Festas Sanjoaninas assinalam 180 anos do nome Heroísmo atribuído à cidade de Angra

As festas Sanjoaninas, que decorrem desde a passada quinta-feira, 22 de junho até ao dia 2 de julho, em Angra do Heroísmo assinalam os 180 anos da atribuição da Grã-Cruz da Torre e Espada e do nome Heroísmo à cidade.
"Esta atribuição deve-se ao apoio que a cidade de Angra e a população da ilha [Terceira] deu à causa liberal", avançou Paula Ferreira, guia turística.
Foi de Angra que partiu D. Pedro IV, com o seu exército, para o desembarque no Mindelo, que permitiu aos liberais tomar a cidade do Porto.
A 12 de janeiro de 1837, a Rainha D. Maria II reconheceu o papel da população de Angra na vitória do liberalismo, na guerra civil portuguesa, atribuindo a Grã-Cruz da Torre e Espada e o título de "Sempre Constante" à cidade, por carta régia, e ordenando que se denominasse daí em diante de Angra do Heroísmo.
Angra já tinha o título de "Mui Nobre e Leal", atribuído na sequência do apoio a D. António e às lutas contra o domínio espanhol.
A cidade foi a primeira do país a ser distinguida com a Grã-Cruz da Torre e Espada e a única durante uma monarquia.
Este ano, as festas concelhias, que comemoram o São João, assinalam a efeméride, tendo como tema "Muito Nobre, Leal e Sempre Constante Cidade de Angra do Heroísmo", que deu mote para o cortejo de abertura das Sanjoaninas.
Já no ano passado, a autarquia optou por associar as festas Sanjoaninas a uma efeméride, recordando os 250 anos da instalação da Capitania Geral na cidade, que foi na altura capital dos Açores.
Durante 11 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, espetáculos musicais, exposições, artesanato, gastronomia, tauromaquia e atividades desportivas, entre outras.
Este ano, as Sanjoaninas batem um novo recorde de marchas populares, com 41 grupos a desfilarem nas principais ruas da cidade, divididos por duas noites.
"Temos marchas a virem de São Jorge, do Faial, do Pico, de São Miguel, do Funchal e há realmente este gosto e esta vontade de vir a estas festas", salientou a vereadora.
Pelo palco principal têm passado, este ano, Rui Veloso, Mariza, Amor Electro, Richie Campbell, HMB, The Black Mamba, Master Jake e April Ivy, entre outros artistas.









Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/festas-sanjoaninas-assinalam-180-anos-do-nome-heroismo-atribuido-a-cidade-de-angra

Patrícia Machado

Pico Solidário


O Clube Motard da ilha do Pico em conjunto com a Santa Casa Misericórdia de São Roque, tomaram a iniciativa de apelar a população para prestar apoio às vítimas dos incêndios que decorreram no nosso país, tendo em conta que algumas pessoas ficaram desalojadas pretende-se angariar alguns bens e acessórios básicos do dia a dia, bens estes que seguirão num contentor após dada por terminada a recolha. Sabemos que há outras entidades a ajudar inclusive já foi feito vários donativos em dinheiro, mas até que se consiga realojar devidamente estas pessoas irá levar o seu tempo. 

Banda XPTO dá concerto na Festa do Emigrante nas Lajes das Flores






Com influência de grandes nomes da música internacional como “Beatles”, “Pink Floyd”, “Coldplay” ou “Radiohead”, os XPTO irão marcar presença no palco da XXXII Festa do Emigrante! Domingo, dia 16 de Julho de 2017.

Fonte: Câmara Municipal de Lajes das Flores

Noite de São João

       Em Angra do Heroísmo, o São João comemora-se durante 10 diz, com marchas, sardinhas, concertos e touradas.
      Entre o dia 22 de junho a 29 de junho, Angra do Heroísmo enche-se de cor, música e tascas para receber turistas e emigrantes nas maiores festas.

Ordenação do jovem Jacob Vasvoncelos como sacerdote na Ilha das Flores






Com 23 anos, Jacob Vasconcelos foi ordenado diácono no passado dia 8 de Dezembro no Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Finalista do sexto ano do Seminário de Angra, este jovem florentino vai ser ordenado sacerdote no próximo dia 1 de Julho na Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores.

Oriundo da freguesia de Ponta Delgada, o diácono Jacob Vasconcelos é uma das referências entre os alunos do Seminário de Angra, não só pelo seu aproveitamento escolar mas também pelo carisma. Afável, sorridente e com uma energia inesgotável, quando se passa com ele na rua parece que conhece meio mundo e arredores. De uma enorme disponibilidade, Jacob está no Seminário há 8 anos, tendo chegado à Casa com 15 anos para frequentar o ensino de nível secundário, com a “certeza” de que queria ser padre. Desde pequeno que brinca como se já o fosse. Diz quem conhece o seu baú das recordações que até estolas em miniatura tinha no seu armário.

Jacob Vasconcelos é um dos jovens mais preparados para o sacerdócio sem deixar de ser um jovem comum, atento ao mundo e ao que gira à sua volta, generoso e sempre próximo. Ainda assim, o diácono afirma que gostaria de ver mais “respostas generosas e comprometidas” sobretudo dos jovens e afirma que o “ardor de evangelizar” é que lhe vai tirar o sono.

“Sou de personalidade inquieta e enérgica por natureza, pelo que julgo que, para além das preocupações do dia-a-dia, irá incomodar-me a necessidade de levar o Evangelho às pessoas, pela palavra, pelos sacramentos, pela minha atitude coerente de vida e por todos os meios possíveis e necessários que estiveram ao meu alcance”, frisou o jovem diácono florentino.

A ordenação de Jacob Vasconcelos será presidida pelo bispo João Lavrador, que assim mantém a tradição do seu predecessor de fazer as ordenações de forma descentralizada.

Fonte: Forum da Ilha das Flores

Paisagem da Cultura da Vinha do Pico


Lajido da Criação Velha
O Arquipélago dos Açores, parte integrante de Portugal, goza de um estatuto que lhe confere autonomia política e administrativa, o que o caracteriza como Região Autónoma.
Está situado em pleno Atlântico Norte, a cerca de 1500 Km da costa ocidental do continente europeu e a, aproximadamente, 3900 Km do ponto mais próximo das costas da América do Norte.
É constituído por nove ilhas e alguns ilhéus, todos de origem vulcânica que, sob o ponto de vista geográfico e atendendo à sua proximidade relativa, estão distribuídas por três grupos: o grupo Oriental, com as ilhas de Santa Maria e São Miguel; o grupo Central, reunindo as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge,Pico e Faial e o grupo Ocidental, que engloba as ilhas Flores e Corvo.
O Arquipélago ocupa uma zona económica exclusiva (ZEE) de cerca de um milhão de Km2.
A ilha do Pico está localizada entre as longitudes 28º01’40,5’’ e 28º32’34,3’’ Oeste e as latitudes 38º22’55,4’’ e 38º33’40,5’’ Norte Em extensão, é a segunda maior ilha dos Açores, correspondendo a uma área de 447 Km2 Nesta ilha está situado o ponto mais alto dos Açores e de Portugal: a montanha do Pico, que atinge a altitude de 2351 metros.
A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 987 ha, envolvida por uma zona tampão com 1.924 ha. É composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia, implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza natural e paisagística.

Estes sítios foram classificados por constituírem excelentes representações da arquitetura tradicional ligada à cultura da vinha, do desenho da paisagem e dos elementos naturais. A diversidade faunística e florística aí presentes estão associadas a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de proteção.  Este bem consiste numa espantosa rede de longos muros de pedra, espaçados entre si, que correm paralelos à costa e penetram em direção ao interior da ilha. Estes muros foram erguidos para proteger do vento e da água do mar as videiras, que são plantadas em milhares de pequenos recintos retangulares (currais), colados uns aos outros. Remontando ao século XV, a presença da viticultura manifestou-se através desta extraordinária manta de retalhos de pequenos campos, de casas e quintas do início do século XIX, de ermida, portinhos e poços de maré.
A paisagem modelada pelo homem, de uma beleza extraordinária, é o melhor testemunho que subsiste de uma atividade outrora muito ativa.
 FONTE: "Paisagem da Cultura da Vinha do Pico", "Gabinete Técnico da Vinha do Pico"
Foto: http://siaram.azores.gov.pt/patrimonio-cultural/vinhas-pico/criacao-velha/galeria/3.html




Código de Boas Práticas para a Observação de Aves
O presente Código de Boas Práticas (CBP) para a Observação de Aves é um dos produtos resultantes do Projeto Rede de Observação de Aves (ROA). Este projeto, dinamizado pela equipa de Aves Marinhas do Departamento de Oceanografia e Pescas (GAM-DOP) da Universidade dos Açores, e com apoio financeiro da Direção Regional do Ambiente (DRA), tem por objetivo produzir conteúdos e sugerir medidas que visem a sustentabilidade do turismo ornitológico nos Açores, uma atividade com crescente expressão no arquipélago e ainda sem regulamentação.
Este CBP pretende ser simples e conciso, mas, ao mesmo tempo, rigoroso no fornecimento de informação. Como tal, é direcionado a um público vasto, constituindo um documento de referência para a Administração Regional e os diretores dos Parques Naturais de Ilha, mas também direcionado a todos os operadores de turismo da Natureza e observadores de aves independentes.

Três secções principais constituem este CBP. A primeira debruça-se sobre o valor ornitológico da Região para o desenvolvimento do turismo ornitológico. Segue-se uma segunda secção, onde são referidos os impactos, decorrentes da atividade e que influenciam, direta ou indiretamente, o bem-estar animal e os seus habitats. São ainda identificados potencias comportamentos indicadores de stress, emitidos pelos animais quando observados, e referidas recomendações de boas práticas de modo a diminuir essa perturbação. A terceira secção fornece uma visão sobre aspetos legais, nomeadamente, leis vigentes para a proteção da avifauna.
Finalmente, um conjunto de anexos a este CBP fornece informação adicional relevante, como, uma lista de códigos e guias adicionais, especializados na vertente marinha ou terrestre, que poderão complementar a leitura deste CBP de acordo com os interesses de cada utilizador.
DRA/DSCN


Fonte: Parques Naturais Açores

A lenda do Corvino, Faquir e Pirata

A Lenda do Corvino, Faquir e Pirata


Por meados do século quinze, no pequeno aglomerado populacional da ilha do Corvo, havia uma mulher que tinha um filho bastardo. Já nessa altura, os corvinos, apesar da sua bondade natural, rejeitavam as mulheres que tinham filhos, sendo solteiras, pondo-as de lado ou obrigando-as a sair da ilha. Essa mulher era tida como bruxa e acreditava-se nos seus poderes maléficos. 
 O filho, Alípio, sofreu muito na infância e já quando rapazote com os vexames por que sua mãe passava. 
 Ora um certo dia, os piratas argelinos, em busca de gado e outros produtos, atacaram a ilha do Corvo e levaram o rapaz, que, querendo fugir à terra, não impôs resistência, antes se ofereceu aos invasores. 
 Depois de viajarem muito tempo, chegaram a Túnis, onde o jovem corvino foi oferecido a um faquir. De Alípio passou a Ali. Aprendeu todos os poderes dos faquires mais eminentes. Via fenómenos através de corpos opacos a léguas de distância; deixava-se cortar por alfanges e punhais, aparecendo rapidamente curado. Apesar de toda esta maravilhosa penetração de espírito, própria de um faquir, e de trazer bordado no peito um pentagrama, emblema da sua autoridade intelectual em magia, aborrecia a dura penitência e a pobreza que todo o faquir pratica para adquirir a santidade. 
 O jovem Ali cobiçava a riqueza e guardava na alma uma frase que sua mãe lhe dizia, há muitos anos atrás, na pobre casa, à beira-mar, naquela pequena ilha tão distante: “pobreza não é vileza, mas é um ramo de picardia”. 
 Quando atingiu a idade de homem feito, marcado pela ideia de riqueza e talvez pela ânsia íntima e quase inconsciente de voltar ao Corvo e se vingar, abandonou o sábio faquir com quem vivia e incorporou-se num bando de piratas, como comandante. Cantava, com um tom de fatalismo muçulmano:

Mandei ler a minha sina 
E a sina me respondeu 
Que um triste fugir não pode 
A sorte que Deus lhe deu.


 Saíram do porto marroquino de Larache em duas galeras, rumo às ilhas dos Açores e, porque o vento assim o permitiu e a manha e o poder do faquir, assim quiseram, foram ter à ilha do Corvo. 
 Perante as negras penedias onde passara a sua infância, Ali experimentou uma grande confusão de sentimentos: a alegria de voltar a ver a terra perdida e o desejo de vingar sua mãe. 
 Mandou lançar ferro para os lados da baía da praia, onde não os podiam ver do povoado. Conhecia o lugar como a palma das suas mãos. Ali tinha brincado horas a fio, apanhando peixes, estrelas do mar ou nadando nos dias quentes de Verão. Lançaram ao mar uma lanchinha e vieram para terra. 
 Entretanto uma mulher, que estava a apanhar lapas na Ponta da Areia, quando viu aquela galera por ali dentro, desconfiou que eram piratas. Na altura só se falava neles e nos estragos que faziam. Largou as lapas e, a correr, veio para as casas anunciar em altos gritos o que tinha visto. Os homens da terra alvoroçaram-se e foram para cima dos cabeços, situar-se em bom lugar, porque o terreno como era escarpado, os piratas só poderiam sair por um determinado sítio. 

 Quando os invasores vinham pelas rochas fora, decididos a roubar gado e quem sabe que outros prejuízos fazer, os homens da terra foram às ombreiras das paredes e começaram a rolar pedras com rapidez e força para cima dos piratas, que recuaram, dizendo:
 — Se vamos para diante a gente morre.
 Desistiram do seu intento, meteram-se no botezinho para ir para a galera, que estava ancorada mais fora. Mas, ou porque o mar mexia muito ou porque com a pressa a manobra foi mal feita, o barco quebrou.
 A raiva cresceu entre os piratas, pois a nado nunca conseguiriam chegar ao navio e, ficando ali, seriam caçados pelos da terra. Desconfiados de que o comandante os tinha trazido para serem capturados pelos corvinos, disseram:
 — Tu és filho do Corvo, armaste-nos uma emboscada!
 Sacaram as facas e cortaram-lhe o pescoço, ficando a cabeça caída na areia.
 Os piratas conseguiram fugir, o corpo do comandante foi levado pelo mar. Mas a cabeça degolada ficou e os da terra, quando se aproximaram, reconheceram, por um sinal na cara, que se tratava de Alípio, há tanto tempo levado pelos piratas.
 Enterraram a cabeça na areia, mas ela no dia seguinte apareceu desenterrada, ululando pelos rochedos. E assim foi durante muitos e muitos anos, até que por fim se aquietou para sempre a alma do infeliz corvino, feito faquir e depois pirata.

Fonte BiblioFURTADO-BRUM, Ângela Açores: Lendas e outras histórias Ponta Delgada, Ribeiro & Caravana editores, 1999 , p.284-286

Programas da série 'Mundo Marca Açores' em exibição nos EUA

Os programas da série 'Mundo Marca Açores', uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo Regional para promover e aumentar a notabilidade dos produtos certificados com este selo de origem, passam este mês a ser apresentados no canal 'The Portuguese Chanel'
 "Este canal, que existe há 40 anos, é o único que transmite diretamente dos Estados Unidos da América e exclusivamente em língua portuguesa, com uma emissão de 24 horas”, informa o executivo açoriano.
O ‘Mundo Marca Açores’ é transmitido em horário nobre e, de acordo com a direção do canal de televisão, pode ser visto por mais de três milhões de espetadores nos estados de Massachusetts e Rhode Island, onde a comunidade lusófona conta com 600 mil pessoas.
As séries deste programa de produção regional mostram, em cerca de cinco minutos cada, todas as componentes de produção de vários produtos do setor agroalimentar, assim como o quotidiano de serviços e estabelecimentos aderentes em diversas empresas de todo o arquipélago e que se caracterizam por serem “certificados pela natureza”.




 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/programas-da-serie-mundo-marca-acores-em-exibicao-nos-eua
 
Patrícia Machado

Corpo de Deus: uma festa com mais de sete séculos






Nos Açores a festa é assinalada hoje em todas as paróquias do arquipélago com destaque para os coloridos tapetes de flores, que percorrem as principais ruas.
Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do “triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia” e nos Açores este domingo todas as paróquias estão em festa com a realização da eucaristia e procissão do Corpo de Deus.

Em Angra do Heroísmo, coração da Diocese, o prelado diocesano celebrará na Igreja de Santa Luzia, de onde sairá a procissão até à Sé. Em Ponta Delgada, a ouvidoria retomou uma tradição antiga fazendo convergir para o centro da cidade, à Igreja de São Sebastião, todas as comunidades paroquiais para assinalar a festa do Corpo de Deus.

Na Povoação, na ilha de São Miguel, a festa coincide com o feriado municipal e a procissão percorre as principais artérias da vila naquela que é, talvez, uma das mais emblemáticas procissões pelo colorido dos seus tapetes de flores.

No Pico as solenidades do Corpo de Deus realizam-se nas quatro Igrejas Matriz da Ouvidoria (Madalena, Lajes, São Roque e São Mateus) e ainda na Paróquia de Santa Bárbara das Ribeiras.

Todas as procissões serão acompanhadas pelas filarmónicas de cada localidade e os caminhos serão ornamentados com artísticos tapetes de flores.

Também na Horta a Festa do Corpo de Deus faz convergir muitos fieis para o centro da cidade mais atlântica do arquipélago.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpo de Deus”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Christianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

Nos séculos XVI e XVII, a resposta às negações do movimento protestante que se expressou na fé e na cultura – arte, literatura e folclore – contribuiu para avivar e tornar significativas muitas das expressões da piedade popular para com a Eucaristia.

A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia: logo depois da missa, a hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.

A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.

À semelhança das procissões eucarísticas, a festa do “Corpus Christi” termina geralmente com a bênção do Santíssimo Sacramento.


https://www.igrejaacores.pt


Gastronomia açoriana - Sopas de Espírito Santo

Estas sopas são sempre servidas nas funções ou festas do Espírito Santo, sendo servido seguidamente a alcatra com massa sovada ou com pão de mesa, conforme as freguesias.
Para um jantar de 10 a 12 pessoas, os ingredientes para confeccionar esta iguaria seriam:
2 Kg de carne de vaca (peito);
500 G de fígado de vaca;
250 G de sangue de vaca coalhado;
3 Dentes de alho;
2 Cebolas;
1 Ramo grande de hortelã;
1 Pau de canela;
1 Colher de sopa de massa de malagueta;
1 Repolho médio;
1 Colher de sopa de banha ou de manteiga;
1 Pão de trigo grande (duro);
1 Concha de molho de alcatra;
Sal.
 
Para a sua preparação:
Faz-se uma boneca deitando num pano os dentes de alho, as cebolas aos quartos, a hortelã, o pau de canela e a massa da malagueta. Ata-se com um cordel e mergulha-se na água para a sopa que já está temperada com sal. Leva-se ao lume e quando ferver introduz-se a carne e deixa-se cozer.
Estando a carne cozida, junta-se o repolho cortado aos quartos e a banha e continua a cozer.
À parte e em recipientes separados cozem-se em água o bocado de fígado inteiro e o sangue.
Corta-se o pão ao meio, no sentido horizontal, e depois em quatro ou cinco bocados (cada metade), no sentido vertical. Põe-se este pão (com o miolo voltado para cima) numa tigela. Dispõe-se por cima um ramo de hortelã e rega-se com uma concha de molho de alcatra. Espalham-se ainda por cima o repolho, algumas fatias pequenas de fígado e de sangue e rega-se tudo com um pouco de caldo. Fecha-se, e alguns minutos depois rega-se com o restante caldo. Cobre-se a sopa com uma toalha de linho e abafa-se com cobertores, ficando assim durante umas duas a três horas.
Comida a sopa, come-se a carne, e o que resta do fígado e do sangue.
 
 





Fonte: http://receitas.mundoazores.com/sopa-do-espirito-santo/
Patrícia Machado

Lenda da Ilha das Sete Cidades - São Miguel





Reza a lenda que quando os árabes Tárique ibn Ziyad e Musa ibn Nusair vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental.

Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades.
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França" (nome actualmente vulgar em vários locais e em varias ilhas dos Açores) com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada.
A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros de São João, que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais.
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar.
Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira.

Fonte: Lendas dos Açores

Selos Celebram Açores Como Ilhas Sustentáveis!








Selos ilustram as atividades que merecem ser experimentadas no arquipélago dos Açores.

Os Correios de Portugal acabam de lançar, em Vila Franca do Campo, Açores, uma emissão filatélica em homenagem à Região Autónoma dos Açores, por ter sido considerada um dos destinos turísticos mais sustentáveis na plataforma internacional Green Destinations.

Esta série é composta por quatro selos e dois blocos que incluem um selo cada. O design da emissão é da responsabilidade de Francisco Galamba.

O selo com o valor facial de 0,47 euros é dedicado à observação das aves do arquipélago. Já o selo de 0,75 euros mostra a observação dos cetáceos num dos maiores santuários de baleias do mundo, que inclui mais de vinte variedades destes mamíferos.

Já o selo de 0,80 euros reproduz imagens de ‘canyoning’. Em S. Miguel, São Jorge e as Flores há excelentes itinerários para a prática desta modalidade.

Finalmente, o selo de 1 euro é dedicado ao surf, que se pode praticar nas ondas do mar dos Açores.

Os dois blocos incluem um selo de 1,80 euros cada. Um dos selos é dedicado ao mergulho – e mostra-nos a Tartaruga-Boba na Ilha do Corvo – enquanto o outro é dedicado às caminhadas, prática a que convida o excelente espaço verde na Lagoa das Sete Cidades.

A emissão completa-se com a pagela divulgadora, o sobrescrito e os carimbos do primeiro dia de emissão.

LEILÃO DO CLUBE FILATÉLICO DE PORTUGAL 

O Clube Filatélico de Portugal realiza no próximo sábado, 21 de maio, no Hotel Travel Parque, em Lisboa, o 35º leilão inter-sócios.

Do catálogo deste leilão, que leva a praça aproximadamente três mil lotes, destacamos o n.º 7, um classificador com a emissão Ceres 1924/1926, selos em quadras, variedades de clichés e muitas outras variedades, com valor de catálogo de 32 mil euros. Valor de licitação: oito mil euros.

Um selo de 25 réis de D. Pedro V, cabelos anelados, não denteado, novo, exemplar raro e com goma original, está catalogado por 18 mil euros e tem base de licitação de dois mil euros.

Por último, um lote com 65 mil selos de Angola vai à praça por 500 euros. Os interessados em consultar o catálogo do leilão na página web deverão aceder-lhe através do endereço www.cfportugal.pt


Fonte: in http://www.cmjornal.xl.pt

            www.iloveazores.net


Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

O vinho Verdelho dos Biscoitos, na ilha Terceira, verdadeiro exemplo de uma viticultura heróica, nasceu com a chegada dos primeiros povoadores e expandiu-se com a aventura marítima. Quase desapareceu com a filoxera, no final do século XIX, mas agora vive uma segunda vida, impulsionado pela adega cooperativa local e pelo saber do enólogo minhoto Anselmo Mendes.
A Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, criada por escritura em dez de Março do ano de mil novecentos e noventa e três, com a bravura vulcânica de dezoito Confrades no Grau de Fundadores, fazendo jus aos biscoitos, território lávico, identidade duma Região, continua a labutar pelo bem estar da vitivinicultura açoriana e em particular a dos Biscoitos da ilha Terceira, tendo já conquistado o reconhecimento do continente europeu e não só.
Tem como propósitos, a valorização, divulgação e promoção do vinho Verdelho, e todo o vinho de qualidade da Região Autónoma dos Açores.
A Confraria ainda edita anualmente a revista “Verdelho”, a qual dispõe de uma variedade de temas culturais e técnicos."

Resultado de imagem para confraria de verdelho dos biscoitos

Residencial da Ilha do Corvo






A Residencial "Guest House Comodoro" é a única da ilha do Corvo.
Possui 8 quartos e um apartamento com casa de banho privativa, TV Cabo, ar condicionado e Internet gratuita.
Tem também uma Kitchenet ( totalmente equipada) e um bar para uso exclusivo dos clientes


Fonte: Ilha do Corvo, Passado-Presente-Futuro

Ilha do Pico "rendida" ao Divino Espírito Santo



"50 dias depois do Domingo de Páscoa celebra-se o Domingo de Pentecostes, que neste ano de 2017 ocorre hoje dia 4 de junho. Esta celebração é uma das mais importantes no arquipélago dos Açores, sendo que o fim de semana de Pentecostes é um dos mais longos e importantes do calendário das festas populares açorianas. Aliás, é precisamente por esta razão que a Segunda-feira de Pentecostes foi escolhida para ser o Dia dos Açores, dia feriado regional destinado a comemorar a açorianidade e a autonomia do arquipélago.

Embora o culto ao Divino Espírito Santo seja uma "marca identitária da açorianidade", a verdade é que é no Grupo Central que estas festas conservam uma vivência mais comunitária, especialmente na ilha do Pico.

Entre o dia de ontem e o domingo da Trindade, daqui a uma semana, celebram-se mais de 4 dezenas de impérios, nas 19 paróquias da ilha montanha. Durante mais de uma semana, a ilha do Pico vai estar "rendida" ao Divino Espírito Santo.

A Festa do "Sábado do Espírito Santo", como é conhecido na Silveira do Pico, é a única festividade de Pentecostes nos Açores a acontecer num sábado e remonta a 1720, altura em que a população fez um voto na sequência de uma erupção vulcânica que formou o atual Mistério da Silveira.

As 45 irmandades da ilha montanha, as quais trazem à rua o Divino Espírito Santo, vão realizar as suas coroações, procissões e convívios, tendo sempre como mote a partilha. Nestas 45 festas, além das tradicionais sopas do Espírito Santo, serão servidas carne cozida e assada, massa sovada e arroz doce. Nas festividades são oferecidas mais de cerca de 20.000 refeições.
Os cortejos processionais e os arraiais são abrilhantados pelas 13 filarmónicas da ilha e ainda pelos grupos de foliões. Em cada arraial são distribuídas as rosquilhas, vésperas ou pão a todos aqueles que passam pelas freguesias. De referir que as rosquilhas e o pão são maioritariamente ofertados nos impérios do lado sul da ilha (desde a Madalena até à Calheta de Nesquim) e os bolos de véspera nos impérios do norte da ilha (desde as Bandeiras à Piedade).

O maior império da ilha (e provavelmente dos Açores) é o da Terça-feira do Espírito Santo na vila da Madalena, em que são distribuídas cerca de 10 mil rosquilhas, muitas delas partilhadas com forasteiros que acorrem à ilha montanha, sobretudo provenientes do Faial e de São Jorge.

Além destas 45 irmandades, que realizam as suas festas nestes dias, há outras seis que promovem a sua festividade noutras alturas do ano, com coroações, sopas e distribuição de rosquilhas ou vésperas."

Fonte de informação: http://www.caisdopico.pt/2016/05/ilha-do-pico-rendida-ao-divino-espirito.html

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende com referência à Ilha das Flores, nos Açores

“Zorro – O Começo da Lenda” – Isabel Allende





“Zorro – O Começo da Lenda” é um projecto único onde surgem unidos um dos heróis mais populares do mundo – Zorro – e uma das mais conceituadas escritoras da actualidade – Isabel Allende. Estes dois ingredientes por si só não bastam para fazer um bom livro, mas a verdade é que neste caso isso aconteceu. E a ideia até era arriscada, porque Allende fez sucesso como autora de outro tipo de obras e pegar num herói já com nome e personalidade feitas poderia ser limitativo. Contudo, Isabel Allende soube respeitar o justiceiro da mascarilha e construiu uma infância e juventude que encaixam na perfeição na ideia que temos de Zorro.
“Limitada” pelas características imutáveis de Zorro, a escritora aplicou toda a sua imaginação e fantasia na construção de um “passado” para o herói e, acima de tudo, para o homem que o “criou”, Diego de la Vega, recorrendo para tal a uma escrita rica mas acessível.
Assim, na primeira parte do livro acompanhamos a infância de Diego, muito antes de este um dia sequer imaginar que viria a ser um herói misterioso. Diego nasceu no Sul da Califórnia no século XVIII, filho de um importante fazendeiro e de uma índia guerreira, e da mistura destes dois mundos resulta a “essência” do espírito de Zorro.
Diego cresce (e vive) acompanhado por Bernardo, amigo para todas as ocasiões, que nasceu praticamente em simultâneo com ele, o que faz dos dois verdadeiros irmãos. O que um tem em força e impulso, o outro contrabalança com ponderação.
Aos 16 anos, para receber uma educação europeia, Diego parte para Barcelona, acompanhado pelo inseparável Bernardo. A viagem por mar tem a particularidade de proporcionar uma passagem pelos Açores."
Fonte: Porta livros

“Seguindo a leitura desse livro, verifiquei que a autora Isabel Allende retrata uma passagem dos personagens Diego de la Vega e Bernardo pela ilha das Flores nos Açores ao fazerem a travessia pelo Oceano Atlântico vindos da Califórnia."