Os Maios na Ilha Terceira


Maio "Pastor à Corda" no Quiosque de Turismo da Praia da Vitória

O dia 1 de Maio - Dia do Trabalhador – é celebrado de uma forma especial nas ilhas dos Açores, principalmente na Ilha Terceira.
Este dia é comemorado com bonecos de pano, feitos à semelhança do homem, que representam pessoas em episódios do quotidiano. Neste dia, as pessoas embelezam as suas portas, varandas, jardins com estes bonecos, tradicionalmente designados como Maios, de forma a adornar o local mas também com um sentido crítico e/ou cómico.
Julga-se que esta tradição esteja associada às boas colheitas, e seria uma forma de dar as boas vindas ao Verão que se avizinha e despedir-se do Inverno. Considera-se que os Maios são muito semelhantes aos espantalhos, semelhança esta que se justifica pelo facto de as pessoas quererem garantir que as suas colheitas seriam as melhores.
Na ilha Terceira, este dia é também vivido intensamente pelo facto de começarem as tradicionais touradas à corda, que fazem mover centenas de pessoas. É uma tradição que se mantém até aos dias de hoje e uma das mais emblemáticas da ilha. Para saber mais informações sobre a tourada à corda, pode aceder aqui.
Deste modo, e porque não podia perder essa ocasião, o Quiosque de Turismo da Praia da Vitória criou o seu Maio, querendo representar um pastor de tourada à corda. 

No dia 1 de Maio, não pode perder a oportunidade de nos fazer uma visita. Ficamos à sua espera!

Sara Luís e Catarina Cota

Mergulho na Ilha Graciosa









Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=3R8v4aiikSE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=MtM3NmQpsQA

As Espécies de São Jorge




Fonte: Vídeo Digital Faria de António Faria

Agência de Viagens Abreu na Horta


A Agência de Viagens Abreu na Horta abriu em 1999.
É composta por três funcionários, Luís Gonçalves, a trabalhar lá há 13 anos; Idília Garcia, a trabalhar lá há 11 anos e Elisabeth Mello, a trabalhar lá há 4 anos.
Os serviços que esta agência presta é composto por reservas e emissão de bilhetes de avião, comboio, barco; venda de pacotes turísticos; aluguer de viaturas, marcação de alojamento, venda de bilhetes de eventos; recepção de clientes; programação de visitas; marcação de táxis.
 Os três serviços mais frequentes são a emissão de bilhetes de avião, venda de pacotes turísticos e marcação de alojamento.
Em termos de incoming e outgoing esta agência tem uma percentagem maior de clientes de incoming, visto que é que faz a recepção dos visitantes dos programas da Abreu.
Embora também trabalhe com algum do mercado espanhol e brasileiro, a grande percentagem do mercado com que trabalha é o nacional.
Durante todo o ano, se houver número mínimo de participantes, poderão ser feitas visitas guiadas, mas a grande incidência é nos meses de época alta, Julho e Agosto.
As excursões que esta agência faz são Faial e Vulcão dos Capelinhos (meio-dia); Visita à Ilha do Pico (dia inteiro com almoço e lancha); Caminhada ao Capelo-Capelinhos, Caminhada à Rocha da Fajã, Caminhada à Caldeira, Rumo ao Morro de Castelo Branco; Subida ao Pico (dia inteiro); Observação de Cetáceos (Pico ou Faial); Baptismo de Mergulho (Pico ou Faial); Jipe Safari Faial (meio-dia e dia inteiro); Jipe Safari Pico (meio-dia e dia inteiro) e Passeios em BTT (meio-dia).
Existe uma brochura da Abreu, intitulada "Super Açores", que propõe vários programas aos Açores,  havendo um específico para o Faial, existindo também o Circuito Açoriano e o Circuito Paisagens e Sabores (no Verão), que passam também pelo Faial. Para mais informações sobre estes programas pode consultar o site da Abreu, www.abreu.pt.
A Agência de Viagens Abreu, na Horta, está situada na Praça do Infante, 20 r/c, com o telefone 292 208 490, fax 292 208 499 e e-mail horta@abreu.pt.





URBANO, antologia breve

Está patente na sala Dacosta, no museu de Angra do Heroísmo com abertura às 18h00 a exposição URBANO: antologia breve até ao dia 3 de Junho.
 Urbano é um pintor micaelense que usa técnicas e vários materiais para representar temas naturais. Estudou gravura na Slade School de Londres com Bartolomeu dos Santos, tendo realizado inúmeras exposições em S. Miguel e em Portugal continental. Desde 1997 é representado pela Galeria 111.
                A exposição é a primeira em Angra do Heroísmo e conta com a parceria do Museu Carlos Machado, repondo parcialmente o conteúdo da exposição URBANO – neste meio de mar organizada por aquela instituição micaelense.



Trilhos e Rotas Culturais - Pico

“Trilhos e Rotas Culturais” é o nome do projecto que o município da Madalena desenvolve nos próximos três fins-de-semana.
Segundo a autarquia, para além da promoção do concelho da Madalena, a iniciativa pretende sensibilizar a população para o conhecimento e preservação das suas raízes.
O primeiro percurso pedestre avança Sábado entre o Pocinho – Porto do Calhau e os Fogos. Dia 5 de Maio decorre o segundo percurso entre a Barca, Quinta das Rosas e Formosinha e, por último, dia 12 de Maio o percurso que liga a Gruta das Torres ao Solar dos Salemas.
Todos os passeios estão agendados para as 9 horas.

Livro "Pedras D'Armas" apresentado em Angra

O IAC (Instituto Açoriano da Cultura) apresenta hoje pelas 21h00, na sua galeria a obra de Sérgio Avelar Duarte, intitulada "Pedras d'Armas e Armas Tumulares do Império Português. Tomo I-Açores”, onde o próprio autor estará presente.
A apresentação da sua mais recente obra fica a cargo de Jorge Paulus Bruno.
Segundo o IAC, este primeiro volume sobre as Pedras d'Armas, exclusivamente dedicado ao arquipélago, tem 323 páginas "repletas de informações acerca da heráldica de família (brasões) nos Açores e da interpretação dos seus símbolos".


Azulart - Fabrico de louça artesanal

A Azulart é uma pequena empresa artesanal situada na freguesia das Cinco Ribeiras.
Maria Aurélia Ribeiro Rocha é a artista que fabrica louças terceirenses, torneadas na roda de oleiro e pintadas à mão.
Pode-se dizer que é a única artista terceirense que continua a perpetuar umas das mais antigas artes portuguesas – a Azulejaria.
 


A artista Maria Aurélia já participou em diversas exposições, tanto nos Açores como em Portugal continental, onde obteve alguns sucessos. Pôde, também, ver os seus artigos expostos noutras feiras locais e nacionais (BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa).
 

Os objetos de barro são produzidos e pintados à mão no seu atelier, não deixando dúvidas, da grande habilidade desta artista na arte das louças tradicionais dos Açores.

Nos Quiosques de Turismo da ART de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória pode encontrar alguns exemplares de azulejaria e louças pintados à mão.

Aguardamos a sua visita!




Para visitar a Azulart ou para saber mais informações: 

Estrada Dr. Marcelino Moules, 78
9700-321 Cinco Ribeiras
Telefone: 295 098 278


Catarina Cota
 

Desvendar São Jorge - Fotografia na Faja de Santo Cristo

Ostentamos hoje um  notável postal presenteado pela ilha de São Jorge. Este momento fotográfico foi retido na Fajã de Santo Cristo situada na freguesia da Ribeira-Seca na parte norte da ilha.
Fotografia:Lénia Lourenço

Açores em conferência sobre vulcanismo insular


Vulcão El Hierro
Nos dias 10 e 15 de Outubro de 2012 irá decorrer em El hierro, nas Canárias, uma conferência sobre vulcanismo insular. Esta conferência irá contar com a presença de ilustre peritos internacionais. Este evento será para assinalar o primeiro aniversário da eclosão do vulcão submarino da Restinga, actualmente em fase desgaseificação.
Este evento é organizado pelo Instituto Tecnológico e das Energias Renováveis das Canárias, pelo Instituto Vulcanológico das Canárias e pela Universidade de Cabo Verde.
Como entidades aderentes encontram-se o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OGVA), o Laboratório de Engenharia de Cabo Verde, o Instituto Andaluz de Geofísica, o Observatório Vulcanológico de Cabo Verde, a Universidade de La Laguna, a Universidade da Gran Canária, assim como Instituto de Oceanografia, o Ministério de Turismo e a Sociedade de Vulcanologia de Espanha.
“Ilhas e vulcanismo submarino”, "Monitorização vulcânica", "Perigos em ilhas vulcânicas", "Planos de emergência em ilhas vulcânicas", "Gestão de riscos", "Educação e comunicação social", "Ecossistemas de ilhas vulcânicas", "Turismo vulcanológico" e "Geoparques" são os temas que estarão em discussão durante esta conferência.
Segundo Victor Hugo Forjaz, dirigente do OVGA, "trata-se de uma oportunidade para cientistas, técnicos, políticos, autarcas e os mais variados sectores das ciências vulcanológicas acertarem agulhas, discutirem êxitos e insucessos da mais importante erupção da Macarronésia".
 

Teatro para avós e netos

Esta iniciativa, intitulada Teatro para Avós e Netos, acontece no auditório da Escola Básica e Secundária de São Roque do Pico. O grupo de teatro Mensagem repõe em palco a peça com a qual se celebrou o Dia Mundial do Teatro – “O Mosquito ZZZ”, de Orlando Neves.
Esta ação surge numa parceria entre a Câmara Municipal, a Escola Básica e Secundária do Concelho de São Roque do Pico e a Unidade de Saúde da Ilha do Pico (USIP), contribuindo para a formação e educação cultural das gerações, em pleno Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.
A peça sobe ao palco às 18h00 horas para todos os avós e netos, não se limitando aos Centros de Convívio, estando por isso toda a comunidade convidada a participar.

Fonte:http://www.municipiosrp.pt/Default.aspx?Module=Noticia&ID=1125

Geoturismo


O arquipélago dos Açores tem abundantes qualidades para a prática do Geoturismo, iniciando pela formação das suas ilhas, compostas por uma grande geodiversidade, qu tem como base a morfologia vulcânica. Facto que prova isso foram as diversas crises sísmicas, ou erupções históricas que ocorreram nas ilhas Açorianas, como é o caso da erupção do Vulcão dos Capelinhos (ilha do Faial) em 1957/58 ou do vulcão da Serreta (ilha Terceira) em 1998/2001.
No arquipélago existem 14 grandes vulcões, 9 vulcões activos e 8 zonas de vulcanismo fissural., como exemplo de um grande vulcão temos a montanha do Pico, e como pequeno vulcão o monte brasil (ilha Terceira), onde todos estes locais fazem com que os Açores tenham uma geopaisagem bastante diversa, devido aos diferentes tipos de erupção, bem como pela actuação de agentes externos.
Existem diversas formações que compõem a geopaisagem dos Açores, como:
  • ·         Cones de Pedra Pomes;
  • ·         Cones de Escória;
  • ·         Domos;
  • ·         Caldeiras;
  • ·         Crateras de explosão (maars);
  • ·         Filiões;
  • ·         Chaminés;
  • ·         Fumarolas;
  • ·         Nascentes Termais;
  • ·         Lajes ou Lajidos;
  • ·         Barreiros;
  • ·         Disjunções colunares;
  • ·         Quedas de Águas;
  • ·         Cavidades Vulcânicas (grutas e algares)

Os vulcões dos Açores incluem diversas formas e estruturas que podem ser consideradas como geossítios ou geomonumentos.
Todos estas formações, podem ser usufruídas com um diverso leque de actividades, como é o caso de actividades ao ar livre, como canyoning, escalada, rappel, passeios de bicicleta e btt, percursos pedestres ou Jeep Tours.
Podem também ser realizadas visitas a cavidades vulcânicas, como é o caso do Algar do Carvão (ilha Terceira) , ou Furna do Enxofre (ilha Graciosa).
Para além disso a Paisagem vulcânica da cultura da vinha, na ilha do Pico, é considerada Património Mundial pela Unesco.
Para obter mais informações acerca desses Geosítios, ou do Geoturismo poderá consultar o site do Geo Parque dos Açores em: http://www.azoresgeopark.com
Poderá também saber como usufruir de todos estes locais, consultando o Guia de Turismo na Natureza e de Aventura, AQUI. 

25 de Abril, O dia em que Portugal viu novos horizontes!


Hoje todo o País celebra mais um ano de Independência. Foi à 38 anos que toda a comunidade Portuguesa viu o seu país se tornar livre e democrata.
Trago-vos para celebrar este dia de Liberdade um poema do escritor Manuel Alegre, intitulado por "Abril de Abril".

"Abril de Abril"

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Um ótimo 25 de Abril para todos Vós!

Mãe há só uma, ofertas há muitas!


De 16 de Abril a 6 de Maio, ofereça algo diferente há sua mãe. quanto mais compras efectuar no comércio tradicional das ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge mais hipóteses tem de ganhar uma destas mágnificas ofertas. Uma campanha levada a cabo pela Cãmara de Comércio de Angra do Heroismo.


Fonte da Imagem: http://www.facebook.com/oferecaacores
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São João comVida - Semana Cultural e Desportiva - Pico


De 21 a 29 de Abril a Freguesia de São João estará em festa, sendo paragem obrigatória para quem quiser conhecer um pouco mais e apreciar a riqueza Cultural de uma terra de Pastores.  Com a Semana Cultural e Desportiva São João COMVIDA, poderá testemunhar toda uma dinâmica cultural, recreativa e desportiva levada a efeito por um conjunto de instituições, coletividades e individualidades da freguesia de São João, uma organização da Junta de Freguesia, com a colaboração da Câmara Municipal das Lajes do Pico e da Culturpico EEM.

Fonte: Culturpico

Divino Espírito Santo



No passado dia 15 de Abril iniciaram as tradições do Espírito Santo, as chamadas “sopas” do Espírito Santo.
Em todas as ilhas dos Açores existe uma forte tradição ao Espírito Santo, sendo uma prática de culto já muito antiga. Em cada ilha existe uma forma muito própria de comemorar esta mesma tradição, de ilha para ilha, de concelho para concelho, de Freguesia para Freguesia vive-se de forma diferente.
No concelho da Calheta em São Jorge, vive-se esta tradição em todas as Freguesias, mas com algumas diferenças e até na própria confecção das “sopas”, mas são vividas de forma muito peculiar e própria de cada povoação.
Mas é importante realçar que nas Freguesias de Santo Antão e Topo existe uma forte paganização, pois são vários os Domingos de festa em memória à terceira pessoa da Santíssima Trindade e em que a tradição está muito forte pois a partir do dia 15 (1º jantar), prolonga-se até ao Domingo dia 20 de Maio, a partir daí vem a “festa grande”, no sétimo Domingo de Páscoa, são 4 dias de festa, no Sábado, Domingo, Segunda-feira (é o feriado regional, chamada de “segunda-feira do Espírito Santo“) e culmina na Terça-feira à noite para a mudança de mordomo, a pessoa que “pega” na festa para o ano que vem. No fim de semana seguinte é a festa da Santíssima Trindade, sendo dois dias de festa, Sábado à noite e Domingo. Nas Freguesias da Calheta, Ribeira Seca e Norte Pequeno não são tão vividas intensamente pois por vezes não há quem “pegue”.
São através de promessas feitas ao Divino Espírito Santo. O mordomo tem a oferecer as esmolas, o pão, vinho e a carne.
Poderão ser todas um pouco diferentes de uma para as outras, mas têm um ponto em comum e que movem estas gentes acima de tudo: a Fé! Esta só pode ser vista como súplica, as preces ou então em sinal de agradecimento.
Deixo-vos com uma pequena amostra da primeira festa do Divino Espírito Santo na Freguesia do Topo. Este é o nosso viver!
Muito mais haveria a escrever sobre as festas do Espírito Santo em S. Jorge, mas ficará para outra altura. Em tempos em que se fala da extinção de algumas freguesia, estas festas em alguns sítios não têm globalmente tendência a extinguirem-se nos próximos tempos!













Fonte: Fotografias de Ana Bela Oliveira

Dia Mundial da Terra


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de Abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 biliões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.

A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogénio, oxigénio, arménio e outros gases.

Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectónicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição actual dos continentes.

O relevo da Terra é influenciado pela acção de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, acção do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.

 Este é um dia de muito relevo. É nosso dever proteger o nosso planeta. Temos de estar conscientes disso.

Fonte:http://pplware.sapo.pt/informacao/dia-mundial-da-terra/

Dia de São Jorge


No próximo dia 23 de Abril é comemorado no concelho das Velas o dia do seu padroeiro - São Jorge. As festas que se vão realizar em sua homenagem decorrem de 23 a 25 de Abril, com um programa repleto de enumeras actividades religiosas, culturais, desportivas e musicais para todas as idades.



O Quiosque de Turismo de Velas também vem por este meio anunciar que terá as suas portas abertas para receber a sua visita neste dia lembrado. Não podendo deixar de salientar que no decorrer deste mês temos promoções até a 70% em diversos produtos.



Aproveite este dia e venha visitar-nos !

Tourada à Corda da ilha Terceira

Hoje vou falar-vos de uma das tradições mais apreciadas pelos terceirenses e que está prestes a recomeçar este ano – a tourada à corda.
As touradas à corda têm início a partir de Maio e estendem-se até ao mês de Outubro, tendo lugar em várias localidades da ilha.
No que respeita à sua origem, alguns historiadores são da opinião que foram um gosto herdado dos castelhanos, quando por cá andaram no período da dominação filipina.
                Na Tourada à Corda, o toiro é amarrado pelo pescoço com uma corda (razão que lhe dá o nome) antigamente feita de sisal e hoje em dia feita de nylon. A corda tem cerca de 85 a 90 metros, espessura de 1 polegada e ¾, formando na extremidade inferior uma pequena argola de 6 a 10 centímetros de diâmetro, chamada bolsa ou nó. Esta argola destina-se a ser enfiada no gancho da gaiola, impedindo que o toiro ao ser recolhido apanhe os pastores desprevenidos.


                Na corda usam-se sempre 9 homens, chamados pastores, distribuídos da seguinte forma: atrás estão os cinco pastores da pancada ou da ponta da corda, sendo o do extremo denominado da bolsa ou nó e o da frente da pancada e aos restantes três intermédios.
A 35 ou a 40 metros do toiro, estão colocados os chamados pastores do meio da corda, sendo o da frente o mestre, precedido de 2 intermédios e por último o rodador, que tem por missão puxar a corda para junto dos outros três e sempre que necessário, dar corda para virar e possibilitar ao mestre mudar de lado.   
O mestre da corda orienta toda a manobra, transmitindo por sinais, quase imperceptíveis, ao pastor da pancada, as suas ordens, dependendo muitas vezes desse silencioso entendimento o êxito das corridas.
São os pastores do meio da corda que manobram o toiro de forma a evitar que salte a lugares com pessoas, nomeadamente mulheres e crianças, obstando situações catastróficas, ou pelo contrário, procuram alcançar algum toureiro improvisado que em rasgo de intencional ousadia ouse desfeitear o matuto, pondo em perigo os brios da ganaderia.
                Os pastores trajam camisolas de linho branco, calças de cotim cinzento e calçam sapatos de lona, tendo a cobrir-lhes a cabeça, chapéus tipo andaluz, também designados por chapéus à mazantini.


                Antigamente vinham descalços e na cabeça usavam chapéus de feltro e aba larga e copa em forma cónica, originada por quatro amolgadelas.
O número de toiros corridos numa tourada à corda nunca excede os quatro, sendo o tempo de actuação de cada toiro de 20 a 30 minutos, havendo um intervalo no final do segundo, com as entradas e saídas assinaladas pelo estalar de um foguete, à excepção do último que ao ser recolhido é precedido de um girândola a marcar o final da tourada.
                Antigamente, os toiros vinham para o local da corrida em manadas junto com as vacas bravas, designando-se vaca do sinal à que caminhava à frente e ao chegarem ao local da corrida davam entrada num recinto tapado com madeira, o chamava “touril”, armado à entrada de um caminho secundário (canada), onde aguardavam o momento de serem corridos.
                No “touril” estava instalado o caixão, grande caixa construída em madeira, onde os toiros eram introduzidos para a embolação e amarração, operações que consistem, a primeira, em revestir as pontas dos chifres de uma protecção metálica, a terminar em bolas, ou numa espécie de copos revestidos de cabedal, enquanto a segunda como o seu nome indica, destinava-se a amarrar o toiro.
                Actualmente, quando termina a tourada a comissão organizadora da tourada oferece um jantar aos pastores.
                Hoje em dia, os toiros são transportados em camionetas, alojados em gaiolas, desapareceram os touris e os caixões, servindo as próprias gaiolas de caixões, sendo os toiros amarrados e embolados por uma abertura rasgada na parte superior da gaiola, onde uma tranca atravessada não os deixa atingir o nível superior da referida abertura.
                Uma corda, passada por baixo do pescoço do toiro, é puxada de encontro à tranca imobilizando-lhe a cabeça, de forma a permitir que ele seja trabalhado sem risco algum.


                A tourada à corda é um espectáculo alegre, onde centenas de homens descontraídos desfilam mirando balcões, muros e janelas das mais belas raparigas das freguesias.
                Explode o foguete e toda agente dispersa-se à frente do toiro, numa correria louca, desenfreada.
Surge, então, um afoito capinha, (nome que lhe é atribuído, pois antigamente o artista tauromáquico tinha esta designação por usar o capote – também conhecido por capa – e desta forma por, por analogia, passou-se a designar de “capinhas” aos indivíduos que nas touradas à corda brincam com os toiros) que vão lidando o toiro, o que não é tão fácil como parece, pois requer, para além de muita agilidade, uma certa habilidade e sobretudo muita prática, havendo muitas vezes, um entendimento táctico entre dois capinhas.
                Da habilidade e intencionalidade de alguns capinhas, depende, muitas vezes, o êxito ou o fracasso de uma ganaderia.


                Como boa festa terceirense não podiam faltar os “comes e bebes”. Para tal, existem as chamadas tascas. A tasca é um estabelecimento improvisado, característico das nossas touradas à corda que, antigamente, eram armadas num cerrado, nos baixos de uma casa ou prédio. Hoje em dia, as tascas são em pequenas carrinhas, para se poderem mover, ou seja, para irem a diversas touradas.
 As iguarias que lá se podem encontrar vão desde:
·         Favas Escoadas;
·         Favas de Molho de Unha;
·         Chicharros e Cavala de Molho Cru;
·         Caranguejos Cozidos;
·         Ovos Cozidos;
·         Lapas;
·         Cracas;
·         Linguiça frita.



Para finalizar comemora-se o quinto toiro na casa de algum amigo ou familiar, onde os petiscos, a boa disposição e o clima festivo da tourada continuam a reinar.

Trilhos e Rotas Culturais


A empresa Municipal da Madalena "Progresso" inicia no próximo dia 28 do corrente mês, o projeto intitulado Trilhos e Rotas Culturais que pretende classificar trilhos, com o seguinte programa e com início pelas 9h00:

Pocinho - Porto do Calhão - Fogos -  9h00 Sábado 28 de Abril
Barca - Quinta das Rosas - Formosinha - 09h00 sábado 05 de Maio
Gruta das Torres - Solar dos Salemas - 9h00 sábado 12 de Maio

Nesta iniciativa integra-se também o Geocaching, uma atividade hi-tech da velhinha caça ao tesouro: é usada uma localização GPSr para encontrar "tesouros" escondidos por outros geocachers, que podem estar em qualquer local do mundo. A descrição para cada cache e as sua coordenadas estão publicadas na página da internet: www.geocaching.com

Fontes: Jornal Pico

“Paulo Goveia: A reinvenção do vernáculo” - Museu de Angra do Heroísmo



“Paulo Goveia: A reinvenção do vernáculo” é a exposição que está patente no Museu de Angra do Heroísmo a partir de hoje, dia 20 de Abril. Esta exposição estará aberta para o público pelas 18h00 na Sala do Capítulo. Esta exposição já esteve presente no Museu dos Baleeiros na ilha do Pico e é uma iniciativa da Presidência do Governo, através da direção regional da Cultura.
“Paulo Goveia: A reinvenção do vernáculo” foi comissariada pelos arquitectos João Vieira Caldas e Sérgio Fazenda Rodrigues e resulta da selecção de sete obras, escolhidas pelo seu significado no conjunto da produção arquitetónica de Paulo Gouveia e pela fiabilidade da documentação a elas respeitante existente no espólio. Assim, as sete obras escolhidas foram: Museu dos Baleeiros (Lajes, Pico), o Museu do Vinho (Madalena, Pico), a Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral (Angra do Heroísmo, Terceira), a Igreja de São Lourenço de Carnide (Lisboa), a Casa Margarida Leão (Ajuda, Lisboa), a Casa Godinho (Fontanelas, Sintra) e a Casa Lacerda (Engrade, Pico).
Esta mostra itinerante da obra do arquitecto terceirense, Paulo Gouveia, permanecerá no Museu de Angra até 03 de Junho de 2012. Paulo Gouveia, faleceu a 4 de Novembro de 2009 mas será sempre recordado como um arquitecto hiper-realista que deixou obras emblemáticas, como o Museu do Vinho e a ampliação do Museu dos Baleeiros, ambos na ilha do Pico. 

Museu dos Baleeiros - Lajes do Pico
Sara Luís