através do Centro de Visitantes da Gruta das Torres. Este é um geossítio prioritário, com relevância regional e interesse e uso científico, económico, educacional e geoturístico.


Fonte: https://www.facebook.com/AzoresGeopark




Código de Boas Práticas para a Observação de Aves
O presente Código de Boas Práticas (CBP) para a Observação de Aves é um dos produtos resultantes do Projeto Rede de Observação de Aves (ROA). Este projeto, dinamizado pela equipa de Aves Marinhas do Departamento de Oceanografia e Pescas (GAM-DOP) da Universidade dos Açores, e com apoio financeiro da Direção Regional do Ambiente (DRA), tem por objetivo produzir conteúdos e sugerir medidas que visem a sustentabilidade do turismo ornitológico nos Açores, uma atividade com crescente expressão no arquipélago e ainda sem regulamentação.
Este CBP pretende ser simples e conciso, mas, ao mesmo tempo, rigoroso no fornecimento de informação. Como tal, é direcionado a um público vasto, constituindo um documento de referência para a Administração Regional e os diretores dos Parques Naturais de Ilha, mas também direcionado a todos os operadores de turismo da Natureza e observadores de aves independentes.

Três secções principais constituem este CBP. A primeira debruça-se sobre o valor ornitológico da Região para o desenvolvimento do turismo ornitológico. Segue-se uma segunda secção, onde são referidos os impactos, decorrentes da atividade e que influenciam, direta ou indiretamente, o bem-estar animal e os seus habitats. São ainda identificados potencias comportamentos indicadores de stress, emitidos pelos animais quando observados, e referidas recomendações de boas práticas de modo a diminuir essa perturbação. A terceira secção fornece uma visão sobre aspetos legais, nomeadamente, leis vigentes para a proteção da avifauna.
Finalmente, um conjunto de anexos a este CBP fornece informação adicional relevante, como, uma lista de códigos e guias adicionais, especializados na vertente marinha ou terrestre, que poderão complementar a leitura deste CBP de acordo com os interesses de cada utilizador.
DRA/DSCN


Fonte: Parques Naturais Açores

Corpo de Deus: uma festa com mais de sete séculos






Nos Açores a festa é assinalada hoje em todas as paróquias do arquipélago com destaque para os coloridos tapetes de flores, que percorrem as principais ruas.
Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do “triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia” e nos Açores este domingo todas as paróquias estão em festa com a realização da eucaristia e procissão do Corpo de Deus.

Em Angra do Heroísmo, coração da Diocese, o prelado diocesano celebrará na Igreja de Santa Luzia, de onde sairá a procissão até à Sé. Em Ponta Delgada, a ouvidoria retomou uma tradição antiga fazendo convergir para o centro da cidade, à Igreja de São Sebastião, todas as comunidades paroquiais para assinalar a festa do Corpo de Deus.

Na Povoação, na ilha de São Miguel, a festa coincide com o feriado municipal e a procissão percorre as principais artérias da vila naquela que é, talvez, uma das mais emblemáticas procissões pelo colorido dos seus tapetes de flores.

No Pico as solenidades do Corpo de Deus realizam-se nas quatro Igrejas Matriz da Ouvidoria (Madalena, Lajes, São Roque e São Mateus) e ainda na Paróquia de Santa Bárbara das Ribeiras.

Todas as procissões serão acompanhadas pelas filarmónicas de cada localidade e os caminhos serão ornamentados com artísticos tapetes de flores.

Também na Horta a Festa do Corpo de Deus faz convergir muitos fieis para o centro da cidade mais atlântica do arquipélago.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpo de Deus”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Christianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

Nos séculos XVI e XVII, a resposta às negações do movimento protestante que se expressou na fé e na cultura – arte, literatura e folclore – contribuiu para avivar e tornar significativas muitas das expressões da piedade popular para com a Eucaristia.

A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia: logo depois da missa, a hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.

A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.

À semelhança das procissões eucarísticas, a festa do “Corpus Christi” termina geralmente com a bênção do Santíssimo Sacramento.


https://www.igrejaacores.pt


Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores




Os European Best Destinations distinguiram o país com mais um prémio, desta feita para a paisagem mais bonita. Vale do Douro também está na lista.
Depois do melhor destino europeu, da melhor praia e da melhor piscina, os prémios do European Best Destinations (EBD) continuam a chegar a conta-gotas: desta vez, foram eleitas as melhores paisagens da Europa, e os Açores encontram-se em primeiro lugar. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição.
Para o EBD, os Açores são um “grupo de nove ilhas vulcânicas” que oferecem “paisagens de cortar a respiração”. “É um destino perfeito para os amantes da Natureza e de caminhadas. No meio do oceano Atlântico, a mais de 1400 quilómetros estão os Açores”. O EBD recomenda visitar os Açores no período entre Abril e Setembro, e visitar a Lagoa do Fogo, as Furnas e as plantações de chá.
Quanto ao Vale do Douro, “esplêndido nas fotografias”, o EBD deixa a nota: “descobri-lo vai deixá-lo sem palavras”. “Nenhuma fotografia ou vídeo consegue fazê-lo sentir a beleza da paisagem classificada como património mundial da Unesco”. Recomendada está a tradicional prova dos vinhos.
França é o país mais representado, com três paisagens na lista: Bonifacio, na ilha de Córsega, o Mont Saint-Michel e o vale Dordogne.
No site do European Best Destinations é possível consultar várias listas que premeiam as mais variadas categorias. O que não se sabe é a data de cada nomeação nem se irão existir mais categorias (e se Portugal vence mais alguma).
As paisagens mais bonitas da Europa
11.      Açores, Portugal
2.      Ilha Galesnjak, Croácia
3.      Hallstatt, Áustria
4.      Bonifacio, France
5.      Mont Saint-Michel, França
6.      Toscana, Itália
7.      Cataratas do Reno, Suíça
8.      Glaciar Svartissen, Noruega
9.      Vale Dordogne, França
10.  Região Mullerthal, Luxemburgo
11.  Vale do Douro, Portugal
12.  Ilhas Faroé, Dinamarca
13.  Meteora, Grécia
14.  Positano, Itália
15.  Floresta Hallerbos, Bélgica
16.  Bled, Eslovénia
17.  Oludeniz, Túrquia
18.  Ilhas Lofoten, Noruega

   Fonte: http://fugas.publico.pt/



1º de Maio - Dia do Trabalhador e os Maios - Tradição dos Açores






No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. 
Foi este o resultado desta segunda manifestação.

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.


Em Maio existem por toda a Europa tradições  em que se festeja a chegada da primavera e o ressurgir da natureza. As  origens destas tradições  remontam às festas pagãs da Roma antiga consagradas  à deusa Maia da mitologia romana, deusa  da primavera. 

Muitos destes ritos pagãos mantiveram-se ao longo dos tempos dando origem a  tradições associadas à chegada da primavera, estação que marca o fim do inverno e o despertar da natureza para uma nova  vida.

Em Portugal as manifestações mais comuns de boas vindas  à Primavera  são a tradições das maias e dos  maios.  Em algumas regiões estas tradições estão também associadas  à crença de que a presença dos  maios era uma forma de agradar os espíritos.

Embora um pouco esquecida, a velha tradição dos  maios  continua a celebrar-se  no 1º de Maio um pouco pelas freguesias de algumas das ilhas dos Açores: São Miguel, São Jorge, Graciosa, Terceira e Santa Maria.

Os maios são  bonecos artesanais  representando pessoas  em tamanho natural realizando actividades do dia a dia. Os maios são colocados à porta de casa, à janela, ao balcão e em  outros espaços exteriores, muitas vezes acompanhados de versos com diversas críticas ou sátiras sociais.




Fonte:http://expressoemprego.pt/ | http://joaodaflora.blogspot.pt/