Catálogo Online de Produtos Açorianos




Este existe em papel e online e está em contínua actualização contendo oitocentos produtos e cinquenta e nove empresas. Podendo ser introduzidas todas aquelas que o desejem.


É um dos instrumentos da estratégia de promoção dos produtos açorianos para este ano que foi apresentado em Ponta Delgada e ainda inclui a participação em quinze eventos promocionais em que se reforça a aposta ao mercado.

Esta iniciativa do Governo e a Câmara do Comércio dos Açores tem o objectivo abrir Região a novos mercados e aumentar a base económica de exportação, de maneira a fortalecer a compatibilidade das empresas açorianas.

Fontes: http://www.rtp.pt/acores/?article=39343&visual=3&layout=10&tm=5
http://diariodalagoa.com/produtos-acorianos-promovidos-na-xv-feira-de-gastronomia-do-atlantico/

Elisabete Rosa

Meloa de Santa Maria

©Açoriano Oriental


A Comissão Europeia atribuiu à Meloa de Santa Maria a classificação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), passando o fruto a integrar uma lista que conta já com quase 1.200 produtos regionais.

A meloa em causa, cultivada na ilha açoriana de Santa Maria, foi classificada devido ao seu sabor doce e suculento quando madura e ao elevado teor de vitamina C, muito superior à média das meloas comuns.
A IGP é a classificação ou certificação oficial regulamentada pela União Europeia atribuída a produtos gastronómicos ou agrícolas tradicionalmente produzidos numa região.
Para um produto obter a classificação de IGP, tem de ficar demonstrado que pelo menos uma parte do seu ciclo produtivo tem origem no local que lhe dá o nome e que tem uma "reputação" associada a essa mesma região, de tal forma que é possível ligar algumas das características do produto aos solos, ao clima, às raças animais, às variedades vegetais ou ao saber fazer das pessoas dessa área.


Fonte: Açoriano Oriental

Entrevista referente à campanha “Tricota esta ideia”

Fomos à Câmara Municipal da Calheta entrevistar Lina Brasil, funcionária desta instituição, com o intuito de perceber melhor de que se trata esta campanha que está a ser realizada.



Patrícia Machado – Como surgiu a ideia de realizar a campanha “Tricota esta ideia”?
Lina Brasil – A ideia surgiu de um pedido da Assembleia da República, que pediu a colaboração desta Câmara com a intenção de nos juntarmos aos 308 municípios do país que aderiram a esta campanha. Esta iniciativa partiu do Município de Oeiras e está associado à campanha “Juntos por Mais”.
Patrícia Machado – Qual é o objetivo desta campanha?
Lina Brasil – O principal objetivo é sensibilizar as pessoas para os direitos dos idosos, que são vítimas de violência doméstica e maus tratos, criando assim uma lei que enquadre a criação de comissões de proteção ao idoso e à pessoa com demência. Como segundo objetivo esta manta será alvo de candidatura ao Guinness World Book of Records, como a maior manta do mundo feita por um país.

Patrícia Machado – Esta é uma campanha à qual todos podem aderir?

Lina Brasil – Sim, todas as pessoas e todas as instituições podem e devem aderir, porque ao aderirem estão a lutar pelos direitos dos idosos.

Patrícia Machado – O que as pessoas têm de fazer para participar?

Lina Brasil – Apenas têm de fazer um ou mais quadrados 30x30 cm em tricô, lã, de ponto e cor livre.

Patrícia Machado – Quando teve início esta campanha?

Lina Brasil – Esta campanha foi lançada a 9 de Maio de 2014.

Patrícia Machado – Até quando e onde as pessoas podem ir entregar o seu contributo?
Lina Brasil – Podem entregar o (s) seu (s) quadrados até ao dia 15 de Junho na Câmara Municipal, ou então, ligar para a Câmara contactando o número 295 416 446, para nós fazermos a recolha.


Fonte:https://www.facebook.com/308207019304148/photos/a.309722265819290.1073741828.308207019304148/357474967710686/?type=1&theater

Posto de Turismo das Lajes do Pico



Foi aprovado na reunião de câmara do passado dia 23 de Dezembro de 2014 o concurso público para a execução da obra do projeto do novo Posto de Turismo das Lajes do Pico, café/bar e instalações sanitárias.



O novo edifício do Posto de Turismo localiza-se na praça principal da Vila das Lajes, junto ao Museu dos Baleeiros, o museu mais visitado dos Açores.



Engloba em si três vertentes funcionais:
1 - O Posto de Turismo
2 - O Café/Bar
3 - As instalações sanitárias públicas


Projetado pelo Arquiteto Carlos Sousa Dias, o edifício estabelece o diálogo entre uma arquitetura tradicional local e uma arquitetura moderna, sobretudo ao nível de pequenos detalhes e na reinterpretação de alguns elementos arquitetónicos como o desenho dos vãos, apresentando uma volumetria usual de armazéns tipo, que se localizam junto aos portos de mar, onde a linearidade das fachadas contrasta e sobressai através de pequenos pormenores de vãos e do jogo dos telhados geralmente compostos por duas águas.
Urbanisticamente o edifício é a peça de fecho de toda uma frente urbana que contém o edifício do Museu dos Baleeiros, resultando deste agrupamento uma praça pública aberta que contém duas esplanadas que abarcam, ao mesmo tempo, o lado nascente e poente da Vila das Lajes do Pico.
Não pretendemos, neste projeto, um protagonismo arquitetónico de "vedeta", mas antes preferimos aquele olhar contínuo sobre a Vila das Lajes, sem obstáculos, que estabeleça a continuidade volumétrica urbana da paisagem envolvente, para que, no final, nos possamos focar naquilo que é realmente importante - a beleza da costa envolvente, o mar e ao fundo a montanha do Pico.
Queremos um edifício que faça crescer o nosso lado emocional e nos faça sentir que estamos num lugar especial, tradicional, longe de ambientes modernos cosmopolitas que existem por este mundo fora. Enfim um edifício da nossa terra!
No início, apesar das preocupações de integração, vai ser estranho sentir a sua presença, pois a imagem concebida pelo nosso olhar durante tantos anos levará algum tempo a habituar-se à sua presença, mas um dia, pelo amanhecer, passamos a olhar tudo como uma família urbana, consistente, que engloba uma praça muito bonita, geradora de momentos únicos na vivência do nosso dia-dia na bela Vila das Lajes do Pico.
O novo Posto de Turismo tornará a Vila das Lajes do Pico muito mais atrativa, e, consequentemente, proporcionará um maior desenvolvimento comercial à Vila e a todo o concelho, tendo em conta que a nova obra constituirá para os residentes no concelho e na ilha um ponto de encontro e de convívio, e para os turistas um ponto de informação importante sobre o que poderão as pessoas fazer na nossa terra, a porta através da qual podemos amavelmente e carinhosamente convidar as pessoas a visitarem o que temos para oferecer, para vivenciar, para experimentar, no mar e em terra, no alojamento e na gastronomia, no artesanato, no património natural e cultural, dando vida à Vila das Lajes e ao concelho, e oferecendo, a quem nos visita, a simpatia e o carinho açorianos da população, o que não acontece nas condições atuais.
Com um custo estimado de 400.000€, o edifício beneficia do apoio financeiro específico do Turismo de Portugal, no âmbito do projeto designado de Criação do Jardim da Baleia e requalificação do Passeio Marítimo das Lajes do Pico, prevendo-se que esteja concluído até ao final de 2015.





Fonte: http://cm-lajesdopico.pt/noticias/turismo/762-posto-de-turismo-das-lajes-do-pico

Gent'em Branco

© Direitos Reservados 

É já este fim de semana que irá estrear a peça Gent'em Branco do grupo Agruparte. 

Uma peça encenada por António Ferreira, da autoria de Frederico Madeira e coreografias de Lisandra Martins. 

Depois do sucesso de Mamma Mia o grupo arrisca-se novamente por ramos musicais, um espectáculo com aproximadamente 80 minutos de diversão!! 


Sinopse : 

"Num tempo e num espaço inexistentes, dezoito pessoas 'mortas' confrontam-se, deparando-se com uma suposta 'vida' para além da morte. 
Essas mesmas pessoas chegam à conclusão que fazem todas parte de uma linha de acontecimentos (mortes) que se têm de certa forma alguma relação com os outros. Relações estas que têm sempre a ver com a vida que levou em 'vida' e com a causa da morte. 
Cada personagem insere características da sociedade actual, nomeadamente a fadista, a peixeira, a cantora pimba, a ourives, a médica, a budista, a hospedeira de bordo, o padre, etc, etc... " 

Amélia Borges 

Roiberto de Mesquita


Roberto de Mesquita, nasceu nas Flores a 19 de Junho de 1871 e faleceu a 31 de Dezembro de 1923.
Foi um poeta simbolista Açoriano, considerado por Vitorino Nemésio como  “o melhor exemplo do perfil difuso e abúlico da açorianidade e um dos expoentes do parnasianismo e sobretudo do simbolismo lusófono”.
Sob o pseudónimo, Raul Montanha, publica o seu primeiro soneto “Fé”, no jornal “ O amigo do Povo”. Só em 1891 publica pela primeira vez que o seu nome, o poema “Na aldeia”.

Aqui deixo um dos poemas de Roberto Mesquita.



AR DE INVERNO

Aves do mar que em ronda lenta
Giram no ar, à ventania,
Gritam na tarde macilenta
A sua bárbara alegria.

Incha lá fora a vaga escura,
Uiva o nordeste aflitamente.
Que mágoa anónima satura
Este ar de Inverno, este ar doente?

Alma que vogas a gemer
Na tarde anémica, de vento,
Como se infiltra no meu ser
O teu esparso sofrimento!

Que viuvez desamparada
Chora no ar, no vento frio,
Por esta tarde macerada
Em que a esp'rança se esvaiu!...


Fonte do poema: http://geocrusoe.blogspot.pt/2009/02/poetas-e-poemas-escolhidos-v-roberto-de.html

Bruxelas classifica Meloa de Santa Maria como produto de Indicação Geográfica Protegida



A Comissão Europeia atribuiu hoje à Meloa de Santa Maria, no arquipélago dos Açores, a classificação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), passando o fruto a integrar uma lista que conta já com quase 1.200 produtos regionais.

A meloa em causa, cultivada na ilha açoriana de Santa Maria , foi classificada devido ao seu sabor doce e suculento quando madura e ao elevado teor de vitamina C, muito superior à média das meloas comuns.
A IGP é a classificação ou certificação oficial regulamentada pela União Europeia atribuída a produtos gastronómicos ou agrícolas tradicionalmente produzidos numa região.
Para um produto obter a classificação de IGP, tem de ficar demonstrado que pelo menos uma parte do seu ciclo produtivo tem origem no local que lhe dá o nome e que tem uma “reputação” associada a essa mesma região, de tal forma que é possível ligar algumas das características do produto aos solos, ao clima, às raças animais, às variedades vegetais ou ao saber fazer das pessoas dessa área.

Fonte:http://www.jornalacores9.net/regional/bruxelas-classifica-meloa-de-santa-maria-como-produto-de-indicacao-geografica-protegida/

Operadores Turísticos em Portugal




Este ano a Bolsa de Turísmo de Lisboa  " BTL" prêve receber perto de 400 operadores turísticos estrangueiros convidados para conhecerem Portugal.

Estes são especializados em organizações de congressos, eventos e em Turísmo Religioso vêm este ano de 35 países. 

Dos 35 países 6 são novidade, o Japão, o Vietname,a Argentina, a Finlândia, a Indonésia e a Bolívia.

Com esta experiência voltaram aos seus países com informações e parcerias estabelecidas para assim fazerem programas  Turísticos com destino a Portugal.

Na BTL pela primeira vez, a feira também vai servir de ponto de encontro de empresas e entidades Brasileiras.


Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/bolsa-de-turismo-preve-receber-400-operadores-turisticos-estrangeiros-para-conhecer-portugal

Gina Maciel

Trabalhos em Casca de Milho


Os trabalhos em casca de milho são os artefactos mais representativos do artesanato tradicional açoriano. Inicialmente, tinham uma função complementar à agricultura, adaptando-se mais tarde ás necessidades domésticas.

Existe uma diversidade de artefactos em casca de milho, uns de natureza funcional, como os capachos (utilizados como tapetes de ornamentação do interior e exterior das casas e como esteiras onde secavam os cereais), chapéus, isoladores e outros, de natureza decorativa, como as flores e as bonecas.

De entre os artefactos em casca de milho, as bonecas, que em tempos constituíram os brinquedos das crianças pouco abastadas, hoje são um produto de grande procura no artesanato açoriano, aliando a técnica à tradição e imaginário dos nossos artesãos, que as transformam em figurinhas de perfeita confecção.

Matérias-primas e utensílios: as folhas e barba de milho, a tesoura, a cola, a agulha, as tintas, o algodão e a verga.

Processo Técnico:

Desfolha: Após a colheita da maçaroca, por altura da desfolha (Outubro/Novembro), retira-se a folha mais fina do interior da maçaroca para confeccionar as bonecas e a barba do milho para os seus cabelos.

Tingimento: Este processo é feito com o uso de tinta própria para tecidos, utilizando geralmente cores "fortes" como azul, verde e vermelho. As folhas de milho são colocadas numa panela em água a ferver, sal e vinagre para a melhor absorção da cor. Após o seu tingimento são postas ao sol a secar de um dia para o outro.

Pré-Confecção: As folhas são seleccionadas, sacudidas, endireitadas com o auxílio de uma faca e trabalhadas com a sua cor natural ou tingida.

Confecção: com uma verga não muito grossa, molda-se a sua estrutura, em forma de cruz latina. De seguida, corta-se as pontas das folhas e enrolam-se em várias camadas, até suportarem a sua estrutura na vertical, amarrando-as com linha, formando a cintureta da boneca e determinando o seu tronco. Acolchoa-se os seus ombros com um pouco de algodão e reveste-se com uma folha de rosto, recortada e moldada a gosto, compondo o seu tronco e braços. À parte faz-se a cabeça da boneca, enrolando-se algodão em forma de bola e revestindo-o com uma folha mais fina. Por fim corta-se um pouco de barba de milho e faz-se o seu cabelo, sendo consecutivamente enfiada entre os ombros da boneca. Consoante e imaginação do artesão, este artefactos decorativos transformam-se em figurinhas de diversas configurações do nosso quotidiano, que reflectem a ruralidade das nossas gentes.

Produtos: arranjos florais, capachos e bonecas.

Fonte: PAP Lídia Nogueira

Ana Antunes