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Investigadores criam cremes e sabonetes a partir de lamas vulcânicas e pedra-pomes


As lamas vulcânicas e pedra-pomes existentes nos Açores estão na origem de loções, geles e sabonetes esfoliantes, cujas propriedades terapêuticas estão a ser testadas, admitindo os investigadores que estes produtos dermocosméticos possam vir a chegar ao mercado.
“As loções, geles e sabonetes foram criados incorporando recursos geológicos existentes nos Açores, como as lamas termais (barros existentes nas fumarolas) e a pedra-pomes. Estão a ser testados em pessoas para aferir o seu efeito benéfico e o objetivo é criar um produto para ser comercializado”, afirmou João Carlos Nunes, director científico do Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA), em declarações à Lusa.
A criação destes produtos de dermocosmética, numa parceria com a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro, integra-se na investigação desenvolvida pelo INOVA no âmbito do projeto TERMAZ - Termalismo, Lamas Termais e Águas Engarrafadas dos Açores, que visa o aproveitamento e valorização dos recursos termais do arquipélago.
“As lamas têm propriedades benéficas para doenças de pele e problemas reumatológicos e a pedra-pomes tem propriedades esfoliantes. O que queremos investigar é o seu efeito terapêutico”, afirmou João Carlos Nunes.
O diretor científico do INOVA destacou as mais valias que poderão resultar da sua comercialização, caso alguma empresa se mostre interessada na produção industrial e posterior venda, potenciando o turismo de saúde e bem-estar no arquipélago em associação com as termas existentes nos Açores.
Os sabonetes, loções e geles produzidos a partir de lamas termais e pedra-pomes foram apresentados durante o colóquio ‘Termalismo na Ilha Graciosa: Valências Terapêuticas e Oportunidades de Desenvolvimento’, que decorreu nesta ilha do grupo Central dos Açores no âmbito do projeto TERMAZ.



Pico Matias Simão

O Pico Matias Simão situa-se na freguesia dos Altares, concelho de Angra do Heroísmo. Trata-se de um acidente montanhoso, propriedade privada, localizado junto à costa da Ilha Terceira com 153 metros de altura. O Pico Matias Simão proveniente de uma erupção estromboliana onde houve emissão de lava viscosa não porosa, que assumiu aí formas distintas de outros lugares vulcânicos. Nessa erupção, associada a uma chaminé do Vulcão da Serra de Santa Bárbara, houve também emissão de lava vesiculada, expelida na erupção vulcânica explosiva, que caiu junto com cinza, bem como bombas e outros fragmentos piroclásticos que formaram tufos vulcânicos, sobre o solo da freguesia dos Altares.

Na freguesia dos Altares fazia-se o fabrico artesanal de telha de canudo assim como de blocos e tijolo para fornos e lareiras, isto porque naquela freguesia existe um solo recoberto pelos depósitos do Pico Matias Simão, de natureza argilosa que produzia um sofrível barro para fabrico de telhas e olaria grosseira. Essa telha era feita em três telhais na freguesia, mas essa actividade perdeu a sua importância a partir do sismo de 1980 uma vez que estas não davam resposta às necessidades que surgiram na reconstrução das casas da ilha que caíram com o terramoto.

O Pico Matias Simão encontra-se muito fragmentado pela erosão marinha, que na costa Norte da ilha Terceira é acentuada e repetidamente exposta às tempestades que ocorrem na Bacia do Atlântico Norte. A abrasão marinha talhou a costa onde se encontra uma grande arriba vertical (Pico Matias Simão), uma das maiores da costa Noroeste da ilha Terceira. O Pico Matias Simão constitui-se um dos ícones do património natural dos Açores com características, a nível da geodiversidade, únicas da Europa.

Neste pico existia, antigamente, um posto de vigia da baleia para auxiliar os baleeiros dos Biscoitos. No cimo do Pico existe um Monumento, um Cruzeiro, da autoria do Dr. Francisco Maduro-Dias, que se avista desde o mar a grande distância. O monumento foi destruído pelo sismo de 1980, mas reconstruído mais tarde. Apesar de ser um local de difícil acesso, actualmente o monumento apresenta-se um pouco degradado, no entanto não deixa de assinalar de forma inigualável esse acidente montanhoso.

O nome da freguesia dos Altares, está relacionado, segundo os padres António Cordeiro e Jerónimo de Andrade, com o Pico Matias Simão – “um altar que vem render-se ao mar”.
Alguns dos primeiros povoadores da ilha Terceira, reconhecendo a fertilidade dos solos, do que é hoje a freguesia dos Altares instalaram-se aí, por meados do século XV. João Valadão veio para a ilha Terceira em meados do século XV tendo uma das suas filhas casado com Martim Simão, daí que o pico seja ainda lembrado, como o Pico de Matias Simão ou Pico de Martim Simão.
A Associação Espeleológica “Os Montanheiros” descobriu na década de 60, no Pico Matias Simão, canais lávicos e um Algar, a que na altura foi dado o nome de Carrazedo em homenagem ao Dr. Adérito de Freitas. Neste Pico existe também avifauna: uma colónia nidificante de cagarros (Calonectris diomedea borealis).
Em 2005, foi criado um miradouro no Pico Matias Simão, e este oferece vistas panorâmicas sobre a parte litoral norte da ilha, sendo possível observar a ilha Graciosa em dias de céu limpo. Permite também apreciar o casario branco por entre o verde das pastagens da pictórica freguesia dos Altares. Daí consegue ver-se também toda a encosta norte da Serra de Santa Bárbara.
Picos de Rock


No próximo dia 7 de Abril, na tenda junto á Filarmónica União e Progresso Madalense, o Festival Picos de Rock a partir das 18h00, uma organização do Clube Naval da Madalena. O bilhete se for comprado com antecedência custa 4€ se for no próprio dia são 5€.

Fonte: Clube Naval da Madalena

Unidades Hoteleiras com Miosótis - Galardão ambiental



Com a crescente importância com o ambiente, o Governo Regional dos Açores decide lançar o Miosótis, um galardão regional que tem como objectivo premiar “os bons comportamentos ambientais” nas unidades hoteleiras, de forma a distinguir o arquipélago como um destino vocacionado para o Património Natural.
Por atrair  mais turistas preocupados com as práticas ambientais, João Bettencourt, Director Regional do Ambiente, acredita que se se aliar esses interesses a um alojamento mais responsável, será vantajoso para o arquipélago em termos de ocupação hoteleira, para além de ser benéfico para a boa imagem da região.
Segundo João Bettencourt, a escolha do nome “Miosótis” justifica-se pelo facto de esta ser uma planta endémica dos Açores e que está relacionada com a descoberta de algo “raro” e “singular”, como é o caso do Arquipélago dos Açores.
Até 15 de Abril as unidades de alojamento turístico podem candidatar-se através do sítio oficial:http://servicos.sram.azores.gov.pt/doit/servicos.asp?id_dep=3&id_form=74.
O 'Miosótis' premeia de "forma escalonada" e "à medida de cada estabelecimento", podendo ir de um desempenho ambiental básico, que dá direito a uma flor, até à excelência, que permite ter cinco flores.

Sara Luís
A Molha de Carne


Hoje trago-vos um prato tradicional Açoreano e a sua respectiva receita, a qual retrata uma imagem de qualidade e diferença dos Açores.
A molha de Carne, é um prato típico tanto da Ilha do Pico e Faial, mas também é confeccionado nas restantes ilhas dos Açores. De Ilha para ilha esta receita vai sofrendo algumas alteração, desde a mudança da carne de vaca pela de porco, entre ontros ingredientes de especiaria.
É neste prato com aroma irresistivel de pimenta jamaica que se traduz uma parte da culinária típica Açoreana.

Para a confeção deste prato é necessário:
- 3 Cebolas
- 1 kg de carne de vaca
- 3 colheres (sopa) de polpa de tomate
- 2 colheres (sopa) de banha
- 1 ramo de salsa
- 1 folha de louro
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) massa de malagueta
- 7,5 dl de vinho de cheiro
- sal q.b.
- 4 dentes de alho
- água a ferver q.b.
- batatas

Para juntar estes ingredientes deve-se utilizar um tacho ou panela de pressão, colocar as cebolas às rodelas, a carne e os restantes ingredientes, vai a cozer em lume brando, até a carne ficar bem cozida e o molho apurado. Após a carne estar bem cozida junta-se as batatas e deixa-se cozer no molho para estas absorverem o aroma e desfrute de um prato maravilhoso e inteiramente Açoreano!

Fonte Imagem: http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2010/09/09/gastronomia-acoreana-e-vinhos-dos-acores/

Dia 1 de Abril - Dia das Mentiras

Hoje primeiro dia do mês de Abril também é conhecido pelo “Dia 1 de Abril- O dia das Mentiras”. Neste dia especial as pessoas pregam partidas e mentiras uns aos outros para que se riam no final com os sustos apanhados e com as informações distorcidas.

Consta-se que esta comemoração iniciou-se em França, com a celebração do equinócio da Primavera que marcava o Ano Novo. Diz-se que em 1564, o rei francês Carlos IX mudou o calendário para o que usamos na atualidade (Gregoriano) e o Ano Novo passou a começar a 1 de Janeiro. Aos que ainda celebravam o ano novo em Abril chamavam-lhes tolos, denominação também utilizada no dia de hoje - Dia dos Tolos. Esta é apenas uma das muitas versões para justificar o inicio dos festejos desta data.

Comemora-se o dia 1 Abril em vários pontos do mundo, e em várias envolventes sociais, como a família, amigos ou mesmo no grupo de colegas de trabalho, contudo os principais propulsores das mentiras, são os órgãos de comunicação social. Esteja no dia de hoje atento e não se deixe atraiçoar pelas informações cedidas …