Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra, criam Clube de Leitura

A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, promove a criação da iniciativa “Folhas de Quinta”, um Clube de Leitura que visa promover a leitura e o gosto pelo livro, bem como do pensamento e do espírito crítico.
Este Clube de Leitura, orientado por Luísa Ribeiro, decorrerá todas as quintas-feiras, com exceção dos meses de julho e agosto, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, entre as 17h30 e as 19h00.
Esta iniciativa, virada para o público adulto, está limitada a 15 participantes, decorrendo o período prévio de inscrição até ao dia 24 de fevereiro.
Os interessados deverão inscrever-se através do email Maria.LC.Ribeiro@azores.gov.pt ou diretamente na Biblioteca.
As “Folhas de Quinta” aparecem com o propósito de conhecer, interpretar e apreciar as obras dos escritores convidados mensalmente para a iniciativa “Encontro com Escritores”.
Os participantes irão ler antecipadamente, e em grupo, algumas obras ou excertos de obras do autor convidado, num diálogo que tem como objetivo difundir o interesse pela literatura, pelo debate e pela compreensão da importância do livro na vida humana.
A partir do livro escolhido propõe-se um conjunto de interpretações que ajudarão os participantes a descobrir, através das personagens e da construção narrativa, uma filosofia de vida, que vai ao encontro dos temas universais da literatura.
Luísa Ribeiro, natural da ilha Terceira, tem dois livros de poemas publicados e está representada em diversas revistas e antologias no país e no estrangeiro.





Fonte:http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Biblioteca+P%C3%BAblica+e+Arquivo+Regional+Lu%C3%ADs+da+Silva+Ribeiro+cria+Clube+de+Leitura.htm
 
 
Patrícia Machado

Submarino alemão da II Guerra Mundial encontrado a sul do Pico


Os destroços do U-581, um submarino alemão da II Guerra Mundial, foram encontrados a sul da ilha do Pico, a 870 metros de profundidade, e formam atualmente um autêntico recife de corais de águas frias.

Foto da autoria de Fundação Rebikoff-Niggeler
Esta descoberta foi efetuada por uma equipa de investigadores da Fundação Rebikoff-Niggeler, sendo que no dia 2 de fevereiro de 2017 fez exatamente 75 anos que este submarino naufragou em frente à costa sul da ilha montanha, após ter sido perseguido e atacado pelo navio "HMS Westcott", um destroyer inglês que se encontrava no Faial.

O sítio dos destroços de U-581 representa uma oportunidade científica para se poder estudar a formação de um recife de corais de águas frias, sendo que a data exata do afundamento e, consequentemente, a idade máxima dos organismos que colonizaram o naufrágio são conhecidos.

Para saber mais acerca deste assunto e da história deste submarino visite:   http://www.rebikoff.org/submarino-U-581/submarino-u-581.html

Fonte: http://www.rebikoff.org/submarino-U-581/submarino-u-581.html

Ponta do Carapacho, Ponta da Restinga e Ilhéu de Baixo - Geossítios Ilha Graciosa


As Pontas do Carapacho e da Restinga são falésias costeiras que revelam a história do vulcão central da Caldeira da Graciosa, nomeadamente a sua fase inicial submarina basáltica (ex: o Ilhéu de Baixo, resquícios de um vulcão submarino). No Carapacho, as qualidades terapêuticas da água termal (40ºC) são bem conhecidas e exploradas.



Fonte: http://www.azoresgeopark.com/geoparque_acores/geossitios.php?id_geositio=20

Mares dos Açores são um dos Maiores Santuários de cetáceos do Mundo






Os Açores são actualmente um dos maiores santuários de baleias do mundo. Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 20 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. O número impressiona e corresponde a um terço do total de espécies existentes. 

Estamos num ecossistema de características únicas. Com a presença das majestosas baleias e dos simpáticos golfinhos, o azul do Atlântico torna-se ainda mais mágico e abençoado em redor destas nove ilhas. E traz para os novos tempos, onde preservação é palavra-chave, um grito antigo: “Baleia à vista!”. 

A observação de cetáceos é uma actividade que pode ser praticada nas águas de todo o arquipélago. A facilidade de encontrar baleias e golfinhos nestas paragens foi acompanhada pelo desenvolvimento de operadores turísticos dinâmicos e respeitadores da vida animal. Há por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos. 


Após a partida do barco, o vasto oceano é o cenário em que decorrem os encontros maravilhosos entre humanos e seres marinhos. Antes da partida, um briefing explica as espécies a avistar, medidas de segurança e procedimentos a adoptar para não interferir com a vida marinha. 

A bordo das embarcações de fibra ou semi-rígidas, é obrigatório o colete salva-vidas. Em certas condições meteorológicas, aconselha-se o uso de calças e casaco impermeável (normalmente providenciados pelos operadores). As saídas costumam ter uma duração aproximada de três horas. 

O avistamento das baleias e golfinhos mistura salpicos de água salgada com um turbilhão de emoções. No regresso a terra firme, nasce o desejo de regressar ao mar.



Fonte: ruralea



http://www.iloveazores.net

Museu Carlos Machado organiza oficina de cerâmica figurativa

A Direção Regional da Cultura, através do Museu Carlos Machado, promoverá de 24 a 26 deste mês, nos núcleos de Arte Sacra e de Santa Bárbara, em Ponta Delgada, a realização de uma oficina de cerâmica figurativa, orientada pelo ceramista Delfim Manuel, designada a participantes com conhecimentos em cerâmica.
As sessões decorrerão no dia 24, sexta-feira, das 14h00 às 17h00, no dia 25, sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 e, no dia 26, domingo, das 10h00 às 13h00.
Para inscrições e informações, os interessados devem contactar a equipa do Serviço Educativo do Museu Carlos Machado, através do telefone 296 202 930.
Nesta oficina, o Mestre Delfim Manuel passará conhecimentos sobre o movimento e a expressividade necessárias às figuras de barro que identificam o seu trabalho.
O espírito criativo, o talento de execução e a complexidade de elementos das suas obras, nomeadamente as de expressão religiosa, como os presépios e as custódias, fazem de Delfim Manuel um dos melhores ceramistas dos dias de hoje.
 

 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/museu-carlos-machado-promove-oficina-de-ceramica-figurativa
 
 
Patrícia Machado

Carnaval na ilha do Pico


Estamos no mês de Fevereiro, mês em que se festeja a amizade, o amor e claro o Carnaval!
O Carnaval nos Açores é um misto de Entrudo, com bailes, matinés, danças, marchas, alegria muita brincadeira e não esquecendo a nossa rica gastronomia. Nos Açores embora tenhamos nesta época costumes semelhantes, alguns podem variar de ilha para ilha. Algumas tradições com o passar dos tempos foram desvanecendo mas outras ainda se mantêm.
Deixamos aqui neste post uma nota de Ermelindo Ávila que nos dá um testemunho do Carnaval da ilha do Pico antigamente e de como é na actualidade.  

Carnaval da ilha do Pico

Chegados somos ao Carnaval ou Entrudo, os três dias que precedem a quarta-feira de cinzas ou entrada na Quaresma.
E os dicionários definem o Entrudo ou Carnaval como dias de praticar jogos com água, talco, tinta, etc. Dias de folguedos – mascarados, em que se comem viandas e guisados de carne.

Por aqui eram as filhós, as fatias douradas; os torresmos e a linguiça, para aqueles que matavam porcos.
Mas esses hábitos tradicionais de comemorar o Carnaval hoje são raros ou mesmo já quase desapareceram.
Ponta Delgada ainda há poucos anos conservava a “batalha das limas e água”. E, naturalmente, mantém esse “violento” desporto. Nas outras ilhas, ao menos no Pico, é costume que há muito desapareceu. Conservavam as máscaras e o enfarinhar, com farinha de trigo ou pó de arroz ou talco, mas isso também foi a pouco e pouco, desaparecendo. Aliás era, por vezes, uma maneira grosseira de festejar o Carnaval. Foi substituído, e bem, pelos bailes de fantasias nas sociedades recreativas ou em algumas, poucas, casas particulares.
Na freguesia da Piedade havia o “bando”, um pregão pouco cortês, onde eram apresentadas, entre “chacotas”, as mazelas ocorridas durante o ano e que, na terça-feira de Entrudo eram apregoadas, e ainda são, de cima de um muro, aos muitos curiosos que lá apareciam e que, dada a maneira como eram apresentadas, eram motivo de grande hilaridade. Chamavam-lhe o“testamento do burro”, embora o animal tivesse caído de uma rocha e morrido há vários anos.
Há meio século, o Carnaval era comemorado nas quatro semanas que antecediam a Quaresma. Não passavam de simpáticas e acolhedoras reuniões familiares, nas quintas-feiras de amigos e amigas, compadres e comadres e nos sábados e domingos seguintes. Essas reuniões familiares serviam para ver algum mascarado que aparecia com seus entremezes a divertir os assistentes. Numa ou noutra sala, se o espaço permitia, bailava-se, a tradicional chama-rita nos intervalos das passagens dos mascarados. Depois, foram aparecendo as sociedades recreativas e era nelas que os bailes passaram a realizar-se, com notória frequência e com alguns figurantes fantasiados. Uma maneira, aliás simpática, de festejar a quadra, e passar o serão dentro daquele espírito de fraterna convivência que era tradicional.
    Presentemente, com as transformações sociais que se operaram, nem se sabe se estamos na época carnavalesca muito embora nas últimas quintas-feiras os amigos e as amigas, os compadres e as comadres se hajam reunido para uma “jantarada” que, outrora, seria a ceia. Estamos, pois, chegados à Quaresma. Um tempo forte para os católicos que os demais nem a isso ”ligam”, como dizem empavonadamente.
Mais um Carnaval está a decorrer. Que todos se divirtam com ordem, paz e harmonia.

Nota de Ermelindo Ávila
Fonte: http://domeuretiro.blogspot.pt/search/label/matan%C3%A7as%20do%20porco

Ana Cabrita e Andreia Goulart


Receita de malassadas


http://oaventaldaana.blogspot.pt/

Não há carnaval sem malassadas/filhoses. Como não há carnaval sem danças e bailinhos de entrudo. Nesta época de alegria e cor só é completa com essas doçarias tradicionais, coscorões, filhoses do forno e filhoses fritas ou malassadas.


Num alguidar, deita-se 1 kg de  farinha com um buraco no meio onde se deita 6 ovos batidos, 2 colheres de sopa de  açúcar, 1 barra de fermento diluído em leite morno,  raspa de limão, 2 colheres de sopa de  manteiga, 1 cálice de aguardente e 1 colher de chá de sal , amassando-se muito bem. À medida que se vai amassando, vai-se juntando, a pouco e pouco,  leite  até se obter uma massa mais branda que a do pão de trigo. Se for necessário tornar a massa mais leve, pode-se juntar o leite necessário.
Põe-se a levedar em local bem quente, embrulhando o alguidar com um ou dois cobertores, para que a massa levede depressa.
Quando a massa estiver  levedada, e com os dedos untados de óleo   ou leite, tiram-se bocadinhos de massa que se moldam em forma circular, bem estendida no meio, e se  fritam em óleo bem quente. Depois de fritas, polvilham-se as malassadas com açúcar, ou com açúcar e canela.