Canadas das Guerrilhas

Depois da Batalha do Pico Seleiro, os muitos partidários miguelistas (que saíram derrotados) nunca mais tiveram ocasião de se organizar de modo efectivo. Passaram a agir em grupos de guerrilhas, recebendo armas às escondidas e combatendo como podiam a Junta Provisória estabelecida em Angra.
Dos vários grupos de guerrilhas desse tempo, ficou a memória de um que se escondia e sobrevivia por entre a população e nas matas encruzilhadas de caminhos e o muito arvoredo que facilitavam a aproximação de Angra e a fuga imediata e rápida.


São Martinho

O Dia de São Martinho é festejado todos os anos no dia 11 de novembro e é uma das celebrações que marcam o outono.
Relativamente à história de São Martinho, Martinho de Tours foi um militar, monge, bispo e santo católico, que nasceu no ano de 316 e falecido a 397.
A lenda de São Martinho conta-nos que um dia, um soldado romano chamado Martinho, estava a caminhar para a terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho deparou-se pelo caminho com um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas metades e ofereceu uma dessas metades ao mendigo. Sem mais nem menos, o frio parou e o tempo aqueceu. Acredita-se que isto aconteceu pois seria a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.



A tradição do dia de São Martinho é assar-se castanhas e beber-se o vinho novo, produzido com a colheita do verão anterior.
Geralmente, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece, tal como aconteceu com São Martinho. Esta ocorrência é conhecida como o Verão de São Martinho.
São Martinho tornou-se assim no padroeiro dos mendigos, alfaiates, peleteiros, soldados, cavaleiros, curtidores, restauradores e produtores de vinho.
Tenham todos um feliz dia de São Martinho!
E como se costuma dizer por aí…
“No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.”
 
 





Fonte:https://www.calendarr.com/portugal/dia-de-sao-martinho/ / http://www.paroquiaqueijas.net/portal/noticias/250-festa-de-sao-martinho / http://www.wingman.pt/blog/2015/11/11/so-martinho-dia-de-castanhas-vinho-e-msica-wingman
 
 
Patrícia Machado
 
 

Museu da Horta promove oficina de fotografia com Tiago Garcia



A Direção Regional da Cultura, através do Museu da Horta, promove, a 12 de novembro, na Casa Manuel de Arriaga, entre as 10h00 e as 18h00, a realização de uma oficina de fotografia orientada pelo fotógrafo profissional Tiago Garcia.

A iniciativa destina-se a todos os que têm interesse pela fotografia, sem qualquer tipo de conhecimento ou com conhecimento médio.

Nesta oficina, que é de frequência gratuita, serão abordados dois grandes temas, nomeadamente a fotografia de rua e a fotografia de viagens, para além de uma abordagem técnica de iniciação.

As inscrições são limitadas e devem ser feitas através dos telefones 292 202 573 e 292 293 361 ou do email: margarida.ma.barreto@azores.gov.pt.

Fonte:http://www.azores.gov.pt

Ana Cabrita


Batalha do Pico Seleiro

Ao entardecer do dia 4 de Outubro de 1828, deu-se aqui, próximo do Pico Velho, do lado esquerdo da ladeira denominada Pico do Seleiro, o mais importante confronto entre as milícias realistas (como então se designavam os absolutistas) e liberais.
As forças partidárias de D. Miguel, reunidas na vila da Praia, comandadas pelo morgado Joaquim de Almeida e pelo capitão de linha João Moniz Corte-Real, eram em número superior a 4.000 homens (embora mal armados e sem artilharia) e confrontaram-se neste sítio com cerca de 200 homens do Batalhão de Caçadores nº5, comandados pelo coronel José António da Sila Torres (apoiados por peças de campanha).
O combate durou uma hora e meia; flanqueados por um grupo de liberais, os milicianos miguelistas, sentindo-se derrotados, acabaram por debandar em direcção à Terra-Chã, Biscoitos e Altares, sendo perseguidos durante a noite.

Lenda da Lagoa das Sete Cidades - Ilha de S. Miguel









Reza a lenda que quando os árabes Tárique ibn Ziyad e Musa ibn Nusair vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental.
Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades.
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França" (nome actualmente vulgar em vários locais e em varias ilhas dos Açores) com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada.
A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros de São João, que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais.
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar.
Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades.
Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.


Fonte: lendasacores.blogspot.pt

Novembro…




Aproxima-se o mês de Novembro. Desde os meus afastados anos da juventude sempre o considerei um mês triste. O mês dos crisântemos, a flor que nos acompanha nas horas de tristeza...
         Hoje é diferente. Encaro o penúltimo mês do ano com a naturalidade possível e vivo os seus dias sem as preocupações de outrora.
         O dia de todos os Santos era e é ainda, na tradição popular, o “dia do pão por Deus”. Tal como hoje, ia-se bater às portas das pessoas amigas e conhecidas pedir Pão por Deus. E a saquitola nunca vinha vazia.
         Era dia santo. A Igreja Católica, e no tempo era a única, embora hoje haja um ou dois núcleos de outras “crenças”, celebrava no dia um a Festa de Todos os Santos. Segundo os Teólogos, é a festa da santidade. Evocam-se todos os santos que estão junto de Deus, mesmo aqueles que não foram canonizados. É um dia muito especial em que celebramos a santidade de Deus, a plenitude da vida cristã, a comunhão eclesial com os Apóstolos, Mártires e os santos conhecidos e anónimos. Um dia em que a Igreja chama a atenção dos fiéis para a vivência da santidade cristã, ou seja, a felicidade e a liberdade plena dos cristãos.
         Para as crianças era e continua a ser o “dia do pão por Deus”!
Logo a seguir, vem o dia dos Fiéis Defuntos. Nesse dia os sacerdotes tinham, hoje desnecessário, o privilégio de celebrar três missas, privilégio que só se repetia pelo Natal.
A igreja utilizava as vestes litúrgicas negras – hoje substituídas pelo roxo – e, geralmente, armava no corpo dos templos um cadafalso, coberto de um pano negro, e, junto dele, fazia os “responsórios” pelas almas dos defuntos.
           Ao amanhecer, celebrava-se duas Missas para os paroquianos poderem, depois, ir para os seus trabalhos agrícolas. Normalmente, já vinham preparados para seguir para os seus terrenos, pois traziam, além do trajar apropriado, os utensílios para executar as labutas do campo.
         A meio da manhã, celebrava-se a Missa cantada de requiem, quase sempre de três padres, pois o pároco da Silveira estava presente com os dois então residentes na vila.                 
          As pessoas trajavam de preto, sinal de luto, e neste seu trajar queriam recordar os familiares falecidos. Era, na realidade, um dia sombrio...
           Presentemente, tem lugar, no mês de Novembro, a Festa de Cristo Rei, cuja celebração começou na Matriz das Lajes, após a criação dos grupos da Acção Católica. A festa litúrgica iniciou-se na Diocese na década de Vinte do século passado. Era Bispo da Diocese Dom António Meireles, que depois foi transferido para Coadjutor da Diocese do Porto, onde faleceu já bispo diocesano.
           Não se celebravam no dia indicado pela Liturgia, mas no domingo seguinte, porque, antes, a freguesia de São João já celebrava a solenidade
de  Cristo-Rei e o pároco, P. Inácio Coelho, era co-celebrante permanente nas festas da Matriz das Lajes.
      Os Pe. José Vieira Soares, Pároco e Ouvidor das Lajes, P. Manuel Vieira Feliciano, cura de São Bartolomeu, da Silveira, e Pe. Inácio Coelho, Pároco de São João, constituíam um trio sacerdotal que colaborava assiduamente nas festividades das respectivas paróquias. Entendiam-se fraternalmente e as respectivas actividades paroquiais eram previamente combinadas. Mas o grupo desfez-se, quando faleceu o P. Vieira Soares e, a seguir, o P. Inácio Coelho foi residir para os Estados Unidos
         Quando ficou na situação de manência – ou reforma, sem quaisquer remunerações... - o P. João Xavier Madruga passou a residir nas Lajes e era um permanente auxiliar, principalmente na oratória, que  nunca recusava.
         O que venho de escrever faz parte da nossa história. Importa pois, registá-lo Ad perpetuam rei memoriam.             
            
Lajes do Pico
11-Outubro-2016


Fonte: Notas do Meu Cantinho - Ermelindo Ávila 
            Jornal o Dever

Ana Cabrita         


        

Parque Natural do Faial conquista prémio de Experiência de Natureza

O Parque Natural do Faial, conquistou o primeiro prémio de Experiência na Natureza, galardão alcançado quarta-feira, dia 26 de outubro, em Malta, no 11.º encontro da Rede de Destinos Europeus de Excelência.
Segundo uma nota do Governo Regional dos Açores, além do Parque Natural do Faial, concorreram aos galardões “EDEN Innovation Awards 2016” sete outros destinos EDEN, nomeadamente a Taiga Selvagem, na Finlândia, Naturpark Ötscher-Tormäuer, na Áustria, Kaposvar and the Zselic area, na Hungria, Zuid Limburg, na Holanda, Waimes, na Bélgica, e o Mincio Park e o Sistema Fluviale Nera Velino, ambos em Itália.
A Reserva Natural da Caldeira do Faial é a mais antiga área classificada do arquipélago, completando 45 anos a 07 de março e nela estão localizados sete de nove habitats prioritários nos Açores, bem como dois terços das espécies endémicas de plantas vasculares, de acordo com o executivo açoriano.
Insere-se na cratera de um vulcão, com dois quilómetros de diâmetro e uma profundidade média de 400 metros.
A descida acompanhada à Reserva Natural da Caldeira do Faial, iniciativa premiada na sequência da regulação que foi criada e que contemplou a promoção pública de cursos de Guias da Caldeira, registou este ano, até à data, 47 grupos operados por sete empresas locais, adianta a nota.
Além de Reserva Natural, seguindo os critérios da IUCN - International Union for the Conservation of Nature, é também área integrante da Rede de Natura 2000, do sítio Ramsar e de um geossítio prioritário do Geoparque Açores.
 
 
 
 
 
Fonte:http://www.acorianooriental.pt/noticia/parque-natural-do-faial-conquista-premio-de-experiencia-de-natureza

Patrícia Machado