Aprender a tecer com retalhos no Museu Carlos Machado



O Museu Carlos Machado realiza no próximo sábado, dia 27, no Núcleo de Arte Sacra (Igreja do Colégio), o workshop “Aprender a Tecer em Retalho” no âmbito do projeto “Tradições com Horizonte” desenvolvido em parceria com o CRAA (Centro Regional de Apoio ao Artesanato) e a Cooperativa Regional de Economia Solidária CRESAÇOR.
workshop conta com a presença das artesãs de mérito Veneranda Silva, Ricarda Pimentel, Maria do Rosário Cardoso Moniz e Agrinoalda Moniz, naturais da freguesia da Lomba da Maia, localidade da ilha de São Miguel com grande tradição nos trabalhos da tecelagem.
Com esta atividade, que se destina a um público maior de 14 anos, pretende-se valorizar e dar a conhecer as técnicas tradicionais da tecelagem e despertar o gosto por este ofício antigo, tendo como intenção maior, a transmissão e a salvaguarda dos saberes desta arte.
A participação nesta atividade, que decorrerá no período das 14H00 às 17H00, está sujeita a inscrição prévia através do contacto telefónico: 296 202 930.
O projeto “Tradições com Horizonte” tem como objetivos promover e divulgar a memória das artes e ofícios tradicionais açorianos e realçar a importância que o artesanato assume na construção da identidade de um povo, consciencializar para a função do Museu Carlos Machado, enquanto espaço onde se preservam os referentes patrimoniais identitários relativos às artes e ofícios, através da recolha, estudo, conservação e divulgação de instrumentos e etnotecnologias utilizadas em tempos passados.
A valorização e o dar a conhecer algumas das técnicas tradicionais do artesanato, realizadas por artesãos de hoje e a partir destas explorar novas hipóteses criativas, que refletem uma nova visão sobre o artesanato e consciencializar para a importância da inovação nos sectores tradicionais, sinónimo de renovação tendo como base as raízes patrimoniais de um povo, são outras metas deste projeto do Museu Carlos Machado.


Recolhidas bactérias no mar dos Açores que podem vir a combater o cancro

Cientistas portugueses e dos EUA recolheram bactérias marinhas ao largo de São Miguel e Santa Maria, duas ilhas dos Açores, que podem vir a ser utilizadas no combate de várias patologias, entre as quais o cancro.
 
A revelação foi feita à agência Lusa por Ana Lobo, química do Departamento de Química da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que esteve envolvida no projeto. Para além de Ana Lobo, estiveram envolvidos no projeto dois investigadores da Califórnia e dois da Universidade dos Açores, bem como outros da própria Universidade Nova de Lisboa e elementos exteriores àquela academia que procederam a recolhas a mais de mil metros de profundidade nas águas dos Açores. “Trata-se das prodigiosinas que nós isolamos das bactérias recolhidas no mar dos Açores e que são antibióticos, anticancerígenos, antimaláricos, imunossupressores. Portanto, têm uma grande gama de atividade farmacológica e estão a ser já desenvolvidos, alguns deles, em versão farmacêutica”, declara a cientista. Ana Lobo aponta que o projeto, apoiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia, teve como objetivo justamente “descobrir compostos marinhos” de bactérias marinhas que “podem ser úteis” como “possíveis medicamentos” ou que “possam originar medicamentos”. A cientista refere que após a recolha dos compostos de origem marinha foi feita uma triagem no Centro Biotecnológico de San Diego, na Califórnia, EUA. A docente da Universidade Nova de Lisboa aponta que se centraram os trabalhos em estirpes streptomyces, onde descobriram uns compostos conhecidos por prodigiosinas, que são vermelhos, e cujo nome deriva justamente da palavra prodígio. Ana Lobo explica que as bactérias terrestres produzem compostos análogos, que são “conhecidos há muitos anos”, apareceram com “maior intensidade” em estátuas italianas de santos, que “supostamente choravam” sangue, gerando manifestações religiosas. A cientista refere que as prodigiosinas são metabolitos secundários, ou seja, compostos orgânicos que não estão diretamente envolvidos em processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução dos organismos, que se formam na bactéria depois desta ter crescido e que podem permitir a geração de produtos sintéticos e biológicos. Ana Lobo considera que “foi interessante” que a sua equipa viesse a encontrar uma estirpe marinha não estudada com compostos análogos aos que existem em “espécie terrestre”. A cientista portuguesa revela que neste momento se está a entrar nos ensaios clínicos a nível mundial, uma vez que ainda não há "nenhuma droga” derivada destes compostos a ser fornecida aos doentes, acentuando que a “redução da toxicidade” pode ser feita com “alterações simples” ou “relativamente simples”. A docente da Universidade Nova de Lisboa explica que os trabalhos de laboratório “ainda decorrem” e o “processo vai levar o seu tempo” até chegar ao mercado uma substância nova, uma vez que estes são “processos morosos”. A cientista aponta que o interesse nestes compostos é “verificar a química”, “aumentar a sua estabilidade” e “reduzir a sua toxicidade”, para além de outros fatores, visando o seu aproveitamento.
Fonte: Acoriano Oriental

Angra em Festa 2013


De 13 de Julho a 14 de Setembro, a cidade Património Mundial vai ser animada com a programação cultural Angra em Festa que propõe atividades variadas, passando pelo cinema até à música.

Angra em Festa tem como objetivo dar animação à cidade de Angra do Heroísmo, mostrando e divulgando os artistas locais, perante o público terceirense e turistas em geral.

Programação Angra em Festa 2013:

Julho
13 – 22h00 – Praça Velha - Associação Dança Desportiva Ilha Terceira
19  - 22h00 – Prior do Crato – Trio BACKSTAGE Acústico
20 – 22h00 – Pátio de Alfândega – “GOMA”
25 – 22h00 – Praça Velha – Banda da Zona Militar dos Açores
26 – 22h00 – Prior do Crato – Bossa Quinteto
27 – 22h00 – Prior do Crato – “Os Se7e da Vida Airada”
28 – a partir das 09h30 – Festa do Emigrante – Tentadero da Florestal

Agosto
15  - 22h00 – Pátio de Alfandega –  BACKSTAGE
24 – 22h00 – Pra Praça Velha – Só Forrótio de Alfandega
27  - 22h00 – Pátio de Alfandega –  BACKSTAGE
31 – 22h00 – Pátio Alfândega – Rock, Rhythm & Blues

Setembro
7 - 22h00- Prior do Crato - Biskuit Band



Decorre ainda, nos meses de julho a setembro, um ciclo de cinema no Jardim Duque da Terceira, de entrada livre.

Programação Cinema no Jardim:

Julho

17 de julho 22h00  - “Chapéu Alto” – com Fred Astaire e Ginger Rogers – Musical de 1935;
24 de julho  22h00- “As duas feras” – com katherine Hepburn e Cary Grant – comédia de 1938;
31 de julho 22h00 “ Um criado ao seu dispor” – com os irmãos Marx e Lucille Ball – comédia de 1938

Agosto
21 de agosto 22h00 – “ O quarto mandamento” – do realizador Orson Welles – Drama de 1942;
28 de agosto  22h00- “Vidas inquietas” – do realizador Otto Preminger – drama de 1935;

Setembro
4 de setembro 22h00  - “Sissi – Jovem Imperatriz” – com Romy Schneider – Romance de 1956;
11 de setembro 22h00 -  “Sissi e o Destino” – com Romy Schneider  - Romance de 1957.


No dia 28 de Julho decorre ainda a Festa do Emigrante, no Tentadero da Florestal, que começa pelas 09h30.

Para mais informações, aceder aqui.


Fonte: CMAH

Lançamento do Roteiro da Fábrica da Baleia de São Roque do Pico

Monumento "O Baleeiro"

Durante o festival Cais Agosto que decorrerá de 24 a 29 de Julho,   terá a oportunidade de assistir no dia 29 ao lançamento do Roteiro da Fábrica da Baleia de São Roque do Pico.

Local: Sala de exposições do museu da Indústria Baleeira - 11h30

Organização: Município de São Roque do Pico


Foto: http://acoresapenoveilhas.blogspot.pt/2012/11/sao-roque-do-pico.html

A Caldeirada de Peixe


Os Açores são conhecidos pelas suas paisagens naturais, atividades que possam ser realizadas na natureza, ou por todo o paraíso ainda por descobrir. O Arquipélago é também conhecido pelo seu imenso mar, oceano atlântico que banha e liga cada uma das ilhas. É neste mar que podemos recolher um dos produtos mais reconhecidos, pela sua frescura, que é o maravilhoso pescado que se pode obter nos Açores. Facto este que torna a gastronomia também um dos fatores chave de quem visita a região.
Hoje apresento-vos uma receita bastante saudável, e muito confecionada nos Açores. A Caldeirada de Peixe.
Ingredientes para 8 pessoas:
Peixe variado (16 pedaços) Podem utilizar garoupa, cherne, pescada e raia, mas pode ser confecionada só com uma qualidade de peixe.

2 cebolas grandes
5 dentes de alho
1 lata de tomate pelado ou 4 tomates frescos muito maduros
1 pimento verde
1 pimento vermelho
 batata cortada às rodelas grossas
um copo generoso de vinho branco
um caldo de peixe
especiarias a gosto (pimenta preta ou branca ou outros).
azeite
  sal
Modo de confecionar:
Descascam-se as batatas, cortam-se às rodelas e reservam-se.
Numa panela alta e de boca larga, dispõe-se no fundo parte de uma cebola cortada às rodelas médias, dois dentes de alho picados, pimento às tirinhas ou aos quadradinhos e rega-se com azeite. Coloca-se uma camada de peixe. Tempera-se com sal e especiarias e coloca-se parte do tomate pelado triturado ou cortado aos bocados. Novamente mais uma camada de cebola e alho, pimentos, batata... e depois uma de peixe... por aí a fora até se esgotarem todos os ingredientes. Tudo a crú.
Por fim,  pica-se um caldo de peixe por cima  e rego tudo com o vinho branco.
Convém em cada camada regar com azeite.
Os sucos libertados pelos diferentes ingredientes costumam ser suficientes para a cozedura, mas quem preferir pode acrescentar um copo de água. 
Este é um dos pratos mais conhecidos e apreciados da região, confecionado muita vez em grupos de amigos, festas populares, ou fácil de obter em restaurantes da especialidade, mas nada melhor do que vir aos Açores para o experimentar. 

Fontes:
clubevinhosportugueses.wordpress.com 
eceitasaodesafio.blogspot.pt/

"Gente da minha Terra" no Museu Francisco de Lacerda


 Margarida Faria, natural da Calheta, Ilha de São Jorge, tem 24 anos e é licenciada em Audio Visual e Multimédia pela Escola Superior de Comunicação de Lisboa.


 




Em 2012 Margarida iniciou a sua carreira profissional que teve lugar na Pousada da Juventude de São Jorge.
 
 
 
 
 
"Gente da minha Terra" está patente no Museu Francisco de Lacerda, na Calheta em São Jorge e retrata a visão da Margarida para com os idosos Jorgenses. É de facto um grande trabalho e que vale a pena ver... E rever!
Mas mais do que palavras, aqui ficam algumas das fotografias que estão expostas!
 



 
 
Esta exposição é composta por 16 fotografias e poderá visitar e apreciar até 31 de Agosto!
 
 
 
 
Muitos Parabéns Margarida pelo belíssimo trabalho!!!

Esperaremos ansiosos pela próxima exposição!!!
 
 
 
 
 
 
 

Cultura do Vinho

               Nos Açores é possível passar por locais que retratam a cultura da vinha dos nossos antepassados, a qual se tem mantido ao longo dos tempos. Tão forte é esta cultura do vinho que a paisagem da vinha na Ilha do Pico foi classificada como Paisagem Protegida da Cultura da Vinha e Património Mundial da UNESCO.
                Na ilha Graciosa, o museu da ilha ocupa as instalações do antigo lagar e granel, constituído nos finais do século XIX para servir uma família de ascendência senhorial que residia em Santa Cruz. Nesta instituição cultural podemos observar as actividades socioeconómicas que marcaram a ilha, a cultura de cereais e do vinho. O rés-do-chão, ou sala dos lagares, é considerado um dos ex-libris deste espaço museológico, senda a única casa nos Açores que possui três lagares no mesmo compartimento, mostrando a importância económica e social que a cultura do vinho tinha na ilha.

Museu da Graciosa
                A ilha do Pico, por sua vez, apresenta uma extensa área de um notável padrão de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa. Os muros foram construídos pela mão do homem, com pedra vulcânica para protecção dos milhares de pequenos e contíguos lotes rectangulares (currais) da água do mar e do vento, para plantação de vinha. Sitio classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Paisagem da Cultura da vinha no Pico

                Na ilha Terceira, é ainda possível visitar um museu do vinho, onde está patente uma exposição de utensílios utilizados na produção vitivinícola, bem como provar o vinho verdelho produzido na freguesia dos Biscoitos, em tempos produzido para abastecer armadas portuguesas que desembarcaram na ilha. É hoje um dos pontos principais de visita na ilha Terceira.

Museu do Vinho dos Biscoitos na Terceira

Informação disponível no desdobrável Tesouros dos Açores da ART.