Curso Inovar - Artes e Ofícios


Inscrições até 27 de Maio Centro Regional de Apoio ao Artesanato - 296 309 100
craa@azores.gov.pt

A Humanidade e a Biosfera





Percurso pedestre no dia 27 de Maio na Fajã do Conde, freguesia da Caveira.

Fonte: Anúncios da Ilha das Flores

Mundo Marca Açores nº 1 - Queijadas da Graciosa



Foi o primeiro produto da região a contar com a marca que, pretende ser o garante da qualidade produtiva da Região Autónoma dos Açores e, como tal, é a primeira a ter o seu próprio vídeo promocional.
O objetivo é divulgar o mais amplamente possível, o produto afeto à "Marca Açores" e assim promover a Região.
As Queijadas da Graciosa há muito que deixaram de ser conhecidas somente, na segunda ilha mais pequena dos Açores, são hoje uma marca da Graciosa mas também da Região Autónoma dos Açores.
O seu formato mas, acima de tudo o seu sabor são inconfundíveis e tudo o que tenta ser parecido não passa disso mesmo, uma tentativa.
Hoje é Sara Félix que tem a responsabilidade de levar o projeto materno, o mais longe possível, por isso mesmo já está em curso a certificação dos Pastéis da Arroz da Graciosa que são o segundo produto mais vendido da Fábrica das Queijadas da Graciosa.
Quanto ao futuro, a responsável, no vídeo agora divulgado diz que, "logo se verá".
Vai uma Queijada da Graciosa?





Fonte: http://tcf.blogs.sapo.pt/deliciosamente-acoreanas-1179595
https://www.youtube.com/watch?v=Qi3lG4C7mu0

Horários Atlânticoline — Linha Amarela 2017


A operação sazonal de 2017 da Atlânticoline — Linha Amarela, a qual liga todas as ilhas dos Açores (exceto Corvo) — começa dia 18 de maio e vai até 24 de setembro.
Pode consultar os respectivos horários no site da Atlanticoline no separador horários - linha amarela

http://www.atlanticoline.pt/p/p/

Fotojornalista Mostra o Quotidiano dos Açores nos Próximos Noves Meses







O fotojornalista português António Luís Campos vai publicar na internet, nos próximos nove meses, um total de 276 imagens dos Açores, no âmbito de um projeto iniciado em 2013 que visa mostrar ao mundo o quotidiano das ilhas.


“O projeto ´Crónicas da Atlântida’ é um projeto de fotojornalismo documental que comecei a fotografar em 2013 e o objetivo é mostrar, na minha visão, o quotidiano dos Açores”, afirmou António Luís Campos à Lusa, acrescentando que “mostra-se mais as paisagens e ainda pouco o que fazem as pessoas nas ilhas”.

O colaborador da revista National Geographic em Portugal adiantou que as fotografias podem ser vistas na página da internet: www.cronicasdaatlantida.org , sendo que o mês de maio será dedicado à ilha de São Miguel, a mais populosa do arquipélago.

“Uma foto por dia e uma ilha por mês. Serão 276 imagens no total entre maio de 2015 e janeiro de 2016. Nestas imagens, o que procurei foi fotografar pessoas e ambientes em que a vida quotidiana decorre”, disse o fotojornalista, acrescentando que também haverá “algumas imagens de paisagem, mas que terão a ver com a presença humana”.

António Luís Campos referiu que na segunda quinzena de maio irá fotografar nas ilhas do Corvo e das Flores, concluindo o seu trabalho em setembro na Graciosa, pelo que está aberto a sugestões de pessoas dessas ilhas.

Segundo disse o fotojornalista, o que se pretende com as imagens é mostrar a componente rural das ilhas açorianas, mas também gente jovem, estrangeiros residentes no arquipélago, a parte tecnológica, inovadora e a componente cultural.

Dos milhares de cliques disparados ao longo dos últimos anos, António Luís Campos destaca uma fotografia feita na ilha de S. Miguel, ligada ao setor da pesca, pela “experiência dura, pela fotogenia da atividade e pelo resultado do trabalho”.

“Houve uma saída que fiz com pescadores do Porto Formoso, em S. Miguel. Acompanhei durante uma semana o quotidiano das atividades piscatórias e depois saí com eles para o mar e foi realmente um momento que me marcou”, referiu o fotojornalista 'freelancer', que confessou ser um “apaixonado pelos Açores”.

Terminado o projeto “Crónicas da Atlântida”, António Luís Campos tenciona publicar um livro em 2016 com as melhores fotos, realizar palestras e uma exposição, que gostaria muito de trazer às nove ilhas açorianas, como forma de agradecer a generosidade das pessoas que encontrou pelo caminho, algo cuja concretização vai depender do financiamento conseguido para o efeito.

Fonte:http://www.iloveazores.net/

Lenda do pão que não levedou por castigo do Espírito Santo - Ilha das Flores






Havia um homem antigamente, chamado José ( um dos nomes mais comuns dos homens das Flores) que tinha muita fé no Espírito Santo. Como a mulher estava para ter um filho, prometeu dar um boi para o Espírito Santo, se tudo corresse bem. 
Chegou-se ao dia de matar o gado para a festa e o homem arrependeu-se do que tinha prometido porque o boi fazia-lhe muita falta para lavrar e carrear. Inventou uma desculpa e veio falar com a mulher que estava a amassar pão. Convenceu-a e não foi levar o boi . 
Ela não ficou muito satisfeita, mas lá continuou a amassar o pão. Pôs o fermento e deu-lhe mais umas “mexedelas” como sempre costumava fazer. Pôs um abafo por cima do alguidar e, para a massa “chegar” depressa, pô-lo sobre o lar ao pé do calor da fornalha. 
O tempo foi passando e o pão não levedava. A mulher olhava para ele a ver se via uma “arregoazinha”, tocava-lhe com a ponta do dedo indicador, mas nada, não mexia. 
— Era o fermento que não era bom! Vou buscar fermento a casa da vizinha, que ela tem fermento fresco! — disse a mulher, enquanto punha o xaile sobre os ombros. 
Saiu, trouxe o fermento e misturou-o no pão, esperançada que daí a pouco tempo já estaria com o pão “a modos” de ir para o forno. Foi esperando, esperando, mas nada. A massa continuava como a tinha deixado. Entretanto o boi que se tinha desamarrado da terra e tinha vindo ter a casa, berrava lá fora. 
A mulher já não estava nada satisfeita com o que se estava a passar e tinha o pressentimento de que tudo aquilo era por causa da promessa que o marido não tinha pago. 
Chamou por ele e disse-lhe que o que era prometido era devido e que não se devia brincar com o Senhor Espírito Santo. O marido, vendo-a assim preocupada, acedeu: 
— O boi vai para o Espírito Santo! 
Para espanto dos dois, logo que o marido tomou esta decisão, o pão transbordou pelo alguidar fora, pronto para ir para o forno. 
Pagaram a sua promessa, o filho nasceu bem e cada vez mais aumentou a fé daquela família no Espírito Santo.


Fonte: António Maria Gonçalves


Os Açores são uma região exemplar na Europa, afirma Rui Bettencourt




O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas afirmou, no Corvo, que os Açores são “uma região exemplar” na Europa.
Rui Bettencourt, que falava terça-feira nas comemorações do Dia da Europa, que decorreram na mais pequena ilha do arquipélago, sublinhou que, entre as cerca de 300 regiões existentes na Europa, “menos de 40 têm um Autonomia e uma identidade tão forte” como os Açores.
“A nossa Autonomia, a nossa vivência democrática, o nosso projeto de futuro, deve ser – e é – um exemplo para toda a Europa”, frisou o titular da pasta das Relações Externas.
Na sua intervenção, salientou que os Açores são “um exemplo forte para a Europa” por saberem procurar e organizar a sua solidariedade e “compensar as suas fragilidades relativas, não deixando ninguém para trás”.
Rui Bettencourt afirmou que se sente Corvino e Açoriano quando representa os Açores, considerando que “não nos devemos condicionar por sermos pequenos”.
“A nossa dimensão é do tamanho da nossa determinação”, salientou.
O Secretário Regional destacou ainda o simbolismo das comemorações do 9 de maio na ilha do Corvo e a importância das pessoas no projeto europeu, por entender que o humanismo “está no centro do projeto açoriano e está no centro do projeto europeu”.
As comemorações do Dia da Europa na ilha do Corvo, que contaram com a presença de cerca de uma centena de pessoas, incluíram a execução do Hino da Alegria e do Hino dos Açores pela Filarmónica Lira Corvense, no Largo do Outeiro, seguindo-se a ‘Marcha das Bandeiras’, com alunos do 1.º Ciclo da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, até à Biblioteca Municipal, onde foi inaugurado o mural pintado pelo artista Daniel Eime.
Este mural, realizado no âmbito da iniciativa ‘Cidadão do Corvo, Cidadão da Europa”, inclui os rostos do europeísta Jacques Delors e de José Mendonça Machado, o corvino mais idoso da ilha, com 96 anos.
Na ocasião, o Secretário Regional ofereceu a José Mendonça Machado uma cópia da primeira página do jornal Correio de Açores de 28 de outubro de 1920, data do seu nascimento, elogiando o seu percurso de vida e a sua personalidade.
As cerimónias, cuja filmografia esteve a cargo do fotógrafo Luís Godinho que também acompanhou os trabalhos de pintura do mural, encerraram com o ‘Jogral da União’, que incluiu a declamação de poemas de autores portugueses e de excertos de textos de Jacques Delors, Robert Schuman e Winston Churchill.
Fonte: Reves 

Governo dos Açores quer evitar o turismo de massas e apostar na natureza

"Apesar de sermos nove ilhas, não queremos, nem temos condições para um turismo massificado", afirmou a governante, realçando que o objetivo dos Açores é promover um turismo "associado ao que de melhor a região tem para dar", que é a natureza.
"Essa é a nossa galinha dos ovos de ouro, aquela que nós preservamos a todo o custo e da qual nunca abdicaremos", sublinhou Marta Guerreiro, após uma reunião com a secretária do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira, Susana Prada.
A governante açoriana vincou que o executivo tem "clara consciência" de que o futuro do turismo na região autónoma depende do item natureza.
A governante destacou o grande crescimento das taxas de ocupação hoteleira, mas vincou que "é preciso planear" e definir "muito bem quais são as políticas que queremos nesta matéria".

Na reunião com a secretária do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira foi também analisada a criação do Observatório da Paisagem da Macaronésia (região composta pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde).
O Observatório tem vários objetivos, sendo o principal dar destaque à paisagem, o que passa por efetuar o levantamento das suas características e do impacto da atuação humana, num processo que deve envolver universidades e outras associações.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/791547/governo-dos-acores-quer-evitar-o-turismo-de-massas-e-apostar-na-natureza

Adriana Teixeira

Restaurante do Pico ganha destaque internacional


Restaurante "Casa Âncora"

Fonte: http://www.caisdopico.pt/ - Restaurante Casa Âncora 

"Situado no coração do Cais do Pico, o restaurante "Casa Âncora" foi recentemente destacado no site 'Food Republic' como um dos melhores restaurantes dos Açores.


Este portal internacional, o qual é dedicado a "todos aqueles que querem comer e beber bem" e que recebe mais de um milhão de visitantes por mês, fez uma seleção de 11 restaurantes açorianos: para além da "Casa Âncora", a única representação picoense, foram destacados seis restaurantes em São Miguel, três na Terceira e um no Faial.


Para os especialistas do 'Food Republic', "tudo parece saber bem nos Açores", referindo ainda que as comidas são servidas ao ritmo das ilhas — num andamento mais relaxado quando comparado com o das grandes metrópoles — mas as paisagens que acompanham as refeições são incríveis."

Fonte: https://www.facebook.com/casaancorarestaurant/photos


http://www.caisdopico.pt/

Festas da Ilha Graciosa 2017



Festas da Ilha Graciosa 2017

fevereiro
2 e 3 / Santo Amaro(Santa Cruz)

março 
12 / Senhor dos Passos( Santa Cruz)
26 / Senhor dos Passos (Praia)

maio
24 / Peregrinação ao Monte da Ajuda (Guadalupe e Monte da Ajuda)

junho
4 / Festa do Espírito Santo (Todas as Freguesias)
5 / Bodo de N. Sra. da Guia (Praia)
6 / Senhora da Vitória (Vitória)
11 / Bodo da Trindade (Praia)
13 / Santo António (Praia)
13 / Santo António (Santa Cruz)
15 / Corpo de Deus (Praia)
15 / Bodo de Santo Amaro (Santo Amaro)
18 / Santo António (Folga)
18 / Bodo das Pedras Brancas (Pedras Brancas)
18 / Bodo dos Rapazes (Fontes)
24 / São João Batista (Monte da Ajuda)
25 / Sagrado Coração de Jesus (Luz)
25 / Senhora da Saúde (Praia)
25 / Bodo do Rebentão (Rebentão)

julho
2 / Bom Jesus (Santa Cruz)
2 / Senhora da Guia (Praia)
9 / Senhora das Dores (Dores)
9 / Santa Ana (Praia)
16 / São Mateus (Praia)
23 / Sra. Livramento/Sra. Quitéria (Fonte do Mato)
30 - Senhora da Esperança (Ribeirinha)

agosto
6 - Senhora de Guadalupe (Guadalupe)
11-15 / Senhor Santo Cristo dos Milagres da Graciosa (Santa Cruz)
15 / Senhora da Ajuda (Santa Cruz)
20 / Senhora de Lourdes (Carapacho)
27 / Santo António (Vitória)

setembro
3 / Senhora da Luz (Luz)
10 / São Miguel Arcanjo (Almas)
10 / Bodo das Sete Marias (Fontes)
17 / S. Pedro Gonçalves/Sra. Boa Nova (Santa Cruz)

dezembro
13 / Santa Luzia (Praia e Santa Cruz)




Fonte: http://tcf.blogs.sapo.pt/as-festas-de-2017-calendario-1183206

Dia de São Vapor - Ilha das Flores



Quando o navio chegava às, Lajes, vagarosamente, já todas as embarcações se encontravam nas proximidades do ancoradouro onde o então prático, Mestre João Ti Ana (nome porque era conhecido João Gomes Vieira), com a sua bandeirola hasteada, indicava o local certo o navio deveria lançar a sua âncora. Havia o ancoradouro de dentro para os dias bons e o de fora para os dias em que o estado do mar era pior. Nalgumas viagens apenas era possível fazer o serviço de passageiros e noutras nem isso acontecia devido às condições do mar. Então o navio ia para a Fajã Grande para onde todos os que podiam se deslocavam, ou aguardava nas baías abrigadas da ilha por uma melhoria de tempo.
Quando o navio ancorava, logo as embarcações remavam para a borda para receberem ou entregarem carga. Havia elevada concorrência a disputar esse serviço: Maurício António Fraga, Manuel Semedo, António Pimentel e José Augusto Lopes antes de se transferir para Santa Cruz na década de 1960.O primeiro e o último tinham várias embarcações de carga e lanchas a motor para o transporte de passageiros e reboque dos barcos de carga. Era grande o movimento no porto. Havia muita gente envolvida nessa atividade de carga e descarga, uma vez que todo o serviço era feito sem máquinas nem guindastes ou ruas, salvo os de bordo do navio. Um trabalho braçal e duro, indicado apenas a pessoas fortes e desembaraçadas. Por ele passavam cargas pesadas como; sacos de sal, açúcar, cimento, cal, barris de vinho, bidões de petróleo, gasolina, óleo de baleia, etc. A partir de 1950 desembarcaram os carros e outras viaturas, com muita dificuldade, chegando por vezes a ser necessário juntar dois barcos e montar um estrado para transportar esses veículos.O gado bovino que se exportava, embarcava para os barcos pelos seus próprios meios, empurrados pelos carregadores para dentro dos barcos. Segundo contavam os mais antigos, houve tempos em que o gado seguia para junto do navio a nadar, atrelados a uma trave de madeira que por sua vez era puxada por uma embarcação a remos.
O transportes das cargas para as lojas eram feitos em carros de bois pertencentes a carregadores licenciados para esse fim, como por exemplo Francisco Castelo e José Maria das Lajes e meu vizinho Caetano Vital da Fazenda. Só a partir de meados da década de 1950 iriam surgir as camionetas das Firmas João Germano de Deus e Maurício António Fraga, das Lajes.
Muitos aproveitavam para ir a bordo para estarem no navio durante algum tempo, na descoberta de um ambiente diferente e maravilhavam-se pelos bares da 1º. ou 2ª. classe , nos corredores ou convés, quem sabe, sonhando com alguma viagem….
Houve três dias de vapor que ficaram na memória das pessoas pelo seu significado e pelo movimento de pessoas que então provocaram: a passagem do Presidente da República- General Carmona em 4 de Agosto de 1941 (só em Santa Cruz), a passagem em 31 de Agosto de 1942 pelo Padr

Fonte: António Maria Gonçalvese Cruz e a passagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima em Junho de 1948.
Apesar da vulgaridade desses dias nos nossos tempos , ainda muitos de nós, talvez recordando tempos antigos, sentimos nesses dias, com o apitar dos barcos, essa atmosfera de festa e alegria.


Fonte: António Maria Gonçalves
 fora do normal deixavam intrigados 

A Lenda de Fevereiro




Muito nos ensinavam os nossos avós. Perante as nossas mais estranhas e inquietantes dúvidas e interrogações, que geralmente até nem formulávamos, havia sempre uma resposta. Algumas vezes um ditado, uma aravia, uma simples explicação outras, a maioria, uma história ou uma lenda. E eram estas as que mais nos cativavam.
Ora uma das questões que muito intrigava a criançada da Fajã Grande, na década de cinquenta, era a de saber a razão pela qual todos os meses tinham trinta ou trinta e um dias, enquanto Fevereiro tinha apenas vinte oito,
A explicação vinha-nos através duma pequena lenda. Era a seguinte:
Uma vez o Fevereiro estava cheio de fome e não tinha que comer. Encheu-se coragem e decidiu pedir ao seu vizinho Março uma tigela de papas.
Março aceitou o pedido mas com uma condição, por isso disse ao Fevereiro:
— Só te dou uma tigela de papas se tu me emprestares três dias dos teus.
Fevereiro que estava morto de fome, aceitou a proposta e emprestou ao Março três dos seus dias. Só que Março, atrevido, nunca lhos devolveu, ficando com eles para sempre, enquanto Fevereiro reclamava e chorava de tristeza. Parece que Março, para o calar, ainda lhe fez uma promessa. De quatro em quatro anos havia de lhe emprestar um dia para o consolar.
E assim aconteceu até hoje. Fevereiro ficou com vinte oito dias e Março com trinta e um. Apenas de quatro em quatro anos, como vai acontecer este ano, terá vinte e nove.

Fonte: Pico da Vigia 2


Carta a Uma Mãe




Hoje escrevo só para ti. Por isso ouve-me com a voz de menina decidida que há muito tempo já fui. Olha-me de cima para baixo, como me olhavas quando eu era pequenina e te seguia, casa fora, atrás de uma lindíssima Deusa de flutuantes vestidos. Sente-me como me sentias quando o meu tamanho ainda permitia que me aninhasse no colo do teu doce perfume. Quero que me vejas, oiças e sintas na invacilável pureza de criança com que eternamente te chamarei de MÃE.
Hoje escrevo só para ti e quero que saibas o quanto entendo e me encantam as palavras que no silêncio me dizes. Quero que saibas que sinto cada gota de orgulho que tens nas minhas conquistas; que sinto cada onda de alegre prazer com que a minha boa disposição te enrola; que sinto cada aragem de divino com que as minhas palavras te embalam.
Hoje escrevo só para ti porque o cordão que nos une é feito do aço eterno de um amor maior que a vida; porque te sinto a estóica tristeza de não saberes aplacar-me os desgostos; porque te conheço o desejo de que todos os meus caminhos sejam feitos só de alegria; porque sei que me entendes as escolhas mesmo quando não as percebes e me devolves toda a paz como tu e só tu consegues.
Hoje escrevo só para ti porque só de ti posso em verdade dizer o quanto és nobre, forte e muito, muito bela. És uma caixa de gloriosas surpresas envolta em pose serena. És presença encantadora na minha encantada visão. És o mar de águas mais calmas em que jamais naveguei.
E é por isso que nunca duvidei do meu pai quando embevecido dizia que as suas filhas eram lindas, mas que mais linda que nós era a mãe das filhas dele.
Hoje escrevo só para ti. Ouve-me com voz de menina.

  
Fonte. Ana Amorim Dias




Fátima 2017: mais de 5000 pedidos de acreditação para a visita do Papa



Fátima, 02 maio 2017 (Eclésia) – O Santuário de Fátima recebeu mais de cinco mil pedidos de acreditação, no âmbito da celebração do Centenário das Aparições e da vinda do Papa Francisco à Cova da Iria.
De acordo com o gabinete de comunicação do Santuário de Fátima, na data limite para a apresentação de candidaturas (30 de abril), já tinham dado entrada um “total de 5236 pedidos de acreditação, “a maior respeitante a funcionários do Santuário e a voluntários que vão colaborar na Peregrinação do Papa”.
Os dados disponíveis até esta altura indicam que 2590 pedidos são provenientes de “funcionários, voluntários, servitas, escuteiros, médicos, enfermeiros, membros da Ordem de Malta e outros colaboradores”.
No que diz respeito a profissionais da comunicação social, o Santuário de Fátima adianta que aceitou 1146 pedidos, e outros “1500 já receberam a confirmação das suas acreditações”.
Todas as pessoas que requereram acreditação, para circular e trabalhar no recinto do Santuário durante as cerimónias do Centenário das Aparições e acompanhar a visita do Papa Francisco, devem agora levantar a documentação entre os dias 05 e 13 de maio, no Centro Pastoral Paulo VI.
Os horários para efectuar esse levantamento são os seguintes: 05 a 10 de maio das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00; 11 e 12 de maio das 9h00 às 21h00 e 13 de maio das 7h00 às 10h00.
A celebração do Centenário das Aparições de Fátima vai ficar marcada por outro acontecimento especial, a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, que serão assim os mais jovens não-mártires da Igreja Católica.
Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (por três vezes, em 1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

Fonte: Açoriano Oriental




Palestra assinala passagem de Fernando Pessoa pela ilha Terceira

O Instituto Açoriano de Cultura (IAC) dará destaque à passagem do poeta Fernando Pessoa por Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, com uma palestra, no dia próximo dia 8 de maio, pelo professor Fernando Cabral Martins, um dos especialistas da obra deste poeta.
"Angra é também uma cidade do poeta, porque é a cidade natal da sua mãe, Maria Madalena Pinheiro Nogueira, que ali nasceu a 30 de dezembro de 1861. Angra é o lugar dos Açores onde esteve e que o influenciou, por via da família materna. Por ela passeou o jovem Fernando António Nogueira Pessoa, aos 13 anos", avança uma nota de imprensa.
Para assinalar essa visita à família e para destacar a relevância de Angra e dos Açores na obra do poeta, Fernando Cabral Martins, especialista da obra pessoana, abordará as "Relações Açorianas de Fernando Pessoa" e será editada uma pequena obra de arte, numa edição numerada e assinada de 115 exemplares, da autoria de Adolfo Mendonça.

O poeta Fernando Pessoa












Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/palestra-assinala-passagem-de-fernando-pessoa-pela-terceira / http://www.escritas.org/pt/fernando-pessoa
 
Patrícia Machado

Corridas de Maio - 2017









A Câmara Municipal das Lajes das Flores volta a organizar mais uma prova de atletismo, as “Corridas de Maio”, que irão decorrer no dia 07 de maio pelas 14h30 no Estádio Municipal das Lajes.
Esta iniciativa do núcleo de desporto da Câmara Municipal tem como objetivos incentivar a pratica do desporto e a adoção hábitos de vida saudáveis, bem como promover o convívio e relacionamento entre a população do concelho.
A Câmara Municipal convida toda a população a participar nesta iniciativa.
Fonte: Câmara Municipal das Lajes das Flores

1º de Maio - Dia do Trabalhador e os Maios - Tradição dos Açores






No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. 
Foi este o resultado desta segunda manifestação.

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.


Em Maio existem por toda a Europa tradições  em que se festeja a chegada da primavera e o ressurgir da natureza. As  origens destas tradições  remontam às festas pagãs da Roma antiga consagradas  à deusa Maia da mitologia romana, deusa  da primavera. 

Muitos destes ritos pagãos mantiveram-se ao longo dos tempos dando origem a  tradições associadas à chegada da primavera, estação que marca o fim do inverno e o despertar da natureza para uma nova  vida.

Em Portugal as manifestações mais comuns de boas vindas  à Primavera  são a tradições das maias e dos  maios.  Em algumas regiões estas tradições estão também associadas  à crença de que a presença dos  maios era uma forma de agradar os espíritos.

Embora um pouco esquecida, a velha tradição dos  maios  continua a celebrar-se  no 1º de Maio um pouco pelas freguesias de algumas das ilhas dos Açores: São Miguel, São Jorge, Graciosa, Terceira e Santa Maria.

Os maios são  bonecos artesanais  representando pessoas  em tamanho natural realizando actividades do dia a dia. Os maios são colocados à porta de casa, à janela, ao balcão e em  outros espaços exteriores, muitas vezes acompanhados de versos com diversas críticas ou sátiras sociais.




Fonte:http://expressoemprego.pt/ | http://joaodaflora.blogspot.pt/