Teatro Micaelense promove feira do disco usado para celebrar Dia Mundial de Música

O Teatro Micaelense, em São Miguel, vai promover pela primeira vez uma feira de discos usados e dois concertos gratuitos para celebrar a 1 de outubro o Dia Mundial da Música de forma "mais informal".
"É uma feira na perspetiva da compra ou da troca de géneros. No fundo é colocar a música nas suas várias formas", declarou o administrador do Teatro Micaelense, Alexandre Pascoal, em declarações à Lusa, acrescentando que serão aceites na feira discos de vinil, cassetes, CD e DVD com música de vários géneros.
A inscrição para venda na feira é gratuita e deverá ser feita até ao dia 29 de setembro na bilheteira do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.
Alexandre Pascoal mencionou que existirá um formulário de inscrição e que será feita, depois, uma triagem das propostas que chegarem, dadas as limitações de espaço, que apenas permite seis a oito participantes.
Segundo o administrador, as portas do edifício abrirão mais cedo para possibilitar que as pessoas possam visitar a feira e posteriormente assistir a dois concertos gratuitos e com estilos e ambientes diversificados, cujos bilhetes terão de ser antecipadamente levantados na bilheteira.
No dia 01 de outubro, pelas 21:00h, atuará a jovem música açoriana Sara Cruz, que fará a estreia do seu primeiro disco de originais, seguindo-se, pelas 22:00h, a atuação do Quarteto 4/4, de Michael Smith, Paulo Vicente, Paulão e Mike Ross, num serão festivo em que se pretende que ocorra “um encontro de gerações”.
Alexandre Pascoal destacou o facto de os Açores serem a região do país que tem a maior concentração de bandas filarmónicas, cerca de uma centena dispersa pelas nove ilhas, e, fruto do isolamento, darem grande importância à música, nos seus diferentes estilos.
 
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/teatro-micaelense-promove-feira-do-disco-usado-para-celebrar-dia-mundial-de-musica

Chá da Gorreana

 A planta do chá  “Camellia Sinensis”, assim designada cientificamente, tem o desenvolvimento garantido devido ao clima existente nos Açores,  porque não há grandes chuvadas nem sol em demasia o que ajuda bastante a que esta se desenvolva. Além disso, o solo argiloso e ácido dá  origem a um chá muito perfumado e de travo agradável. O Chá Gorreana é ainda apreciado por ser um produto ecológico, livre de pesticidas, herbicidas e fungicida. Nos países onde há a estação das chuvas, há mosquitos e a mosca do chá, que picam ou mordem o gomo terminal e a folha não se desenvolve. Daí que têm de fazer aplicações de insecticidas.  Por outro lado, nos países da estação seca, há o aranhiço vermelho, que também tem de ser combatido com insecticidas. E às vezes ainda precisam de usar fungicida. Nós não temos nem a estação seca nem a da chuva” explica o proprietário.
Apesar de ser a mesma planta que fornece todo o chá, a separação das folhas e os vários processos e tratamentos determinam que tipo de chá será obtido.
O chá produzido na Gorreana é o chá “Ortodoxo” ou “Tradicional”. Provém das três primeiras folhas dos rebentos. As folhas são aquecidas com vapor de água e enroladas em seguida, durante cinco a seis minutos, indo de seguida ao secador, onde são semi secas, voltando ao enrolador onde rolam cerca de dez minutos, voltando de novo ao secador, onde se retira parte da unidade ainda existente. Seguidamente, voltam pela terceira vez ao enrolador, onde rolam cerca de quinze minutos. Após este processo, são finalmente secas de forma definitiva. Da fábrica sai o tradicional chá preto e o muito em voga chá verde.
Na Fábrica de Chá Gorreana é produzido chá preto e chá verde. Em relação ao chá preto, temos o Pekoe que é o preto com maior teor de cafeína, o mesmo que cafeína. Também na classe dos pretos, temos o Orange Pekoe, que é o preto mais aromático, e com nível intermediário de teína. Por fim, temos o Broken Leaf, que é o preto com menor teor de teína. Na classe dos verdes, temos o chá verde tradicional e o chá verde especial, visto que é mais aromático que o primeiro. Está comprovado cientificamente que o chá verde é muito benéfico para a saúde, já que contém flavonóides que actuem contra o mau colesterol, diabetes, elevada tensão arterial e alguns tipos de cancro. Tem um efeito relaxante, ao contrário do chá preto, que tem um efeito mais estimulante, já que tem mais cafeína.

Hermano Mota, o especialista, revelou qual o chá que escolhe para cada ocasião:  “quando bebo o chá das cinco gosto do Orange Pekoe. Para pequeno-almoço e para acompanhar uma refeição (com os carapaus fritos, que é um prato muito típico cá em casa) prefiro o Pekoe. A seguir a uma grande festança e a uma comida farta, gosto do verde, que é muito digestivo”.



Texto adaptado: http://www.gorreana.org/index.php/pt/fabrico






Estória da Saga Baleeira no Mar dos Açores




Deixo-vos com uma entrevista feita pelo colaborador do jornal “O Dever”, Manuel C. Martins, a um baleeiro imigrado no Canadá.

M.C.M: Como é que viviam naquele tempo, porque as baleias não apareciam todos os dias e as soldadas só eram pagas quando vendiam o azeite?
A.J.M: A nossa vida era bem apertada! Eu baleava, trabalhava de estivador quando o Vapor Lima aportava às Lajes, quinzenalmente, para deixar carga e passageiros, trabalhava nas minhas terras e como assim em qualquer trabalho que me aparecesse e, por vezes, queria um escudo e não tinha. Ia-se ao mar pescar e apanhava algum peixe, vendia fiado porque não havia o dinheiro para pagar a pronto. Levávamos uma vida apertada! O senhor não vai acreditar, que eu vim dos Açores para o Canadá e ainda ficou por lá seis contos e tal para receber. Gosto muito da minha terra, mas, também gosto deste país que me acolheu, mas não esqueci o que por lá andei e deixei…
M.C.M: Voltando ao mar das baleias, o Sr. Albertino não tinha receio daqueles monstros marinhos quando vinham à superfície junto dos botes?
A.J.M: Era o que nós queríamos! Quanto mais perto estivéssemos mais sujeitos estávamos a apanha-las. Felizmente nunca tive receio da vida baleeira, senão em uma ocasião, quando perdemos um dos bons companheiros da baleação, o Francisco Burques, um dos grandes arpoadores.
M.C.M: Havia muitos acidentes quando andavam no mar, perseguindo ou trancando baleia?
A.J.M: Sim! Aconteciam alguns! Mas nada que se parecesse com este! Não no nosso porto! No porto da Calheta aconteceu com um trancador de nome António Teixeira, quando a baleia com o rabo destruiu o bote. O João Saltão do mesmo porto, foi parecido com o nosso colega Francisco Burques foi sugado pela linha do arpão.
No porto das Lajes aconteceu alguma costela partida de toques que a baleia por vezes dava no bote, um corte, picadas de arpão tudo isso são acidentes, mas como o do Francisco Burques, não tinha ainda acontecido.
M.C.M: Albertino, poderá descrever-me como aconteceu o malogrado acidente com o senhor Burques?
A.J.M: Foi pela proa fora, embrulhado na linha ao trancar a baleia. Estive lá porque retrancamos a baleia sem saber o que tinha acontecido ao nosso colega Francisco.
Aconteceu no dia 15 de agosto do ano de 1948, ao rasgar da manhã, o vigia deu sinal de baleia. Eram grandes. Arriamos, eu ia sentado, a olhar para fora e notei qualquer coisa de estranho com botes que já estavam a balear e disse ao meu oficial.
-Oh mestre Manuel! Está um bote nosso trancado ali e vão pondo bandeiras e os botes vão chegando para lá todos e o bote não põe bandeira?
-Este por sua vez chamou à atenção do Mestre Tiauguinha (pois íamos a reboque, atrás da lancha Lourdes).
- Imediatamente o Oficial mandou deitar ao mar o cabo de reboque e fomos à baleia e trancaram-na. Tudo natural, por acaso até ela foi muito boa porque se ela bate, não sei se estaria hoje aqui a contar a estória ao Senhor Martins.
- Depois do susto começámos a trabalhar normalmente. Atámos a baleia, mas quando estávamos à espera dela morrer, (aquilo quando são as últimas laçadas, não é bom ir a ela, porque tem uma altura que corre e não se desvia de nada, o que estiver na frente fica, porque adiante, ela fica de espiráculo no ar, morta.)
- Estávamos na azáfama de terminar a vida da baleia, quando passa ao lado da lancha Aliança timonada pelo filho do Manuel Joaquim, eu perguntei em voz alta:
- Oh Manuel! O que aconteceu?
- Ele disse-nos:
- Essa baleia levou o francisco Burques embrulhado na linha do arpão! Ficámos todos aterrorizados. O Mestre Manuel desorientou e saltou para a lancha Aliança pois ela estava ao nosso lado. Ele nunca devia ter saído do bote para fora!
O José Tiauguinha era o trancador, é que foi fazer de guarda oficial. O José Martiniano foi puxar a linha para a proa e, eu, fui puxando de trás e metendo dentro do bote. Fomos puxando, puxando e às tantas o José Martiniano, voltou-se para mim e disse:
- Albertino! Olha para fora da borda!
Quando olhei, por ironia do destino, vejo o corpo malogrado do Burques, inerte, enrolado na linha do bote do Manuel Moniz que vinha entrelaçada com a nossa linha.
- Gritei para os outros:
- Peguem nele!
Mas todos se amedrontaram. Depois quem lhe pegou foi o irmão Mariano Machado, segurado pelo cinto por José Martiniano. Nós metemo-lo dentro e deitámo-lo em cima da quilha. Depois verifiquei que o homem não ficava bem ali, pedi ao José Tiauguinha a sua caixa de comida, puxei-o para o meio da quilha do bote, sentei-me em cima e deitei o cadáver do homem em cima das minhas pernas e foi assim que o trouxemos para terra.
A Aliança nunca chegou para por o Mestre Manuel no bote. Quando vínhamos pelo baixio acima, não sei quem disse, mas acho que foi o José Tiauguinha:
- Isto é uma chatice! O meu padrinho não está aqui, vamos entrar com a falta dele?
Vai ser um dia de Juízo!
-Vocês ponham a giba grande por detrás.
Assim foi, pus! Não alguém pôs por detrás de mim a giba por causa de quando entrássemos no Caneiro, eles não poderem ver e voltar-se a nós.
Íamos por lá dentro e ao chegarmos o filho do Mestre Manuel estava em cima do cais e não viu o pai no bote, ficou alarmado, os amigos tiveram de o acalmar e dizer-lhe que o pai estava na Aliança.
De seguida foi ajudar a levar o Francisco a casa, mas já não entrei, não pude presenciar a lamentação da mulher e das crianças.
E foi assim o desenvolver desta tragédia (a vida dos baleeiros).
M.C.M: O senhor Albertino está a contar-me uma estória que aconteceu há sessenta e seis anos e, ainda se comove ao lembrar-se desse dia.
A.J.M: Desculpe mas isto aconteceu (aluindo à sua emoção) foi depois de eu ter iniciado o relato desta tragédia aqui, se eu não o contasse ela perder-se-ia no tempo.
M.C.M: Obrigado por querer deixar para a posteridade esta estória da saga Baleeira nos mares do Açores, em homenagem aos “Baleeiros Picoenses de Antanho”…


Fonte: Jornal “O Dever”


Ana Cabrita

Frulho - Fauna dos Açores


O Frulho, também conhecido como Pintainho, apresenta um comprimento de 28-30 cm e um peso médio de 172 g. A sua coloração é preta com as partes inferiores do corpo e das asas brancas. As pernas são azuladas com manchas pretas no tarso.
O Frulho era antigamente considerado como uma sub-espécie de Puffinus assimilis. Actualmente, considera-se que o Frulho é uma espécie endémica da Macaronésia, com a subespécie boydi a nidificar nas ilhas do Cabo Verde, enquanto a subespécie baroli nidifica nos Açores, na Madeira e nas Canárias. Os Frulhos eram outrora muito abundantes no arquipélago.
A introdução de mamíferos pelos Portugueses a partir do século XV e a exploração das aves para alimentação e extracção de óleo resultaram na diminuição drástica da população açoriana. As colónias açorianas de nidificação desta espécie localizam-se em pequenos ilhéus desabitados, situados em Santa Maria (ilhéu da Vila, 50 casais) e na Graciosa (ilhéus de Baixo e da Praia, 50 casais em cada ilhéu), mas também nas falésias inacessíveis das ilhas principais, com a excepção aparente da ilha Terceira. Os ninhos artificiais colocados no ilhéu da Praia (Graciosa) permitiram a nidificação de alguns casais em ninhos artificiais. Puffinus assimilis era considerado “escasso” na Europa. A revisão da taxonomia deverá resultar numa revisão do estatuto de conservação de Puffinus baroli também.
O Frulho não deve ser muito afectado pela pressão humana, uma vez que os seus ninhos são difíceis de localizar e pouco acessíveis. Tal como para as outras aves marinhas, as principais ameaças têm a ver com a presença de mamíferos introduzidos (ratazanas, gatos, furões) e de aves de presa extraviadas nas proximidades dos seus locais de nidificação.
Os Frulhos regressam aos sítios de nidificação a partir dos meados de Agosto. A fêmea põe um ovo único, sem possibilidade de efectuar uma postura de substituição em caso de fracasso. As posturas geralmente decorrem no final de Janeiro e em Fevereiro. A incubação dura cerca de 45 dias enquanto as crias emancipam-se a partir de dois meses de idade. Ambos progenitores participam na incubação e na criação. As crias saem do ninho entre o fim de Maio e o início de Junho.
Um estudo recente (Verónica Neves et al. em preparação) mostrou que os cefalópodes e os peixes juvenis Phycis sp.constituem a maior parte da dieta dos Frulhos do ilhéu da Vila durante a criação. Os Frulhos são mergulhadores eficientes, podendo chegar regularmente aos 15 metros de profundidade.
Os resultados das análises de trajectos obtidos com geolocalizadores mostram que os adultos parecem permanecer na zona dos Açores durante o ano todo. Contudo, as colónias de nidificação são abandonadas entre Junho e meados de Agosto.






Fonte: http://siaram.azores.gov.pt/fauna/aves-marinhas/frulho/_texto.html

Limpeza da Montanha do Pico - Parque Aberto



O Parque Natural da Ilha do Pico está a organizar para o dia 19 de Setembro mais uma iniciativa Parque Aberto.

Estão abertas as inscrições para a acção de voluntariado de limpeza da Reserva Natural da Montanha do Pico, realizada com o objectivo de promover a sua preservação, conservação e manutenção, visando a sua sustentabilidade.

Inscrições limitadas até 17 de Setembro.

Informações:
Dia| 19 de Setembro, sábado
Hora| 9h00
Local| Casa da Montanha
Parceria| Corpo Nacional de Escutas e Geoparque Açores
Actividade gratuita

Inscrições e informações| parque.natural.pico@azores.gov.pt

Fonte: Parque Natural da Ilha do Pico

Ana Antunes

Programa CIMA - Encontro Internacional de Canyoning nos Açores - São Jorge

O CIMA é uma organização conjunta entre a Associação Desportos de Aventura Desnível e o Turismo dos Açores, que tem como objetivo promover as excelentes condições de diversas ilhas dos Açores para a prática de canyoning e de turismo de experiências de forma sustentável.

O Encontro Internacional de Canyoning é destinado a praticantes autónomos experientes e este ano realizar-se-á de 20 a 26 de Setembro, na ilha de São jorge com o seguinte programa:

Dia 20 (domingo)

9h00 - Abertura do secretariado, gestão dos grupos para a atividade de canyoning do dia seguinte

18h00 - Cerimónia de abertura

20h30/22h00 - Logística e gestão de grupos 
Dia 21 (segunda-feira)

8h30/18h30 - Logística e gestão de grupos e atividade de canyoning

20h00/22h30 - Gestão dos grupos / Apresentações de canyoning

Dia 22 (terça-feira)

8h30/18h30 - Logística e gestão de grupos e atividade de canyoning

20h00/22h30 - Gestão dos grupos / Apresentações de canyoning

Dia 23 (quarta-feira)

8h30/18h30 - Logística e gestão de grupos e atividade de canyoning
                        Atividade alternativa: subida à Montanha do Pico

20h00/22h30 - Gestão dos grupos / Apresentações de canyoning

Dia 24 (quinta-feira)

8h30/18h30 - Logística e gestão de grupos e atividade de canyoning
                        Atividade alternativa: subida à Montanha do Pico

20h00/22h30 - Gestão dos grupos / Apresentações de canyoning

Dia 25 (sexta-feira)

8h30/18h30 - Logística e gestão de grupos e atividade de canyoning

20h00/22h30 - Gestão dos grupos para a atividade de canyoning / Apresentações de canyoning

20h00 - Jantar convívio; Concurso de fotografia e vídeo

22h00 - Cerimónia de encerramento e festa convívio

Dia 26 (sábado)

8h30/18h30 - Partida ou dia de atividade livre

9h00/13h00 - Atividade de responsabilidade social: Descida canyoning para jovens da comunidade local


Fontes:http://maiscentral.com/2015/09/09/cima-na-ilha-de-sao-jorge-de-20-a-26-de-setembro/
http://cima.visitazores.com/pt/programa/

Elisabete Almeida

Azores Challenge MBT 2015




Irá decorrer de 25 a 27  de setembro Azores Challenge MBT.

Não perca e junte-se a essa aventura.

Para mais informações visite o site: http://azoreschallengemtb.com/