Comerciante mais antigo de Angra do Heroísmo - Fausto Franco da Fonseca

Fausto Franco da Fonseca é presentemente um dos comerciantes mais antigos da cidade de Angra do Heroísmo. Conta com 92 anos de idade e 80 de profissão no ramo de pronto a vestir, onde se mantém até hoje.


Poderá clicar aqui para visualizar uma entrevista que lhe foi feita pela Vitec.



Cooperativa Vitivinícola Da Ilha Do Pico, C.R.L.


No início da década de 50 do século passado, um grupo de vitivinicultores da Ilha do Pico, conscientes da necessidade da existência duma estrutura que reunisse boas capacidades de produção e económicas, decidiu constituir a Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico, CRL, que foi registada na Conservatória do Registo Comercial em Fevereiro de 1950, tendo como objetivo fundamental a produção de Vinhos Licorosos e comuns.

Inicialmente a adega da CVIP laborou exclusivamente as castas nobres, Verdelho, Arinto e Terrantez, introduzidas na Ilha aquando do seu povoamento.

Desde o início da década de 90, na sequência de importantes trabalhos ao nível experimental, foram dados passos significativos para a melhoria da qualidade de todos os vinhos, dos quais se realça a introdução de novas castas que substituíram espaços de cultura de produtores diretos, em paralelo com a renovação dos encepamentos de castas nobres tradicionais, beneficiando todas as produções resultantes com as inovações tecnológicas introduzidas na nossa adega.

Surgiram assim, no ano de 1994, novos vinhos de mesa, o "Terras de Lava Branco" e o "Basalto", tinto.


O lançamento no mercado do primeiro Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada (VLQPRD), com características muito especiais, de nome "Lajido", verifica-se no final do ano de 1997.

No ano de 2003, com a criação do estatuto dos vinhos Regionais Açores, foi reclassificado o "Terras de Lava" (branco) e foi lançado no mercado o "Frei Gigante" (branco). Em simultâneo lançou-se um vinho licoroso doce designado Angelica.
No ano seguinte foi a vez do lançamento do Vinho Regional "Terras de Lava Tinto".

Neste mesmo ano (2004), a Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha, por reconhecimento e classificação pela UNESCO, foi elevada ao estatuto de Património Mundial da Humanidade, o que veio dar um novo ânimo aos Viticultores para a continuidade da produção das castas nobres que originam os vinhos de superior qualidade.


Atualmente, a CVIP tem no ativo cerca de 220 associados produtores das uvas que dão lugar aos vinhos que pode "desvendar" navegando no site.


Fonte: http://www.picowines.net/cvip.php

Época Natalícia na Praia da Vitória começa já este Fim-de-semana




Ainda com o objectivo de dinamizar o comércio local e o Município, foi decretado que a Época Natalícia tem inicio já no próximo dia 8 de Novembro e irá prolongar-se até ao dia de Reis, 6 de Janeiro de 2016. 
Esta iniciativa conta com diversas actividades, nomeadamente aos fins de semana, que poderá consultar no site www.visitazores.com, onde serão divulgadas todas as actividades inseridas nesta época. Este site divulga não só os eventos desta época neste município, como também todos os eventos realizados em todas as ilhas do arquipélago. 

Destaca-se também o facto de o comércio local começar a abrir também ao Domingo das 15h00 às 18h00, passando a fechar ao Sábado à tarde. Também informa-mos que até ao dia 26 de Dezembro o parqueamento do parque entre a Rua dos Remédios e a Rua de Jesus e o parque em frente ao tribunal, é gratuito. 

Amélia Borges 

Polvo à Moda das Lages do Pico




Das muitas receitas de polvo que existem no arquipélago, normalmente guisado ou assado no forno, todas elas deliciosas, escolhi esta. Para alem de ser feita na minha freguesia, faz-me lembrar as festas de verão onde costumam vender esta iguaria. E como o verão já deixa saudade aqui deixo a receita.

Receita para: 4 pessoas
Tempo de confecção: Cozedura Demorada
Grau de dificuldade: Fácil
Vinho Recomendado: Tinto ou Branco de qualidade e de preferência dos Açores.

Ingredientes:
·         3 kg de Polvo 
·         3 Cebolas
·         4 Alhos
·         2 c sopa de Banha
·         1 folha de Louro
·         1 Malagueta
·         1 L de vinho, cheiro ou tinto
·         2 c sopa de Polpa de Tomate
·         Salsa

1. Corta-se o polvo aos bocadinhos e, depois de partido, deixa-se escorrer bem para deitar toda a água que contenha.

2. Corta-se a cebola e os alhos às rodelas finas.

3. No tacho onde se irá cozinhar, põe-se a banha. Seguidamente fazem-se camadas de cebola, alhos, louro e polvo. Numa das camadas coloca-se a malagueta, que previamente se abriu para retirar as sementes. Coloca-se em cima a polpa de tomate e o vinho que n ao chega a cobrir o polvo. Se for preciso, deita-se mais até o polvo estar tenro. Vai-se sacudindo o tacho.

4. Quando o polvo estiver quase cozido, coloca-se em cima um ramo de salsa amarrado, que se retirará antes de servir.

5. Já na travessa, polvilha-se com salsa picada.


Conselhos e Truques:
Se o polvo é preparado logo que vem do mar, deve ser muito bem malhado (batido), para melhor cozer. Se é usado congelado, é já muito mais macio. Normalmente não se usa sal. Pode acompanhar com arroz branco, bolo do Pico ou pão de milho.



Espero que gostem.




Carolina Simas
  



Navio Azura


Hoje dia 3 de novembro, pelas 07h00 o navio de cruzeiros Azura da operadora britânica Carnival UK fez escala no porto de Ponta Delgada pela segunda vez este ano na ilha de São Miguel.
O navio tem a bordo 3.044 passageiros e 1.211 tripulantes, este permanecerá até às 17h00 do dia de hoje. Ponta Delgada será a primeira de um total de seis escalas agendadas este  retomará a viagem com destino a Philipsburg, em St. Maarten.

Fonte:http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=52938

Gina Maciel 



O Coelho Branco




Havia um rei que tinha uma filha já crescida que gostava muito de se lavar ao balcão e pedia à aia que levasse a bacia e outros preparos e uma bandeja para pôr os anéis. Vinha um coelhinho branco furtava-lhe os anéis e fugia. A princesa gostava de ver aquilo, não dizia nada, ia ao cofre e metia outros nos dedos. Continuou o coelhinho a furtar, até que a princesa ficou sem nenhum anel. Antes tinha tão grande abundância que ela ficou muito triste e melancólica. O rei teve muita pena com isto e até mandou pôr um edital para virem todas as pessoas antigas para contarem contos e histórias ara alegrarem a princesa. Vieram muitas pessoas, mas a princesa estava na mesma até que vieram duas velhas sem saberem o que haviam de contar. Pelo caminho encontraram um burro sem pés nem mãos, carregado de lenha. As velhas foram em seguimento do burro, viram-no a chegar a umas casas, descarregar a lenha e acarretá-la para dentro. Elas não subiram e no patim em cima viram umas púcaras a ferver. Uma das velhas meteu o dedo e provou e, neste tempo, ouviu uma voz a dizer-lhe:
- Não proves que não é para ti.
E a velha olhou pelo buraco da chave e viu um coelho que tirou a pele, e tornou-se em príncipe, e disse:
- Quem me dera ver a dona dos anéis que tenho aqui!
As velhas partiram para o palácio e lá contaram o que tinham visto à princesa. Isto, já se sabe, alegrou logo a princesa e disse ao rei que queria ver aquilo. Foram todos, velhas, princesa e rei. Viram o burro fazer o mesmo, e foram à dita casa. A princesa meteu o dedo e provou; neste ponto ouviu dizer:
- Prova, que é para ti.
Ela foi vigiar (espreitar) e as portas abriram-se, e o coelho disse:
- Quem me dera ver a dona dos anéis que tenho aqui.
A princesa respondeu:
- A dona sou eu.
O coelho tornou-se príncipe, porque aquelas palavras lhe quebraram o encanto, e casaram, foram muito felizes e as duas velhas ficaram damas de honra do paço.
                                                                                             
                                                                                                                             [Ilha de S. Miguel]

Fonte: Contos Tradicionais Açorianos de Teófilo Braga – Anabela Mimoso

Ana Cabrita

Dia de Todos os Santos




Hoje comemora-se o Dia de Todos os Santos, segundo a Enciclopédia Católica, destina-se a prestar "honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos", e começou a ser praticado por cristãos no Século II, em homenagem aos que, de entre os seus, tinham sido martirizados e que imaginavam terem ido para junto de Jesus Cristo, no céu.
A comemoração regular só começaria, no entanto, em 609 ou 610, por decisão do Papa Bonifácio III, mas a mudança para 1 de novembro só ocorreria durante a vigência do Papa Gregório III (731-741), desconhecendo-se relatos que indiquem a razão por que escolheu a data.
Em Portugal, além das deslocações aos cemitérios para homenagear os seus antepassados que já partiram, colocando-lhes velas e flores nas campas, o dia é ainda assinalado com o peditório, pelas crianças, do "Pão Por Deus", uma tradição que remonta a 1756, um ano depois do violento sismo que, a 1 de novembro, devastou a cidade de Lisboa, de acordo com os relatos históricos.



Fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/nacional/interior.aspx?content_id=2860801