Percursos do Artesanato dos Açores





Carolina Melo e Simas

Novas áreas de reserva à pesca no canal Pico-Faial vão ter monitorização científica






O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou hoje, na Horta, que a criação e gestão de áreas marinhas protegidas é um "objetivo central” do Governo dos Açores para o setor das pescas, salientando que a primeira medida do Eixo I do documento estratégico ‘Melhor Pesca, Mais Rendimento’ é, precisamente, a criação e gestão de áreas marinhas protegidas.

Fausto Brito e Abreu falava na assinatura de um protocolo para a monitorização científica das áreas de restrição à pesca em redor do Faial e do Pico, no seguimento da publicação, a 21 de junho, de uma portaria que estabeleceu regras específicas para o exercício da pesca nas áreas marinhas destas ilhas, nomeadamente nas áreas do Monte da Guia, ilhéus da Madalena e Baixa da Barca.

Através deste protocolo, assinado pelas direções regionais das Pescas e dos Assuntos do Mar, IMAR, Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA) e Associação de Armadores de Pesca Artesanal da Ilha do Pico (AAPAP), serão disponibilizados anualmente relatórios sobre a evolução do estado dos recursos marinhos naquelas áreas, que serão partilhados com as associações de pescadores, que farão o acompanhamento de todo o processo.

Brito e Abreu frisou que “foi a APEDA que, durante o processo de consulta pública sobre esta portaria, recomendou a monitorização científica do efeito destas áreas protegidas nos 'stocks' pesqueiros e ecossistemas marinhos”.

O Secretário Regional defendeu que, “se estas áreas foram bem geridas, todos têm a ganhar”, sustentando que “será importante para a pesca profissional, para a pesca lúdica, para a ciência e ainda para o turismo, em particular para os operadores marítimo turísticos”.

“Tudo faremos para que a operacionalização destes espaços traga um benefício líquido para o setor da pesca, que é ainda hoje na nossa Região a mais importante atividade económica que decorre no mar”, assegurou Brito e Abreu, referindo-se à fiscalização e à "sensibilização das pessoas que usam estas áreas”.

Para além das três novas áreas de restrição à pesca no canal Pico-Faial, este ano foram também criadas três novas áreas na Graciosa, designadamente na Baixa do Ferreiro, no Ilhéu da Praia e no Ilhéu de Baixo, e uma área em São Miguel, na Ribeira Quente.

No total, foram estabelecidas sete novas áreas de restrição à pesca nos Açores, adicionando assim mais 7.512 hectares à área dedicada à conservação dos recursos pesqueiros na Região.

A criação destas novas áreas resultou de um processo de participação ativa em que estiveram envolvidos dois serviços da administração regional, nomeadamente as direções regionais das Pescas e dos Assuntos do Mar, investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, bem como as associações que representam o setor das pescas nas respetivas ilha.

Fonte: http://www.azores.gov.pt/Portal/pt

Ana Cabrita



Açorianos que construíram barco para chegar à América naturalizados graças a Kennedy

Dois açorianos construíram há 65 atrás anos um barco para emigrar para os Estados Unidos da América, conseguindo adquirir a cidadania deste país com a ajuda de John F. Kennedy, que viria a tornar-se presidente.
"John F. Kennedy tinha-se empenhado na construção da igreja portuguesa de Cambridge e promoveu uma grande festa para assinalar o aniversário da instituição, num dos maiores hotéis de Boston, onde também estive presente e lhe fui apresentado", disse à agência Lusa Vítor Manuel Caetano (senhor na foto), de 91 anos, o único sobrevivente desta aventura.
Sr. Vítor Manuel Caetano
 
Evaristo Gaspar, já falecido, e Vítor Caetano, saíram de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a 28 de junho de 1951 e chegaram a 23 de agosto aos Estados Unidos, onde foram acolhidos como heróis, depois de terem sido dados como mortos.
Os dois foram recolhidos ao largo das ilhas Bermudas por um navio, quando a sua embarcação se encontrava à deriva e estavam sem alimentos há cerca de uma semana.
Vítor Caetano, que tinha 26 anos, declarou que quando se encontrou com John F. Kennedy este encontrava-se de muletas na sequência de uma cirurgia à coluna, da qual "muito se queixava".
Segundo o açoriano, John F. Kennedy, à data congressista pelo estado de Massachusetts, ficou fascinado com a sua aventura marítima e assegurou-lhe que iria empenhar-se na sua legalização para ficarem no país.
"Ele ficou admirado com a nossa história. Ele próprio contou-me como ficou ferido durante a II Guerra Mundial, num barco de patrulha. Todos os anos, graças a JFK, eu renovava os meus documentos e, quando faltavam sete dias para os cinco anos (período necessário para obter a cidadania), tornei-me cidadão americano", declarou Vítor Caetano, recordando que o congressista "mandava sempre cumprimentos" por via de um português que trabalhava numa das residências do clã Kennedy na Nova Inglaterra.
Quando o político de origem irlandesa chegou à presidência dos EUA, Vítor Caetano enviou-lhe uma carta a dar os parabéns "por ser presidente de um grande país como a América", tendo este retribuído com um agradecimento.
John F. Kennedy, cuja relação com a comunidade de emigrantes açorianos na costa leste dos Estados Unidos é conhecida, foi um dos responsáveis pelo 'Azorean Refugee Act', em 1958, a par de outro senador, John Pastore.
Esta foi uma legislação aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que permitiu às vítimas do vulcão dos Capelinhos, ocorrido na ilha do Faial em 1957, emigrarem para os Estados Unidos.
Vítor Caetano teve de abandonar o seu barco quando foi recolhido pelo navio, mas não antes de retirar de bordo os seus pertences mais importantes: a bandeira portuguesa, uma imagem da Virgem de Fátima e outra de São José, nome com que foi batizada a embarcação.
A aventura destes dois açorianos inspirou uma obra de ficção do escritor Manuel Ferreira, intitulada "O barco e o sonho", que foi adaptada para televisão.






Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/acorianos-que-construiram-barco-para-chegar-a-america-naturalizados-gracas-a-Kennedy
 
Patrícia Machado

Guia Turístico do concelho das Lajes das Flores












A Câmara Municipal das Lajes acaba de lançar um novo guia turístico do concelho das Lajes das Flores.
A elaboração deste guia tem como principal objetivo a divulgação de informação relevante acerca do concelho, nomeadamente a história, os monumentos religiosos, bibliotecas, museus e pólos museológicos a visitar, inclui informações sobre a cultura, o património natural, as festas do concelho, disponibiliza detalhes sobre o mar e as zonas balneares, sobre os pontos de interesse do concelho, as atividades que se podem desenvolver como o canyoning, o bird watching, os trilhos, circuitos e passeios pedestres, e contempla ainda informações uteis, nomeadamente sobre as unidades de alojamento, de restauração e merendários do concelho.

Com a elaboração deste Guia, o Municipio procurou dotar o Municipio de mais uma ferramenta que complemente o trabalho que tem vindo a ser efetuado nesta área, neste caso ao disponibilizar a quem nos visita informação detalhada sobre o Concelho, nomeadamente nas unidades e espaços que o Municipio disponibiliza.
Fonte: www.cmlajesdasflores.pt

Silvia Vieira

Rota dos geosítios na Graciosa

   O Parque Natural da Graciosa promove uma saída de campo direccionada a turistas com vista a proporcionar o contato direto com os geossítios. 
  Esta iniciativa denominada “Rota dos Geossítios da Graciosa” realiza-se no dia 24 de agosto, a partir das 10 horas, com saída do Hotel Graciosa Resort. 
    Os participantes ficarão também a conhecer o trabalho do Geoparque Açores sobre o património natural geológico da ilha Graciosa. 
   Na Graciosa estão identificados 5 geossítios de interesse científico, pedagógico e turístico: Ponta da Barca e Ilhéu da Baleia; Porto Afonso; Caldeirinha de Pêro Botelho; Caldeira e Furna do Enxofre; e Ponta do Carapacho, Ponta da Restinga e Ilhéu de Baixo.



Fonte: http://www.rtp.pt/acores/graciosa-online/rota-dos-geossitios-cartaz-_51049

Living Traditions @ São Roque do Pico


Município de São Roque do Pico

O "Living Traditions" é um programa de visitas guiadas a pontos de interesse cultural criado para que conheça as nossas tradições pela voz de quem as sabe: Artesanato, construção naval tradicional, gastronomia regional, queijo do pico (DOP), vinha e vinhos.

 Estas atividades acontecem até Novembro de 2016, de segunda a sexta-feira, a partir das 10h30, todas as visitas são gratuitas, bastando apenas fazer uma reserva através dos seguintes contactos:


Curato de Nossa Senhora da Esperança

O Curato de Nossa Senhora da Esperança foi o primeiro a ser fundado na Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, por volta do ano 1738.  
A primeira ermida deste curato foi construída por Mateus Nunes no lugar da Esperança Velha, que já existia no ano de 1632, mas era pequena e situava-se fora do centro do povoado. 
A construção da atual Igreja da Senhora da Esperança ocorreu em 1847, estando o local da antiga ermida assinalado com um cruzeiro. 
O templo foi reconstruido em 1898 e voltou a receber obras de restauro em 1967 e em 2004, quando era pároco deste curato o Padre José Simões Borges (1928-2013). 
Mede 14,60 metros da porta ao arco da capela, por 6,85 de largura e apresenta uma torre com grimpa em forma de pirâmide. 
A imagem primitiva da ermida da Esperança Velha ainda existe, sendo a imagem contemporânea do inicio século XX, oferecida por um grupo de graciosenses residentes na Bahia, Brasil, em 1906.




Fonte: http://www.rtp.pt/acores/graciosa-online/curiosidades-da-festa_51027