A Terra e o Gado, a Corda e as Gentes


É assim que se intitula a nova obra de Arnaldo Ourique, a qual constitui um Ensaio Interpretativo sobre a manifestação popular da Tourada à Corda da Ilha Terceira, nos Açores, Portugal, para efeitos de construção de uma ideia-projecto para a elevar a Património da Humanidade.
Disponível no Quiosque de Turismo de Angra do Heroísmo.


Queijo do Pico e queijo de São Jorge entre os melhores de Portugal

O Queijo do Pico e o queijo de São Jorge foram recentemente considerados, pelo site Ruralea, na lista dos 12 melhores queijos de Portugal.


O tradicional “Queijo do Pico”, apresenta um carácter único tendo assim uma importância significativa no Património Gastronómico dos Açores, sendo então um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP).
É um queijo curado, de pasta mole, com um aroma intenso, tem forma circular e apresenta cerca de 16 a 17cm de diâmetro, 2cm a 3 de altura e um peso que pode variar entre os 650g e os 800g . Crosta amarela pálida e seu interior é branco-amarelado, contendo uma textura pouco compacta, untuosa e irregular, uma vez que apresenta uns pequenos olhos, o sabor deste queijo é ativo e salgado.
A origem do Queijo do Pico perdeu-se na memória dos tempos. Sabe-se que já se fabricava nos finais do século XVIII e, desde então, as suas regras de saber fazer têm sido transmitidas de geração em geração, até aos dias de hoje.

Queijo do Pico: http://www.lifecooler.com/artigo/passear/queijo-do-pico-dop/342231/

O queijo de São Jorge é sem dúvida muito apreciado e procurado por quem nos visita.
é uma denominação de origem protegida (DOP) legalmente reservada a certo tipo de queijo fabricado com leite de vaca cru na ilha de São Jorge, a qual para efeitos de produção constitui, na sua totalidade, a Região Demarcada do Queijo São Jorge. 
As origens do queijo de São Jorge remontam ao século XVI e ainda hoje se mantêm os métodos artesanais e os ingredientes tradicionais que caracterizam o seu fabrico. Queijo de vaca curado submetido a um período de cura de 30 a 60 dias cujo peso pode oscilar entre os 8 e os 12 quilos. É conhecido pelo aroma forte e sabor levemente picante.

Queijo S.Jorge: http://www.lifecooler.com/artigo/passear/queijo-sao-jorge-dop/342224/

Fonte: http://caisdopico.blogspot.pt/
http://www.ruralea.com/gastronomia-os-12-melhores-queijos-de-portugal/

Festival Sete Sóis, Sete Luas - Madalena do Pico


Sonoridades dos quatro cantos do mundo convivem neste festival internacional com mais de 20 anos de existência, e que traz à Madalena no dia 31 de Outubro pelas 21h30 o conceituado cantor e compositor siciliano Mario Includine.

Fonte: Câmara Municipal da Madalena

Ana Antunes

Eco-escola 2015/ 2016 - inscrições abertas



O Eco-Escolas é um programa internacional, coordenado em Portugal pela Associação Bandeira Azul que se destina a todos os graus de ensino (do pré ao superior). A sua metodologia inspirada nos princípios da Agenda 21 local, visa garantir a participação das crianças e jovens na tomada de decisões, envolvendo-os assim na construção de uma escola e de uma comunidade mais sustentáveis.

O programa desenvolve ainda um diversificado conjunto de iniciativas para a rede sob a forma de projetos, desafios e concursos às quais as escolas inscritas poderão aderir.

O apoio, formação, acompanhamento, monitorização e avaliação do Programa Eco-Escolas são realizados pela ABAE com o apoio da Comissão Nacional Eco-Escolas e dos municípios onde se localiza a escola.

As inscrições encontram-se abertas até 31 de outubro de 2015.

A Agência Portuguesa do Ambiente integra a Comissão Nacional deste programa desde a génese deste Programa.

Para realizar ou renovar a inscrição da escola aceder à plataforma Eco-Escolas aqui
Mais informações aqui: http://ecoescolas.abae.pt/


Fonte: cm-lajesdopico.pt

Operador turístico inicia no verão de 2016 voos entre a Holanda e a ilha do Pico


O operador turístico TUI vai passar a realizar dois voos semanais entre a Holanda e três ilhas dos Açores no verão de 2016, estreando a rota para o Pico, um anúncio que agradou ao poder local e regional.
 
“Vamos operar com o Boeing 737-800, com 183 lugares, duas vezes por semana, oferecendo um total de 9.881 lugares entre Amesterdão e os Açores”, afirmou o diretor da TUI, Luc Lentjes, em conferência de imprensa em Ponta Delgada, acrescentando que os voos vão decorrer às segundas e sextas-feiras.
Há dez anos no mercado dos Açores, a TUI já voa entre a Holanda e as ilhas de São Miguel e Terceira, estreando entre abril e outubro de 2016 a rota para o Pico, o que significa mais 15% da capacidade de oferta do operador para o arquipélago.
Segundo Luc Lentjes, a escolha da nova rota prendeu-se com pedidos dos clientes da TUI em explorar também as mais pequenas ilhas dos Açores e com o facto de a partir do Pico se poder chegar a outras ilhas de barco, como o Faial e São Jorge.
Para o secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, esta nova operação “é mais um passo para a consolidação do destino Açores”, com a vantagem de “abrir uma nova porta de entrada no arquipélago, cujos benefícios se vão estender a outras ilhas do grupo central”.
“A Holanda é um mercado consolidado, onde a região tem vindo a investir, e continuar a aposta é maximizar o retorno que se obtém”, referiu o governante, sublinhando que em causa estão cerca de 60 mil dormidas com a nova rota, sendo “a primeira vez que um operador privado entra diretamente pelo Pico”.
Também o presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, que assistiu à apresentação, considerou o início das viagens entre Amesterdão e o Pico “uma grande notícia” para a ilha e para o Triângulo (designação dada ao conjunto das ilhas do Pico, Faial e São Jorge).
Mark Silveira recordou que o concelho tem o maior índice de alojamento turístico rural na ilha e sublinhou que, seguramente, parte dos turistas holandeses vão pernoitar nesses empreendimentos, pelo que o impacto financeiro será importante para a economia local.

Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/operador-turistico-inicia-no-verao-de-2016-voos-entre-a-holanda-e-a-ilha-do-pico

O Booka


O Booka é um restaurante que fica localizado no concelho das Velas perto dos Bombeiros de Velas na Avenida do Livramento na Ilha de São Jorge, nos Açores .

Este espaço reabriu este ano com nova gerência e encontra-se á disposição de todos aqueles que queiram usufruir dele.

Todos os seus clientes encontram um ambiente tradicional,com uma deslumbrante vista para a ilha do Pico.

No Restaurante são servidos pratos tradicionais e variados .

O Booka está aberto todos os dias com o seguinte horário de segunda-feira a quinta -feira e domingo das 10:00h às 24:00h e sexta-feira e sábado das 10:00h ás 2:00h.

Visite-nos !!

Fonte:https://www.facebook.com/Restaurante-Booka-Avenida-do-Livramento-Velas-S-Jorge-374089579436451/

Gina Maciel

Azores, Certified by Nature


Já visitou os Açores?

Delicie-se com as imagens do vídeo abaixo e acreditamos que não conseguirá resistir a nos fazer uma visita nas suas próximas férias.




© Turismo dos Açores


Sara Luís

Concurso de escrita "Discover Azores 2016"



Encontra-se aberto o concurso de escrita "Discover Azores 2016", subordinado ao tema "Viola da Terra".


Escritores nos Açores têm, assim, uma oportunidade para apresentarem os seus talentos neste concurso da MiratecArts que oferece prémios aos vencedores, incluindo participação no Azores Fringe Festival 2016 (inclui viagem interilhas e 2 dias de estadia durante o Fringe em junho de 2016) e publicação da obra vencedora.

Qualquer forma de escrita, da poesia à prosa, sob a forma de conto são bem-vindas. A escrita deve ser original e não pode estar publicada em qualquer meio.

As condições de participação são:

  1. O concorrente deverá ser residente nos Açores e ser maior de 16 anos de idade.
  2. Características do material a concurso: o texto deverá possuir um mínimo de 50 caracteres e um máximo de 10 mil caracteres, sendo que o trabalho deverá ser apresentado em formato WORD DOC.
  3. O trabalho concorrente deverá estar subordinado ao tema "Viola da Terra", da forma que o artista entender.
  4. Os trabalhos serão aceites através do email info@mirateca.com até ao dia 1 de novembro de 2015.
  5. A mensagem de inscrição no concurso deverá incluir nome, telefone e uma frase respondendo à seguinte questão: "Porque participa neste concurso?"

Os finalistas serão contactados em janeiro de 2016 e apenas o vencedor do prémio será anunciado em público.


Mais informações podem ser encontradas em www.discoverazores.eu.

Fonte:http://caisdopico.blogspot.pt/2015/07/concurso-de-escrita-discover-azores-2016.html

Alguns Termos Regionais dos Açores

Atafona: Moinho de cereais de tracção animal, normalmente instalado no piso térreo de um edifício de apoio às actividades agropecuárias.

Burra de Milho: Armação de troncos ou varas de madeira, de forma piramidal ou prismática, destinada a sequeiro e armazenamento das socas de milho (maçarocas).

Cerrado: Porção de terreno geralmente destinada ao pasto, delimitada por muros baixos de alvenaria de pedra seca (alguns cerrados destinavam-se originalmente à cultura de cereais).

Despensa: Construção complementar do império onde se cozinham e/ou distribuem as refeições do “bodo” nas festas do Espírito Santo. No resto do ano serve de arrumo.


Figueira


A figueira é uma árvore frutífera pequena com ramos prostrados e com líquido branco, as suas folhas apresentam um verde claro e tem 3 a 5 lobos. Esta dá-se em climas tropicais e subtropicais e em locais onde tem a presença de água, a família da figueira é de Moraceae e a floração ou frutificação ocorre nos meses Junho ou Julho.
Os frutos têm forma de pêra podem ser verdes ou cor de violeta e têm o nome de figos, com estes frutos pode se fazer compotas e aguardentes de figo.
Também fazem peças de artesanato com o miolo de figueira.


Erva do Calhau ou erva patinha


Erva do Calhau ou erva patinha, trata se de uma alga encontrada principalmente nas ilhas do grupo ocidental. Tortas de erva do calhau ou patinha. É o mais prato de assinatura da mais pequena ilha dos Açores, e é um bastante singular nisso. Ele usa uma alga encontrada em rochas que são muito saudáveis e nutritivas, frito em banha de porco, em combinação com alguns ovos, alho, farinha, cebola, especiarias
Existem dois tipos de erva:
Ulva intestinalis L.- erva -do-calhau ou erva patinha -verde, muito utilizada na confecção de tortas nos Açores
 Porphyra umbilicalis Kützing : a erva patinha -castanha, geralmente utilizada em pratos de peixe ou arroz.




Fonte do video: https://www.youtube.com/watch?v=fbXqBwoWtxU





Novo Recorde Europeu para o Galha-a-ré.








O novo recorde europeu para o galha-a-ré foi conquistado por Paulo Afonso natural de São Roque do Pico com um exemplar de 97,1kg



Parabéns Paulo Afonso!


https://www.facebook.com/ApneiaPortugal/timeline

Carolina Simas

Compotas gourmet produzidas na ilha Terceira

© Diário Insular


Há compotas de tomate, tomate-capucho, framboesa, meloa, amora, figo, abóbora... Mas também há açaflor e, no futuro, Sara Cerdeira, proprietária da marca Açores Aromas, espera poder comercializar, do mesmo modo, orégãos, tomilho, massa de malagueta e de pimentão, e ervas secas para infusões.
O negócio está a nascer na Terra Chã, mas ambiciona chegar mais longe. Sara Cerdeira, nascida na região do Douro e a viver na Terceira há já 22 anos, quer colocar os seus produtos nos mercados da ilha - o que deverá acontecer dentro de pouco tempo - e no continente. Fora de Portugal, já há contactos com o Brasil.
A Açores Aromas foi criada por necessidade, conforme explicou a proprietária aos jornalistas, à margem de uma visita da GRATER, associação de desenvolvimento regional que apoiou o projeto.
"O projeto foi iniciado e pensado quando o meu marido fez um programa de Jovem Agricultor. Nessa altura, fizemos uma pesquisa e estudo do mercado regional e percebemos que a valorização seria o mais adequado para dar seguimento à iniciativa ligada às frutícolas", sublinhou, explicando, aliás, que as hortícolas já estão sobre-exploradas na Região e que esse foi um dos motivos pelos quais se decidiram pelas frutas.
A confeção de doces foi, por isso, o caminho escolhido por Sara Cerdeira, que cresceu a acompanhar o processo de transformação das frutas em compotas.
Toda a matéria-prima utilizada nos doces da Açores Aromas é, por isso, local - ou de produção própria ou de fornecedores da ilha. Esse é, para Sara Cerdeira, um ponto de honra. O produto, aliás, já ostenta o selo da "Marca Açores".
Agora a empresa vai seguir duas linhas: a gourmet e a comercial. Para ambos os canais de escoamento há frascos e rótulos já prontos, sendo que, no primeiro caso, os frascos são mais pequenos e embalados. Os frascos maiores, que vão ser vendidos no comércio a retalho, são de 350 gramas.

Osório Silva, presidente da GRATER, sublinhou, na visita, a importância de divulgar os produtos locais e do incentivo ao seu consumo e à sua exportação.

Fonte: Diário Insular

Baleias e Baleeiros




A Câmara Municipal de Velas receberá no Auditório Municipal o filme "Baleias e Baleeiros”,no dia 24 de Outubro pelas 21h30.
Este filme tem a duração de 138 minutos e foi filmado nas ilhas do Faial e do Pico.
Tendo como objetivo apresentar uma prespetiva atual sobre a Baleação e as formas como actualmente se preservam enquanto cultura.

Fonte: https://www.facebook.com/municipiovelas?ref=ts&fref=ts

Gina Maciel

Hotelaria Tradicional nos Açores: Análise Mensal Julho 2015





Segundo os dados mais recentemente divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, na Hotelaria Tradicional, durante o mês de Julho de 2015, comparativamente ao período homólogo, verificou-se:




1. Um aumento de 7 228 hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros da Região, o que corresponde a uma variação relativa de 14,3%;

2. Que, quanto ao peso das hóspedes, houve um ligeiro aumento dos hóspedes residentes em Portugal (e, consequentemente, uma diminuição dos hóspedes residentes no estrangeiro);

3. Que, no que diz respeito aos hóspedes estrangeiros, a maioria é proveniente da Alemanha (20,9%); Holanda (9,8%); Espanha(9,6%); Estados Unidos (8,7%); Bélgica (7,5%); França (6,5%); Reino Unido (5,6%); e Suiça (5,2%) .

4. Um aumento de 19 360 dormidas nos estabelecimentos hoteleiros dos Açores, o que corresponde a uma variação homóloga de 12,0%;

5. Que, quanto ao peso das dormidas, houve um ligeiro aumento das dormidas dos hóspedes residentes em Portugal (e, por conseguinte, uma diminuição nas dormidas dos residentes no estrangeiro);

6. Que os principais aumentos no indicador das dormidas se verificaram nos seguintes mercados: Brasil (57,2%); Reino Unido (46,2%); Suíça (28,6%) e Alemanha (23,2%);
(Portugal (31,6%); Estrangeiro (4,5%); e Total (12,0%));

7. Que o aumento relativo das dormidas foi inferior ao aumento relativo dos hóspedes; pelo que se verificou uma diminuição na estada média (-2,0%), situando-se nas 3,1 noites;

8. Que os residentes no estrangeiro, apresentam uma estada média superior (3,6 noites) à estada média dos residentes em Portugal (2,4 noites);

9. Que o número de estabelecimentos em atividade permaneceu estável, embora se tenha verificado um aumento de 279 camas disponíveis (existindo atualmente 9095 camas no arquipélago no que respeita à hotelaria tradicional);

10. Um aumento de 5,1 pontos percentuais na taxa de ocupação-cama, situando-se atualmente nos 64,1%;

11. Um aumento de 13,7% nos proveitos totais e de 13,9% nos proveitos do aposento, respetivamente;

12. Que o RevPar aumentou 13,2%, situando-se nos 48,0€;

13. Que os custos com o pessoal aumentaram 36,1%.





http://www.observatorioturismoacores.com/noticia.php?id=3279


Carolina Simas

Açores vão ter uma rota de parques arqueológicos onde ocorreram naufrágios

O Governo dos Açores pretende criar em breve uma rota de parques arqueológicos e sítios onde ocorreram naufrágios para dar notoriedade e estabelecer condições de mergulho naquelas zonas, que representam "um vasto" património subaquático.
 
A partir de quarta-feira, o mergulho à zona onde está afundado o navio inglês RMS Slavonia, que naufragou em 1909, ao largo da ilha das Flores, passa a ser feito com regras de acesso e de salvaguarda daquele património subaquático, segundo o decreto regulamentar regional que cria o Parque Arqueológico Subaquático do Slavonia, hoje publicado em Diário da República.
“Com esse diploma que hoje é publicado e com mais um que está a aguardar, a região fica com cinco parques arqueológicos. E tem, além disso, vários sítios que ainda não são parques arqueológicos, mas que são visitáveis”, disse o diretor regional da Cultura, Nuno Lopes, em declarações à Lusa, avançando que o Governo dos Açores "está a trabalhar para estabelecer um roteiro ou uma rota que é composta por cinco parques arqueológicos e diferentes [espaços de] naufrágios que são acessíveis".
No ano passado, o executivo criou também o Parque Arqueológico Subaquático da Caroline, junto à ilha do Pico, onde naufragou, em 1901, o navio francês que controlava o mercado europeu dos adubos.
Há ainda o parque da baía de Angra do Heroísmo, o Canarias (em Santa Maria e a aguardar promulgação pelo representante da República) e o do Dori, em São Miguel.
"O sítio do naufrágio do Slavonia apresenta características que permitem visitas controladas de mergulhadores, medidas por empresas marítimo-turísticas, devidamente licenciadas, sem impacto negativo sobre a conservação dos bens arqueológicos e naturais presentes”, sublinha o decreto hoje publicado.
Nuno Lopes disse que sempre foi possível fazer mergulho naquela zona, mas agora ficam definidas determinadas regras e formas de gestão, e revelou que a informação sobre o barco estará patente no Museu das Flores, que vai reabrir no próximo ano.
O sítio do naufrágio do Slavonia, "em águas pouco profundas junto à costa sudoeste da Ilha das Flores, no Lajedo", apresenta "condições de visitação, a que se juntam o interesse e a representatividade da embarcação naufragada, já que o barco é representativo das grandes vagas de emigração europeia para os Estados Unidos da América".
Além disso, "encarna a narrativa do comércio de pessoas e bens à escala Atlântica das grandes companhias privadas, que caracterizam o liberalismo económico de pendor capitalista do século XIX, tanto quanto do imperialismo britânico, na época do seu máximo esplendor", sustenta o decreto, indicando que na zona está potenciado "um ambiente similar aos recifes naturais costeiros" onde se abrigam espécies marinhas de importância ecológica e económica.
O navio naufragou com 597 pessoas bordo, mas todas foram salvas.

Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/acores-vao-ter-uma-rota-de-parques-arqueologicos-onde-ocorreram-naufragios

Coasteering

O Coasteering é uma atividade de animação turística, que se baseia em andar ao longo da costa pelas rochas e pelo mar praticando caminhada, escalada, saltos para o mar e natação, ultrapassando quaisquer obstáculos.

O arquipélago dos Açores oferece excelentes condições para esta atividade, uma vez que as costas das ilhas são recortadas pela rocha vulcânica, onde são abraçadas por um mar de águas límpidas e uma paisagem onde a natureza está sempre presente.

Esta atividade pode ser praticada por famílias, grupos ou pessoas individuais.


Fontes: http://www.aventour.pt/Actividades_Aventura/Coasteering.html
http://www.saojorgetheazores.com/pt/coasteering
http://www.visitazores.com/pt-pt/getting-around/bootla-natureza-e-aventura 

Elisabete Almeida

Rafael Costa Carvalho - Apresenta o seu novo CD



Rafael Costa Carvalho, oriundo da Ilha de São Miguel, Ribeira Quente, toca viola da terra a nível regional e internacional e apresenta o seu novo CD "Paralelo 38", CD no qual o artista se inspira na própria localização geográfica dos Açores, procurando mostrar as influencias musicais que existiram ao longo dos séculos e ainda o papel do Arquipélago teve na propagação da cultura musical um pouco por todo o mundo.

Rafael carvalho é ainda professor de instrumento, em várias escolas, uma delas na Conservatória de Ponta Delgada.

Em Fevereiro de 2012 apresentou o seu primeiro trabalho a solo Intitulado "Origens".

Em Novembro de 2013 lança o seu primeiro livro "Métodos da Viola da terra-Iniciação".

E em Outubro edita então seu seu segundo CD "Paralelo 38".


Este último foi apresentado no passado dia 26 de Setembro no Centro Paroquial da Ribeira Grande e no dia 03 de Outubro no Coliseu Micaelense.



Os seus CD's já estão há venda nos quiosques de turismo das Lajes do Pico, ou mesmo em qualquer um  dos quiosques de turismo.

Poema "Pausa" de Vasco Pereira da Costa


Pausa

"Ao fundo a ilha de São Jorge azul e ausente.
Bastou uma pouca de chuva para que tudo
ficasse verde e frio de repente.

Sei dos meus negócios com o mundo...
Mas agora deixem que arrede a cortina,
que meus olhos se pintem de verdazul
e que goste o licor de tangerina."

Fonte: Livro "O Fogo Oculto" de Vasco Pereira da Costa

Ana Antunes

Açores recebe os World Surfing Games em 2016

Os Açores vão receber, em 2016, os World Surfing Games, competição a nível individual e coletivo (por seleções), na qual se disputa o título mundial, anunciou esta sexta-feira o Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga.
"Os Açores assumem-se como um destino de surf, um destino de qualidade, e estes eventos servem também para isso, não só numa ótica de captação de fluxos diretamente associados ao próprio evento, mas também numa ótica de promoção e de projeção da Região e de mostrarmos a qualidade que temos enquanto destino de surf", declarou esta sexta-feira Vítor Fraga na entrega dos prémios SATA Airlines Azores Pro, na Ribeira Grande.
O evento vai decorrer durante duas semanas e vai juntar cerca de 600 atletas de 42 países.
Durante a edição deste ano na Nicarágua, Portugal conquistou o segundo lugar em termos coletivos, enquanto o português Nicolau von Rupp ficou também em segundo lugar no panorama individual.


Entrevista a Filipe Fernandes.


A Tradição Baleeira ainda esta muito presente na gente da vila das Lajes do Pico e penso que haja pouca informação sobre como se mantém esta cultura nos tempos de hoje.
Sendo eu uma atleta de Remo do Clube Náutico das Lajes do Pico a mais de 8 anos não podia deixar de entrevistar este grande homem que me ensinou a dar as primeiras remadas e me deixou com um bichinho saudável por este desporto e por esta cultura.


Entrevista a Filipe José de Brum Fernandes, 28 anos, residente na freguesia de Lajes do Pico com o curso de Técnico Superior - Economista, actualmente funcionário a AMIP (Associação de Municípios da Ilha do Pico) e responsável pelo bote Mª Armanda do Clube Náutico das Lajes do Pico.



C.S.- Por quantos remadores é composto um bote?
F.F.- Um bote baleeiro a remos é composto por uma companha (tripulação) de 6 remadores e um oficial (timoneiro).


C.S.- Quais os nomes dos remos?
F.F.- Encontram-se variações entre as formas escritas, mas grosso modo, de 1 a 6 respectivamente são: Proa (trancador), Dantavante, Dantarré, Meio, Selha e Boga.


C.S.- Com que frequência fazem treinos de remo?
F.F.- A forma de treinar pode ser específica de cada companha. No nosso caso, o número de treinos depende de uma série de factores, como a fase da época, os objectivos da preparação/manutenção, condição física da companha, disponibilidade dos atletas (pois não se tratam de profissionais), estado do tempo, etc. Por norma variam entre 2 e 4.


C.S.- Tem provas com que frequência?
F.F.- As provas, quando a meteorologia permite, são quase semanais a partir de junho e terminam em agosto.


C.S.- Quantos botes costumam participar em provas de remo masculino e feminino?
F.F.- O número de botes a participar nestas regatas tem vindo a aumentar desde que comecei a participar em 2002. Não consigo dizer com precisão mas as masculinas terão cerca de dez, e as femininas um pouco menos, mas relativamente próximo.


C.S.- Existe algum local de prova mais complicado do que outro?
F.F.- Pergunta interessante. Todas as provas têm algumas especificidades. A localização geográfica dos portos faz com que haja por vezes tendências em encontrar condições especificas de vento e de mar em alguns, ou ser mais propicias a influências de outros factores como correntes. Os horários das provas divergem tremendamente o que influencia também as condições, especialmente a temperatura. A própria calendarização pode coincidir com momentos de forma diferentes. Nos meus 3 anos como oficial de remo, tenho portos onde os resultados foram melhores que outros… mas nem tudo em desporto tem necessariamente uma explicação ou motivo, e a róxima vez pode sempre ser diferente.


C.S.- O que pode influenciar o resultado de uma regata?
F.F.- Um sem número de coisas. A maior fatia são internas, ou seja, a qualidade e o desempenho em cada dia das companhas, mas existem também muitas externas. Para além das que já referi anteriormente, a própria preparação do campo de regata e o sorteio que determina a posição da largada pode ter grande influência, podendo algumas posições ser mais vantajosas que outras por variados motivos.


C.S.- Como é a relação entre clubes/botes?
F.F.- Na generalidade boas. Como em qualquer desporto, há rivalidades e concorrência, mas tambem grandes amizades e respeito.


C.S.- Os remadores/remadoras recebem algum tipo de remuneração ou apoio por praticarem este desporto?
F.F.- Julgo que os remadores são pessoas muito especiais, que em alguns casos fazem grandes sacrifícios e dedicam muitas horas para participarem de forma apaixonada nos botes baleeiros, sem qualquer remuneração. No bote pelo qual sou responsável, procuro remunerar os atletas com a minha total dedicação e trabalho diário para que possam atingir os melhores resultados possíveis, com as melhores ferramentas a que temos acesso, não posso oferecer mais que isso. É lhes oferecida uma refeição nos dias de regata pelos respectivas organizações, e o clube responsabiliza-se pela palamenta e os materiais utilizados na manutenção.


C.S.- Para praticar este desporto é necessário algum tipo de equipamento em especial?
F.F.- Não. Há quem utilize calções, bonés, luvas, ou outros artigos para maior conforto, mas diria que só é estritamente necessário ter vontade, tempo e oportunidade.


C.S.- Pode-se praticar este desporto todo o ano?
F.F.- Não é impossível, mas também não é normal. Por norma as pessoas concentram-se noutras actividades e desportos durante o inverno e os botes ficam a “hibernar” até a primavera.


C.S.- É fácil encontrar pessoas que estejam dispostas a remar?
F.F.- Depende do nível que procuramos. Para iniciação, felizmente acho relativamente fácil encontrar interessados nas Lajes do Pico. O remo está enraizado na cultura e os jovens tendem a procurar activamente os botes para remar. À medida que aumentamos as exigências quanto ao nível, naturalmente aumentam as dificuldades, como em qualquer desporto.

C.S.- Existe sentido de responsabilidade em relação aos treinos e material pela parte dos atletas?
F.F.- Diria que na grande maioria sim.

C.S.- Qualquer pessoa pode praticar este desporto?
F.F.- Acredito que sim, qualquer pessoa sem impedimentos físicos pode participar. Para participar de forma mais competitiva na minha opinião é preciso ser uma pessoa com características especiais, mais mentais até que físicas. Um remador de topo submete-se a dor intensa, fadiga extrema, voluntariamente, frequentemente, gosta de ir aos seus limites, e acima de tudo… Nunca desiste!


C.S.- Como é ser responsável por um bote como o Mª Armanda?
F.F.- O Mª Armanda é um bote histórico que ao longo de muitos anos teve companhas e oficiais de altíssima qualidade, que lhe construíram um legado. Dar continuação a esse percurso é um desafio e uma responsabilidade muito grande. O Maria Armanda tem simpatizantes incríveis mas também rivais acérrimos, uma cultura vencedora e imagem de competência mas também  pressão resultado da atenção, espectativa, e história. A exigência, quer de horas na preparação dos 3 compeonatos, quer de gestão sicológica dos resultados, problemas e ansiedades típicas de quem trabalha com cerca de 20 atletas compete pelos lugares cimeiros, é muito grande, mas não deixa de ser um prazer!


C.S.- Duração de um treino de remo masculino e feminino?
F.F.- Tal como o número de treinos depende, mas diria entre meia hora e hora e meia.


C.S.- Duração de uma prova de remo?
F.F.- Variam muito pois variam as distâncias e as condições. Em masculinos os primeiros acabam normalmente entre os 7 e 10 min, excepcionalmente pode ser bastante mais. Os femininos costumam ter cerca de dois terços da duração das masculinas.


C.S.- É mais fácil trabalhar com homens ou mulheres?
F.F.- Muito mais fácil com homens.


C.S.- Qual a média de idades dos atletas do Clube Náutico das Lajes que praticam remo?
F.F.- Devem começar por volta dos 15 anos, alguns remam até aos 40s, mas média não posso precisar… talvez vinte e poucos.


C.S.- No fim da época o que acontece aos atletas e aos próprios botes?
F.F.- São arrumados nas casas, pode ser feita manutenção, e a actividade para.


C.S.- Como treinador e atleta, tem algum ritual antes e depois das provas?
F.F.- Não, não sou supersticioso, só procuro que o ambiente seja de positivismo, concentração e confiança.


C.S.- Como programa os treinos da sua equipa?
F.F.- Há muito que poderia dizer sobre esse assunto, muito mais do que caberia aqui. Resumidamente, procuro que cada treino seja ajustado a um ou dois objectivos escolhidos, à condição da companha, ao período do calendário, e seja adequado às condições de mar existentes nesse dia.


C.S.- Para além do remo masculino e feminino temos mais provas em botes baleeiros, quais?
F.F.-  Vela e Perícia.


C.S.- Se pudesse escolher uma delas qual seria e porquê?
F.F.- Não conseguiria… A beleza e estratégia de uma regata de vela é excepcional! A adrenalina e emoções do remo são incomparáveis. Por incluir os dois anteriores e ainda acrescentar uma largada em terra entre os espectadores e uma transição de remo para vela que requer um trabalho de equipa e polivalência de outro nível, a prova de perícia é igualmente especial em minha opinião. 
                               

C.S.- A baleação foi uma atividade muito importante no concelho das Lajes do Pico. Considera importante a preservação dos botes baleeiros como património regional, bem como a sua utilização nas regatas, como forma de divulgação da cultura da baleação?
F.F.- Sem qualquer dúvida. A baleação marcou-nos a todos, de uma maneira ou de outra, e marca a vila! Os botes baleeiros são de uma elegância incrível, e merecem ser mostrados ao mundo com orgulho, e em actividade onde brilham verdadeiramente. Outrora foram palcos de outras aventuras, bem mais sérias que as de hoje. Julgo que cada vez que os vemos no mar estamos a recordar um pouco essa história incrível, que não pode ser esquecida.







Lajes do Pico, 11-10-2015.

Carolina Simas