Festival Ilha Branca 2017


 A organização do Festival Ilha Branca lançou, o cartaz da edição deste ano, que decorre entre 11 e 14 de Agosto, integrado nas Festas do Concelho de Santa Cruz da Graciosa.
O festival abre com atuação de Aurea, a 11 de Agosto, contando ainda com o DJ Rafman.
A 12 de Agosto, atuam os Pó de Palco e o Dj Karetus e no Domingo, João Pedro Pais e o Dj Gaspar.
O festival encerra a 14 de Agosto, Feriado Municipal, com Herman José e Festa dos Trintões.




Fonte: http://www.radiograciosa.com/

A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii

Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) - Espécie introduzida nos Açores em meados do séc. XIX
 
Fonte: http://triplov.com/zoo_ilogico/Lacerta-dugesi/Antropofilia/index.htm

Classificação Ciêntifica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família:Lacertidae
Género: Lacerta
Espécie: L. dugesii

A Lagartixa-da-Madeira Teira dugesii (Milne-Edwards, 1829) é o único réptil terrestre do arquipélago dos Açores. Trata-se de uma espécie endémica dos arquipélagos da Madeira e Selvagens que foi introduzida nos Açores em meados do séc. XIX e, atualmente, distribui-se por todas as ilhas embora a sua presença apenas tenha sido detetada em algumas ilhas, nomeadamente nas Flores e no Corvo, por volta do ano de 2007 ou um pouco antes. Foi referida pela primeira vez por Henri Drouët no seu “Rapport a sa Majesté le Roi du Portugal sur un voyage d’exploration scientifique aux îles Açores”, realizada na primavera e verão de 1857. Nele afirma de ter feito uma descoberta de algum interesse na Graciosa, um lagarto que ninguém sabia da existência nos Açores, e que poderá ser inédita, caso não seja uma espécie da Madeira ou de Portugal Continental. 

Posteriormente no seu “Éléments de la Faune Açoréenne”, publicado em 1861, Henri Drouët já se refere ao “lagarto de Dugès (Lacerta Dugesii)”, como o único réptil terrestre dos Açores, cuja presença ele descobriu na Graciosa, e que já tinha sido descoberto anteriormente na Madeira, onde é muito comum. Admite-se a existência de 4 subespécies nos arquipélagos da Madeira e Açores: T. dugesii dugesii que ocorre nas ilhas da Madeira e Açores, T. dugesii mauli nas Desertas, T. dugesii jogeri na ilha do Porto Santo e T. dugesii selvagensis nas ilhas Selvagens.

Fonte: http://siaram.azores.gov.pt/fauna/repteis/_intro.html
 É um lacertídeo omnívoro e oportunista que se encontra associado a uma grande diversidade de habitats desde o nível do mar até aos cerca de 1861 m de altitude na sua distribuição original. Contudo, a sua presença é mais abundante abaixo dos 500 m onde pode ser encontrada em áreas rochosas, praias e zonas de vegetação arbustiva e esparsa, sendo particularmente abundante em meios urbanos, rurais e zonas agrícolas. É habitual em muros de pedras e pode trepar árvores. Embora ocorra em populações severamente fragmentadas, a espécie é considerada como não ameaçada devido às grandes densidades que apresenta. Apesar disto, como se trata de uma espécie insular, poderá estar mais vulnerável a alguns tipos de ameaças tais como a perda de habitat. Encontra-se listada no Anexo II da Convenção de Berna. É uma lagartixa de aspeto robusto que tem a particularidade de apresentar um padrão de coloração dorsal muito variável sendo frequente encontrar indivíduos, na mesma população, com tonalidades esverdeadas, acastanhadas ou quase negras com numerosos pontos esverdeados ou amarelados. O ventre e bege ou amarelado e por vezes com manchas escuras. Pode atingir um comprimento de aproximadamente 80 mm e 235 mm de comprimento total com cauda. Apresenta dimorfismo sexual sendo que os machos são de maiores dimensões e podem apresentar tons esverdeados ou azulados no ventre e garganta. As fêmeas têm duas a três posturas de ovos por ano. Os juvenis têm um comprimento de cerca de 30 mm quando eclodem.

Festival Maré de Agosto anuncia primeiros nomes para 33ª edição

Músicos portugueses, cubanos, espanhóis, franceses e sul-africanos vão participar este ano no festival Maré de Agosto, que decorrerá de 18 a 20 do mês que lhe dá nome, na ilha de Santa Maria.
Do cartaz da 33ª edição do festival fazem parte artistas como Soweto Soul, La Sra Tomasa, Bombino, Moullinex, Cristóvam, Retimbrar e Les Freres Smith.
“Temos um pouco de tudo. Vários géneros musicais e este ano vamos ter três atuações por noite, mais um ‘live set’ ao contrário dos últimos anos, em que normalmente tínhamos uma DJ. Trata-se de uma performance ao vivo em que parte da música é feita no momento”, declarou à agência Lusa Roberto Moura, responsável no festival pela imprensa.
O Maré de Agosto realiza-se anualmente, sem interrupções, desde 1984 na ilha de Santa Maria, sendo, o festival português de música que se realiza há mais tempo de forma contínua.
As várias edições deste festival, organizado pela Associação Cultural Maré de Agosto, já levaram a Santa Maria, onde vivem cerca de 5.500 pessoas, centenas de bandas e perto de mil músicos.
Segundo Roberto Moura, faltam apenas anunciar quatro artistas, cujas negociações ainda decorrem, mas que a organização conta poder revelar quem são em maio ou o mais tardar em junho.
“O festival, efetivamente, depois de 32 edições a caminho das 33 já ganhou algum nome pelo mundo inteiro, nem que seja pelo facto de alguns artistas que vêm e espalham sempre a mensagem”, referiu Roberto Moura, acrescentando que há músicos que atuam na Maré porque conheceram alguém que já tocou antes.
 “Tentamos que seja bastante diversificado e inclua géneros musicais do mundo inteiro”, assegurou Roberto Moura, acrescentando que a edição 2017 do festival tem uma água viva como imagem de marca.
Além dos concertos, o festival Maré de Agosto inclui sempre exposições de fotografia, atividades desportivas, entre outras iniciativas de carácter cultural durante os três dias do evento.










Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/festival-mare-de-agosto-anuncia-primeiros-nomes-para-33-edicao
 
 
Patrícia Machado

Feira Taurina da Graciosa 2017


A Comissão Taurina das Festas de Santo Cristo dos Milagres apresentou o cartaz da Feira Taurina da Graciosa de 2017.
João Moura Júnior é o cabeça de cartaz da edição deste ano, que vai contar com a presença de Tiago e João Pamplona, nas corridas de 12 e 14 de Agosto.
O cavaleiro João Moura Júnior vem à Graciosa, pela segunda vez, no ano em que está a festejar 10 anos de alternativa.
A feira terá a participação de três grupos de forcados, os habituais grupos da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande, sendo convidado deste ano o Grupo de Forcados de Alter do Chão.
Vão correr toiros das ganadarias de engenheiro Luis Rocha, adquiridos por Valentim Santos e de Rego Botelho.
António Lourenço, membro da comissão taurina, disse que a aposta em João Moura Júnior tem a haver com os excelentes espetáculos do cavaleiro em 2016.
A comissão desvaloriza o fato do cavaleiro também participar em corridas na Terceira, até porque não há espetáculos iguais e há uma oportunidade dos aficionados voltarem a ver mais duas corridas deste cavaleiro, mas também dos irmãos Pamplona, que tem triunfado nas corridas na Graciosa.
A Feira Taurina da Graciosa tem vindo a assumir-se cada vez mais como um cartaz turístico para a ilha.
Avelar Santos, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, disse que em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia, vão trabalhar que as festas sejam atrativas, mantendo-se como um cartaz  turístico da ilha, durante o Verão.




Fonte: http://www.radiograciosa.com/

História do 25 de Abril de 1974





Os militares golpistas, auto denominados Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da acção.
A par das movimentações em Lisboa no 25 de Abril de 1974, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.
Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.
Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.
Ao longo do dia 25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.
O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares. Podemos concluir que o 25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacifico.
Por detrás dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.
A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.
Mas a gota de água que terá despoletado a acção revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.
Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a auto-determinação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.
Todos estes factores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.
25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia. O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na Histoŕia de Portugal.

Fonte: www.historiadeportugal.info 


World Travel Awards








Os Açores estão de novo nomeados para o melhor destino insular da Europa. Deixe o seu voto na página oficial dos World Travel Awards emhttp://bit.ly/2pC2CsU.



Fonte:https://www.facebook.com/VisitAzores.travel/





















Grupo realiza travessia a São Miguel, a pé, em quatro dias



Um grupo formado na rede social Facebook, composto por cerca de 1.500 membros, vai promover uma travessia da ilha de São Miguel, de este para oeste, através de trilhos pedestres, durante quatro dias.
 

“Esta ideia já existe há muitos anos e, desta vez, vai em frente, fazendo-se a travessia da ilha de São Miguel de este para o oeste, sem paragens, apenas para pernoitar”, declarou à agência Lusa Paulo Machado, administrador do grupo.
O grupo, que existe há cinco anos, visa “fomentar o gosto pela aventura e pedestrianismo”, combater o 'stress' e o sedentarismo do dia-a-dia, bem como promover um “maior conhecimento pessoal e de locais pouco conhecidos" da ilha de São Miguel, a maior do arquipélago dos Açores.
Paulo Machado referiu que já foi realizada uma iniciativa semelhante por parte da associação ecológica Amigos dos Açores, mas os participantes iam dormitar nas suas residências e retomavam a caminhada no dia seguinte, o que não acontece com este evento, uma vez que se dorme ao relento, em sacos-cama.
O responsável pela iniciativa disse que esta caminhada de quatro dias não está vedada apenas aos elementos do grupo, estando aberta a todos os potenciais interessados.
“Pretendemos chamar a atenção para a necessidade de termos na ilha uma grande rota de um trilho com cerca de 103 quilómetros, uma vez que há cada mais procura deste tipo de produto”, afirmou Paulo Machado.
Paulo Machado explicou que esta rota poderia compreender espaços “bastante interessantes” como o Pico da Vara, Pico do Ferro, Castelo Branco, Lagoa do Fogo, Ginetes, Sete Cidades e Ferraria, localidades onde já existem alguns trilhos mas que não se encontram ligados numa única rota.
O responsável defendeu a necessidade de criar mais trilhos oficiais na ilha, tendo exemplificado que dos cerca de 20 trilhos realizados pelo grupo, em 2016, apenas cinco detinham esta classificação.
Paulo Machado afirmou que para além de dormirem ao relento, os caminhantes que aderirem à iniciativa vão fazer a sua higiene pessoal em ribeiras, fatores que admite poderem ser desmotivadores para aderir à iniciativa.
Durante os quatro dias, os participantes vão caminhar diariamente cerca de 30 quilómetros por um período de 10 horas.
O responsável recordou já ter o grupo promovido uma travessia norte-sul da ilha de São Miguel, que “não é muito extensa e se realiza apenas num dia”, sendo esta uma dimensão "completamente diferente".


Fonte: Jornal Oriental

III Troféu de Pesca Submarina da ilha do Pico


Graciosa recebe evento motard de 9 a 11 de junho

Graciosa Motofest



Realiza-se nos dias 9, 10 e 11 de junho o "GraciosaMotofest 2017". 

Este evento é organizado pelo Motoclub da Ilha Graciosa, em conjunto com um grupo de sócios que tem participado em concentrações organizadas em outras ilhas, designadamente, São Miguel, Terceira, Flores e Santa Maria.

Programa:


Fonte : https://www.rtp.pt/acores/graciosa-online/motofest-2017-programa_53217

Para mais informações e inscrições visite: http://graciosamotofest.motoclubilhagraciosa.pt/

"A Perna Esquerda de Tchaikovski" sobre ao palco do Grande Auditório a 25 de abril

A Companhia Nacional de Bailado (CNB) apresentará no próximo dia 25 de abril no Grande Auditório, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, "A Perna Esquerda de Tchaikovski".
"Peça para uma bailarina e um pianista, que escusam apresentações, respetivamente Barbora Hruskova e Mário Laginha, com texto e direção de Tiago Rodrigues que, a convite da Companhia Nacional de Bailado, e em diálogo com o piano de Laginha, revisita a carreira de Hruskova", desenvolve a nota de imprensa da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, acrescentando que o bailado começará às 21h30.
A Companhia de Bailado Nacional está desde o mês de março, em digressão nacional para assinalar 40 anos de existência.








 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/a-perna-esquerda-de-tchaikovski-sobre-ao-palco-do-grande-auditorio-a-25-de-abril
 
Patrícia Machado

Dez mil trutas produzidas na Ilha das Flores em 2016








Os números foram avançados pela diretora regional dos Recursos Florestais, entidade responsável pela gestão das espécies piscícolas e de pesca em águas interiores, que assegura o fomento da pesca desportiva da truta através da realização anual de repovoamentos com peixes provenientes da reprodução artificial realizada nos postos aquícolas da Reserva Florestal de Recreio do Viveiro das Furnas (em São Miguel) e da Reserva Florestal Luis Paulo Camacho (nas Flores).


A pesca desportiva nas águas interiores do arquipélago constitui uma importante componente ao nível da oferta e também oaproveitamento dos recursos naturais da Região. Esta pesca é praticada apenas em São Miguel e nas Flores, as únicas ilhas que possuem lagoas e ribeiras com condições para a manutenção e pesca de espécies piscícolas.

Na ilha das Flores pode-se pescar truta nas ribeiras dos Moinhos, Além Fazenda, Fazenda, Silva, Urzela e Grande e na Lagoa da Lomba.


Fonte: Fórum da Ilha das Flores

Mostra de Filmes Internacionais Sobre a Baleação








Realiza-se no Auditório do Museu dos Baleeiros, nos dias 20 e 27 de abril, 4 e 25 de maio, 5 e 10 de outubro e 2 e 30 de novembro, com entradas gratuitas.
Trata-se de uma parceria entre o Museu dos Baleeiros e a Comunicar Atitude. Convida à revisitação de memórias, com objectivos de aumentar o espólio fotográfico histórico das Lajes do Pico, convidando a população à partilha de fotografias antigas referentes à baleação.
Propõe-se a digitalização imediata, mediante a autorização dos proprietários. A recolha de imagens decorre até final do ano de 2017, junto da Comunicar Atitude e do Museu do Pico.



Fonte: https://www.facebook.com/comunicaratitude/

O Espírito Santo amansou o mar



Antigamente o porto de serventia do Corvo era uma entrada natural, muito próxima dos moinhos, que depois foi melhorada e a que chamaram de Porto Novo. Por ali se fazia o embarque e desembarque de bens e mercadorias que entravam e saíam da pequena ilha, principalmente do gado que se exportava. 
 Uma certa vez, pelo Espírito Santo, tinham que ir levar uns bois para a festa na ilha das Flores. Apesar da época do ano, quase Verão porque Junho já ia adiantado, o tempo estava muito mau, principalmente à saída da barra, o que impedia os batelões a remos de saírem do Corvo. Era já vésperas do Espírito Santo e o tempo não melhorava. Os homens andavam por cima do cais, olhavam para o mar, miravam o céu a ver se vislumbravam ares de bom tempo, mas nada. 
 O mestre, que era um homem muito crente no Espírito Santo, a dada altura olhou para o mar e para o céu e, depois de pensar algum tempo, disse: 
 — Olha, eu sei com quem é que estou trabalhando... gado para o barco!... 
 Os outros acharam que ele estava doido em se querer arriscar tanto. 
 Um homem arriscou a dizer: 
 — Eh mestre, o tempo tá muito mau! É melhor não sair ainda! 
 Mas o mestre estava confiante no Espírito Santo e decidido a fazer a viagem. Com voz segura ordenou: 
 — Gado pra dentro! 
 Mais por obrigação do que por vontade, carregaram o gado e o barco largou do cais entre choros e lamentos das mulheres e acenos de reprovação dos homens que achavam aquilo uma aventura louca. Assim que o barco com o gado para o Espírito Santo chegou à barra do Porto Novo, o mar amansou de repente e ficou como azeite. As pessoas estavam pasmadas, algumas benziam-se e diziam: 
 — Louvado seja o Senhor Espírito Santo! 
 A viagem até Ponta Delgada das Flores não podia ter sido melhor porque o Espírito Santo tinha amansado o mar para que a carne não faltasse para as esmolas do dia da Sua festa.


Fonte: Furtado Brum

Calendário do TRAA 2017 (Troféu de Ralis - Asfalto Açores)



Já está publicado em fpak.pt e tac.com.pt o boletim de inscrição e regulamento da edição de 2017 do Troféu de Ralis de Asfalto Açores (TFRAA), uma organização conjunta do Terceira Automóvel Clube, Clube Asas do Atlântico e Pico Automóvel Clube com a colaboração da Associação Graciosense de Promoção de Eventos.
A edição deste ano terá 6 provas pontuáveis divididas pelas ilhas Terceira, Santa Maria, Pico e Graciosa, iniciando-se já no XXXVI Rali Sical uma prova organizada pelo TAC e que se realiza a 29 e 30 de abril, também a segunda prova pontuável para o CRA.
O regulamento sofre algumas alterações em relação a 2016 e apresenta também alguma novidades, destacando-se por exemplo, as inscrições do TFRAA que podem ser realizadas até ao dia de fecho das inscrições da respetiva prova pontuável, tendo como data limite o fecho das inscrições da terceira prova pontuável.






Fonte:http://www.radiograciosa.com/

Lançamento do livro “As Fadas” de Antero de Quental a 18 de abril

A Câmara Municipal, em parceria com a Associação dos Antigos Alunos do Liceu Antero de Quental, vai lançar o livro “As Fadas”, de Antero de Quental, ilustrado por alunos da Escola que tem o nome de um dos maiores pensadores portugueses de todos os tempos, nascido em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
O lançamento ocorre no Dia dos Monumentos e Sítios, no próximo dia 18 de abril e, também, do nascimento do poeta e pensador do século XIX.
Antero de Quental foi uma lenda em Coimbra. Mestre do soneto, defensor da modernidade, fez parte de uma das mais ricas gerações de intelectuais portugueses. Conheçamos a voz insular do académico revolucionário.
Antero de Quental, que nasceu em 1842 e faleceu em 1891, foi um espírito inquieto que viveu entre “o sentimento e a razão, a sensibilidade e a vontade, o temperamento e a inteligência.”
O livro, cujo lançamento está agendado para 18 de abril, às 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, vai ser apresentado por Maria João Ruivo.










 
Fonte: http://obreves.pt/2017/04/12/lancamento-do-livro-as-fadas-antero-quental-18-abril/
Patrícia Machado


7 Maravilhas de Portugal Aldeias




O Município de São Roque do Pico promoveu a candidatura do Lajido de Santa Luzia Às 7 Maravilhas de Portugal Aldeias!


Fonte:https://www.facebook.com/municipiosrp

HORA DO OFÍCIO: WORKSHOP DE FOLHA DE MILHO



O Governo Regional em conjunto com o Centro Regional de Apoio ao Artesanato, Realiza de 29 de maio a 03 de junho no Mercado Municipal de Santa Cruz, um Workshop de Folha de Milho.
Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição em anexo e enviá-la por e-mail até dia 19 de maio, ou poderão contatar o serviço da Vice-Presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial – Serviço de Ilha das Flores e Corvo.
Rua Dr. Armas da Silveira, n.º 1 - B
9970 – 331 Santa Cruz das Flores
Telefone/Fax: (+351) 292 592 846

Fonte: Camara Municipal de Lajes das Flores


III Encontro Pedras Negras


MiratecArts apresenta a terceira edição do Encontro Pedras Negras de 26 a 28 de maio, 2017, na ilha do Pico - é o evento de arranque da quinta edição do festival internacional de artes Azores Fringe. O Encontro Pedras Negras é uma oportunidade anual para escritores e individualidades das letras, se encontrarem, discutirem assuntos de interesse, partilharem os seus trabalhos e conhecerem outras pessoas, com os mesmos interesses. Através de workshops, palestras, painéis e partilhas de leituras na natureza, este fim-de-semana de desenvolvimento e inspiração é aberto a qualquer açoriano que tenha publicado um livro, ou que participe com jornais e revistas como cronista ou jornalista. Não há convidados, são todos abraçados logo que tenham a disponibilidade e interesse no convívio e partilha. Não-açorianos também são bem vindos, e avançamos já participação canadiana. Interessados devem preencher o documento na sua totalidade e mandar até 12 de abril para que o nome consiga entrar na revista programa do evento. azoresfringe@gmail.com
Inscrições: www.azoresfringe.com
Link Direito: http://mirateca.com/fringe/encontropedrasnegras
Fonte: http://mirateca.com/fringe/encontropedrasnegras/default.aspx

A lenda do Ilhéu do Monchique - Ilha das Flores






Hoje o Monchique é um enorme ilhéu, situado a Oeste da ilha das Flores da qual dista cerca de cinco milhas. Situado precisamente em frente à freguesia da Fajã Grande, da qual é uma espécie de ex-libris, aquele ilhéu açoriano constitui, verdadeiramente, o ponto mais ocidental da Europa e, durante séculos, serviu como ponto de referência para acertar as rotas e verificar os instrumentos de navegação das inúmeras embarcações que navegavam entre a América e a Europa.
O ilhéu é um enorme rochedo de sólido basalto, constituindo os restos de um cone litoral desmantelado pela erosão marinha. Eleva-se a partir de uma plataforma sita a 40-50 m de profundidade, constituída por escoadas lávicas de morfologia irregular, o que confere aos fundos circundantes um micro relevo acentuado. São numerosas as cavidades submarinas nas encostas deste ilhéu. A região mais profunda da formação é recoberta por depósitos de blocos, calhaus rolados areias. Nas zonas próximas à linha de costa do ilhéu as escoadas lávicas apresentam grandes fraturas, originando paredes verticais. A baixa profundidade existem covas de gigante de grandes dimensões. O ilhéu está no centro de uma região de grande diversidade biológica, com cerca de uma centena de espécies identificadas. A flora litoral é dominada por uma alga castanha, junto das quais existem cracas. Nas águas circundantes são abundantes, entre outros, os peixes-rei.
Mas o Monchique nem sempre foi um simples ilhéu. Segundo uma lenda muito antiga, acredita-se que em tempos muito recuados, o Monchique terá sido uma bela e grande ilha, com uma área igual ou superior à sua congénere de São Miguel e um com formato, no que à orla marítima diz respeito, em parte semelhante à ilha do Pico, com a chamada “ponta da ilha” voltada a oeste. Isto significa que o que a parte mais oval da ilha, assaz mais volumosa do que a da ilha do Pico mas também onde se situava um cone vulcânico de que o Monchique é o último resíduo, se situava a lesta e, por conseguinte, voltada para as Flores que, assim, disfrutaria de uma vista desta ilha muito semelhante à que do Pico se visiona do Faial. Era esta parte daquela ilha mistério, voltado a este, que delineava uma espécie de canal muito estreito, que, separado das Flores, na direção norte/sul, permanecia, frequentemente agitado, devido à força das correntes marítimas que por ali passavam e dos ventos fortíssimos que se faziam sentir, chamado, por isso mesmo, de “Rio Mau”. Por sua vez a sul, e a unir os extremos do bojo com a aguçada ponta situava-se uma descomunal baía ocupando uma área de aproximadamente metade da superfície da ilha.
Contam outras lendas que os piratas europeus ficavam hipnotizados por essa ilha do Atlântico norte, sobretudo pelo seu tamanho, altitude e beleza, muito descomunal relativamente às vizinhas ilhas do Corvo e Flores, com que formavam uma espécie de segundo arquipélago. Tratava-se, segundo relatos de alguns documentos escritos deixados por aqueles piratas, de uma ilha de rara beleza, que encantava quem por ela passa e se aventurava a penetrar nela e a descobrir as inúmeras belezas, vistas maravilhosas, árvores frondosas e as diversas praias. Em meio do Atlântico, protegidas pelo sol e pelo oceano, abençoada pelos deuses, cheia de montes,
Acredita-se que muito antes do povoamento e colonização dos Açores, conforme consta de alguns portulanos muito antigos, assim como as Flores e o Corvo e em conjunto com estas, a ilha tinha o nome de Insulae Corvis Marinis, nome dado pelos navegadores que ao largo passavam e viam as ilhas cobertas de vultos que pareciam corvos negros. Já por esse tempo, no entanto, a ilha do Monchique parecia destacar-se do conjunto das três. Como estava mais próxima das Flores do que o Corvo, terá sido designada por “mui tcenca” ou seja, muito próxima, o que, mais tarde terá evoluído para Monchique. A ilha possuía uma importância incomum graças a sua posição geográfica estratégica e de proteção à navegação que ancorava na sua enorme baía não só para se abrigar de ventos e tempestades mas também para se abastecer de água e frescos.
Muitas lendas foram criadas à volta desta ilha que ainda hoje se continua a vislumbrar mas apenas nas manhãs de São João e se estas nascerem cobertas de uma densa e inebriante bruma.


Fonte: Pico da Vigia 2

Coliseu Micaelense recebe projeto BeAtitude Music Sessions

O Coliseu Micaelense estreia no próximo dia 15 de abril o projeto BeAtitude Music Sessions, uma ideia inovadora que junta boa disposição e inovação ao som de grandes revelações.
Uma nota da casa de espetáculos avança que se trata de um evento para todas as gerações, às 23:00, num novo conceito de espetáculo e animação musical promovido pela J&M Eventos, com o objetivo de estimular novos olhares e grandes agitações friendly em torno da realização de iniciativas em espaços emblemáticos da ilha de São Miguel.
A estreia deste novo conceito tem lugar no quase centenário Coliseu Micaelense e, segundo a organização, o cartaz da primeira edição do BeAtitude Music Sessions é constituído por artistas nacionais como Virgul, Mishlawi, Holly e Crise.






 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/coliseu-micaelense-recebe-projeto-beatitude-music-sessions
 
 
Patrícia Machado

Uma ronda pela música e pelas sopas dos Açores

 Ronda dos Quatro Caminhos


 "Sopas do Espírito Santo" é novo disco da Ronda dos Quatro Caminhos, com músicas tradicionais açorianas, tocadas pela Orquestra Regional Lira Açoriana e com a participação de coros polifónicos das nove ilhas.
As sopas do Espírito Santo ou do Império são um prato típico dos Açores, com carne de vaca, muitas vezes também fígado e sangue, outras vezes carne de galinha, e sempre com pão. São servidas por alturas das festas do Divino Espírito Santo, nos domingos após a Páscoa. Estamos, portanto, quase a chegar ao momento delas. Das sopas. Já o disco da Ronda dos Quatro Caminhos que tem o mesmo nome está já aí, pronto a ser degustado.
Como se adivinha, em Sopas do Espírito Santo o grupo de música tradicional portuguesa viajou até às ilhas açorianas e foi aí buscar a inspiração e as canções. Mas mais do que isso. O disco foi feito com a Orquestra Regional Lira Açoriana e conta com a participação de vários coros e outros músicos da região.
 E, enquanto a Ronda dos Quatro Caminhos espera uma oportunidade para ir tocar aos Açores, com estes músicos, o disco vai ser apresentado ao vivo já na noite de 24 de abril, na Praça do Giraldo, em Évora, com a banda filarmónica e de coros polifónicos da cidade: "Este disco tem a particularidade de poder ser tocado com qualquer banda filarmónica, porque os músicos hoje têm uma fortíssima formação musical. Nós conseguimos fazer este espetáculo com qualquer banda filarmónica com apenas dois ensaios, sendo que um deles é à distância".

Fonte: Diário de Notícias