II Rali ilha do Pico - Além Mar


Campeonato dos Açores de Ralis
Taça Ralis do Canal Além Mar

24Out. - 22h00 Apresentação das Viaturas

25 Out. -20h00 Super Especial
Local: Centro da Vila da Madalena

26 Out. - 22h00 Entrega de Troféus
Local: Tenda (in)PAC

Património imóvel de Calheta e Velas

Foram recentemente divulgados, em São Jorge, dois volumes onde se pode encontrar o Património Imóvel de Calheta e Velas.
Este trabalho está exposto no Museu de São Jorge.
O património imóvel da ilha de São Jorge está agora publicado em dois volumes que integram o projeto da Direção Regional da Cultura. Velas e Calheta são os dois concelhos de uma ilha que nesta área tem unidade, quer paisagística, quer em relação aos valores patrimoniais. Estão publicados praticamente todos os inventários dos 19 concelhos da Região.
Nos dois concelhos de São Jorge foram inventariadas 22 espécies, 95 na Calheta e 127 nas Velas.
A população realça a importância do trabalho apresentado pela Direção Regional da Cultura, que pede para que estes sejam instrumentos de trabalho e consulta e não apenas mais um livro.
 
 
 
 

Teófilo Braga – para além do horizonte azul



  
Trata-se do décimo primeiro volume da coleção “Retratos”, editada pela Presidência do Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional da Cultura, com o objetivo de dar a conhecer ao público infanto-juvenil algumas das mais marcantes personalidades açorianas, que se destacaram em termos históricos, políticos, científicos, culturais e artísticos.
Por sua vez, o volume dedicado a Teófilo Braga, que agora se edita, integra-se nas Comemorações do Centenário da República, decorrendo a sua apresentação na data em que também se assinala o Dia Internacional do Livro Infantil. Neste evento participaram os dois autores do livro, com texto de Rita Taborda Duarte e ilustração de Luís Henriques.

E quem foi Teófilo Braga…

Joaquim Teófilo Fernandes Braga  nasceu nos Açores a 24 de Fevereiro de 1843, vindo a falecer em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924, foi escritor, dramaturgo, politico e 2.º Presidente da República Portuguesa.
Após morte de sua mãe e de alguns de seus irmãos, Teófilo refugia-se na literatura especificamente, na biblioteca pública em Ponta Delgada ou na casa do Visconde da Praia.
Seu primeiro poema “A Canção do Guerreiro”, foi dedicado a seu irmão, seguindo-se o “Folhas Verdes”, o tempo foi passando e Teófilo resolve sair dos açores á procura de uma carreira profissional, mas seu pai sugeriu que antes ele fosse para a universidade de Coimbra concluir os estudos. E assim foi, Teófilo seguiu os estudos e mais tarde veio a escrever livros de História da literatura e sobre a etnografia, História da Poesia Popular Portuguesa, História do Teatro Português e História das Ideias republicanas em Portugal. Em 1880 veio a escrever o livro História do Romantismo em Portugal.
Muitas outras obras surgiram sobre poesia, ficção, literatura, antologias e contos tradicionais.




Fonte:  http://centenariorepublica.sapo.pt/media/recortes-de-imprensa?page=5

           http://en.wikipedia.org/wiki/Te%C3%B3filo_Braga


Mónica Martins

A Rosca e o Pão da Mesa de Santa Maria



Em Santa Maria tal como nas outras ilhas também se festejam as festas do Espírito Santo, estas festas fazem-se as sopas do espírito santo que são feitas com pão de trigo, carne de vaca, repolho, cebola, canela sal, manteiga, hortelã e endro.


Para além destas sopas que são servidas às pessoas, também existe o Pão da Mesa e a Rosca que são cortados em fatias grandes para serem distribuídos a todas as pessoas presentes na festa. O pão da mesa tal como a rosca são feitos com farinha, ovos, açúcar, leite, água e limão e pesam cerca de 4 a 5 quilos. O que difere o pão da mesa e a rosca é o formato e a própria massa, a rosca fica com a massa mais mole do que o pão da mesa. São enfeitados com flores pelas pessoas que oferecem o pão da mesa e as roscas ao império.


Fonte :Sandra Amaral

Alfenim: Sabor com História

Imagem : Figura Humana em Alfenim

"...No Século VIII, os Árabes invadem e ocupam a Península Ibérica e terá sido nessa altura que introduziram esta gulodice, confeccionada com açúcar ou melaço de cana, designada por “al-fenid” ou “al-fanid” significando a palavra árabe branco ou alvo e derivando em “alfenim” na língua portuguesa e que era um doce muito popular no sul de Portugal.A guloseima “al-fenid” ou “alfenim” vai influenciar a confecção de doçaria na região do Algarve e, também, em Portugal.Em 1404, no tempo de D. João I, inicia-se o cultivo da cana do açúcar no Algarve devido à grande procura do açúcar.Em 1425, o Infante D. Henrique manda introduzir a cana do açúcar na ilha da Madeira. Assim, aumenta a produção de açúcar a nível nacional e permite a variedade e a qualidade da doçaria em Portugal.Em 1465, algumas famílias do Algarve vem povoar a parte oeste da ilha Terceira, ou ilha de Jesus Cristo e, possivelmente, poderão ter introduzido esta arte de confeccionar o açúcar e transformá-lo em “alfenim”. Por exemplo, essa influência mourisca está patente na Ribeira do Mouro na freguesia das Cinco Ribeiras.No século XVI, o Alfenim aparece citado em obras de Gil Vicente e de Jorge Ferreira de Vasconcelos por ser uma gulodice popular em Portugal.Com o descobrimento e colonização do Brasil é introduzida a cana do açúcar onde também, se passa a fabricar o “Alfenim” ou “Alfeninho”.Em 1516 foi enviado ao Papa Leão X a escultura do Sacro Colégio, com todos os cardeais em tamanho natural feitos em alfenim que foi oferta do Terceiro Capitão Donatário do Funchal, D. Simão Gonçalves da Câmara. O culto do Espírito Santo tem um grande incremento a partir do século XII-XIII aquando do “Milagre das Rosas” da Rainha Santa Isabel e a Coroação dos Pobres na Vila de Alenquer iniciando-se a Devoção ao Divino do Espírito Santo - Terceira Pessoa da Santíssima Trindade simbolizado pela Pomba Branca.Mais tarde, o “alfenim” ou “al-fenid” devido á sua brancura, que é subentendida como pureza e purificação, foi assimilado e introduzido no culto religioso cristão. Desde então, o doce “alfenim” foi transformado em peças de arte gastronómicas tais como a Pomba Branca representando o Espírito Santo, e todos os outros símbolos utilizados no ritual de celebração da Festa do Espírito Santo ou dos Santos Padroeiros como a coroa, a rosquilha de pão, os animais e outros motivos decorativos que eram doados à Irmandade do Espírito Santo ou outras e, mais tarde, leiloados revertendo a venda para a organização da festa. No caso de graça obtida, a pessoa encomenda à doceira que confeccione uma peça com a simbologia ou outras formas, em “alfenim”, indicando o peso da peça que pretende, a parte do corpo que beneficiou de uma graça do Divino Espírito Santo: um braço, uma perna, um pé, etc..O “alfenim” surge assim, associado às Festas do Espírito Santo e dos Santos Padroeiros, ofertado em retribuição das graças obtidas..." . (Borges,2007)

imagem: Coroa de Espírito Santo em Alfenim
Fonte: Associação de Guias e interpretes dos Açores in :                                   http://guiasinterpretesacores.blogspot.pt/2007/06/alfenim-o-sabor-rabe-no-ritual-cristo.html

Fonte de Imagens in : 

A tradição na vida açoriana


O arquipélago dos Açores está situado numa área anti-ciclónica e é caracterizado por um clima marítimo temperado, influência da latitude e da acção reguladora da corrente do Golfe, beneficiando por isso de temperaturas amenas e brisas suaves. O solo fértil, pela origem vulcânica e pela elevada humidade, proporciona condições privilegiadas para a preservação das inúmeras espécies endémicas, bem como para a introdução e reprodução de flora e fauna das mais variadas origens.
                Cada produto açoriano está ligado a um determinado local ou região, em perfeita sintonia com a sua História. Envolve um saber fazer único que, ao ser saboreado, desperta a curiosidade, os sentidos e nos conduz através da nossa Cultura.

                O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projecta a peculiar maneira de ser dos portugueses: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente, o carácter vincado e personalista, a vontade indómita. Tudo se mescla e se traduz no objecto, acabando por o transformar num espelho que reflecte a vida interior e exterior do artesão que lhe deu forma.

Festival de Teatro JUVEART 2013



No próximo Sábado, dia 19 de outubro pelas 21H30, no Auditório Municipal das Velas vai poder contar com a presença do grupo de teatro “A Jangada” , que faz parte do Festival de Teatro JUVEART, com a peça “Elas e a Fama - O Teatro no teatro". 

Este grupo vai atuar em mais três Concelhos dos Açores, nomeadamente na Horta, na ilha do Faial, em Santa Cruz, na ilha da Graciosa e por fim em Ponta Delgada na ilha de São Miguel. 

Aproveite e venha ver bom teatro em Velas, na ilha de São Jorge. As entradas são gratuitas.


Fontes: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=632199683478681&set=a.275180565847263.72437.100000659662022&type=1&theater
 https://www.facebook.com/events/1400899216809578/?notif_t=plan_user_invited