Ilha das Flores, Açores 2016




Carolina Melo Simas

Walk & Talk - Encerramento



Não perca hoje a festa de encerramento, às 22 horas, do festival "Walk & Talk", uma parceria com o Museu de Angra do Heroísmo. 
Conte com animação, convívio, discussão e análise do respectivo evento. 

Lenda «Santo Cristo dominou o fogo»

Esta lenda data do início do século XVIII, mais propriamente no dia 1 de Fevereiro de 1718. 
Os habitantes da freguesia da Praia do Almoxarife andavam ocupados nos seus trabalhos. As mulheres estavam no arranjo da casa e da comida e os homens andavam no campo, a trabalhar a terra da qual tiravam o seu sustento.
Alguém, por acaso, olhou para o lado do Pico, em frente, do outro lado do canal e viu uma coisa horrível e inesperada: o lume rolava sobre o mar, em bocas-de-fogo abertas, em direção à Praia do Almoxarife. Tinha rebentado um vulcão no Pico, em Santa Luzia ou nas Bandeiras, e a lava fervente era tanta que se tinha espalhado pelo canal e ameaçava ir destruir as casas, terras e outros bens das pessoas daquela freguesia.
O povo da Praia do Almoxarife, muito crente em Santo Cristo, que sempre os tinha protegidos nas suas aflições, foi com muita fé buscar o crucifixo e levou-o para a beira-mar, junto à praia. Os homens que seguravam o crucifixo, desenharam com o Senhor uma cruz na areia e seguraram-no na vertical, de frente para as ondas de lume que avançavam sobre a água, aproximando-se a toda a força.
Então, o Cristo curvou-se como se estivesse a fazer uma vénia ou a mandar o lume afastar-se para trás. Perante os olhares pasmados das pessoas, o fogo obedeceu, começando a recuar e a sumir-se pelo mar abaixo.
A alegria foi comum pois estavam livres de perigo e a fé no seu Santo Cristo aumentou cada vez mais.

A partir dessa data, a Câmara da Horta prometeu fazer a festa da freguesia todos os anos, no dia 1 de Fevereiro, e não o esqueceu.

Fonte: http://www.lendarium.org/narrative/santo-cristo-dominou-o-fogo/

Vera madruga

Fajã do Santo Cristo vai ter parque de campismo e trilhos recuperados

A fajã da Caldeira do Santo Cristo, na ilha de São Jorge, beneficiará de um parque de campismo e trilhos recuperados, segundo um contrato entre o Governo Regional e o Município da Calheta.
O contrato, financiado na totalidade pelo executivo açoriano, propõe a recuperação e remodelação dos trilhos tradicionais no interior desta fajã, bem como a instalação de uma zona de apoio, acolhimento e descanso para os visitantes que percorrem os trilhos e acedem ao local.
A ilha de São Jorge possui mais de sete dezenas de fajãs, terrenos planos e férteis ao nível do mar que resultaram da acumulação de detritos na sequência de terramotos ou escoadas lávicas de erupções vulcânicas.
No passado dia 19 de Março, as fajãs foram classificadas como Reserva da Biosfera pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
À agência Lusa, o presidente da Câmara da Calheta, Décio Pereira, salientou a importância do investimento “no local de maior visitação da ilha de São Jorge e um dos mais visitados dos Açores”.
“Vai permitir a reabilitação dos arruamentos da fajã e evitar o campismo selvagem, num projeto integradíssimo na fajã”, mencionou Décio Pereira, referindo que o investimento deverá estar terminado dentro de ano e meio.
O autarca explicou que à fajã não se chega de carro, mas apenas a pé ou de moto quatro, adiantando, por outro lado, que “é uma fajã virada a norte da ilha, pelo que poderá haver dias cujas condições meteorológicas impossibilitem a execução dos trabalhos”.
Décio Pereira destacou que o projeto “respeita a arquitetura do lugar”, assegurando ainda que “não vai haver inovações, nem prejudicar a imagem da caldeira”.
Neto Viveiros esclareceu que na parceria com o município da Calheta está contemplada a recuperação dos trilhos, “pavimentando-os com pedra característica do local”, assim como uma zona de apoio aos visitantes que inclui um pequena área para campismo, balneários e bar.
Considerada um santuário do bodyboard e do surf, esta fajã é também o único local nos Açores onde se desenvolvem amêijoas.
 
 
 
 
 
Fontes:http://www.acorianooriental.pt/noticia/faja-do-santo-cristo-vai-ter-parque-de-campismo-e-trilhos-recuperados / http://www.visitazores.com/en/the-azores/places-to-visit/landscapes/sao-jorge/faja-da-caldeira-de-santo-cristo


Patrícia Machado

Workshop de Trabalhos de Costura

Irá se realizar de 17 de Outubro a 1 de Novembro, na Ilha de São Jorge, um Workshop de trabalhos de costura com a formadora Salomé Vieira. Será realizado na delegação de ilha, e num horário pós laboral
A costura é uma das artes mais antigas da humanidade e tem mantido uma presença constante e de extrema importância em praticamente todas as sociedades.  
Esta atividade era muito comum nas gerações anteriores, mas caiu em desuso devido à produção industrial em massa e de baixo custo. Contudo, hoje observa-se uma vontade crescente de aprender a reparar peças de vestuário, costurar ou mesmo criar pequenos projectos têxteis decorativos ou utilitários.
Neste contexto, este workshop pretende dotar as participantes das técnicas e conhecimentos básicos de costura para que possam, de uma forma autónoma, tirar medidas, desenhar moldes e costurar à máquina uma saia personalizada ou um vestido.
Será a artesã/formadora Salomé Vieira, reconhecida pela sua habilidade, bom gosto e qualidade dos seus trabalhos a orientar este workshop nas Velas, em São Jorge.




Lenda de Santo Amaro de Ponta Delgada das Flores








Em dias já muito remotos, mais precisamente no século dezassete, andava um homem de Ponta Delgada das Flores, na costa, no lugar do Rolo. A certa altura apercebeu-se que o mar vinha trazendo uma coisa. Esperou algum tempo e, por fim, o mar pôs sobre as pedras uma linda imagem de Santo Amaro. O homem deu logo parte a outras pessoas do seu achado e trouxeram o santo para a igreja paroquial de Ponta Delgada. 
 No dia a seguir, a imagem, sem que ninguém lhe tivesse tocado, apareceu lá em baixo, próximo do lugar onde o mar a tinha depositado. Todos acharam aquilo muito estranho e, sem saber como explicar o acontecimento, voltaram a trazer Santo Amaro para a igreja. 
 Mas o santo fugia sempre lá para baixo. As pessoas já estavam zangadas e varejavam-no com um vime para que ele viesse para a igreja. Nada conseguiam. Para baixo o santo ia de livre vontade, sozinho, sem que ninguém lhe tocasse, mas para cima ninguém o fazia vir, por mais vergalhadas que lhe dessem. 
 As pessoas começaram a pensar que o santo queria estar lá em baixo, onde tinha dado à costa e para isso tinham que lhe construir uma ermida naquele sítio. Com muita fé, mas também com muitas dificuldades, principalmente porque não havia água por perto para fazer a argamassa, começaram a construir a ermida. Acartavam a água de muito longe, da Ribeira do Moinho, de Além, de pé do Farol. 
 Santo Amaro, vendo a boa vontade das pessoas, deu-lhes uma ajudinha e fez nascer uma fonte mesmo ali, de onde a água começou a jorrar em abundância. 
 Passado algum tempo a ermida estava pronta e lá puseram Santo Amaro, onde esteve muitos anos e onde fez muitos milagres. Com o tempo a ermida começou a degradar-se e ruiu por fim. Santo Amaro foi trazido para a igreja paroquial de Ponta Delgada, onde continuou a ser homenageado com uma linda festa no primeiro domingo de Setembro. Ali acorriam muitos romeiros, que tinham de sair de casa pelas duas horas da madrugada para virem a pé, com as suas ofertas de bonecos de massa à cabeça ou às costas. 
 O santo parecia que estava agora satisfeito porque aquele lugar onde tinha aparecido era seu. Apesar da sua ermida ter desaparecido, ao sítio onde ele tinha tido morada passou a chamar-se Santo Amaro e à fonte, que ainda hoje corre abundantemente no Cerrado do Adro, chamou-se e ainda agora se chama Fonte de Santo Amaro.

Fonte: Wikipédia
Silvia Vieira

Ribeira Grande recebe em 2018 festival internacional de malabarismo






A Ribeira Grande vai acolher em 2018 a 41.ª edição do festival internacional de malabarismo, um evento que acontecerá pela primeira vez em Portugal, foi hoje anunciado.
 


“É um evento que reúne malabaristas (de vários países) para partilharem experiências. Tem ‘workshops’ de manhã à noite e espetáculos. As datas oficiais são de 28 de julho a 05 de agosto de 2018”, afirmou hoje Frederico O´Neill, da “9’Circos – Associação de Artes Circenses dos Açores”, numa conferência de imprensa, que decorreu no Teatro Ribeiragrandense.

O único representante português na Associação Europeia de Malabarismo, que promove anualmente o festival num país diferente, referiu que costumam estar presentes no evento artistas de rua de todo o mundo para fazerem malabarismos e truques.
Malabarismo é a arte de manipular vários objetos, como bolas por exemplo, com destreza manual, uma técnica muito utilizada nos circos.

Federico O´Neill, parente do poeta Alexandre O´Neill, e que, segundo disse, também fazia malabarismo com as palavras, adiantou que durante os sete dias do festival os participantes ficarão instalados no recinto da Associação Agrícola, em Santana, local que permite “treinos em recinto coberto e acampar”.

“É um evento onde se vê muita fusão entre malabarismo, dança contemporânea e teatro”, explicou o responsável, acrescentando que estão previstos vários espetáculos de rua na vila de Rabo de Peixe e na cidade da Ribeira Grande, sendo que nesta última haverá mesmo “um grande cortejo com a presença de todos os participantes do festival”.

Informando que em 2017 o festival decorrerá na Polónia, Frederico O´Neill referiu ainda que o evento “permite aos olheiros do Circo do Soleil”, fundado no Canadá em 1984, “escolher malabaristas para próximos espetáculos”.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, revelou que “são esperados no mínimo 2.000 participantes”, a que acresce os acompanhantes, a comunicação social, entre outros, o que “permitirá dar maior visibilidade à cidade e ao concelho”.

Alexandre Gaudêncio, que se mostrou reconhecido pela escolha do concelho para realizar, pela primeira vez em Portugal, o festival, desvalorizou o facto de a autarquia assumir um compromisso para 2018, ano em que poderá já não ser presidente, uma vez que haverá eleições autárquicas em 2017.

“Este tipo de eventos tem alguma antecedência, independentemente de quem tiver a gerir o município. Aqui foi o sentido de oportunidade. O apoio do município é assegurar a parte logística”, disse Alexandre Gaudêncio, alegando que “independentemente de quem ganhar as eleições no próximo ano não há aqui nenhum compromisso financeiro”.




Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/ribeira-grande-acores-recebe-em-2018-festival-internacional-de-malabarismo


Mónica Martins