Mercadinho dos Açores – Mercearia de Produtos açorianos no Porto






O Porto já tem uma mercearia inteiramente dedicada aos produtos açorianos. 


Chama-se, precisamente, Mercadinho dos Açores, e veio colmatar a falta de oferta na cidade de produtos da região. Carlos Gomes, que foi viver para Ponta Delgada com apenas seis meses, e por lá passou a sua infância e juventude, decidiu que era agora o momento certo de trazer para a Invicta os vinhos, os queijos, os enchidos, os doces e o pão do arquipélago.

Dividido em secções e com parte de degustação, o espaço, decorado com móveis antigos recuperados pelo próprio Carlos Gomes, é preenchido com vários enchidos regionais, queijo da ilha (ao quilo €14,80), bolo lêvedo (€4,95), massa sovada (€4,40).

A garrafeira é bastante completa. Tem diversas marcas de vinhos brancos e tintos e vinhos licorosos (Lagido €23), bem como a cerveja Especial (€0,80/33 cl).

Não faltam também as queijadas da Graciosa (€5), conservas, compotas, biscoitos e bolachas.

Em breve a loja terá também carne dos Açores em vácuo.


Mercadinho dos Açores

Rua da Alegria, 250, Porto

Fonte: http://www.iloveazores.net

Ana Cabrita

Dia da Liberdade

No dia 25 de Abril, celebramos em Portugal o Dia da Liberdade. Este dia comemora o motim dos militares portugueses que no dia 25 de Abril de 1974 levaram a cabo um golpe de Estado militar, acabando com o regime ditatorial do Estado Novo, que era comandado por António de Oliveira Salazar, que governava Portugal desde 1933.
O Movimento das Forças Armadas, constituído por militares que haviam estado na Guerra Colonial e por estudantes universitários, teve o auxílio da população portuguesa, conquistando a implantação do regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa a 25 de Abril de 1976 de modo tranquilo.
A marca do dia 25 de Abril é um cravo, a flor que foi colocada nas armas dos militares naquele dia.
Depois da revolução foi fundada a Junta de Salvação Nacional que denominou António de Spínola como Presidente da República e Adelino da Palma Carlos como Primeiro-Ministro.

Assim, o dia 25 de Abril ficou conhecido como o Dia da Liberdade em Portugal e também o dia da Revolução dos Cravos, sendo este feriado nacional onde se relembra a importância da liberdade no nosso país.








Fonte:http://dreamguides.edreams.pt/portugal/25-de-abril / http://www.calendarr.com/portugal/dia-da-liberdade-25-de-abril/

Mediação Familiar e Trabalho com Famílias


A Câmara da Madalena do Pico, acolhe nos dias 26 e 27 de abril  o Workshop de Mediação Familiar e Trabalho com Famílias.

Gestão de conflitos dá mote ao workshop, resultante de uma parceria pioneira entre instituições locais e que visa dotar os formandos das competências de apoio à resolução pacífica de litígios no seio familiar, promovendo o desenvolvimento harmónico, a que os menores têm absoluta necessidade e direito.


Fonte: https://www.facebook.com/158913620925764/photos/a.158961530920973.35377.158913620925764/602470269903428/?type=3&theater



Do Calhau à Piedade, em Celebração do Dia Mundial da Terra.



Percurso pedestre, no âmbito do Dia Mundial da Terra, com explicação da geodiversidade e flora existente, para sensibilização à sua preservação.

Inscrições limitadas até 21 de abril, através do Parque Natural.

parque.natural.pico@azores.gov.pt | 292 207 375

Local // Porto do Calhau

Dia 23 abr // 9h30




http://parquesnaturais.azores.gov.pt/pt/pico/noticias/locais/2806-do-calhau-a-piedade

Carolina Melo e Simas

Minibiblioteca no jardim de Angra

©Diário Insular

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo inaugurou no mês de Março, no Jardim Duque da Terceira, uma pequena biblioteca onde os visitantes daquele espaço verde da cidade podem trocar livros.
Trata-se de uma iniciativa integrada no movimento internacional "Little Free Library" que implica a troca de livros, ou seja, qualquer pessoa poderá levantar um livro da biblioteca desde que deixe lá outro em substituição.
A vereadora da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Raquel Caetano Ferreira, disse que a criação da biblioteca surge no âmbito das atividades que têm em vista a dinamização do Jardim Duque da Terceira.
"Esta iniciativa pretende incentivar as pessoas que vistam este jardim para a leitura", afirmou.
Até à década de 80 do século passado, o Jardim Duque da Terceira dispôs de uma biblioteca com centenas de livros e revistas que contribuiu para que muitos terceirenses cultivassem, diariamente, o hábito de leitura, não só no edifício, como em toda a área do primeiro piso daquela zona verde. 
Por outro lado, Raquel Caetano Ferreira referiu que estão a ser elaborados os projetos de arquitetura de especialidade para a ampliação do Jardim Duque da Terceira.
O projeto prevê o aproveitamento de cerca de 11 mil metros quadrados, na antiga zona de plantação de bananeiras e do primitivo Castelo de São Luís (a primeira fortificação dos Açores). Para além da criação de áreas de vegetação diferentes da que existem no atual espaço do jardim de Angra do Heroísmo, o projeto prevê a criação de um espaço com palco para espetáculos.
Após a inauguração da pequena biblioteca, teve lugar, no Jardim Duque da Terceira, uma sessão da iniciativa a "hora do conto" para crianças de um Ateliê de Tempos Livres (ATL).


Fonte: Diário Insular

Nova "Hora do Ofício". Técnicas de Bordado - Workshop com Oldemira Aguiar


Realiza se de 18 de Abril a 29 de Junho na Associação de Artesãos da Ilha Graciosa, um workshop sobre as técnicas do bordado tradicional da ilha.

"O bordado é uma prática feminina e artesanal que já foi intrínseca ao quotidiano doméstico. Era um património naturalmente recebido e transmitido pelas mulheres da família, que passavam horas a bordar, num trabalho único, minucioso de perfeição e dedicação.
O reconhecido valor dos bordados dos Açores e a consequente procura, fizeram crescer alguns núcleos de produção em várias ilhas, como em São Miguel e na Graciosa. Mantendo-se até hoje em funcionamento, empregando processos tradicionais, preservam os bordados como elementos representativos do património cultural.

A estampagem, o bordado e a engomagem, são as três fazes da execução da arte de bordar, sendo elementos essenciais a qualidade do linho, a harmonia do desenho, a variedade dos pontos e a perfeição da sua execução.
Quanto aos utensílios, para além da agulha e da tesoura, a bordadeira necessita de um dedal, de um furador e de um bastidor, para facilitar bordar certos pontos no linho."




Fonte:https://www.facebook.com/centroregionaldeapoioaoartesanato/photos/a.384774541655939.1073741829.384248721708521/811539985646057/?type=3&theater

Lenda da Lagoa do ginjal

No século quinze, vivia na freguesia dos Altares, na Ilha Terceira, uma menina muito rica cujo seu nome era Pérola Rego, herdeira de uma grande fortuna. Ela era descendente das famílias Rego e Baldaya pelo lado paterno, e da família Pamplona pelo lado materno. Pérola Rego era conhecida como uma menina bela, com cabelos brilhantes como um raio de sol, louros e fartos, de olhos castanhos da cor do cetim. A sua pele era rosada e fina como a seda.
Sendo ela conhecida como uma pessoa inocente, bondosa de espírito e coração, tão bela por fora como por dentro, fez com que um elevado número de rapazes se enamorassem por ela.
 Numa bela manhã ensolarada, Pérola levada por uma fascinação estranha, desceu o eirado do solar de seu pai e foi espelhar-se na água da cisterna da casa.
Existia pelas redondezas uma fada que queria defender Pérola dos pretendentes, pois estes não a amavam e apenas estavam interessados no seu dinheiro. A fada escondeu-se dentro da cisterna à espera da rapariga. Fez um encanto e tomou poder sobre a imagem da menina que se reflectia nas águas paradas da cisterna. Depois começou a planear uma maneira de a surpreender durante o sono e levá-la para um lugar seguro no seu castelo encantado, longe dos homens.
O palácio situava-se no interior da ilha, perto do Pico do Vime e continha lindos jardins e bosques magníficos com árvores indígenas, tais como o azevinho, o sanguinho, o cedro e o pau branco. Era rodeado pelos dourados campos de trigo onde se destacava o enfeito das vermelhas papoilas. No meio dos campos encontrava-se o enorme castelo.
À meia-noite da véspera do dia de S. João, quando as estrelas brilhavam na sua plenitude e a lua já no alto reinava, Pérola foi levada enquanto dormia pela fada nas suas asas brancas. Na manhã seguinte a notícia do seu desaparecimento foi rápida a se espalhar, deixando os seus pais em pânico e os seus enamorados em ansiedade. Em conjunto, os pretendentes foram em busca de uma velha feiticeira que vivia no cimo de uma serra em que lhes revelou a existência do palácio encantado.
Alguns dos pretendentes quiseram atacar o castelo, deitando abaixo as muralhas com a força das suas armas. Outros mais cuidadosos consultaram também uma velha benzedeira que morava na freguesia dos Biscoitos, que lhes informou que tinham de levar alaúdes e, à maneira dos antigos trovadores, irem cantando versos mágicos e executando marchas de magia que ela lhes ensinaria. Assim veriam ao longe o castelo encantado. Visto que uma coisa encantada só se desencanta com outro encanto.
A benzedeira também alertou-os para o facto de que encontrariam uma inscrição sobre um rochedo e que, se fosse gravado a prata, indicaria o modo de atrair Pérola, mas, se fosse gravado a fogo, o seu feitiço não tinha força para vencer e nenhum deles merecia o amor da jovem. 
 Os pretendentes partiram de madrugada, mal o sol raiou. Pelos caminhos iam cantando os versos ensinados pela velha benzedeira dos Biscoitos. Ao fim de muitas horas de caminhada foi ouvido um grito de alegria. Ao longe via-se recortado na paisagem o palácio da fada, brilhando à luz do sol nascente.
Assim sendo eles se apressarão e percorreram o longo caminho até ao castelo. Foi um caminho longo onde tiveram de descer encostas, percorrer vales, subir serras e colinas. Ao chegarem ao local onde momentos antes tinham visto nitidamente o palácio, agora só aparecia uma bela, serena e plácida lagoa de águas claras. Numa das margens Encontraram logo a inscrição gravada a fogo que dizia o seguinte: “Aqui, neste espaçoso lago, escondeu-se o palácio da linda Pérola, donzela de cabelos loiros”. Os homens desiludidos, pensaram que Pérola estava perdida para sempre e voltaram desiludidos, desistindo da ideia de conquistar Pérola, mas a mãe da jovem, sendo uma cristã piedosa, na própria manhã do rapto tinha ido se ajoelhar diante da imagem de S. Roque e pedira a sua intervenção. No fim da prece ouviu uma voz que lhe segredou: 
— Vai tranquila, a tua filha está entregue ao Anjo da Guarda. Os pretendentes foram vencidos e, no dia de S. Pedro, à hora do pôr-do-sol, Pérola surgirá no terraço do solar, acompanhada por um Arcanjo, num batel de marfim puxado por um cisne.
 Assim sucedeu. Pérola voltou a casa e alguns anos mais tarde um bravo e digno cavaleiro que vestia a armadura refulgente do Santo Gral apaixonou-se e desposou a bela jovem.
 O lago que escondeu o palácio encantado lá ficou, embelezando a paisagem campestre, e passou a chamar-se Lagoa do Ginjal. Por ali existiu uma ribanceira coberta por um belo ginjal.


© avesdosazores.wordpress.com

Publicado por: Vânia Góis