Uma ronda pela música e pelas sopas dos Açores

 Ronda dos Quatro Caminhos


 "Sopas do Espírito Santo" é novo disco da Ronda dos Quatro Caminhos, com músicas tradicionais açorianas, tocadas pela Orquestra Regional Lira Açoriana e com a participação de coros polifónicos das nove ilhas.
As sopas do Espírito Santo ou do Império são um prato típico dos Açores, com carne de vaca, muitas vezes também fígado e sangue, outras vezes carne de galinha, e sempre com pão. São servidas por alturas das festas do Divino Espírito Santo, nos domingos após a Páscoa. Estamos, portanto, quase a chegar ao momento delas. Das sopas. Já o disco da Ronda dos Quatro Caminhos que tem o mesmo nome está já aí, pronto a ser degustado.
Como se adivinha, em Sopas do Espírito Santo o grupo de música tradicional portuguesa viajou até às ilhas açorianas e foi aí buscar a inspiração e as canções. Mas mais do que isso. O disco foi feito com a Orquestra Regional Lira Açoriana e conta com a participação de vários coros e outros músicos da região.
 E, enquanto a Ronda dos Quatro Caminhos espera uma oportunidade para ir tocar aos Açores, com estes músicos, o disco vai ser apresentado ao vivo já na noite de 24 de abril, na Praça do Giraldo, em Évora, com a banda filarmónica e de coros polifónicos da cidade: "Este disco tem a particularidade de poder ser tocado com qualquer banda filarmónica, porque os músicos hoje têm uma fortíssima formação musical. Nós conseguimos fazer este espetáculo com qualquer banda filarmónica com apenas dois ensaios, sendo que um deles é à distância".

Fonte: Diário de Notícias

Porto da Horta com Assinalável Movimento de Navios de Cruzeiros em 2017







O Porto da Horta vai receber 23 escalas de navios de cruzeiro em 2017. Os números são avançados pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta num documento enviado às empresas locais, por considerar a presença destes navios de cruzeiro na Horta, uma boa oportunidade de negócio.
 Alguns destes navios de cruzeiro, vão também escalar no decorrer desta sua passagem pelo mar dos Açores, os Portos de São Roque e das Lajes do Pico, as Flores e Corvo.
A representante dos empresários, tendo em conta a importância que a presença de turistas pode representar para o comércio local, propõe às empresas que ajustem os seus horários, de acordo com o período de escala de cada navio de forma a tornar a cidade mais atrativa aos que nos visitam.
Fonte: http://www.tribunadasilhas.pt/


Florêncio Terra - Literatura açoriana

Florêncio Terra nasceu na Horta, ilha do Faial, a 18 de Maio de 1858, filho do conhecido capitão da marinha mercante Florêncio José Terra Brum e de Maria dos Anjos da Silva Mariz Sarmento. Pelo lado paterno pertencia à família do barão de Alagoa, uma das mais distintas e influentes do seu tempo.
Frequentou com distinção o Liceu da Horta, aí começando, em 14 de Outubro de 1888, a reger interinamente a cadeira de Introdução à História Natural.
Pretendendo seguir a carreira do magistério liceal, prestou, de seguida, brilhantes provas em Lisboa, ficando aprovado. Foi nomeado a 8 de Novembro de 1896 professor vitalício, iniciando uma carreira que manteria toda a vida. Ensinou Matemática e Ciências Naturais.
Exerceu em duas ocasiões (1907-1911 e 1928-1929) o cargo de reitor do Liceu da Horta (Liceu Manuel de Arriaga), distinguindo-se como professor e administrador.
Para além da sua actividade como professor liceal, exerceu diversos cargos públicos na administração distrital e local, entre os quais os de vereador e vice-presidente da Câmara.
Foi sócio fundador do Grémio Literário Artista Faialense em 1874.
Como jornalista, dirigiu, com Luís Barcelos, o semanário literário A Pátria (que iniciou publicação a 13 de Dezembro de 1876) e, com Manuel Zerbone, o semanário literário intitulado Biscuit (iniciou publicação a 5 de Julho de 1878). A sua maior actividade como jornalista exerceu-a no diário O Açoreano (na 2.ª série, iniciada a 1 de Março de 1895) e no semanário literário e noticioso O Faialense, cuja 2.ª série iniciou a 5 de Novembro de 1901, de parceria com Marcelino Lima e Rodrigo Guerra.
Assinava os seus artigos e contos usando, geralmente, os pseudónimos de "Ri…Cardo", "X", "XXX", "Y", "Máscara Verde", "Nemo", "Zague" e "Ignotus".
Cedo revelou dotes de contista. Em 1897, na colectânea Seara Alheia, organizada por Alfredo Mesquita, figura o seu conto A Debulha, a par de contos de Fialho de Almeida, Trindade Coelho, Ficalho, Abel Botelho e alguns mais.
Outros contos de Florêncio Terra foram publicados em vida do autor, dispersamente, por jornas e revistas portuguesas. Mas a maior parte ficou inédita.
 
Florêncio Terra
 
No género romance salientam-se O Enjeitado, Vingança da Noviça e As Duas Primas (incompleto), os dois últimos escritos, sob o pseudónimo "Zigue e Zague", em co-autoria com Zerbone.
Postumamente, em 1942, com prefácio de Osório Goulart, foi editado o 1.º volume de Contos e Narrativas, sendo depositária a Parceria António Maria Pereira. Destes se faz uma apreciação crítica na História Ilustrada das Grandes Literaturas (Literatura Portuguesa, vol. II), por Óscar Lopes.
Em 1949, saiu a lume na Horta um pequeno livro de 47 páginas, Natal Açoreano: cinco contos, entre eles Corações Simples, já incluído em Contos e Narrativas.
A par de Nunes da Rosa, Florêncio Terra é um escritor açoriano digno de ser conhecido não apenas localmente, mas no plano da literatura lusófona.
Faleceu na cidade da Horta a 25 de Novembro de 1941, deixando inédita boa parte da sua produção literária.
A 30 de Abril de 1958, a Câmara Municipal da Horta, por proposta do presidente Dr. Sebastião Goulart, deliberou que fosse colocada uma lápide na sepultura de Florêncio Terra e dado o seu nome ao Jardim Público da cidade.
A 21 de Novembro de 1987, a mesma Câmara, então presidida por Herberto Dart, voltou a homenagear Florêncio Terra, mandando cunhar uma medalha evocativa e colocar uma fotografia sua no Salão Nobre dos Paços do Concelho.



Fonte: http://www.florencioterra.com/FT1.htm
 
 
Patrícia Machado

A batalha da Ilha das Flores






A mais ocidental e isolada ilha açoriana foi palco de uma celebérrima batalha que ficou conhecida na história dos Açores como a Batalha da Ilha das Flores

No prélio que ocorreu no dia 9 de Setembro de 1591, a norte de Ponta Delgada, foram intervenientes entre 16 a 22 navios ingleses comandados por lord Tomas Howard e um bem mais poderosa armada espanhola, comandada por Dom Alonso de Bazán, de vigia nos Açores para defender os navios mercantes da carreira da Índia. Pelos vistos houve um erro do comandante inglês que se lançou, precipitadamente, contra os barcos que surgiam de oeste, julgando pertencerem à armada espanhola provinda da Nova Espanha, carregada de mercadorias. Porém, em vez de encontrarem navios mercantes, mal armados, os ingleses depararam-se com uma poderosíssima frota de defesa das ilhas açorianas, constituída por 40 navios de guerra que lhes vinham dar caça. Consideravelmente mais pequena e sobretudo mais frágil, a armada inglesa, duramente fustigada pelo fogo inimigo, foi então obrigada a fugir como pôde. Os ingleses, ao aperceberem-se do erro rumaram a Ponta Delgada procurando posição estratégica. Os espanhóis, no entanto, terão sido mais astutos e rumando a oeste, contornaram a ilha e entraram em Ponta Delgada como se viessem do ocidente, de onde os ingleses não os esperavam, simulando serem uma armada mercante. Os ingleses caíram no logro e precipitaram-se sobre os espanhóis. Foi o descalabro total da armada inglesa. A exceção foi o Revenge, de sir Richard Greenville, que, tendo-se demorado em zarpar de Santa Cruz, não acompanhou as restantes embarcações, acabando porém por ser capturado pelos espanhóis, algum tempo depois. Verdadeiramente épico, esse combate, que custou a vida a sir Richard Greenville.

Fonte: Pico da Vigia 2

Workshop Palhinha de Trigo

Hora do Ofício


Workshop com Alzira e Conceição Neves
17 de Abril a 31 de Maio
2ª e 5ª Feira / 19h00 - 22h00
Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro, ilha do Pico.
Inscrições até dia 7 de Abril - 292 679 840

Workshop de Palhinha de Trigo - Ilha do Pico



Alzira e Conceição Neves são conhecidas não só pela sua criatividade e habilidade, mas também pela dedicação e força em manter, proteger e divulgar as Artes e Ofícios Tradicionais dos Açores. Na presente formação irão ensinar a trabalhar as palhinhas de trigo, através da elaboração de miniaturas dos vários chapéus e de algumas peças de bijuteria.
Datas: 17 de Abril a 31 de Maio (Inscrições até dia 7 de Abril na Delegação de VPECE da Ilha do Pico ou através do contato 292 679 840)
Horário: 2ª e 5ª Feira das 19h00 - 22h00

Para mais informações contacte: 292 679 840
Fonte: https://www.viralagenda.com/pt/events/324786/workshop-de-palhinha-de-trigo

Dia da Mentira - 1º de Abril





O Dia da Mentira é celebrado anualmente em 1º de abril.
Também conhecido como o Dia dos Bobos, o Dia da Mentira é uma data onde as pessoas contam leves mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.
O Dia da Mentira é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos!
Algumas piadas e pegadinhas chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas, em geral, são brincadeiras saudáveis.
Entre os ingleses, o Dia da Mentira é conhecido como April Fools’ Day, que significa literalmente “Dia dos Bobos de Abril”.
Origem do Dia da Mentira
Há muitas explicações para que o dia 1º de abril esteja relacionado com o Dia da Mentira, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. De acordo com esta teoria, por volta do século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, e as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.
No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo.
Assim, algumas pessoas começaram a fazer brincadeiras e a ridicularizar aqueles que insistiam em continuar a considerar o dia 1º de abril como ano novo. Eram considerados bobos, pois seguiam algo que era sabido não ser verdadeiro.


Fonte: https://www.calendarr.com