Livro sobre cultura centenária do chá dos Açores lançado em São Miguel

A Confraria do Chá do Porto Formoso, na ilha de São Miguel, lançou, na quarta-feira, dia 15 de junho, um livro sobre esta cultura centenária nos Açores, única na Europa, com o intuito assinalar o seu 10.º aniversário.
“Pretendemos publicar uma obra que tenha um duplo objectivo: comemorar os dez anos da Confraria do Chá do Porto Formoso, bem como colmatar a falta de sistematização e salvaguarda de factos relevantes em volta do chá, uma cultura centenária nos Açores”, disse à agência Lusa, o responsável pela direção da confraria e coordenador do livro, Virgílio Vieira.
A cultura do chá nos Açores remonta ao século XIX, época em que foi importada esta planta, tendo surgido a indústria de transformação a partir do ano de 1878. Mantêm-se hoje duas unidades, designadamente as fábricas da Gorreana e Porto Formoso, ambas no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.
Foram convidadas 23 personalidades para cooperar neste livro com prefácio de Machado Pires, professor aposentado e ex-reitor da Universidade dos Açores, sendo a capa da responsabilidade do pintor Tomaz Borba Vieira, a partir da obra Chá Seara, de Francisco Álvares Cabral.
De acordo com Virgílio Vieira, o futuro do chá nos Açores tem “boas perspetivas”, por ser um produto que pode inserir-se na economia verde.
De acordo com a docente universitária chinesa Sun Lam, que está a preparar um livro sobre o chá e também colabora nesta iniciativa, o produto dos Açores, pela sua “pureza” e por ser “deveras saudável”, pode ter um “novo futuro através da inovação da sua forma de apresentação, que permitirá o alargamento a possíveis novos mercados”.




 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/livro-sobre-cultura-centenaria-do-cha-dos-acores-lancado-em-sao-miguel /http://bagosdeuva.blogspot.pt/2008/11/caracterizao-pedolgica-da-cultura-do-ch.html

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